Por que eu não voto e não acredito nas eleições

por LUCAS PETRY BENDER*

 

“O voto é individual e secreto. A escolha é sua. Pense bem, avalie os candidatos e exerça seu direito”. Estas são as frases às quais se agarra o senso comum e também o senso institucional, como a última tábua da salvação da consciência de cada indivíduo. Os motivos pelos quais nossa consciência afunda são bem conhecidos – ou, pelo menos, por demais sentidos. O que espanta é que, em circunstâncias que se revestem da mais pura individualidade, as fraseologias como a que abrem este artigo escondam um mundo cuja força social atropela e sufoca o indivíduo.

Quem ainda acredita que há um poder de escolha individual – ou que os instrumentos democráticos são tangidos pelos indivíduos? E por que falta a coragem de enfrentar este monstruoso moinho de vento? Por outro lado, ao que corresponde então, efetivamente, o regime democrático de Estado de Direito, onde as eleições livres representam pilar fundamental?

O presidente não será ou deixará de ser eleito por causa de um voto a mais ou a menos. Ou seja, meu voto não faz diferença – embora o discurso da moralidade social não o admita. Ao contrário do que afirma o pseudo-individualismo, o voto é social, e não individual. O voto só cumpre sua função social quando inserido numa ação coletiva. Nessa perspectiva, são as massas que sustentam o Estado Democrático de Direito, e não os indivíduos. Assim, o voto será tanto mais consciente e efetivo quanto mais aglutinador de forças coletivas, se constituindo num vetor das potências sociais. Foi assim, por exemplo, que um ex-operário tornou-se presidente do Brasil. Esta é a dinâmica que deslocou as bases elitistas do Estado, quando o voto era censitário, restrito e/ou limitado, em direção à inclusão das massas na universalidade eleitoral.

Entretanto, alcançado este status, surge todo tipo de reação negativa – falta consciência de classe; o país é de mentalidade subdesenvolvida; a mídia controla e comanda a política; os políticos são corruptos; os eleitores são irresponsáveis; o povo tem memória curta; o poder sempre estará com os endinheirados; eu não gosto de política; os trabalhadores estão desmotivados; o contexto histórico não é propício; as pessoas são individualistas (uma das melhores!); as massas são alienadas; etc., etc., etc. – o poço das justificativas é infinito. E, ao fim e ao cabo, volta-se ao slogan: “exerça seu direito com consciência!” – o poço da hipocrisia e da falta de coragem é infinito. Embora muitas das justificativas sejam coerentes e conseqüentes, é evidente que alguns aspectos estão sendo negligenciados. Proponho oferecer-me como modelo de análise para tornar mais nítido e franco o caráter do processo social.

Não tenho relações sociais consolidadas. Minha família despedaçou-se. Meu trabalho se justifica apenas pelo salário. Minha atividade acadêmica é frustrante porque cheia de razões retilíneas e utilitaristas. Furto-me de julgar as pessoas com que me relaciono, pois são geralmente amáveis; mas são relacionamentos débeis, e cujas perspectivas de aprofundamento não me satisfazem. Cumpre ressaltar: isto não é um desabafo, nem um lamento, nem exorcismo de demônios internos. Isto é uma realidade – nem tão desagradável quanto possa parecer –, na qual, penso, não sou o único vivente. Talvez seja mesmo um modelo social, do tipo pequeno-burguês-universitário-classe-média-branca-niilista-individualista-intelectualizado-descendente-de-colonizadores-europeus-do-sul-do-Brasil-herdeiro-de-pequenos-proprietários.

Brasil e mundo afora, devem existir outros tantos indivíduos, encaixados ou não em modelos, que tenham também relações sociais fracas – uns admitindo, outros não; uns percebendo, outros não; uns conformados, outros não. O que importa aqui é o que diz respeito à participação política, mais especificamente na via eleitoral. Sendo o voto social, é evidente que para esses indivíduos o voto não cumpre sua função. São pessoas sem qualquer influência coletiva e, geralmente, distantes das influências sociais. Por certo que não sou um átomo – basta observar que dependo de muitas forças sociais para comer, por exemplo – mas também não participo da vida de gado, sou incapaz de convencer ou de ser convencido de tal ou qual opção de voto. E – repito – voto que não se insere em determinada força social não tem qualquer sentido.

Esta é a minha própria alienação – e de outros, certamente – mas vejo que a maioria está submetida à face oposta da mesma moeda: alienação de rebanho, manipulável e suscetível (à propaganda, às lideranças, ao senso comum, à opinião do vizinho, à mídia, ao discurso técnico-científico, às pesquisas, à opinião pública!). Esta é a miséria do caráter social do voto – embora não deixe de ser exuberante a força coletiva que o anima, responsável pela trajetória formidável que universalizou o Estado Democrático de Direito.

Na raiz destas alienações sociais se encontra o caráter alienado da própria política. Na Grécia clássica, quando os habitantes da pólis começaram a escolher seus representantes para as decisões coletivas, nascia o próprio conceito de política, e com ela desenvolveu-se a democracia representativa que culmina no Estado como o conhecemos hoje – embora já tenhamos perdido de vista a antiga opção pela alienação. O voto, universal ou não, continua tendo caráter eminentemente social e alienado.

