12 comentários em “A BASF, o regime nazista e a Universidade Estadual de Maringá

  1. É a política dos parques tecnológicos. Ou seja, fazendo o Estado por meio das instituições de ensino superior produzir ciência e tecnologia de mãos dadas aos interesses privados. Tiraram os uniformes nazistas e fascistas de outrora, vestindo-se agora de saber e progresso a disposição de todos. É muito grave. Quem vê isso com normalidade demonstra pouco senso crítico, além da possibilidade de futuros agrônomos e profissionais deste ramo tão importante, virarem simples divulgadores e vendedores de agrotóxicos.

  2. Desculpe-me, Professor, mas o seu texto não diz nada que faça sentido. Até o título é demasiado sensacionalista. Em que mundo vive o senhor? Tem certeza que está nesta mesma Universidade? Ou o senhor nunca teve de mendingar recursos para realizar alguma pesquisa. Então esta é a forma correta de se gerar conhecimento? Implorando por recursos que o governo não nos proporciona?
    Esta parceria é de grande valia para o Departamento de Agronomia, para a pesquisa, a geração de conhecimento e a liberação de novos produtos para culturas como couve-flor, alface, as minor-crops, que hoje não possuem registro adequado de produtos comerciais para sua produção. Ou o senhor acha que o mundo poderá ser alimentado com cultivos orgânicos e agroecológicos? São sonhos que necessitarão de muito mais pesquisa e conhecimento, talvez com a ajuda da BASF, para que aconteçam.

  3. ”Mas não podemos esquecer que durante a Segunda Guerra Mundial a Basf fazia parte do conglomerado IG Farben que apoiou o regime nazista na Alemanha, inclusive produzindo o tristemente famoso pesticida Zyklon B, que era utilizado nas câmaras de gás para exterminar os prisioneiros dos campos de concentração. Atualmente a empresa é uma das maiores fabricantes de agrotóxicos no Brasil.”

    Julgar uma empresa pelo seu passado é complicado. Então que o Brasil e o mundo pare de comprar carros da ford, visto que Henry Ford era um anti semita clássico e apoiava moralmente/financeiramente o nazismo. Que a classe média e alta pare de consumir perfumes do Hugo Boss, pois este foi o estilista dos uniformes da SS e da SA, além da Juventude Hitlerista. Que o mundo pare de consumir petróleo, pois as ”sete irmãs” vendiam combustível aos dois lados na guerra…e tantos outros exemplos que poderiam ser citados.

    Não podemos esquecer tais atrocidades, jamais. Esquecer é dar a oportunidade para que se repitam. Mas, como humanos, devemos simplesmente continuar e superar nosso passado, e tentar reparar os erros cometidos, mas não é com a intolerância e (pasmem, repetir tais erros destes regimes) tentando associar a marca com erros do passado que iremos a algum lugar. A briga entre a Lei da Anistia x Comissão da Verdade em nosso país está aí como maior exemplo.

    Olha, e quanto a associação público/privado (no caso, BASF e UEM) é de extrema importância em âmbito nacional, pois assim promove o desenvolvimento científico (pesquisa e extensão) de acadêmicos, professores e profissionais em busca de uma agricultura melhor. É somente assim, compartilhando informações sobre manejo de grandes culturas que poderemos chegar a algum lugar no quesito alimentos mundiais. Bom, é assim, como filho de agricultor e acadêmico desta universidade que vejo tais situações….

  4. Prof. Praxedes.

    Desconsiderando terminologias de posts preconceituosas, obtusas, ofensivas e desprovidas de argumentações minimamente razoáveis ao que seu texto propõe discutir, reafirmo o quão importante é abrir espaço de discussão sobre a produção e a apropriação da produção do conhecimento, é isso que entendo estar em discussão em seu texto. Se uma organização privada deseja investir em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos que o faça com seus próprios recursos e sob sua conta e risco, o que não se pode admitir, e tenho certeza que se o contribuinte paranaense fosse consultado concordaria com isso, é que o investimento estatal e público, seja ele de qualquer ordem (logística, operacional, científica, intelectual, recursos materiais e humanos) sejam investidos para desenvolvimento de produtos para um ente privado que depois de patenteado ira cobrar pelo seu uso no Brasil e no mundo.

