Memórias da guilhotina

por EZIO FLAVIO BAZZO*

“Visão, é a arte de ver as coisas invisíveis”. Jonathan Swift

Segundo as anotações dos velhos marceneiros da história, as duas vigas verticais dessa máquina vingativa mediam 4,50 metros, e a separação entre uma e outra era de 37 centímetros. A lâmina pesava 7 quilos, era fixada por três esferas, (pesando 1 quilo cada uma) e presa num cabeçalho que por sua vez pesava 30 quilos, constituindo assim, um conjunto de 40 quilos, que percorria uma queda de 2,25 metros antes de cortar o pescoço do condenado. A viga esquerda da máquina pesava 69 quilos, a da direita, por conter o mecanismo de liberação da queda da lâmina, 73 quilos, totalizando, com a máquina já montada uns 580 quilos. Quem já presenciou um ritual desses confessa que ele não era apenas uma deslealdade macabra, mas uma verdadeira convulsão e um alarido de horror. Poderia ser diferente? Não. Pois, como lembrava Alexandre Vialette, a morte, geralmente, não tem amigos sinceros.

Por mais que você se espante, a guilhotina faz parte da história recente da França, de Paris e do Estado Judicial implantado em praticamente todo o planeta. Aqui neste país da igualdade, fraternidade e liberdade, até bem pouco tempo (1981) essas «máquinas» eram montadas aqui e acolá, transportadas para o interior do país, para as colônias, para o fundo sombrio e ameaçador das prefeituras, para o meio das praças em alvoroço, enfim, para qualquer lugar onde houvesse cabeças dignas de serem decapitadas.

Quem visitou este território antes de setembro de 1981, correu o risco de passar por ela, de ver seu pescoço colocado nesse umbral estatal criminoso. E o que é mais atordoante ainda neste assunto, é que quem se der ao luxo de pesquisar, de rastrear os abismos por onde a «justiça» trafegou nos últimos séculos, descobrirá que em quase todos os horrores da tortura e das execuções havia também vestígios de perversão e de gozo sexual mórbido. Que na maioria dos massacres coletivos e das execuções individuais havia, associada, uma tormenta libidinosa, a irrupção de uma tara e de uma sexualidade gêmea do crime. Sim, um condenado em seu desespero e em sua agonia era, de alguma maneira, também o objeto do desejo do torturador e do verdugo. E não só o verdugo desfrutava dessa luxúria secreta e desse êxtase, também as massas curiosas e sedentas que lotavam as praças gozavam com a execução e com aquele corpo decapitado, sangrento e morto. Historicamente, parece que o sangue e toda a agonia que acompanha o fim de nossos iguais sempre foi experimentada como ícone erótico-afrodisíaco e como signo religioso. Não é por acaso que a religião mais popular do planeta tem como logotipo, há dois mil anos, um homem pregado numa cruz. Uma espécie de fogueira fálica e de ilusão sanguinária que reduz as pretendidas “revoluções”, as pretendidas “justiças” e a própria condenação a meros pretextos. Pretextos para, de uma forma ou de outra, gozar. Em outras palavras, identifica-se sob os pretextos da «justiça» e sob os clamores da turba, aquilo que escrevia V.Hugo: “as unhas do verdugo!”, a ereção neurótica das massas, a malícia de um Estado opressor, substituto disfarçado das monarquias e sem legitimidade que continua fazendo do populacho e dos mais indefesos, pólvora para cartuchos, desforra, adubo para vinhas, espantalhos para dispersar pelo campo nas noites em que se precisa afugentar os demônios…

Ao refletir sobre a guilhotina, qualquer um tem a estranha sensação de estar se transmutando numa hiena. (…) Acredito que seria um espetáculo imenso se fosse possível ressuscitar suas vítimas, devolver-lhes o sangue e exibi-las ao lado do Arco do Triunfo sob o som da Marseillaise e tendo ao fundo, enfileiradas, as velhas guilhotinas que o governo francês mantém escondidas do público. Por mim, se não fosse um mísero estudante do Institut des Hautes Etudes de L’Amerique Latine, as exibiria como prova do mau caratismo humano com suas lâminas manchadas de sangue e de merda, com seus carrascos vestidos a rigor, os cestos cheios de crânios decepados, os olhos agressivos de Robespierre, os místicos de Saint-Just, os meigos de Marie Antoinette e os sinceros de Ravachol. Sim, os de Ravachol com a íris intacta, a barba crescida, a testa sem rugas. Depois levaria a todos para jantar lá no Marais, colocaria Edit Piaf na radiola e encheria seus estômagos de qualquer tipo de comida, sem deixá-los opinar e sem me importar com seus regimes alimentares, porque comida, como sabemos, é matéria prima do esterco. (…)