Pois se a política é a arte do exercício de poder de influência de grupos sobre a massa, por que é que continuam a convocar os indivíduos às eleições? Já não posso me calar diante dos pastores e de seus rebanhos barulhentos. Que saibam:

Primeiro, que existe de fato um fenômeno social que engendra pessoas à parte de todo e qualquer senso de identificação e ação coletivas; (resta comprovar se tal fenômeno é crescente e se tem caracteres eminentemente ligados à juventude, às novas gerações, a determinadas classes, etc.).

Segundo, que tais pessoas podem duvidar, rejeitar e combater todas as permanentes pressões sociais que tentam enquadrá-las, arrebanhá-las, seduzi-las e justificá-las em nome de bandeiras, slogans, grupos, instituições ou coletividades que fazem sentido apenas para rebanhos.

Terceiro, que, para os indivíduos, peso na consciência e apelos morais não justificam voto. Um rebanho de caprinos pode ser mais atraente do que um rebanho de bovinos, mas ainda é rebanho.

Quarto, que a resposta mais adequada ao voto compulsório é o voto nulo. Pois a condição primeira para o combate à alienação é o próprio (re)conhecimento radical de sua existência.

Previno-me contra os iluminados que votam a favor do operariado e das classes desfavorecidas; já é grandiosamente patético o histórico de oprimidos guiados por ilustrados. Que façam a revolução aqueles que realmente precisam dela, pois são os únicos imunes à fraqueza da dúvida e à certeza do auto-engano.

Ausência-de-si! Esta é a verdadeira palavra de ordem da sociedade, principalmente em tempos de eleições. Intelectuais votando em prol de operários, operários em prol de burgueses ressentidos, burgueses ressentidos em prol de ambientalistas, ambientalistas em prol de empresários, empresários em prol de cristãos, cristãos em prol de democratas, democratas em prol de trabalhadores, trabalhadores em prol de pseudo-radicais, pseudo-radicais em prol de miseráveis, miseráveis em prol deles mesmos, e eles mesmos em prol da máquina político-partidária! É a roda-viva que continua a carregar o destino pra lá, para longe de nosso primevo vigor animal repleto da liberdade transbordante que nos permite afirmar: “isso eu posso fazer sozinho”.

Os rebanhos continuarão indo bovinamente às urnas. As classes continuarão em luta. A alienação continuará com seu trabalho de feiticeira às voltas com poções mágicas. Mas os indivíduos! Estes não mais tolerarão a ilusão de um mundo pretensamente individualista; não mais calarão diante das infâmias das manadas; não mais aceitarão serem confundidos pelos supostos iguais. Indivíduos não têm direitos, mas sim um único e imenso dever: viver sem as ilusões e idealismos e falsificações que aprisionam-bestializam-santificam-padronizam-conceitualizam-absolutizam-doutrinam, ou seja, exaurem a tragédia e a beleza da vida. Ainda estamos muito longe de nos tornarmos indivíduos?

“Naquela época, meu instinto decidiu-se de maneira inexorável contra a continuação da condescendência, do seguir-aos-outros, do enganar-a-mim-mesmo. Qualquer modo de vida, as condições mais desfavoráveis, enfermidade, pobreza – tudo me parecia preferível àquela ‘ausência-de-si’ indigna à qual eu me entregara, por juventude, e na qual eu acabara ficando pendurado mais tarde por preguiça, devido ao assim chamado ‘sentimento do dever’.” (NIETZSCHE, F. Ecce Homo. Porto Alegre: L&PM, 2010, pág. 100).


* LUCAS PETRY BENDER é historiador.

Anúncios

27 comentários sobre “Por que eu não voto e não acredito nas eleições

  1. Bom dia ! Hoje estou num impasse ,meus amigos me criticam por fazer campanha em protesto para anular os votos nas eleições . Fazem 3 Eleições que não voto .
    Estou errada perante a sociedade ?
    Se estou por não votar e por conta disso estou dando meu voto a outro ,Aonde fica meu direito ?
    Eu não tenho mais esperança em nenhum deles .
    Acho que tenho essa direito…
    SE MILHÕES DE BRASILEIROS INICIASSEM UMA GRANDE REVOLUÇÃO CONTRA ELES NAS URNAS ! O NÃO VOTO ,DIGO EM MASSA .
    SERIA UMA SURRA PARA ESSES BANDIDOS .

    ACHAM POSSÍVEL ?

  2. Olá, Lucas! Lendo seu texto me identifiquei enormemente. Minha visão acerca do atual cenário vai exatamente por este caminho, alguns comentários confirmam exatamente o exposto no texto, talvez tenha eu uma interpretação equivocada ou desfocada, mas o que li confirma mesmo que vivemos numa sociedade de rebanhos, de seres comandados que acham-se “indivíduos”, vivem sob rótulos, sob imagens prontas, só lhes faltando um código-de-barras no pescoço. Se o voto fosse realmente um “instrumento de mudança”, como alardeiam por aí, seria no mínimo FACULTATIVO. Nessa sociedade não há interesse em torná-lo assim, pois ficaria evidenciado que a “pseudo-democracia-brasileira” FRACASSOU, não passara de um grande engodo e aquele ocorrido em 1988 não foi nada além de um carnaval no cerrado goiano.

