Palmada educa?

por RAYMUNDO DE LIMA*

Alguns pais estão resgatando o autoritarismo da educação tradicional, ameaçando ou batendo nos filhos, com o falso argumento de que a nova geração precisa de disciplina e de obediência. Algumas escolas particulares também fazem propaganda de seu método rigoroso e disciplinador, atraindo principalmente os pais fracassados e autoritários camuflados desejosos pela terceirização da educação dos filhos.

A ‘pedagogia da palmada’ vem influenciando até mesmo alguns especialistas que acreditam que é preciso colocar freio na indisciplina. Marilda Lipp, doutora em psicologia do comportamento, escreveu um artigo cujo título era justamente “A palmada educa” (Veja, 01/05/96). Embora a psicóloga ressaltasse que a criança não deve ser punida na primeira vez que erra; que os pais devem sempre explicar o porque ela deve apanhar e alertá-la sobre as conseqüências de seus atos, a verdade é que o artigo tinha um tom, começando pelo título, de que a palmada tem o poder de educar.

Em verdade “a palmada deseduca”. Esse é o slogan da campanha que o Laboratório de Estudos da Criança (LACRI), da Universidade de São Paulo, quer erradicar através de uma petição, desestimular pais e educadores a bater nas crianças, nem que seja eventualmente. A discussão sobre castigos corporais também chegou a Brasília. A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados está mobilizando seminários sobre o tema. O presidente da comissão, deputado Marcos Rolim (PT-RS), quer desencadear uma campanha para conscientizar a população e apresentar experiências internacionais.

Países de 1º. mundo, hoje, “autorizam” pais e professores de usarem os antigos instrumentos de castigos (ou tortura) como palmatória, chicotinho, varinha, corda, cinto, etc. Uma amiga que viveu durante um ano na cidade de Lion, França, disse-me que são vendidos chicotinhos especialmente feitos para bater em crianças desobedientes. A Inglaterra que ficou conhecida internacionalmente pela experiência libertária da Escola de Summerhill, só suspendeu o castigo físico do seu sistema educacional em 1989. Recentemente (2004), o parlamento inglês voltou a discutiu a necessidade de aplicar castigos físicos como medida educacional legítima.

Nos países escandinavos, embora a educação seja rígida, existem leis que proíbem os pais usar violência contra seus filhos. As crianças podem fazer denúncias, e assistentes sociais ficam de plantão para evitar essa pratica.

Não faz muito tempo que Cingapura, país de regime político autoritário e um sistema financeiro importante, localizado na Ásia, impôs uma pena judiciária de chibatadas a um jovem norte-americano que transgrediu as severas leis daquele país.

Apesar do liberalismo ‘oficial’ e aparente permissividade educativa dos norte-americanos, a maioria da população dos EUA consultada não apenas aprovou a pena judiciária de Cingapura para o crime de tráfico de drogas como gostaria que sua justiça também fizesse uso de castigos físicos para transgressores da lei. Para reforçar essa atitude repressiva, uma pesquisa divulgada declara que 61% dos pais norte-americanos aprovavam castigos físicos como uma forma de punição válida, e 57% disseram acreditar que até mesmo bebês de seis meses podem merecer uma surra.[1]

Palmada em casa e palmatória na escola

O castigo físico em crianças foi introduzido no Brasil pelos padres jesuítas no século XVI, causando indignação nos indígenas, que repudiavam o ato de bater em crianças. A correção, como explica a historiadora Mary Del Priore, no livro História das Crianças no Brasil, era considerada uma forma de amor. O excesso de carinho devia ser evitado porque fazia mal aos filhos. A relação entre os pais e suas crianças teria de ser o espelho do amor divino, segundo o qual, amar é castigar os erros e dar exemplo de vida correta. Os castigos disciplinares devem ser aplicados não apenas para corrigir as chamadas ‘malcriações’ e ‘birras’ como também serve para sacudir a preguiça que é considerada culpada de muitos erros e ignorâncias desde cedo no espírito da criança.

A perspectiva judaico-cristã sempre foi favorável por uma educação por meio de castigos físicos. A historiadora comenta que “a partir da segunda metade do século XVIII, com o estabelecimento das chamadas aulas régias, a palmatória era o instrumento dessa época, dirigido aos professores”.