Mas não se deve esquecer que o projeto do Dr. Guillotin teve também razões “humanistas” – me previne um professor da Paris IV. Dizem que ele só propôs a fabricação da máquina que, aliás, herdou seu nome, para “diminuir o sofrimento” dos executados. Antes da guilhotina mecânica, todos sabem, os condenados eram submetidos, a longos suplícios e a difíceis processos de morte. O sabre nem sempre era usado com precisão e as cabeças acabavam sendo destroçadas, amassadas, praticamente arrancadas antes que a vítima morresse. A guilhotina, neste sentido, como escreve Bessette, e eu o reconheço, foi a típica filha des Lumières. Ela marcou, além de uma inovação no oficio de matar, a aurora dos tempos industriais, a invenção técnica própria para controlar as cabeças em série, tornando cegos os homens: a cabeça de um lado e o resto do corpo de outro. Máquina de aparência eminentemente democrática – ela opera um nivelamento pelo alto –, já que não pode se mostrar egalitaire, se mostrará em todo caso, egalisatrice.

Paris, por mais que se negue e por menos que pareça, é uma cidade paradoxo! Uma espada com duas pontas! Uma tribo empoeirada e com penas de pombas que flutuam de um extremo a outro de suas pontes, de seus cafés, de seus “chambres de bonne”! Uma espécie de Portugal que deu economicamente certo! Algo que fascina e que intriga! Uma cidade que por um lado, exibe e se orgulha de seus esgotos (onde seus dejetos são tratados antes de serem lançados no Sena) e que por outro, gosta de colocar todo o mundo de joelhos diante da fineza de seus costumes alimentares. Uma cidade que pela manhã mostra os estandartes de sua democracia, e que pela tarde envia os imigrantes ilegais para a velha, famosa e temida Conciergerie, endereço que já foi a ante-sala para a guilhotina. Quem vai em romaria ao primeiro normalmente vai à segunda e vice versa. E aqueles que, além disso, tiverem a vontade mórbida de fazer uma excursão ou um tour pelos cemitérios do município e pelos sanitários de Goutte D’or, sairão da França quase com uma especialização em escatologia.

Consegui uma cópia do mapa geográfico das execuções, (Place de Grèves, Place da Révolution, etc., etc.), mas não o tomo como referência porque é oficial, e porque grande parte das guilhotinas e das execuções que verdadeiramente me interessam foram invisíveis e sempre estiveram instaladas e funcionando no patíbulo cerebral dos homens, já que esse monstro erigido sobre duas vigas é apenas a materialização de um monstro mais antigo e mais devastador, de um monstro que de séculos em séculos se introduz numa forma nova de martírio e de sadismo, contra os seres.

Apesar dos ditos socialistas gostarem de lembrar que a guilhotina só foi abolida no governo de Mitterrand, é bom lembrar-lhes que nesta data, já havia sido construída a cadeira elétrica e que, por conseguinte, o velho frade poderia estar apenas se livrando de uma peça obsoleta e dando lugar amplo à modernidade. Sim, vemos que na América a modernidade judicial não se inibe e superando a máquina mecânica lança no mercado a máquina elétrica. Por outro lado, quando Mitterrand aposentou a máquina que, durante 200 anos aterrorizou o mundo, os nazis já haviam demonstrado que o gás e as Câmaras de gás também eram eficientes. Todos esses atos (seja de extinção ou de inovação), podemos ver claramente, além de demagógicos, foram sempre inventos tiranos e covardes. Parafraseando e mesmo plagiando a Camus, é pertinente lembrar que os chamados legisladores, os assassinos legítimos, nunca gostaram de pensar e muito menos de admitir que a Lei é mais simples que a natureza, que quanto mais ela procura atuar nas regiões sombrias e cegas do Ser, mais ela corre o risco de ver aumentar sua impotência na redução da complexidade daquilo que ela quer ordenar. Por outro lado, e o que é mais mórbido, o Estado Judicial é a única entidade que informa a vítima com antecedência e em detalhes, do dia, da hora e da forma de sua sentença.