  3. JAMAIS VOTAREI, votar pra que? promover incapazes? falta em nosso país, saúde, mande um filho de autoridade ou a própria autoridade a fazer uso do sus, se não bastasse, estudar em escolas públicas, você conhece esta realidade que se arrasta no Brasil a centenas e centenas de anos e ninguém faz nada? agora tem o rolezinho, porque não fazem o rolezinho em busca de melhoria na saúde em hospitais? é tudo balela! conversa fiada, já dizia Cazuza, “BRASIL, MOSTRA A TUA CARA!” a cada dia o índice de crimes, aumenta, é lógico, a educação está sempre mais pior. O povinho da área de saúde, deveria pesquisar, tentar produzir medicamentos eficazes na cura de determinadas doenças, pois só fazem muito mal o trivial ora, vão estudar cambada, qual a cura para o câncer, AIDS, DIABETES? porque? as indústrias farmacêuticas iriam a falência? pois se mantem com a produção de medicamentos não é? já observaram as fragilidades da lei? o STF, é o guardião da CEF, pois é guarda e apóia a fragilidade de leis existente, tá bom assim? gostaria tanto de me juntar com pessoas que também fizesse um movimento em busca do voto ser zero!!!! mais o povo ainda tem medo, prefere viver no que está. Por enquanto faço minha parte, jamais votare!!!

  4. Olá… estou muito motivado a conscientizar pessoas a não votarem neste ano, e se assim conseguisse que ao menos 50% da população não votassem, com ajuda de campanha nacional pelas redes sociais, etc… eu creio que ficaria explicito que a união da população provaria que o povo unido poderia tomar as rédeas do Brasil, sendo que o Governo seria obrigado a governar para o Povo e não para interesses próprios… pois o POVO acordado, é um POVO ativo que não aceitaria a corrupção no nível que chegou e tende aumentar se nada fizermos, pois o que esperar de uma geração EMO que está crescendo ???

  5. Não votar está longe de ser uma atitude neutral porque favorece sempre um ou outro partido; além disso pura e simplesmente não acredito que seja tudo a mesma coisa, um candidato é decidiamente preferível ao outro e só porque o partido a que pertence nos desilude isso não é razão para desistir,não esqueço um preceito que fixei faz tempo: “porque nos roubaram os sapatos isso será motivo para cortarmos as pernas?”
    Com o senso comum, que afinal não é assim tão mau como o pintam, penso que é decididamente uma estupidez cortar as pernas porque nos roubaram os sapatos. E será isso que faremos se não votarmos em Dilma.Claro que actualmente a política está refém da finança, mas não vamos libertá-la pela abstenção, também não vamos libertá-la pelo voto, mas podemos abrir algumas frestas, podemos semear algumas contradições que façam evoluir o processo no sentido que nos parece mais conveniente. o progresso está longe de ser linear e é preciso ter lucidez para fazer as opções certas e pelo menos não o barrar afrontosamente.

    Isto para ilustrar que votar em Dilma não é o mesmo que votar em Serra, não votar aparentemente não é dissonante para quem está desiludido com a política, mas na pratica as coisas não funcionam assim e se os mais esclarecidos não votam então vão facilitar a vida aos menos esclarecidos e objectivamente vão ajudar a reacção. se é isso que querem, tudo bem!

  6. Olá Lucas,

    O senso comun não é algo horrível e também não significa ser mentira, não é?
    Essa falta de abertura que você sentiu, talvez seja a sofíistica presente nas ideías de muita gente que se acha informado de verdade sem que elas percebam, isso com certeza é algo piscológico presente em nossa cultura de uma forma enraizada.
    Essas pessoas acreditam que o que está dentro da concepção de suas próprias idéias, seja absolutamente a verdade e quando ouvem uma afirmação em contrário se sentem atacadas como se estivessem levando uma facada. É óbvio que há algo errado com quem se sente assim, eu já fui vítima dessas armadilhas, digo armadilha, pois creio que refletimos o que absorvemos e aprendemos, se for bom teremos boas idéias se for ruim com certeza não teremos.

    Sobre o consumo/produto que você relatou percebe-se que existe algo errado sim, algo que não está fazendo bem há muito tempo, para ilustrar sugiro que você veja esse vídeo, caso não tenha visto: Dinheiro como débito http://www.youtube.com/watch?v=YODjF4VTcTs

    Eu particularmente sou favor do capitalismo, pois acredito que uma pessoa que por mérito que crie uma arte, um método, um produto, algo que tenha realmente valor para as pessoas merece ter um retorno por isso, dessa forma, quem tiver mais mérito terá mais retorno.
    Por exemplo, se um professor é bom o bastante, honesto, verdadeiro, é justo que mais alunos o procurem, mais instituições queiram o seu trabalho, não há nada de errado nisso.
    O que faz parecer o capitalismo o monstro do século XX e XXI, é que grupos empresariais, corporações multinacionais e principalmente os banqueiros anglosaxões dominam esses sistema, de acordo com suas idéias e desejos (mentalidade revolucionária) sem avaliar as causas que podem ocorrer.
    Por exemplo, um banco gera crédito a partir de uma dívida com ele, se você fizer um empréstimo ao banco ele através de uma fórmula ridícula, gera crédito de mais de 9 vezes maior que o valor uqe você emprestou a outras pessoas, isso é loucura! (veja o vídeo)
    Então, para os bancos terem cada vez mais lucros eles precisam que nós tenhamos cada vez mais dívidas!
    Aí vem a propaganda do consumo nos fazer consumir sem pensar, consumir para se sentir dono do prórpio nariz, o ato de consumir nos dá poder (pelo menos por alguns segundos).
    Mas, a solução para isso está nas nossas mãos, o consumidor tem a faca e o queijo nas mãos (ou pelo menos tinha). Se deixarmos de consumir não terá lucro para determinada empresa.
    Agora em relação aos bancos fica um pouco mais difícil, estamos tão interligados com seus serviços, que eles prestam um mal serviço e nós nem reclamamos.
    O governo sempre diz que é a favor do povo, nunca vi um governo falar um A contra bancos e banqueiros. Veja o exemplo dos EUA, o governo salvou alguns bancos da falência e outros não, por quê? Uns são mais bonitinhos e outros não? Não, os salvos dominam o governo e os outros não!
    O pior é saber que lá os bancos praticam um serviço melhor para com seus consumidores, enquanto em nosso país nos sugam até a alma com juros opressores.