“Ao expulsar os jesuítas de Portugal e de suas colônias, em 1760, o Marquês de Pombal pôs fim à principal forma de educação vigente no Brasil. Segundo o pesquisador Luiz Kelly Martins dos Santos, a Reforma Pombalina foi catastrófica porque era um plano político, não pedagógico.”O alvará assinado pelo rei de Portugal e aplicado no Brasil (seria precursor da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira) introduziu normas punitivas a professores e alunos – nestes últimos, podia-se aplicar castigos físicos como palmatória e ajoelhar-se no milho”.[2]

No Rio de Janeiro onde hoje existe um Museu da Tecnologia da Educação – que faz parte do Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação (Ipae) -, levantou uma pesquisa histórica sobre a palmatória. Curioso é que “o instrumento que está exposto e faz parte do nosso acervo é inglês, e não brasileiro”, declara o pesquisador Martins dos Santos, um dos organizadores do museu, ao explicar a diferença do formato. “A palmatória usada no Brasil era uma haste que terminava em uma peça circular de madeira que, por sua vez, possuía furos em forma de cruz. Quem apanhava com o instrumento ficava com bolhas na mão similares aos desenhos dos furos”.

A palmatória tornou-se um símbolo de disciplina na educação da geração do Brasil Colonial. Mas foi ainda muito usada depois da Independência. “Era comum nas formaturas de fim de ano os alunos presentearem os professores com palmatórias feitas de madeira compensada ou papelão, como forma de mostrarem submissão à autoridade”, afirma Martins dos Santos.

Muitos dos instrumentos expostos no Museu da Educação ainda são usados hoje em dia. Basta ler os jornais da capital e principalmente do interior do Brasil para encontrarmos notícias sobre diversos tipos de castigos físicos, puxões de orelha, obrigar a criança ajoelhar-se no milho, e casos escabrosos que configuram crime de tortura realizado em casa ou em escola.

A ideologia e eficácia dos castigos físicos

No estudo de Michel Foucault (1977), o uso do castigo físico faz parte de um sistema de controle de uma sociedade investida do sentido da ordem e da lei. A vigilância enreda a todos, e não apenas as crianças. As instituições do século 18, ligadas por uma espécie de ‘rede’ de crenças, valores e hábitos, geraram um sistema de vigilância, controle e punição desde a família, até prisão, passando pela escola ou serviço militar. A educação tradicional era autoritária porque podia impor todo o seu saber e poder para “torcer o pepino desde pequeno”. Era um sistema educativo que acreditava ser preciso formar um cidadão “disciplinado” para ser “dócil” à nova ordem moderna. Mas, em nossa época denominada pós-moderna, querer resgatar o castigo físico como método educativo, além de ser um contra-senso é uma prática fora de lugar. Os pais que ousam bater nos filhos, no fundo, carecem de palavras e de espírito democrático. Funcionam como o terrorismo que através de seu ato – bruto, rude, bárbaro – pretendem eliminar o sentido das palavras e o valor do diálogo na construção do verdadeiro sujeito. Mais ainda, eles acreditam que são donos do corpo dos filhos assim como era o senhor de escravos; alguns professores ainda vivem no mundo delirante dos anos 1970, acreditando que podem dirigir os corpos, os corações e o futuro dos seus alunos.

Alain [Émile Chartier – 1868-1951), outro pensador francês, embora sendo conservador e positivista, já em sua época recomendava, primeiro, aos pais “educar”, e à escola “ensinar”. Cada qual deve fazer bem a sua função. Os pais devem “educar” com firmeza, “mas não com pancadas”.

Há controvérsias se deve ou não usar de vez em quando uma palmadinha, como recurso último para interromper a repetição das birras ou ‘malcriações’ infantis que indicam ruptura dos limites aceitáveis. A posição favorável ao uso de “palmada” sinaliza que esse natural uso da “a mão aberta” (e não o uso de instrumentos como o cinto, o chicote, que extrapolariam o sentido de correção educativa) tem intenção de ser um ato complementar à educação por palavras. Todavia, atualmente existe a tendência no mundo ocidental de que a palmada não funciona como método educativo, pelo contrário, causa ressentimento, dor, ou seja, pode causar um efeito contrário à educação. O ato de bater reforça, sem dúvida, o autoritarismo e sadismo do mais forte sobre o mais fraco, no caso, a criança, que termina ficando ressentida e com raiva. Existe suspeita de que o ato de bater pode levar o agressor a uma compulsão à repetição, isto é, a adquirir prazer e gozo sádico em bater.

O professor da Faculdade de Educação da USP e escritor de vários livros sobre educação e ensino escolar, Julio Groppa Aquino e a psicóloga e colunista da Folha de S. Paulo, Rosely Sayão, disseram em uma mesa-redonda em Maringá que, quando bem posicionados no seu papel de pai e mãe não precisam usar de violência para corrigir erros ou evitar reincidências dos filhos. Por exemplo, existem atividades passíveis de “negociação”, como a hora de chegar em casa, mas existem as “obrigatórias” – tais como tomar banho ou ir à escola mesmo não gostando – dependem do posicionamento dos pais como autoridade para que os filhos obedeçam. Ou seja, se os pais perderam o autocontrole e partem para agressões físicas, é porque já vinham abdicando o lugar de autoridade necessário aos pais.

