“1984”: ainda podemos ter esperança na humanidade, mesmo que esta seja desesperada? Orwell diz SIM!

CARLOS RUSSO Jr.* Caso alguém pudesse menosprezar todas “profecias” e previsões expressas por Orwell em “1984”, pelo menos duas delas são absolutamente inegáveis: por um lado, o sistema econômico não pode prosperar sem a produção contínua de armamentos, por outro, a liberdade e a democracia morrem quando se desata o armamentismo, pois o militarismo através … Continue lendo “1984”: ainda podemos ter esperança na humanidade, mesmo que esta seja desesperada? Orwell diz SIM!

Euclides da Cunha, racismo e a crítica ao massacre de Canudos

ALEXANDER MARTINS VIANNA* “O sertanejo é, antes de tudo, um forte”. Não, isso não é a positivação da mestiçagem sertaneja em “Os Sertões” (1901-1902)* de Euclides da Cunha (1866-1909). Depois desta frase, segue: “Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral”. Euclides da Cunha postula a relação entre mestiçagem e doença mental conforme … Continue lendo Euclides da Cunha, racismo e a crítica ao massacre de Canudos

O manual da inquisição de 1484: o demônio tinha rosto de mulher

ROZENILDA LUZ OLIVEIRA DE MATOS * RESENHA:KRAMER. H. SPRENGER, J. O martelo das feiticeiras. Malleus Maleficarum. Tradução de Paulo Torres. 2 ed. Editora Rosa dos Tempos, RJ, 1991. Conforme reportagem da BBC News de 17 de setembro de 2021[1] o Malleus Maleficarum ou O Martelo das Feiticeiras, é um dos primeiros livros da história que … Continue lendo O manual da inquisição de 1484: o demônio tinha rosto de mulher

O lumpen empresariado

LEONARDO AVRITZER* Considerações sobre as eleições de 2022 e o iliberalismo dos liberais brasileiros O episódio envolvendo o cancelamento pela corretora XP, um dos maiores players do mercado financeiro no Brasil, da publicação de uma pesquisa eleitoral que apontava a consolidação da liderança do ex-presidente Lula nas eleições desse ano, nos faz voltar a um … Continue lendo O lumpen empresariado

Sobre o estado da educação

NELSON PILETTI* Começo com o Barão de Itararé. Perguntado sobre o Estado Novo de Vargas, saiu-se com esta: “O Estado Novo é o estado a que chegamos”. Sobre a educação brasileira, podemos seguramente afirmar: o estado velho é o estado a que chegamos. Sobre isso faço quatro constatações, isto é, verificações do estado das coisas, … Continue lendo Sobre o estado da educação