“Qual criminoso já reduziu sua vítima a uma condição de tão grande desespero e de tamanha impotência?”

Injeções venosas, choques, o azeite fervente, o pelourinho, o ferro em brasa, fuzilamentos, enforcamentos, esquartejamentos. A cicuta, a fogueira das paixões inquisitórias. O afogamento, o cianureto, a espada dos orientais na nuca dos traficantes, dos adversários e das mulheres adúlteras.

A máquina da reprodução parece se mover sob o mesmo impulso que move a máquina da destruição. As mães engendram os corpos que o Estado ou a Lei fará em pedaços. Homens matam homens, a indústria da morte é como um escorpião ou como um vampiro que mantém em seu guarda-roupa mil disfarces e mil artimanhas, tudo porque os homens são mentirosos, geneticamente corruptos, arrivistas, exploradores, místicos, contadores de vantagens, uns dementes encurralados…

Em seu trabalho intitulado a História do Parlamento, Voltaire descreve algumas execuções de seu tempo, evidenciando como era canalizado e administrado o ódio sobre um determinado condenado e como se processava o ritual coletivo de sadismo. O espetáculo era, no mínimo, infame! O prisioneiro era amarrado pelos braços e pernas com grossas cordas que o ligavam a quatro cavalos irrequietos. Em seguida, o verdugo lhe queimava as mãos e o peito com azeite fervente, lhe arrancava a pele, os olhos, os dedos e por fim lhe enfiava um cabo de vassoura ou uma espada no cu. A turba estremecia ao mesmo tempo em que sentia um calafrio de êxtase.

O corpo do pobre desgraçado resistia às vezes, até por mais de uma hora. Os gritos de dor excitavam ainda mais tanto os cavalos como a platéia que havia dedicado o dia para assistir a tortura e o assassinato público. Tudo parecia durar bem mais tempo, mas o torturador tinha pressa e facilitava o trabalho dos cavalos dando um corte sutil de espada nos músculos do condenado: órgãos e sangue para todos os lados! Os membros do executado eram arrastados pela praça em festa, as tripas se abriam e a pasta fecal sujava a camisa dos mais curiosos. A justiça e seus lacaios, todos funcionários públicos, se sentia realizada, lavava as mãos, dava baixa de mais um nome nos cadernos contábeis e acreditava haver feito apenas o seu dever.

(Eu não sou mais que um instrumento é a justiça que mata).

O populacho assistia a barbárie como se estivesse na Sorbone assistindo uma aula inaugural ou como se estivesse no Cine Ritz assistindo a uma suruba no palco. (E é assim que se aprende a ter medo e tesão ao mesmo tempo). A repressão dança no fundo patético de sua córnea, e ele se surpreende, mais tarde, fazendo de tudo para ser um cidadão ambíguo, politicamente correto e perverso, já que acredita piamente que a honra aparente e a desonra secreta não conduz ninguém a guilhotina. Só que o pânico privado interfere no desempenho público. Só que as cabeças guilhotinadas não o deixam dormir, só que o medo se converte em ansiedade, em fobia que não se cura com a simples certeza de que o condenado será sempre o [outro].