Vivemos numa época de crise de paradigmas, inclusive no campo da educação. Ninguém tem a verdade e existe confusão quanto qual a melhor maneira de educar. A falta de bom senso de alguns pais, bem como também a contradição entre a teoria e a prática de outros supostamente melhor preparados, são visíveis e comentados. Pena que nunca os pais ficam sabendo diretamente sobre o seu erro, salvo quando são chamados na escola ou quando vão à terapia. Conhecemos educadores profissionais que dizem serem contra o castigo físico, mas o desmentem na prática. Quando tomam consciência sentem culpa. Há quem não usa castigo físico, mas abusa de castigo psicológico, que pode ser ter efeito mais traumático para a formação da personalidade da criança. Castigo psicológico não deixa de ser também uma forma de violência que marca para sempre a alma do sujeito com sofrimento, embora deixe intacto corpo da vítima.

Para a ABRAPIA (Associação Brasileira Pais, Infância e Adolescência), violência psicológica é rejeição, depreciação, discriminação, desrespeito, desqualificação, negligência, bullying (intimidação, perseguição e isolamento da criança), omissão de responsabilidades e punições exageradas. Por exemplo, punir uma criança para ficar em casa enquanto toda a família viaja de férias, é uma violência psicológica que em nada contribui para a sua educação. Nesse caso, no fundo, a motivação básica dos pais não é educar, mas projetar sua raiva, se auto-enganando que estão fazendo a coisa certa.

Quem castiga esquece, quem é vítima jamais esquece. Uma criança pode receber um castigo e não entender qual é a ligação dele com seu erro. Por isso, sempre temos que explicar a diferença entre o “certo” e o “errado” e criar condições para ela saber antecipar os efeitos de seus atos e poder refleti-los depois. Basil Bernstein demonstrou que as explicações “elaboradas” são mais entendidas pela criança do que as simples ordens e proibições, chamadas por ele de “código restrito”. Ou seja, segundo o sociolingüista, a criança atende melhor um pedido do tipo “por favor, abaixo e som, que estou atendendo ao telefone”, do que apenas a ordem seca: “Desligue isso”.

Educa bem os que usam bem as palavras, atos, acompanhados de olho-no-olho, de silêncio grávido de sentido; acertam na educação dos filhos os pais que sabem – e tem coragem – de escutar. Pais que falam palavras vazias, que fingem ser o ‘amigão’, abdicando-se de sua autoridade de pais, podem estar cometendo uma fraude educativa. Castigos e punições, como também dar prêmios sem merecimento, podem causar efeito negativo na formação do futuro cidadão.

Equilibrar palavras e atos assertivos, sem recorrer ao uso da violência física, é fazer da educação uma arte e nova ética para uma nova geração que poderá ser mais democrática e mais feliz.

Referências

ALAIN [Emile-Auguste Chartier]. Reflexões sobre a educação. [Propos sur l’Education]. [Trad.: Maria Elisa Mascarenhas]. São Paulo: Saraiva, 1978.

AQUINO, J. G. (Org.) Indisciplina na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus 1996.

BERNSTEIN. “Basil Bernstein e a psicanálise”.  In: Efeito psi. A influência da psicanálise [org. S. A. Figueira]. Rio: Campus: 1988. Tb: MARCELLESI, J.-B. & GARDIN, B. Introdução à sociolingüística. Lisboa: Ester, 1975, pp. 182-201.

DEL PRIORE, M. “O cotidiano livre da criança livre no Brasil…”. In: História das Crianças no Brasil. São Paulo: Contexto, 2000.

FOUCAULT, M. Vigiar e punir. Petrópolis: Vozes, 1977.

LIPP, M. Palmada educa”. In: Veja, 01/05/96.

www.aprendiz.com.br [acesso pelo UOL, em set/2004].


* RAYMUNDO DE LIMA é professor do Departamento de Fundamentos da Educação (UEM) e Doutor pela Faculdade de Educação (USP). Publicado na REA, nº 42, novembro de 2004, disponível em http://www.espacoacademico.com.br/042/42lima.htm

[1] http://www.aprendiz.com.br/

[2] http://www.aprendiz.com.br/

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10 comentários sobre “Palmada educa?

