Eu tenho medo!

por Pe. Alfredo J. Gonçalves, CS

Quem não se lembra do “Eu tenho medo!” de Regina Duarte quando, nas eleições de 2002, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva crescia nas pesquisas e ameaçava alcançar o posto máximo da presidência da República? A mesma situação de ameaça parece se repetir atualmente quando se procura mostrar que a candidatura de José Serra representa a burguesia e a volta do neoliberalismo. Em casos mais extremos, chega-se a falar de um possível retorno da barbárie. Filme reciclado que apela para o lado emocional dos eleitores, não para uma visão clara dos fatos.

Nos dois casos, tanto em 2002 quanto no atual processo eleitoral de 2010, o pânico apocalíptico joga fumaça nos olhos dos incautos, ofusca a realidade dos acontecimentos e impede uma análise mais objetiva da situação política. Nem Lula, quando eleito presidente, representou qualquer tipo de ameaça aos representantes do mercado financeiro internacional ou aos privilégios das classes dominantes; nem o candidato Serra, se eleito, significará todo esse perigo anunciado.

Mais do que rupturas traumáticas, o que vemos no cenário político brasileiro é a continuidade mais ou menos tranquila de um modelo político e econômico que se perpetua há décadas. Substancialmente, não se verificou grandes transformações na passagem da gestão de Fernando Henrique Cardoso para Lula. Também deste para o próximo governo, seja ele quem for, não há sinais de mudanças que impliquem uma virada no rumo da política macroeconômica.

Nesta perspectiva, enquanto nas décadas de 1980-90 era teoricamente possível falar de uma disputa profunda de modelo político e econômico, de  projeto nacional/popular versus projeto liberal/neoliberal,  hoje essa alternativa não existe. O que se verifica é uma disputa entre duas dimensões do mesmo projeto neoliberal. Longe de significar o retorno do neoliberalismo, Serra apenas dará continuidade ao programa de Lula que, por sua vez, o herdou de FHC. O que podemos discutir nessa eventual troca de poder é a maior ou menor fatia do bolo oferecida aos setores mais carentes da população. Tanto é verdade que as comparações entre os últimos governos restringem-se em geral a elementos periféricos (quem fez mais ou menos obras), não chegando ao debate sobre um novo horizonte no palco da economia política.

Não simpatizo com o PSDB nem com José Serra, creio inclusive que este pode, sim, significar um abalo nas políticas compensatórias do governo Lula: bolsa-família, microcrédito, sistemas de cotas, projeção do Brasil como país emergente, repasse de verbas para os movimentos sociais, entre outras. Mas o cerne neoliberal da política econômica, diante de qualquer resultado das eleições, tende a permanecer intocável. A opção é por mais ou menos migalhas aos moradores do andar de baixo, não por políticas públicas de profundidade. Em ambos os casos e independentemente de quem assuma o governo, o risco é de consolidar como definitivas políticas que, em verdade, nasceram com um caráter emergencial. Numa palavra, as políticas compensatórias não podem substituir políticas públicas de longo alcance.

Um exemplo pode ilustrar: se colocarmos num prato da balança os gastos com o programa bolsa-família ou bolsa-escola, com a ajuda aos movimentos sociais e à agricultura familiar, por um lado, e no outro prato os lucros dos maiores bancos brasileiros, a diferença em favor dos últimos é exorbitante. Isto sem falar da opção pelo agronegócio e a empresa agroindustrial, da elevada carga tributária como transferência de renda para as classes dominantes, do latifúndio, das telecomunicações, da rede de transportes e assim por diante.

De fato, ao assumir a presidência da República, paradoxal e ironicamente, o presidente Lula dá as costas ao projeto popular e às organizações que o elegeram, e passa a administrar o modelo que combatia. Três razões o levaram a isso: primeiramente, as expectativas em torno de sua vitória estavam muito acima da capacidade de organização e mobilização das forças sociais; depois, a famigerada carta endereçada ao povo brasileiro, mas dirigida ao mercado financeiro, tranquilizou os especuladores e investidores nacionais e internacionais quanto ao cumprimento dos compromissos por parte do novo governo; enfim, diante de tais circunstâncias e sendo um político extremamente sagaz, Lula opta por costurar uma aliança pela governabilidade, a qual, como sabemos, incluiu setores dos mais variados matizes políticos.