Longos dias debruçado preguiçosamente sobre as toaletes e sobre as guilhotinas, mas de maneira nenhuma, como já disse, fazendo desses temas o assunto único de meus devaneios, nem o objeto de uma pesquisa acadêmica, onde o pesquisador precisa esgotar as fontes, colocar ordem, lógica, método, estilo e conclusão, além de trilhar um caminho domado por hipóteses e reprimido pela ciência, só porque precisa demonstrar uma idéia, defender uma tese, ser maior que sua obsessão e que sua cobiça. Só porque precisa seduzir um editor, ser recomendado por alguém, tornar-se substituto em alguma cátedra. Aqui não! Aqui tudo foi regido pela frouxidão de um pensamento anti metódico que não quer ter compromisso com absolutamente nada. Tudo foi engendrado no caminho entre a velha Casa do Brasil e as bibliotecas e sob o signo de uma liberdade inventiva e de um certo cinismo consciente, onde me permiti até a ver toaletes onde existia apenas um cofre, uma bússola ou uma caneca de gasolina, e vice-versa. Onde me permiti ver guilhotinas sob qualquer forma arquitetônica que aparecesse no meu caminho, fosse ela medieval, moderna ou futurista… Dois livros caídos na calçada da Gare de Lyon, por exemplo, me parecem duas comportas guardadas por cães sonolentos. Duas pilastras vindas de Côte D’Ivoir me dão a impressão de ser uma caixa para proteger lentes de contacto ou mesmo um antigo diploma de pergaminho, porém, se vistas de lado, se subo num degrau das escadas para olhá-las do alto, então posso ver com clareza uma panela sem cabo, um tecido azul com manchas de sol ou uma mala usada e esquecida. A transmutação é tão interessante e variada, que se tivesse mais tempo e se buscasse outras posições, tenho certeza que poderia passar horas e horas vendo miragens e frivolidades como se tivesse ingerido um ácido ou queimado um pouco do tabaco marroquino. E é nesse “estado” que sigo sob a tirania imaginativa, meio ébrio, meio lúcido, como se estivesse num dos “fumódromos” da Belle Époque das drogas, cercado de princesas, de perfumes, de cachimbos e de prazeres. Gosto imensamente de rastrear os passos de uma determinada idéia, porque sei que logo a situação se inverte e é essa idéia que passa a colocar-se obsessiva, propositada e “magicamente” em meu caminho…

Paris! Uma das importantes redescobertas que se faz morando aqui, é que os grandes escritores, poetas, pintores, etc., que deram fama e notoriedade a esta cidade, viveram e escreveram suas melhores obras mergulhados na droga: vinho, ópio, éter, haschich, morfina, etc. Entre eles: Guillaume Apollinaire; Antonin Artaud; Charles Baudelaire; Jules Boissière; Paul Bonnetain; Jules Claretie; Jean Cocteau; Emile Cottinet; Charles Cros; René Dalize; Léon Daudet; René Daumal; Robert Desnos; Pierre Drieu La Rochelle; Edouard Dubus; Claude Farrère; Théophile Gautier; Alfred Jarry; Edmond Jaloux; Pierre Loti; Maurice Magre; Guy de Maupassant; Gérard de Nerval; Adolphe Rette; Marcel Schwob, e para que citar mais?

A cabeça do rei aparece sangrando e separada do corpo em diversas gravuras, o espetáculo é brutal, sanguinolento, cartesiano… Ícone máximo da anti-monarquia.

A Biblioteca Nacional guarda e cuida, minuciosamente, de todos os trabalhos sobre esse “período das lâminas”, enquanto as edições modernas, os editores-abutres, voltam a explorar tudo de novo. Aqui se pode sentir que tanto a cultura como a vida são plágios repetitivos e descarados, uma reedição bastarda e absolutamente enjoativa…

Mas, além disso, uma coisa é certa: La machine, fille des Lumières, que havia, segundo Foucault, introduzido na França uma nova ética da morte legal, não está mais lá na praça da Revolução, nem nos fundos da casa da família Sanson. Agora retornou para o espírito de porco, podre e anêmico dos homens, do Estado republicano e da política universal em cujos bastidores se continua matando a coices e a socos, sempre para o bem-estar dos gerentes das Grandes Corporações, dos «laranjas» daquelas republiquetas que se orgulham publicamente de serem representantes da violência “legítima” e claro, das matronas dessa época melancólica e de prevaricações vergonhosas.

Voilá! Dizem os franceses.

De minha parte, enquanto me delicio diante da prateleira de História Medieval e desacredito cada vez mais da humanidade, vou pensando: pronto, eis aqui a prova de minha recaída, mais um pouco de meu stronzo, de minha vingança e de minhas imposturas.

Paris, biblioteca Georges Pompidou.