    A minha pergunta seria a seguinte: Como fazer com que a maioria das pessoas tenham senso crítico para não ouvir tudo o que a mídia diz, tudo o que os políticos dizem, não consumir qualquer porcaria, reclamar seus direitos? E não abusar de seus direitos também, como quando alguém fica recebendo seguro desemprego e trabalhando ao mesmo tempo.
    Como, se não for através da verdadeira educação, isso não significa somente educação formal em universidades e escolas, mas educação onde quer que estejamos, nós que percebemos certas coisas, temos a obrigação de esclarecer para nossos amigos, parentes, pessoas que tenham um menor grau de educação e acesso a informação, temos que começar pelo nosso redor!

    Com certeza não é real a relação pobreza/alienação, mas ela é mais fácil de ser concebida sobre quem é oprimido, não tem o que vestir e comer direito, não tem acesso a informação de qualidade.
    Agora esses burgueses, filhinhos de papai, que ganham um carro aos 18 anos e vão a baladas que duram da meia noite as 8 da manhã, eles se identificaram com o status.
    É uma sociopatia que parece enraizada na cultura brasileira, quem é pobre é coitado e luta para ser “alguém”, no nosso país ser alguém = muita grana. E quem tem muita grana quer aparecer mais e mais (status), sonham em ir para o big brother (sic).
    Virou cultura!

    A maioria não sonha em ter sabedoria, ter condições de contribuir para a sociedade, ser um ser humano melhor a cada dia, ao contrário, só querem ter mais coisas, aparecer e se sentir uma celebridade!

    Como sair dessa lama?

  7. É bom saber que existe uma minoria aberta ao diálogo.
    Fui acusado de usar sensos comuns, mas evito o lugar-comum “alienação do povo”. Como eu já coloquei no artigo, somos todos alienados politicamente, pois transferimos nossa ação política para representantes eleitos – essa não é uma idéia minha, basta que leiam teoria política e história. Se “povo” significa todos que não são da classe política, vale retomar o conceito original de alienação em Marx: estamos alienados, antes de qualquer coisa, a partir da produção material – somos dependentes de um mundo material construído diretamente sobre a alienação entre produtores e consumidores; não sabemos nem quem nem como foram feitas quase todas as coisas que nos cercam. Quando um produtor troca sua criação por algo (geralmente moeda) já se instala a alienação fundamental que vai se reproduzir na cadeia ideológica, nas relações sociais, na cultura, na arte, etc… Querer resolver o problema da alienação a partir do nível ideológico e de informação, como no senso comum, não tem qualquer eficácia. Restringir ou democratizar a mídia, por exemplo, deixa intacta a alienação da qual Marx nos ensina.
    Outra sugestão (do senso comum) manda reproduzir escolas, como se os alunos que são obrigados a sentarem-se obedientes entre quatro paredes estivessem participando de algum processo iluminador ou libertador… talvez a Escola da Ponte em Portugal seja o único parâmetro para se pensar em uma alternativa.
    Também pedem que o governo reproduza mais e mais universidades. Isso já está em franca implantação, basta ver o excesso de picaretas arrebanhando alunos e a formação bastante deficiente dos universitários.
    “Pessoas manipuladas” (outro senso comum que não uso) não é privilégio de pobres/desinformados, e se a educação fosse o canal para resolver isso, não teríamos uma intelectualidade tão confortavelmente instalada à “centro-esquerda” (como da maioria dos professores universitários) ou raivosamente “direitistas” (como na maioria dos grandes meios de comunicação).
    Enfim, meu artigo não se refere a problemas desse tipo, mas a elementos presentes na raiz destes problemas, e sua relação com situações atuais, como a atitude dita “individualista”.

  8. Para o Frederico.

    Seja mais paciente meu caro, sua revolta não se justifica.
    A verdade agora é paltada pela sua opinião? Você é representante divino agora?
    Não quer ler não leia.
    Só não nos obrigue a ler seus comentários desconstrutivos.

    Saudações!

  9. Caro Professor Ozaí,

    Como já fui chamado a atenção algumas vezes e com razão, apoio a exclusão de comentários que ofendam quem escreve o artigo ou quem comente, pois só podemos ter resultado discutindo idéias e não ofendendo pessoalmente, isso não leva a nada e aprendi na pele.

    Em relação ao artigo, o Lucas utiliza muito senso comun sim, mas quem não utiliza?
    No nosso país onde temos mais palpiteiros que estudantes de qualquer assunto sério, não vejo nada de errado, rs.

    Ele relatou bem os fenômenos da nossa sociedade, tudo o que ele disse existe mesmo, como historiador que é, creio que fique fácil encaixar as consequências de certos atos passados. Pois a história não justifica nada do que acontece hoje, mas com certeza explica muita coisa!