Não houve uma mudança de rumo substancialmente profunda e abrangente. Tampouco agora se prevê tal coisa. Aqui não está em julgamento a boa ou má vontade do presidente Lula ou dos candidatos Serra e Dilma. São circunstâncias históricas que mostram mudanças na periferia do modelo, mas deixam intacto o miolo do sistema capitalista e neoliberal. Ou seja, continuidade sem grandes rupturas! Em síntese, estamos convidados a votar por mais ou menos migalhas para os habitantes da senzala, não pela possibilidade de um modelo alternativo. Por isso, não vejo razão para tanto pânico, nem para enxergar as próximas eleições num contexto míope de turbulências apocalípticas.

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15 comentários sobre “Eu tenho medo!

  1. Caro Igor Corrêa Pereira,

    O Plano que tirou o Brasil da inflação foi concebido no governo Itamar Franco por FHC quando ministro.
    Todo o resultado referente a isso é devido ao mercado e não a prática política do governo.
    Não estou defendendo FHC ou qualquer outro, mas Lula utiliza de soluções feitas por outros pra dizer que foi feito tudo em seu governo.
    Análise econômica não se pode utilizar como parâmetro decisões políticas em primeiro lugar, pois quem dita as regras é o mercado.
    Quando Lula diz ter pago a dívida externa, todo o povo acha lindo como se isso refletisse alguma coisa para a população, mas ele não diz que a dívida interna do Brasil é a pior da história. Por que? Porque a máquina pública afunda o PIB do Brasil com sua corrupção e indeficência, que se fosse comparado a uma empresa, já teria ido para o brejo faz tempo. Mas , claro que isso não é só culpa do Lula, é dele também e de todos os outros que estiveram no poder e nada, absolutamente, nada fizeram a respeito.
    Eu não tenho condições de explanar tudo sobre a economia brasileira e a dívida externa nesse espaço, então leia isso:

    A farsa do fim da dívida externa – http://www.adur-rj.org.br/5com/pop-up/farsa_da_divida_externa.htm

    Em relação a pobreza, se o Lula e esses outros presidentes de baixa qualidade que o Brasil tem e teve, se importassem com os pobres mesmo. Eles diminuiriam os impostos, pois isso sim causaria mais impacto na renda do assalariado do que aumentar o salário mínimo. Qualquer empreendedor sabe que os impostos atrasam o Brasil, porque torna produtos básicos a população caros e suga das empresas um valor tão significativo (mais de 30% do trabalho executado em um ano), que não permite que elas cresçam mais em menos tempo.
    Se ao menos os impostos voltassem a população em forma de serviços bem prestados, mas você sabe e todo mundo sabe como é a educação no Brasil, a segurança e a saúde.
    Aliás, vantagem economica alguma e de mercado, compensa má educação, falta de segurança e saúde desqualificada!

    Saudações!!

  2. Alguns dados comparativos dos governos FHC e Lula.

    Geração de empregos:
    FHC/Serra = 780 mil x Lula/Dilma = 12 milhões

    Salário mínimo:
    FHC/Serra = 64 dólares x Lula/Dilma = 290 dólares

    Mobilidade social (brasileiros que deixaram a linha da pobreza):
    FHC/Serra = 2 milhões x Lula/Dilma = 27 milhões

    Risco Brasil:
    FHC/Serra = 2.700 pontos x Lula/Dilma = 200 pontos

    Dólar:
    FHC/Serra = R$ 3,00 x Lula/Dilma = R$ 1,78

    Reservas cambiais:
    FHC/Serra = menos 185 bilhões de dólares x Lula/Dilma = mais 239 bilhões de dólares