  1. Acredito que há uma distância muito grande entre palmadas e surras/maus tratos. E em casa ou na escola, o diálogo é e sempre será de fundamental importância para o crescimento e desenvolvimento das crianças. Agora, os pais devem ter o direito de escolha entre o dar umas palmadas ou não em seu filho e no momento certo. A meu ver a proibição já é demais! Além disso, existem situações muito mais importantes e necessárias a serem debatidas, revistas e/ou implantadas que estão sendo a muito tempo negligenciadas, como por exemplo: investimentos MACIÇOS dos governos às questões de educação tais como melhor infraestrutura nas escolas, melhores salários dos educadores do país inteiro, mais escolas, e daí mais empregos, mais lazer para crianças e adolescentes, mais incentivos, entre outras.

  2. VAmos tentar pensar.
    Primeiro há subjacente no artigo uma visão de LUTA entre fortes e fracos e isso não cabe na educação de filhos. O artigo mistura penalidade por crimes com penalidade educativa, o que é um erro. Neste sentido, não deveríamos ter presos. A penalidade das varadas em Cingapura é uma penalidade e não educação.

    Chamar palmada educativa de autoritarismo é mais uma vez trazer à tona discurso de luta. Temos que entender que os pais, como o próprio articulista escreve, estão sem paradigmas, pois justamente como ele disse, não há verdade. Ora, assim sendo o artigo em questão pode ser uma mentira.

    O problema é que muitos pais hoje, principalmente aqui em SP, trabalham, os dois, 10 horas por dia. Como educador, percebo o quanto de vós e vôs criam os netos, sem falar nas babás, enfermeiras etc. Essas crianças estão sem noção nenhuma de autoridade. o caso denota que o problema da educação é mais embaixo.

    Empiricamente é muito perceptível o discurso de que só aprendemos por meio da dor. Quantoa relatos há de que determinada lição de vida foi aprendida depois de um período de sofrimento (palavra esta não muito entendida em nossos dias)?

    Ninguém em sã consciência tolerará violência contra crianças. Há muitos pais que o fazem sim – física e verbalmente. Contudo, por estes os equilibrados pagam? Provavelmente sim.

    Outro ponto que acho complicado no artigo é dizer que educadores podem dar palmadas em crianças. Não, não podem. Isso é algo exclusivo da família. Pois a disciplina deve ser feita com amor e ser comunicada suas razões à criança. Uma escola que disciplina a criança com palmadas deve ser denunciada, pois não dispõe com o aluno da relação afetiva que os pais têm.

    REalmente, como pais não precisamos resolver tudo na base da palmada. Antes dela tem o castigo (sentar 3 minutos sem brincar, deixar de fazer algo que gosta, etc.) Antes dele tem o diálogo.

    Outro ponto importante é qual a idade a qual a palmada deve ser aplicada, ou seja, a disciplina apropriada à idade. Você não dá palmadas em adolescentes para educá-los, nem em jovens. Esse ponto de ser bem ponderado pelos debatedores do assunto.

    Também considero que por conta da disciplina utilizada pelos Jesuítas, pelo pensamento de Focault não precisemos ir ao outro extremo.

    Temos de ter cuidados com termos utilizados – palmada, surra, agressão não têm a mesma intensidade e intencionalidade. Se alguém precisar de exemplos, me escrevam que discuto o assunto.

    Sobre os direitos humanos, eles sempre devem ser preservados nas duas vias. Uma criança não sabe o que é melhor para si. Os pais, como seus tutores naturais e apesar de todas as suas limitações, sabem, pois cada um educa com o background que têm.

    A grande maioria da geração que debate o tema hoje foi disciplinado pelos pais na infância. Nem por isso seguem o mesmo modelo e a grande maioria não reclama disso, pelo contrário, isso, confessam, colocaram-nos no rumo.

    Precisamos compreender o que realmente está por detrás disso tudo. Será que é somente uma preocupação com o direito da criança? Que benefícios uma regulamentação deste tipo traria? Que malefícios? O governo pode regulamentar a educãção que os pais dão aos filhos?

    Só para pôr lenha na fogueira – e se a disciplina parte de uma convicção de fé, assegurada na Constituição? (desde que não seja violência contra a criança)

    É isso! Boa discussão!
    abs,

  3. A utlilização da palmada em criança deve ser uma questão bastante discutida,pois acredito que apenas conversas para promover a educação torna-se insufiente em algos casos.Não devemos proibir a palmada que educa e disciplina, mais a agessão fisica que machuca e deixa marcas profundas no individuo.Potanto acredito que a proibição da palmada necessária só estaria contribuindo para o aumento da violência nas escolas,em casas,nas ruas e etc,mesmo porque crianças,jovens,adolescentes,passará a sentir-se livre para agir da maneira que desejar já que não terá nenhuma punição de reflexão sobre seus atos.