    Só gostaria de saber a opinião dele em relação as causas, por exemplo, da alienação do povo e também possíveis soluções para melhorar esse quadro.

    Creio que seja assim que possamos mudar algo, coletivamente, entendermos as causas e propormos soluções.
    Acredito que uma das causas da alienação do nosso povo, é em primeiro lugar o descaso do Estado a décadas em relação a educação do povo brasileiro e em segundo lugar a propaganda alineante, aquela que não promove o desenvolvimento do intelecto de cada pessoa, do senso crítico. A única propaganda eficiente é a da futilidade.
    Tenha boa imagem e se não tiver conteúdo não da nada, ninguém vai perceber mesmo.
    Não é difícil perceber o poder da propaganda enganosa, somos os melhores do mundo nisso!!

    Soluções? Que sobre universidades e escolas, ao invés de sobrar gente sem educação.
    Que sobre televisores aos lixos, ao invés de pessoas a miséria.
    Um país que não lê, é um país que não aprende e não pensa, não cria, só copia e copia mal ainda.

    Em relação ao processo eleitoral, enquanto houver falta de educação, existirá pessoas manipuladas.
    Junta-se essas pessoas ao fato de se obrigar a votar. Além, de não existir a opção de exclusão dos candidatos propostos, fica difícil mudar algo.

    Sem falar nas artimanhas, as táticas desses inescrupulosos, vejam isso:
    http://www1.folha.uol.com.br/poder/818610-apenas-35-dos-513-deputados-foram-eleitos-com-proprios-votos.shtml

    Saudações!

  10. Vou aguardar até o dia 31. Aí vou pensar se bloqueio ou não a REA, o blog da REA…
    Acho que este espaço tá se tornando por demais alienante e eu prefiro acreditar que a humanidade precisa ter um rumo, que não é o da direita.

  11. Minha defesa:
    a) Eu voto nulo, mas não estimulo ninguém a me seguir; não defendo o voto nulo, a não ser a quem chegou às mesmas conclusões que eu por conta própria. Este artigo não pretende estimular voto nulo, mas estimular a reflexão sobre os limites das eleições e da política no século XXI.
    b) Nas poucas oportunidades que tive para votar, foram sempre votos chamados “conscientes”, na esquerda – PT, PSOL, PCdoB, e não me arrependo. Convivo em ambientes predominantemente esquerdistas e isso não me desagrada, mas também não me influencia mais.
    c) Não concordo com a “crítica” sistemática e vulgar contra a classe política, como se essa fosse pior do que as outras. Esse é o VEJA way of life.
    d) Mas também não concordo com a esquerda como guardiã da verdade e dos verdadeiros valores humanitários, em oposição a um plano malvado tramado pela direita.
    e) Se eu fosse a um psicanalista, como sugerido, ele provavelmente me “normalizaria”, me encaixaria em algum esquema de proteção social, como um partido, associação, comitê, igreja, e em breve eu estaria achando ótimo votar na Dilma (ou no Serra) e ser um ser saudável e repleto de relações sociais “conscientes”, “democráticas”, “politizadas”, “progressistas”, “solidárias”, “coletivas” – enfim, estes fantasmas que garantem consciência tranqüila aos rebanhos.
    f) A “crasse mérdia”, à qual eu pertenço, de fato merece ser assim chamada, e por isso falo dela e por ela, ao contrário dos “classe mérdia” que falam pelos proletários e dos proletários que seguem a classe média e fazem de tudo para ascender à classe média.
    g) Não tenho nada contra quem defende seu voto. Como eu escrevi, é assim que o Estado vai se democratizando. Lamento quem CONVENCE aos outros do seu próprio voto, principalmente quando apelam à uma “consciência crítica” e outras fraseologias.
    h) Concordo plenamente que a “participação popular é importante e soberana nas decisões do destino de nossa nação”. O problema é concatenar isso com um sistema social em que afloram indivíduos que não se identificam com a atividade política. Fácil é condenar estes indivíduos sob uma montanha de adjetivos – individualista, intelectualóide, classe mérdia – como sempre ocorre, inclusive aqui nestes comentários. Preferem realmente continuar condenando e não compreendendo? Então não se espantem se logo ali adiante estes desprezíveis indivíduos reagirem.

  12. Prezado Francisco

    Desculpe meu engano. Só depois da segunda leitura observei que a posição é de apoio critico. Então se não há “murismo” não tenho nenhuma objeção a fazer. Parabéns.

    Abraços

  13. Caro Francisco Linhares,

    Discordo frontalmente da posição de neutralidade do PH, pois acho que o momento político não permite “ficar em cima do muro”. A neutralidade pode nos oferecer como futuro a truculência e o autoritarismo que você tão corretamente criticou em Serra e seus aliados.
    Por outro lado, respeito e parabenizo seu pronuciamento, pois está bem articulado, utiliza uma lógica compreensiva, levanta questões que merecem reflexão.
    Uma coisa é cometer o erro da “neutralidade”, que vocês cometem; outra, diferente e muito perigosa, é o niilismo confesso de alguns intelectuais.

    Abraços

  14. Concordo plenamente com o Paulo Faria. Eu só voto porque sou obrigado, não porque tenho candidato.
    Desprezo essa classe hedionda, que só sabe legislar em causa própria. E agora vou perder meu tempo (e meu feriado) pra ir cumprir o meu “direito obrigatório” de votar. E, o que é pior, sei que vai continuar a mesma coisa. As promessas vão ser esquecidas, a corrupção vai continuar (aínda mais se a candidata do PT ganhar), o povo vai continuar a morrer nas filas dos hospitais, a educação vai continuar capenga, e a corja do Congresso e do Senado vai continuar a “trabalhar” de terça a quinta e fazer seus conchavos e politicagens.