* EZIO FLAVIO BAZZO é Doutor em Psicologia Clínica e escritor. Autor de Vagabundo na China, Dymphne a santa protetora dos loucos; Ecce Bestia, entre outros. Publicado na REA, nº 50, julho de 2005, disponível em http://www.espacoacademico.com.br/050/50cbazzo.htm

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33 comentários sobre “Memórias da guilhotina

  1. LOUCOS SUBJUGADOS E LOUCOS NO PODER É UM TEMA QUE AINDA É PALPITANTE, POR SER ATUAL.
    Pessoalmente vejo neste artigo algo que não esgotou suas fronteiras melnores.
    A VIDA DA REPÚBLICA, EM CONSTANTE APERFEIÇOAMENTO, AINDA NÃO SELIVROU DE LOUCOS NO PODER E ME PARECE ESTE O FOCO SIGNIFICATIVO.
    A guilhotina é talvez um dos símboslos dos loucos no poder que temos o dever ético de afastar do poder, tão logo a república alcance seus ideais harmonizadores de LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDE.
    Quanto será que falta?
    SHALOM

  2. É horrivel pensar que essa época existiu. E saber que algumas pessoas tinham desejo sexual quando viam as outras serem decaptadas. Uma forma nojenta de demonstrar “alegria” quando a outra pessoa irá morrer.
    Só de pensar como as “vítimas” se sentiam, dá arrepios.
    A guilhotina foi marcada por momentos muito ruins e ainda bem que não vivemos nessa época.

    Ana Camila
    Colégio Ser! Sorocaba
    8º ano, Ziraldo

  3. Achei o texto muito bom e principalmente muito coerente. Ao longo do texto vi coisas que me deixaram espantada, pois nesse período histórico houveram muitas mortes e muito sofrimento de pessoas que não mereciam. Lendo esses relatos consegui aprofundar os meus conhecimentos sobre esse assunto, conseguindo melhorar no entendimento do conteúdo.

  4. A guilhotina apesar de parecer um fato que parece ser muito cruel ,é melhor pois é uma morte rapida e simples (sem tortura) , apesar de que vendo de outros lados é uma morte cruel e fria .

  5. Achei o texto muito bom. Pois ele mostra fatos reais que aconteceram em um período muito difícil na frança, com muitas mortes inocentes,muito sangue e varias outras coisas horríveis que a guilhotina provocou.

  6. O texto da Guilhotina demonstra uma ideia como os nobres e o clero daquela época não se importavam com os dos do 3 Estado, se eles (3 estado) roubassem ou outra tipo de crime e els eram mortos, nem tinham outro tipo de punição, mas o clero e os nobres raramente eram castigados com a morte.
    O texto descreve muito bem a guilhotina, e também foi usa uma linguagem nós entendemos

  7. Eu achei muito interessante, vi coisas que nem imaginava que ia ver. Uma coisa sangrenta, horrível que aconteceu em um século difícil e sangrento também, que marcou a história da França.

  8. colégio ser sorocaba 8° ano
    achei muito interesante este texto, pois mostra a parte sangrenta e vulgar da guilhotina
    os carrascos e a platéia chagavam a ter desejo sexual
    muito bom achei que retrata muito bem a verdade

  9. Na minha opinião,a guilhotina foi um fato muito trágico,pois muitos pessoas morreram sendo inocente.
    Mas durante pleno século 21 esse fato é total mente fora do que nós vivemos,não sendo um espetaculo como os franceses achavam e sim muito cruel com as pessoas.
    O texto explica os fatos e detalhes sobre a guilhotina.
    Gostei muito deste texto !

  10. Nossa,estou impressionado como matar uma pessoa era tão simples para os franceses,ainda mais as ”vitimas” que eram decapitadas em público,e também isso era considerado um espetaculo.Além da decapitação com a guilhotina eram também feita torturas.

    Isso é assustador pra mim mas para os franceses naquela época não!

  11. Na minha opinião, a guilhotina era um jeito muito drástico de morreRr…Imagine uma lámina que pesava 7 quilos atravessar sua cabeça , o medo da vítima em saber que lá estavam seu ultimos segundos de vida e que não havia mais salvação.
    Mas naquela realidade isso era inevitavel era o unico jeito de punir os criminosos,coitado daquele que teve sua cabeça decepada.
    Colégio Ser !
    8º ano Monteiro Lobato

  12. Fiquei meio assustado , confesso , os modos de decapitação eram , digamos , ”muito forte” , o texto magnífico .E fico refletindo como naquela época era difícil presenciar aquele momento .Além é claro , de mortes totalmente injustas , porém executadas . Agradeço pelo conhecimento fornecido .

