15 comentários em “Ainda Paulo Coelho

  1. Achei o texto confuso pois faz ataques a quem não está no debate, parece que a indignação do autor é contra tudo e contra todos. Estranho. Se o texto é sobre alguém ou sobre alguma coisa que trate do assunto em questão pois assim não ajuda muito o leitor na formação de sua opinião.

  2. Caro Raymundo,

    Não tenho o prazer de conhecê-lo, talvez por isso fui assaltado por atroz dúvida ao ler seu texto: você escreve sobre o que não lê ou lê e não presta atenção? Gente aí, Gabriel Esgalha principalmente, não se refutam fatos objetivos com murmúrios vindos de longínquas mitocôndrias de localização ignorada. De qualquer modo, obrigado pela leitura. Aos que gostaram do texto, no qual tento trabalhar com dados e não com opiniões hepáticas, agradecimentos redobrados.

  3. A quem este artigo condena? Ao escritor, ou ao telejornalismo global, que evidencia escritores tidos como consagrados, em detrimento de outros,não menos valorosos,em contrapartida,menos lidos?

  4. Pessoal leiam Bernard Cornwell, que pra mim, esse Paulo Coelho plageou alguns personagens outro ótimo Conn Iggulden depois me agradeçam.

  5. Caro ELOÉSIO. Seu texto quando se refere ao Fernando Morais, menciona ser ele o autor de “A ilha”, seu primeiro livro, mas propositadamente se “esqueceu”de acresentar ser ele autor de outros livros, inclusive um estudo biográfico sobre o autor em questão “O Mago”, e de “Corações sujos”, aliás excelente filme de Vicente Amorim,
    atualmente exibido nos cinemas. Interessante OBSERVAR que um pesquisador de esquerda como é Fernando Morais, se lança a pesquisar como cientista tanto Paulo Coelho como Antonio Carlos Maganhães. Assim deve ser um pesquisador instruído na objetividade do texto, investigação documental, e antes de tudo deve suspender o juízo de valor e opiniões. Nesse sentido, Morais caminha na contramão do dogmatismo esquerdisda, preconceituoso (talvez invejoso), que “não leu e não gosta” ou que leu armado de cuspe. Acho lamentável que um escritor tão lido pelo mundo todo, inclusive lido por aqui pela massa, é desprezado pelo elitismo esquerdista, que se quer crítico. (“O que é ser crítico?” título de um texto meu que pode ser capturado na intenet).
    Não sou advogado de Paulo Coelho, não tenho procuração sua, não o conheço, mas lia algumas de suas obras, até posso comparar com outras da literatura. Mas acho que não tenho direito de cuspir em qualquer autor, só porque ele faz sucesso com seus livros? Só porque ele tem um bom marketing? Só porque ele diz que tem pacto com Deus, que é mago. E os demais escritores que se permintem certas fantasias e licenças poéticas? Os mesmos que desgostam de Paulo Coelho admiram as bravatas do presidente do Irãn, que afirmou ser o terremoto acontecido no Iran resutado da ousadia das mulheres. Tenho horror a este tipo de critica de um olho só, ou do pensamento único e totalitário. Lamento que nossa elite intelectual supostamente crítica, não aprendeu a pelo menos reconhecer o valor de gente que divulga a cultura brasileira, gostando ou não se sua obra, eles divulgam. Assim, esta elite odeia e/ inveja um Jorge Amado (porque apenas de comunista, algumas de suas obras viram novelas e filmes da Globo), Mauricio de Sousa (com sua turma da Mônica recebe boicotes desta elite); Pelé (existe um racismo enrustido nesta elite?); Airton Senna (por ser um esporte do capital internacional); e…claro Paulo Coelho (porque seus livrinhos fazem sucesso nos quatro cantos do mundo, conta o maior número de traduções pelo mundo, e não sabemos por que, inclusive na França, Iran..). Seu último livro pode ser um fracasso no Brasil, mas e no resto do mundo?
    É preciso investigar cientificamente, afinal por que a elite intelectual odeia Paulo Coelho e sua obra? No fundo, Paulo Coelho é um autor resiliente, que quanto mais recebe pancadas mais cresce. O contrário aconteceu com Patrick Suskind, autor de “O perfume”. Recebeu tantas críticas pelo seu segundo livro “A pomba” que caiu em depressão literária.
    Lamento. Raymundo de Lima.