    Concordo que faltam Professores (com P maiúsculo) nas universidades estatais e públicas, saudades de Milton Santos, Florestan Fernandes, Paulo Freire, Azis Ab´Saber, Antonio Candido, Chico de Oliveira, entre tantos outros, mestres do saber que nos faziam pensar coletivamente !!!

  5. É muita infantilidade alegar que a tecnologia no âmbito das plantações em grande escala e dos agrotóxicos são somente prejudiciais à sociedade, pois sem eles,
    o alface que o Sr. Praxedes come no almoço, seria apenas um sonho. Caso contrário, ficariamos todos expostos aos caprichos que a natureza nos expôe. São quase 200 milhões de habitantes no Brasil, e vocês acham que a solução é uma hortinha agroecologica? isso sé falando de “alface”. Isso é mais uma idéia maluca em vossas cabecinhas marxistas. Aliás está é a pedra que todo esquerdista carrega no sapato.
    Porque o senhor não escreve um artigo sobre o o Sr. Kellog? (sim, o mesmo do sucrilhos), que financiou com dinheiro do próprio bolso a construção de uma gigante usina que viria a gerar a bomba atômica jogada em cima de Nagasaki e Hiroshima, incinerando mais de 300.000 pessoas instantâneamente e que continua provocando tumores mortais até hoje. Sem falar na Bell Labs e na Nestlé. A esquerda sempre insiste em retardar os avanços científicos com a desculpa de proteger o futuro da humanidade e os recursos naturais. Um texto preconceituoso e pequeno, e afirmo com certeza que tem menos a ganhar com este intercâmbio, é a própria BASF.

  6. João Oliveira Selles, Se for do DHI UEM fique sabendo que a sua postagem não nos representa! Acredito que temos que ter vergonha de alguns docentes do nosso próprio departamento que pregam dentro da sala de aula o antissemitismo e defendem a violência. Esses sim causam vergonha!
    Esse texto foi discutido por alguns alunos de história, e acredito que ele contribui de forma considerável para a nossa reflexão enquanto acadêmicos!

  7. Professor Walter Paxedes
    Parabéns pela informação e pela coragem de dizer a verdade: triste, cruel… Mas a verdade é necessária sempre… Precisamos conhecer melhor a realidade…
    Continue sempre assim… O mundo e a UEM precisa de pessoas como você!
    Abraços fraternos!
    Selma
    Professora de História e Pedagoga

  8. Meu Deus…
    É pra rir ou pra chorar?
    Parabéns aos profissionais que viabilizaram esta parceria entre UEM e Basf!

  9. Fico estupefacto e envergonhado ao saber que o autor deste artigo faça parte do corpo docente da UEM. É por isso que o nível dos estudandes do curso está cada vez pior. Pessoas vazias e ignorantes formam pessoas vazias e ignorantes, unilaterais. Acho que o senhor já é bem grandinho e graduado para generalizar as coisas desta forma. Será que o Dr. também aconselha seus discícpulos a boicotarem “empresas com passado degradante” que também apoiaram os nazistas, como a Ford, a Kodad, a GM, a Nestlé e tantas outra? O senhor não deve ter muito o que fazer ultimamente para desclassificar o intercâmbio entre seus alunos e a maior empresa química do mundo. Nós do departamento de história é que temos vergonha de dividir um cargo público universítário, com uma mente degradante, estreira e preconceituosa. Meus pêsames.

  10. Prof. Praxedes.

    Obrigado por trazer à tona tema tão relevante, há muito tempo instituições públicas – portanto fruto dos nossos impostos – vêm sendo utilizadas como laboratório para grupos privados maximizarem seus lucros e diminuírem os riscos de suas operações, utilizam a infraestrutura e principalmente a excelência do corpo docente das universidades públicas em prol de seus interesses particulares, depois patenteiam o resultado das pesquisas deixando todo ônus para o conjunto da sociedade brasileira. É preciso dar um basta nisso, universidade é essencialmente pesquisa e crítica e numa universidade pública o resultado disso tem que obrigatoriamente servir ao interesse público, jamais privado !!!

  11. É por esses pensamentos que “doutores em educação” são taxados de parasitas que em nada acrescentam à sociedade. Somente criticam, porém esquecem que estão “encostados” no próprio Estado, este bancado por empresas e trabalhadores que têm mais o que fazer a fantasiar. Pensamento típico de um curso questionável quanto à relevância e relação custo para a sociedade X benefícios.

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