    Relação crédito/PIB:
    FHC/Serra = 14% x Lula/Dilma = 34%

    Inflação:
    FHC/Serra =12,5% (2002) x Lula/Dilma = 4,7% (2009)

    Produção de automóveis:
    FHC/Serra = queda de 20% x Lula/Dilma = aumento de 30%

    Taxa de juros:
    FHC/Serra = 27% x Lula/Dilma = 10,75%

  3. Meus Senhores:
    Que política compensatória o Governo do Lula implantou?
    – Bolsa Familia? É o bolsa escola do Governo do FHC, que para não dizer que copiou, ele mudou de nome.
    – Microcrédito? Já exitia, e ha muito sob forma de crédito direto nos Bancos Estatais.
    – Sistema de cotas? Uma vergonha, pois previlegia os mais fracos, e com isso estamos formando um pais de fracos.
    – Repasse de verbas para os movimentos sociais? Um escandalo. Corrupção por todos os lados, desmandos e desvios. Sem prestação de contas o que foi feito com o “nosso” dinheiro? Poderia ter sido melhor usado para gerar emprego e renda, se bem administrado. Os “inadimplentes” não são punidos, e lá se vão os dedos e os anéis.
    – Sobre o pais emergente, nem vou dizer mais nada do que já disse o Sr. Sergio: “O Brasil se notabilizou no gov Lula, pela defesa de assassinos e tiranos, gente como Ahmadinejad e Chaves, organizações como as Farc e o MST” sem falar em José Dirceu, Delúbio, Marcos Valério, e muitos e muitos outros conhecidos e sabidos. Sim “sabidos” expertos e verdadeiros sanguesugas. E o “nosso” Presidente se fazendo de inocente não sabe, não viu e nem nunca ouviu nada. A imprensa omite-se, o povo esquece, e la vamos nós de ladeira abaixo tendo que suportar a carga cada vez maior de impostos para sustentar essa ladroeira.
    Caro Sergio, “as propagandas travestidas servem para que pessoas como nós ponha a boca no trombone e protestemos contra essa imposição eleitoreira.
    O que se faz necessário é que os que não concordam o que está se por vir, não nos calemos.
    O Lula não é nehnhum ingênuo. Ele falava que não queria outro mandato seguido, mas o que ele está fazendo é para que o povo fique com saudade dele daqui a um ano, ou menos até, para poder voltar sob aclamação de “SALVADOR DA PÁTRIA”. E quem sabe, ser um novo Fidel, Chaves, Ahmadinejad e outros tiranos. Sorte nossa é que a essa altura do campeonato este país não suporta mais uma ditadura.
    Professor Ozai, continue com este espaço democrático, onde até os maus intensionados podem dar a sua opinião. O que me faz lembrar de uma fraze famosa: “NÃO CONCORDO COM NENHUMA DE SUAS OPINIÕES, MAS DEFENDEREI ATÉ A MORTE O SEU DIREITO DE DIZÊ-LAS”.

    SAUDAÇÕES DEMOCRÁTICAS
    Sugiro ao Ozaí que filtre melhor essas propagandas travestidas de informação.

  4. As políticas compensatórias do governo Lula não podem superar as contradições do capital, ok. Mas é bem melhor um governante capaz de gerir bem o capitalismo e manter a população alimentada, do que um adepto do capitalismo selvagem. Há muitos limites à atuação de Lula que o impedem de reformular a política brasileira dos pés à cabeça, e o principal limite é a própria sociedade que, por um motivo ou outro, não deseja tais transformações. Assim que Lula abdicou delas, ganhou as eleições. Por isso, Plinio de Arruda Sampaio diz que a principal culpa de Lula foi ter assumido a presidência sem as condições necessárias para levar adiante o projeto popular. Lula virou adepto da política do possível. Não reconhecer os avanços de seu governo com relação aos de FHC é ser cego. Idolatrá-lo por esses avanços é ser conformista.