  15. Concordo com Lucas quanto a não votar. A obrigatoriedade do voto, na minha concepção, não é correta. Antes de mais nada temos que ser livres para escolher se queremos ou não votar. Somente depois disso é que votamos neste ou naquele candidato. Ninguém pode me forçar a escolher entre o candidato “A” ou “B” se nenhum dos dois me agrada. Seria com escolher o menos pior. O que me levou a optar por não votar é ver o descaso com que os políticos tratam o povo. Todos os dias são noticiados casos de pessoas vítimas dos problemas sociais. Cansei-los dizerem que vão melhorar a saúde, a educação, a segurança e nada é feito de concreto.

  16. Caro Ozaí

    Tenho o maior respeito por você. Recebo e aprendo muito com a REA (um revista de vanguarda), contudo, peço que poupe meu limitado órgão pensante de tamanha sapiência. O artigo do professor Paulo que joga Dilma e Serra junto com os filósofos no mesmo saco, eu ainda tive “saco” de comentar, porém este do senhor Lucas (historiador?) é intelectualmente insuportável. Trata-se de um amontoado de “senso comum” que demonstra mais o desespero e a confusão mental de um membro da classe média (portanto, vacilante sempre) do que uma análise rigorosa do problema da política nacional. Assim: (a) dispenso este tipo de artigo que utiliza o “auto-individualismo metodológico”; (b) aconselho meu colega historiador a procurar um psicanalista.

  17. Posicionamento do Partido Humanista – 2° Turno – Eleições 2010

    No primeiro turno declaramos que não apoiaríamos ninguém, apesar de vermos interessantes posturas no chamado campo da esquerda, inclusive, escanteadas do jogo “democrático” nessas eleições. Essa decisão, pautada na necessidade de dedicar energia na construção, crescimento e perfilamento ideológico do PHI no Brasil, é reavaliada após debate entre os membros do partido diante do seguinte contexto nesse segundo turno.

    Sabemos que as duas candidaturas que se apresentam, no fundo representam o mesmo eixo programático do Neo-liberalismo, conservador das estruturas sociais que reproduzem todo tipo de violência na civilização humana, desde as mais sutis, como a falta de sentido na vida, até as mais grosseiras, como as guerras e o armamentismo.

    Uma das candidaturas nunca demonstrou interesse em sair do seu comodismo para tratar do principal fator de sofrimento do povo que deriva da violência econômica. A outra, se perdeu através da solução mais fácil e se contentou em apenas remediar parcamente a situação. Portanto, ambas zelarão pela manunteção da banca internacional e do capital especulativo, que impede o setor produtivo se desenvolver e que escraviza países e povos inteiros. Ambas manterão o fortalecimento do poder privado, através da exclusiva propriedade do capital, deixando o futuro dos trabalhadores nas mãos de um Para-Estado que ordena, por trás das cortinas, as regras do jogo de nações inteiras.

    Uma candidatura, se sustém em grupos autoritários que nunca teve a vontade política de descentralizar o poder do Estado e criar mecanismos de participação efetiva e democracia direta, porque pensam o ser-humano como um simples animal racional, partindo de um princípio biologizante que aceita a lei do mais forte como algo natural. A outra, mesmo que um dia tivesse tido a vontade, usou artifícios da velha política da conveniência destruindo sua coerência e naturalmente falseando sua ação. Portanto, ambas estarão amarradas ao jogo político da maneira mas vil em que ele se apresenta, baseando-se em interesses particulares, oportunismos, corrupção e disputa pura pelo poder e prestígio pessoal.

    No entanto, “ninguém pode existir sem se confrontar com as condições sociais em que vive e ninguém pode deixar de escolher entre elas”. Não somos niilistas, acreditamos e lutamos pela superação de todas as nossas limitações.

    E dentro do contexto sócio-político em que vivemos atualmente, apesar desse transfundo de conservadorismo e comodismo, sabemos que a origem, construção histórica e concepção ideológica dos dois projetos que nos apresentam nessas eleições, têm raízes distintas, implicando em uma estratégia de governo que levam a posturas, num quadro geral, de maior ou menor violência, sobretudo sobre camadas populares e discriminadas, tanto na política nacional quanto na internacional.

    Se uma das candidaturas não ajuda na construção de um Brasil justo, igualitário e verdadeiramente democrático para colaborar na construção de uma Nação Humana Universal, avançando para relações concretas de Não-violência, a outra, com certeza, ATRAPALHA.

    Dessa maneira, não poderíamos ter outra posicionamento a não ser: Contra Serra e em Apoio Crítico à Dilma Rousseff

    Declaramos:

    Contra Serra.

    Não queremos um governo truculento, com o perfil da falta de diálogo e que por isso atrapalha a politização do brasileiro, por combater manifestações pacíficas de professores e estudantes, que trata a educação segundo regras mercantis, que criminaliza os movimentos sociais.

    Não queremos um governo de alinhamento aos EUA, que deseja que militarizemos nossas fronteiras para ser um desestabilizador das lutas populares e da soberania dos povos latino americanos, e que tem todo o poder da mídia para ser irradiação dessa única visão de mundo que degrada suas conquistas e que macula as lutas do povo brasileiro sofrido, do campo e da cidade, sem o direito de explicitar sistematicamente as suas causas ao conjunto da nação.