    Colégio Ser!
    8º Ano Monteiro Lobato

  13. Fico imaginando o que o condenado devia sentir um pouco antes de ser decapitado… Quer dizer, ele estava ali, nervoso, à beira da morte, só contando seus últimos segundos de vida, até que a lâmina de 7 quilos atravessasse brutalmente seu pescoço. Devia ser uma tensão muito grande, principalmente para quem fosse perder a vida.
    O mais interessante é que isso era feito em público. Todos paravam o que estavam fazendo, e iam até o local em que aconteceria a decapitação… Isso é um pouco cruel. E também confirma que as pessoas gostavam, desde muito tempo atrás, de presenciar desgraças alheias.
    Às vezes também imagino a reação que a família da vítima tinha enquanto assistiam-no ser decapitado sem dó, nem piedade. Com toda a certeza, deveria ser horrível ver um parente ou amigo ali e não poder fazer nada…

    O texto me trouxe novas informações sobre um assunto interessantíssimo.

  14. Lendo o brilhante texto de Ézio pude me deparar com informações cujo eu não sabia; esta época do terror com certeza é muito interessante, e Ézio pode mostrar-nos isto com detalhes, eles decapitavam pessoas como se fosse algo bom, eram espetáculos que assistiam, como em filmes de terror hoje em dia, mas tudo era realidade, as pessoas olhavam o sangue cair e cabeça rolar, e aplaudiam, isto tudo é muito triste pensando agora.
    Mas como no próprio texto mostra, não era apenas o uso da guilhotina que eles usavam para a morte, haviam vários tipos de modos em que torturavam as pessoas. Logo no futuro surgiu a Cadeira Elétrica, que foi usada durante um bom tempo, e que matava as pessoas na hora, e mesmo assim, elas tinham varias reações a isto, e algumas pessoas assistiam ainda, pois, se a pessoa estava lá, deveria ser por algum motivo cruel, e isto significaria o fim de um pedaço da dor no coração de cada familia.

  15. Eu achei que a guilhotina foi muito utilizada mais como a professora de Historia Marília nos disse era melhor de que morre por um sabre que causava mais dor e sofrimento.

  16. 8°ano Ziraldo 16/03/2011

    Um acontecimento muito importante da época, sangue para todo lado onde era espetáculo de alguns. Não consigo imaginar o desespero da pessoa na hora de ser decaptada.
    Como podem guardar isso até hoje? Lembraças do atentado.

    muito interessante o fato ocorrido!

  17. A história da guilhotina me impressionou muito ao modo de o texto nos mostrar de maneira geral as varias maneiras de decapitação,e o que naquela época as mortes eram representadas para as pessoas que as assistiam, sendo, simplesmente como se fossem espetáculos.O texto relata também de modo não muito agradável, o que o ser que estava sendo decapitado sentia.
    Achei o texto muito detalhado com vários exemplos, cada um mais estranho do que o outro, mas que valem a pena conferir.
    Obrigada, e parabéns pela ótima abordagem.

  18. muito interessante o texto! fala como era usada a guilhotina e tambem usa uma linguagem que podemos entender melhor!

  19. Incrível como a guilhotina foi usada até 1981, nunca pensaria que as pessoas dessa época ainda vissem ela como uma maneira de matar pessoas. Muito bruto, e as pessoas se divertiam mesmo vendo as outras sendo decapitadas, não ficaria chocada se levassem seus filhos para verem. Achei muito interessante o texto, soube de mais coisas e fiquei muito mais interessada no assunto agora depois que o li.

  20. Todos os castigos citados no texto são de épocas de muito terror. Dizem que só a época da guilhotina foi a do terror eu não acho.Eu acho que a Segunda Guerra Mundial, a bomba atômica de Hiroshima, todas as guerras até hoje existentes são marcos de épocas de terror.
    E tudo isso é causado ou foi, pois um homem quer ser melhor que outro.
    Na época da Guilhotina algum ato considerado errado e a pessoa era decepada, assim como foi a Segunda Guerra Mundial o Hitler sem ter uma explicação dizia que os judeus eram a causa de todas as coisas ruins que aconteciam na época.
    Gostei do texto retrata bem o assunto abordado.

  21. No ano passado ja tinha estudado sobre a Santa Iquisição e nesse ano ja estudei a Resvolução Francesa e a sua importancia para a história da França.
    Achei muito interecente esse assusnto, sendo que, agora vou comesar um trabalho em grupo sobre o tempo de terror da guilhotina e com esse artigo algumas duvidas que eu tinha foram solucionadas.