  6. Sapiência tão superficial que merece a classificação de terceiro pecado de Paulo Coelho pelo fato de o desleixo do autor ser facilmente constatado inclusive na descontextualização das fontes que compõem suas estórias, as quais configuram “uma colagem carnavalizada de clichês” (Ibidem, p. 62) muitas vezes contraditórios uns aos outros. Tal superficialidade estabelece uma relação de sinonímia perfeita com a “generalidade democrática das coisas do espírito [o que] é certamente um dos segredos do sucesso do autor. Afinal, em um mundo onde os bens palpáveis são acessíveis à minoria, prometer o Reino dos Céus a granel nunca deixará de ser um bom negócio.” (Ibidem). Assim sendo, um otimismo ingênuo, tardiamente romântico, permeia o conjunto da obra do escritor mais vendido do país – se me for permitido um trocadilho.

  7. ─ Caro Eloésio, enquanto houver povo ignaro e de mentes inertes, curandeiros como: Paulo Coelho, Arigó, Manoel Jacinto (cultura racional) e tantos outros, vão continuar prosperando. Realmente é uma lástima! Parabéns pela matéria.

  8. Obrigado pela análise lúcida. Moacir Scliar deve estar sorrindo no Céu dos Escritores. E citar Adelaide Carraro fez eu me perguntar se sou um dos “tarados extemporâneos e (ou) arqueólogos literários”… sem dúvida um pouco dos dois… mais uma vez muchas gracias…

  9. Concordo plenamente com Léo Mittaraquis, que fez um comentário brilhante sobre o artigo (brilhante!), do Prof. Eloésio Paulo!

  10. O sucesso de um autor como Paulo Coelho só pode ser explicado por muito marketing. Ele é muito ruim, mesmo. Tentei lê-lo uma vez, para ver o motivo de tanta bajulação, mas não consegui terminar o seu Brida. Grata, Professor, por seu post.

  11. Paulo Coelho li quase nada, e não me animei a ler mais, embora não visse como ruím – pelo menos no início. Mas seu livro eu vou atráz. Instigações são meu prato favorito. Além do mais e a propósito, sua prosa flui que é uma beleza!

  12. Caríssimo professor, não o conheço, mas já uma fã, só por ter lido algo que deveria ser publicado em Jornais, GLOBO, kkk, mas em uma de suas frases..Se Deus está morto, imagine Paulo Coelho…certíssimo. ( Magnífico “Nietzsche” e suas obras, mesmo aqueles inacabadas, que até os dias atuais permanecem)
    Pode ter certeza, que se ele se diz milionário, não foi, com um centavo sequer de minha pessoa, na compra de seus livros em que a ficção impera, naqueles que não acordam para a realidade….

  13. Permita-me parabenizá-lo professor Eloésio Paulo (que empresta ao santo nome Paulo, a dignidade que certos coelhos não possuem). Texto mais que brilhante (sem bajulação). Quando Coelho (tão pouco Paulo) disparou inócuos dardos contra a obra de Joyce, fui tomado, por um momento, de certo estupor. Mas, como diria Nietzsche, foi só por um momento. Logo compreendi o motivo do magiquinho bater em um grande. Ora, só assim as rãs descerebradas da imprensa fariam eco. \ “Ohhh… Coelho insurgiu-se contra a obra mais comentada e menos lida do mundo\”. Presto: Coelho é notícia! Mais de uma vez, percorri, linha a linha Ulysses, Retrato… e Dublinenses. Não foi na primeira nem na segunda vez que percebi diante do que me encontrava. Porém, quando tomei consciência, me senti gratificado ao extremo. Mas, voltando ao seu belo texto, diria que suas palavras são lapidares. E tomando emprestado o bordão do Hortelino (partiner insubstituível do, aí sim, genial Pernalonga), creio que poderíamos concluir dizendo: “Isso é tudo, pessoal!”.

  14. Caro Professor, como sempre é um prazer e uma boa informaçao ler seu artigo, tanto mais que fazendo parte das “mentes que entendem melhor os exemplos que os conceitos”, pude apreciar este texto em que os exemplos abundam e os conceitos rareiam.
    Apesar de concordar com seus juizos e admirar sua argumentaçao, nao resisto a um “bem feito” ao insucesso do seu livro sobre os “pecados” de PC. Quem manda…? Isso me lembra um artigo de um critico italiano, irritadissimo com o sucesso do “Nome da rosa”, se desculpando por escrever sobre o autor, o que para ele era pior do que ler aquele romance – que por sinal muito me agradou.
    Mas eu sou apenas uma vulgar leitora (do tipo das mentes acima referido) e nao tenho nada a ver com as batalhas criticas ou autorais…

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