    Não queremos um governo anti-povo que desaloja favelas para especulação imobiliária, com práticas que priorizem as corporações e empresas sobre os interesses das pessoas, enfim, que não coincide com o desenvolvimento pleno de todos, sabendo que o desenvolvimento de uns termina no desenvolvimento de ninguém.

    Apoio a Dilma.

    Por outro lado, apoiamos a resolução de conflitos através do diálogo e uma politica externa que trabalhe pela integração do nosso continente. Apoiamos a ajuda econômica e à saúde aos países da África. Apoiamos o desenvolvimento das universidades públicas e a democratização do acesso ao ensino superior. Apoiamos o diálogo com movimentos sociais. Apoiamos de modo geral as políticas sociais na direção da garantia de direitos para aqueles que sempre ficaram excluídos historicamente do mínimo da dignidade humana.

    Crítica ao PT.

    No entanto, temos a clareza que não podemos admirar e sustentar um governo que não concretizou mudanças estruturais como era esperado, como a distribuição efetiva da renda, a reforma agrária, o marco legal das organizações sociais, um plano ecológico consolidado e uma educação e saúde públicas de qualidade, por se perderem no jogo político da conveniência e se aliado a setores conservadores e reacionários do Brasil.

    Um governo que abandonou seus princípios éticos, que se deixa levar por um debate rasteiro e medíocre numa campanha totalmente alienante, que sustenta a fusão de temas religiosos particulares na coisa pública, que trai suas bases em vários aspectos (de forma emblemática, nessas eleições, na falta de clareza em abordar a questão do aborto como uma questão de saúde pública, e de direito das mulheres em decidir sobre seu próprio corpo) e que através da sua estúpida demagogia impede, com muito prejuízo, que o povo se mobilize verdadeiramente em prol das suas reais aspirações.

    Enfim, o PHI declara acima de tudo sua independência contra essa política pré-histórica nos termos da violência e da coisificação do ser humano, e realiza uma verdadeira alternativa, não somente de opção política mas de construção de uma nova sociedade. Para isso, convida você para essa construção.

  18. Pois, é!
    Sempre tem alguém que se julga acima de todos e de tudo. Penso que este tipo de pessoas, tão inteligentes e acima da média, deveriam fazer alguma coisa inteligente, tipo se filiar em algum partido e defender suas idéias dentro de um partido. Se decepcionam por quê? Por que os “bonitos” não conseguem se eleger? Quem sabe uma militância saudável e real em favor dos bonitos? Continua atual o texto que fala que o pior analfabeto é o anlfabeto político. Abraço a todos que acreditam que a participação popular é importante e soberana nas decisões do destino de nossa nação.

  19. Muito sábia as palavras do Lucas, essa é uma verdade real, mas numa país em que a grande maioria dos cidadãos sabem apenas desenhar o nome, como teria condições de opinar, formar uma opinião crítica acerca do processo eleitoral? Observo que tanto o Estado, a Mídia e Sociedade organizada tendem a alienar o povo (indivíduo), na verdade acabam alienando o coletivo e, neste caso, o voto perde sua função social e passa a atender interesses espúrios de indivíduos ou grupos, daí o cidadão indefeso fica amercê de verdadeiros propagandistas/marketeiros/manobristas das massas, gerando representações descompromissadas com os verdadeiros objetivos de sua existência enquanto político e “representante” do povo. No regime democrático quem vence é a maioria mínima e, é notório que no Brasil a grande maioria é manobrável pelos experts Maquiavéis em enganar e confundia a pouca instrução da maioria. Na minha concepção, o voto no Brasil deveria ser facultativo, e deveria melhorar a qualidade dos nossos políticos, embora saiba que a culpa é do povo, o povo do qual faço parte, mas não compactuo com o que ocorre no meio político.

  20. Muito bom seu texto

    Me lembrou Karl Marx

    “Ainda estamos muito longe de nos tornarmos indivíduos?”

    Me pergunto isso.

  21. Na minha opinião a política fede.
    Dizem: vote consciente.

    Mas é escolher entre o sujo e o mal lavado, entre (COM O PERDÃO DA PALAVRA) a bosta e a merda.

    E ainda tem que fazer fila para votar nestes merdas.
    O ideal seria todos anularem seus votos.

    Desculpe pelas palavras mas é revoltante, acho que o povo devia fazer uma visita em cada orgão governamental (COM UM PORRETE NA MÃO) e quebrar a cara destes corruptos.

    Fico mais revoltado ainda porque sou obrigado a votar, pleno domingo tenho que sair de casa, ficar numa fila ouvindo o povo idiota dizendo: eu voto na Dilma, eu voto no Serra, etc. O povo devia tomar vergonha na cara e não votar em ninguém.

    Para mim, os politicos são a escória da sociedade, são uns vermes.