  5. Peraí!!!!! Com medo do Serra??????
    Para mim, o perigo é a Dilma. Veja o passado dela.
    O Serra representa muito mais o continuismo do governo, que desde que a inflaçao caiu para 1 digito anual, na era FHC, que, conforme o autor, o Lula acompanhou porém com mais carisma, soube vender melhor o governo, do que a Dilma. Dela eu tenho medo!
    Ninguem tá votando na Dilma. Estao votando no Lula, acreditando que será a mesma coisa.
    O problema que passamos é o seguinte: votar em quem?

  6. A respeito das politicas compensatorias. Como vivem os menos favorecidos de São Paulo, RJ e MG, so sabemos pelas informações da midia. Mas, aqui, na Amazönia, o bolsa familia, programas como PETI, PROJOVEM, MICROCREDITO, etc, realmente estão fazendo diferença. Os resultados ainda não se pode ver. O negocio eh de longo prazo. Vai muito alem de um mandato presidencial. Precisa ser continuado e aperfeiçoao, inclusive. Para nos, so as migalhas das migalhas. Somos o quintal de povo do Sul e Sudeste: derrubam nossas matas e levam madeira; implantam hidreletricas e nos deixam no escuro; levam a nossa agua, plantam soja e nos deixam so poeira; levam nosso minerio e curtimos apenas o banzeiro dos navios quando singram o caudaloso Amazonas, que mesmo caudaloso, pode acabar se não cuidarmos dele. Por, isso a escolha pelo PSDB ou PT (este jah aburguesado) se não representa perigo, pelo menos significa retrocesso. Para transformar, a questão passa pelas educação que promova a nossa inclusão nessa sociedade.

  7. Acredito que neste momento não existe este pânico semelhante que se viu à 8 anos atrás,
    muita coisa mudou. Aquele Pânico foi uma tentativa da mídia de dar um golpe no povo como foi feito em 1989 na eleição de Collor. Neste momento o povo está no poder com um presidente trabalhista,diferente do que a mídia quer colocar no poder a elite paulista. Não podemos dizer que as políticas compensatórias do governo são migalhas, pois para uma familia essas políticas são ajudas que nunca antes foram dadas ao povo, que saiu do jugo da senzala e passou a viver nas favelas. Uma vez que não tiveram em momento alguma orientação para viverem.Somente uma família que recebe o bolsa família ,por exemplo, pode dizer o quanto a ajuda é bem vinda. É uma dívida impagavel. Cabe ao governo buscar uma melhoria para o povo, pois se o povo não desfruta dos requisitos básicos para viver. o estado não tem sentido de existir.

  8. É isso daí. Embora, ache que existe de fato uma certa lógica em se temer, justitidaco pelo momento histórico mundial, uma volta a o neoliberalismo visceral, que nunca traz vantagens ao brasileiro.

  9. Tem gente que acha que todo chinês é igual. Só que eles não são iguais. O que existem são apenas algumas características comuns. Ninguém de bom senso poderia achar que o Lula, chegando à presidência, iria mudar as regras de um jogo fortemente consolidado, que iria virar a mesa, chutar o balde. É preciso entender as diferenças entre sociedade, estado e governo. Lula não é Fidel Castro ou Mao Tse Tung, que chegaram ao poder em deccorrência de revoluções populares.

    Isso posto pensem no seguinte: porque Allende, no Chile, caiu em pouco tempo e Fidel permanece no poder até hoje.

    O Lula apenas aprendeu as lições da História. Nem todo chinês é igual. Observem bem e verifiquem que existem profundas diferenças entre os governos do Lula e os do FHC.