  4. Os pais devem observar a personalidade de seus filhos para entendê-la bem, antes de escolherem o método educativo. Existem crianças com as quais as palavras por si só, funcionarão; porém em outras, uma dose moderada de dor física será necessária para que as palavras sejam ouvidas e praticadas.

  5. Tenho a boa teoria e a frustrante prática. Fui educado à moda da baixa classe, com muito estres, pouca educação refinada. Tendi a repetir os reflexos maternos e mesmo dos avós. Consegui segurar muitos, mas alguma coisa escapou e muitas lamentei tardiamente. Acho que em condições ideais é possível educar sem violência. A VIOLÊNCIA EM SI É UM ATO COVARDE E TALVEZ ENSINE A COVARDIA MAIS QUE QQ OUTRA COISA, EM GERAL. Com crianças de tenra idade, e pouca racionalidade o diálogo é difícil e muitas vezes as situações são perigosas para haver permissividade. A virtude é difícil de ser alcançada e os esforços são louváveis, mas nem sempre bem sucedidos. Na adolescência hoje a regra é tentar ser o desafiador, tentanto provar alguma virilidade mostrada nos comediantes das TV.s É normalmente divertido desacatar ou ridicularizar autoridades na TV e os jovenzinhos acham que ser engraçado é desacatar, o que leva a problemas em todos os ambientes de elevada tecnologia e produtividade. EDUCAMOS EM CASA OU ESPERAMOS AS PUNIÇÕES DA RUA. Que desincentivos, ou estímulos aversivos são legítimos? Creio que a SABEDORIA É FUNDAMENTAL, mas lutar contra uma mídia delinquente não é nada fácil. O EDUCADOR ARTISTA TEM QUE SABER FAZER A MELHOR OBRA COM O MENOR SOFRIMENTO, MAS AS PRIORIDADES ABSOLUTAS NÃO FÁCEIS DE ELENCAR. SHALOM Zé Carlos (P.S. Dai nosso Projeto CISNE – Central de Inclusão Social – Novos Espaços – buscando criar o máximo de condições materiais ideiais, assim evitando os estímulos aversivos.

  6. A propósito desta discussão, interessante o texto de Rousseau publicado hoje, domingo, na Folha de S. Paulo. Parte do Livro Primeiro das Confissões, Rousseau, através de uma reminiscência infantil, associa às palmadas o procurado prazer de “apanhar”, de sentir dor.

  7. SHALON ADONAI! PARA EDUCAR NÃO PRECISAMOS USAR AS MÃOS”PALMADAS”, CITA A BÍBLIA UMA VARINHA PARA DISCIPLINAR. EU LEVEI ATÉ PALMATÓRIA E HOJE AINDA TEM ALGUNS CARRASCOS FAMILIARS QUE USAM EM VEZ DA VARINHA A PALMATÓRIA. MINHA MÃE USAVA O CABO DE VASSOURA E NÓS NOVE FILHOS NÃO FICAMOS ABESTALHADOS, COMPLEXADOS. ESSA LEI É UMA CADUQUICE DE VADIOS E ABASTARDOS. PRECISAMOS CUIDAR DAS CRIANÇAS ABANDONADAS A PRÓPRI ASORTE, POR ISSO TAMBÉM CREI MEUS FILHOS MOSTRNDO E APLICANDO APLICANDO A MINHA PALMA DA MÃO NAS SUAS DUNDAS MAGRAS. HALLELUJAH.

  8. uma bela reflexao sobre esse dificil cotidiano entre pais e filhos, e um levantamento da bilbiografia sobre educaçao que muito traz aos estudantes do setor. parabéns pela formulaçao da conclusao – brilhante:
    ” Educa bem os que usam bem as palavras, atos, acompanhados de olho-no-olho, de silêncio grávido de sentido; acertam na educação dos filhos os pais que sabem – e tem coragem – de escutar. Pais que falam palavras vazias, que fingem ser o ‘amigão’, abdicando-se de sua autoridade de pais, podem estar cometendo uma fraude educativa. Castigos e punições, como também dar prêmios sem merecimento, podem causar efeito negativo na formação do futuro cidadão.”
    chamou-me a atençao a anedota sobre as puniçoes na cidade de Lyon, na França, que me parece uma daquelas usuais “images d’Epinal”, que trazem um fantasma tenebroso como representaçao de uma realidade que queremos evitar e que encarnamos num pais ou cidade longinqua qualquer. em todo caso, uma caricatura que corresponde à imagem que alguns podem ter da França, mas nao da realidade atual deste pais.

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