  22. CARO LUCAS, BOM DIA!
    NÃO EXISTE UM BOM PAPO. E TALVEZ UM PAPO DEMORADO QUE ENVOLVA PESSOAS QUE NÃO CONVIVA DIARIAMENTE AS SUAS ROTINAS PESSOAIS, QUE NÃO SEJA: RELIGIÃO, POLÍTICA E FUTEBOL. TODAS SÃO POLÊMICAS. A PRIMEIRA E A TERCEIRA SÃO SUBJETIVAS E DE CUNHO ESTRITAMENTE PESSOAL E TENTA-SE GENERALIZAR. A SEGUNDA É ESTRITAMENTE DE CUNHO GENÉRICO, PORQUE NÃO SE TRATA DE PROJETO PESSOAL E NEM TÃO POUCO DE POSIÇÃO PESSOAL. MAS DE REFLEXÃO PESSOAL PARA O INTERESSE COLETIVO E CONTINENTAL/BRASIL/AL/PLANETA TERRA. POR ISSO, PENSO QUE DISCUTIR POLÍTICA, É MELHOR, PORQUE NOS LEVA A REFLETIR S/”O PONTO ESCURO QUE SOMOS EM NOSSA ANÁLISE/REFLEXÃO (ZIZEK- A VISÃO EM PARALXE, 2009)”, PODEMOS ENTÃO JOGAR LUZES SOBRE ESSE PONTO COM A REFLEXÃO COLETIVA. EU SEI, ISSO NÃO SE DÁ DE FORMA NEM SEMPRE HARMÔNICA. MAS O CONFLITO DE REFLEXÕES/POLÊMICAS É SAUDÁVEL. PORQUE NOS FAZ CRESCER E SABER QUE DISCUTIR PROJETOS DE GRANDE INVERGADURA, COMO O QUE ESTÁ EM DEBATE, NÃO DÁ PRA POSIÇÕES PESSOAIS, SEJAM ENTENDIDA COMO REFLEXÕES PESSOAIS SOBRE PROJETOS TÃO URGENTES/IMEDIATAMENTE IMPORTANTES. NÃO SE TRATA DE JUSTIFICAR SE O PROCESSO É BOM OU RUIM, NESTE MOMENTO. MAS SE OS PROJETOS EM DISPUTA ( O SOCIAL/LIBERAL APOIADO PELA PODEROSA MÁQUINA MÍDIA SUDESTINA VERSUS A SOCIAL DEMOCRATA/POLPULAR DEFENDIDA PELO ATUAL PRESIDENTE) DEVE VOLTAR OU CONTINUAR. EU TAMBÉM PENSO QUE ESSE MODELO ELEITORAL PARTIDÁRIO, DEVE SER APRIMORADO COM MECANISMOS MAIS DEMOCRÁTICOS QUE ESTIMULE A PARTICIPAÇÃO CONSCIENTE. E ACIMA DE TUDO OS PROJETOS DE ÂMBITO DO NÓS TEMOS, E NÃO DO: EU QUERO EU ACHO… NÃO SE MUDA O RUMO DA PROSA NESSA ALTURA DO CAMPEONATO, MAS DE QUE LADO E COMO PODEMOS INFERIR AGORA, PARA ENTÃO APRIMORAR O PROCESSO. EU TAMBÉM TOPO A RUPTURA, MAS SERÁ PRA ONDE NOS LEVARÁ A ATUAL CORRELAÇÃO DE FORÇAS…NÃO SE TRATA DE INFLUENCIAR NO VOTO. MAS MUITO MAIS MAIS QUE ISSO. INFLUENCIAR NO DEBATE CORRENTE. PENSO ESSE É O CHAMAMENTO HISTÓRICO. ABRAÇOS.

  23. Prezado Professor Ozaí
    Raramente se vê uma fraseologia tão socialmente covarde, subclassista e fascista, mas mostrando uma ignorância típica da “crasse mérdia” que se pensa “intelectual”e informada”. Além de “desiludida”, é lógico. Pior que o PSOL, PCO e PSTU “tudujuntu”.
    Por favor, não nos envie mais esse tipo de besteirol para distribuição. Você sabe o apreço que temos pela REA e o seu blog. Não é o caso de discordância, é “desafinância” com a confusão mental do “articulista”. Ele sequer tem ideia de que vive em sociedade…
    Peguei leve. Quando pego esse tipo de babaca aqui na rede costumo mastigar e cuspir na lixeira do computador e fazer o que esses tipos infrassociais menos gostam: trato como SPAM.
    Abração
    Castor
    PS Se vc quiser posso escrever mais coisas sobre essa babaquice do porra-louca aí, mas só depois de 3 de novembro… Eu vivo numa sociedade complexa, pluralista e POBRE. Eu voto e defendo meu voto TODOS OS DIAS.

    • Caro Castor,

      muito obrigado por ler e comentar.
      Também agradeço por sempre divulgar o trabalho da REA e dos blogs.
      Respeito sua posição e o espaço está aberto para publicar a sua contribuição, quando desejar. Esclareço, ainda, que os textos publicados aqui não expressam a posição do Conselho Editorial da revista e/ou blog, nem necessariamente do seu editor, mas apenas a opinião dos autores (que, eventualmente, podemos concordar ou discordar; mas isto fica a critério de cada um e não do conjunto dos membros da revista).

      Quanto à solicitação de não enviar mais, compreendo. Ocorre que utilizamos o sistema google (grupo) para divulgar a newsletter sempre que o blog e/ou revista é atualizado. Se o seu email for excluído, vc não receberá qualquer das mensagens. Sugiro que mantenha o seu nome na lista e, simplesmente, delete o que não lhe agradar (mas, claro, se quiser comentar, fique à vontade). Porém, se for o seu desejo, retirarei o email do cadastro. Respeitemos a todos e não é nosso intuito enviar spam.

      Muito obrigado.

      Abraços e tudo de bom,

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s