  10. Concordo com Alfredo.
    Contudo, mas sem pretender uma defesa ao governo Lula, os programas assistenciais formulados e levados à cabo podem ser entendidos como uma forma de “deselitização” das políticas públicas ao reconhecerem e atenderem certos direitos fundamentais da pessoa humana, coisa que até pouco tempo atrás era vista com enorme preconceito – dar a vara e não o peixe – e que ainda vigora no argumento de que as mulheres pobres gerarão mais filhos.
    Outro aspecto que considero importante colocar à baila é que, se o fim da ditadura esvaziou o hálibi da via revolucionária, os ditos programas assistencialistas do governo Lula talvez facultem espaço para uma transformação pela via gramsciniana, ou seja, por dentro do Estado e não contra ele. O ponto crítico é saber se os programas são políticas
    de governo ou ações de caráter estritamente eleitoreiro.
    Saudações acadêmicas,
    Prof. Fábio Di Natale Guimarães

  11. adorei apubllicaçao da lembrança da safadesa dos membros da poderosa rede globo aqual tenho enorme pavor graças ao meu bom deus nunca mais assisti tal canas por total repudio muito obrigado ozais sem mais valeu

  12. Senhores

    O que deveria estar nos preocupando no momento é:
    O processo de deificação ou de mitificação do atual presidente e futuro nas próximas depois de Dilma;
    A tentativa sutil de calar a imprensa, pelo método “jogar o barro na parede para ver se pega”;
    A intromissão dentro das famílias com o intuito de proteger nossos pimpolhos de “agressões”;
    O modelito que tentaram impor para proteger invasões que salvo engano, chamaram de lei de direitos não sei lá do que;
    O processo de cotas prá isso, para aquilo, e para não sei o que mais para proteger os “menos favorecidos”…
    Então o que vemos e com que devemos nos preocupar é o seguinte:
    Quais são as verdadeira intenções ideológicas desse pessoal…
    Ah Padre, aproveito para saber sua opinião quanto à sua opinião, sobre o ponto de vista deles deles para situações como: Aborto?
    No mais vivemos num meio de hordas de políticos safados e corruptos, onde que o que menos querem é realmente fazer valer esse País no que realmente vale…
    Mas tecer “loas” ao que aí está sem fazer uma análise ideológico-política, e extrair uma síntese objetiva, vai dar em que?
    E mais uma observação: qual foi a base de sustentação da atual política do atual governo em termos de economia? Por acaso aquela moeda que tanto combateram não ajudou em nada?

  13. A análise do momento político nacional é estremamente lúcida, verdadeira e por isto muito dolorosa. Cumprimento o autor.
    Votar ou não Votar, eis a questão (?).
    L.Cunha

  14. Bela análise!!!

    Utopia acreditar que um dia esse tipo de análise fizesse parte do jornal nacional.
    O povo é enganado todos os dias por esses mentirosos, os líderes empresariais desse país não fazem nada, os nossos militares também não fazem nada, a grande mídia é traidora dos cidadãos, os jornalistas também nada fazem.
    É uma grande e verdadeira “sinuca de bico” para o povo.

    Seja o sistema qual for o problema está na cabeça dessas pessoas, que eleição atrás de eleição se perpetuam no poder.
    E não temos ferramentas para tirá-los de lá, pois o voto não permite excluir todos e sim apenas incluir algum deles.
    Seria uma ferramenta fantástica poder excluir todos os canditados e trocar por novos.

    Sobre os mais pobres desse país, podem aumentar o que for o salário mínimo. Pois o problema não está no salário mínimo, está sim nos impostos!!!
    Ou seja, todos estes presidentes que entram e saem do poder são uns mentirosos!!!

    aiai…

    Saudações!!

  15. “creio inclusive que este pode, sim, significar um abalo nas políticas compensatórias do governo Lula: bolsa-família, microcrédito, sistemas de cotas, projeção do Brasil como país emergente, repasse de verbas para os movimentos sociais, entre outras.” Essa afirmação, solta, sem evidências é desonesta, para se dizer o mínimo. O que se quer dizer, por exemplo, com “projeção do Brasil como país emergente”? O Brasil se notabilizou no gov Lula, pela defesa de assassinos e tiranos, gente como Ahmadinejad e Chaves, organizações como as Farc e o MST. Sugiro ao Ozaí que filtre melhor essas propagandas travestidas de informação.

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