  22. Fico horrorizado só de pensar como um condenado à guilhotina se sentia no momento da execução e quão dolorido deveria ser essa forma de tortura. O mais estranho é que as pessoas não se importavam com quem morreria se era justo ou não, era uma forma de divertimento para alguns.

    Colégio Ser!-Sorocaba
    8º ML

  23. Prezado Ézio e Ozaí,
    Sou professora e leciono, entre outras, a disciplina de História para duas turmas de oitavo ano num colégio em Sorocaba, interior de São Paulo.
    Meus alunos e eu estamos estudando o processo da Revolução Francesa, estamos trabalhando um ateliê sobre o assunto, no início de abril vamos assistir ao filme Danton, o processo da Revolução e, diante de toda essa História, somos presenteados por esse belíssimo artigo, tão bem escrito e com informações tão valiosas à nossa pesquisa.
    Estamos adentrando ao espaço, meus alunos e eu. Com a vossa licença, vamos deixar nossos comentários, análises e pareceres. As turmas são críticas e possuem um excelente nível de informação. Desde já, muito obrigada pela sua compreensão.
    Abraço,
    Prof. Marilia Coltri
    Colégio Ser! – Sorocaba

  24. Sou aluno do Colégio Ser de sorocaba , e achei muito bom , descreve muita bem a situação , em que as decaptações aconteciam em público , e eram considerados grandes espetáculos , e ainda sim foi usada a pouco tempo atrás , em 1981 .
    O sangue , que hoje muitas vezes sencurado pela televisão , quando há alguma morte , antes era motivo de desejos do torturador , onde também o torturado era desejado pelas outras pessoas .
    O Torturado ficava em choque , e não conseguia se controlar , então se defecava de medo , pois uma vez que estivesse siante da guilhotina , tinha a certeza de que a morte viria .

  25. Fantastico texto!
    Muitissimo interessante, um texto que fala de coisas crueia, merda, eu pensei que antes nao era assim , achava que mais cauteloso!
    Muito bom mesmo!

  26. FIZ MEU TRABALHO DE FINAL DE CURSO DA FACULDADE DE TEOLOGIA
    SOBRE A TOLERANCIA NA CONVIVÊNCIA SOCIAL. fALEI SOBRE A INQUISIÇÃO, OS METODOS DE TORTURA QUE A IGREJA CATÓLICA USOU PARA PRATICAR ATROCI-DADES INDESCRITIVEIS, FORA DE QUALQUER PARAMETRO QUE A CRUELDADE HU-
    MANA PODE REALIZAR. NA VERDADE ISSO TUDO FERE MUITA NOSSA SENSIBILIDA-
    DE E PENSAMOS COMO UM PADRE QUE DEVERIA SER UMA PESSOA BOA E PREOCUPA-
    DA COM SEUS IRMÃOS PODERIA PARTICIPAR DESSES RITUAIS SANGRENTOS.

  27. Fantástico texto! Primeria vez que leio algo de Ezio…primeira vez que mesmo deslumbrada com o brilhantismo das ideias, sinto-me mais próxima da realidade por ele abordada…uma distância que foi diminuida pela sinceridade das palavras e a abscissa dos códigos discursivos tão frequentes na academia. Obrigada pelos escritos.

  28. Muito bonito, delirante e barroco “à souhait”. Nao sei o que o escritor dessa vibrante ficçao indignada andou tomando, mas a historia dos imigrantes mandados para a Conciergerie em 2011 é “forte coisa”, como diria a avo da Helena Morley – acho que o estilo divagatorio é contagioso! estou ficando com medo de entrar por esse espojamento no gozo sadico que estranhamente parece acompanhar toda a redaçao do artigo acima… t’esconjuro!…
    Pessoalmente, prefiro o texto do Stéphane Hessel em “Indignez-vous” – reflete mais e ensina mais sobre algo além de paixoes secretas e indisciplinadas.

  29. O grande Ézio continua brilhante, em sua verve escatológica de arguto e lúcido psicólogo c(L)ínico. Não adianta dar-lhe corpus belo e magistral: ele escavucará o corpus, indo às entranhas, até chegar à merda, à essência da humanidade.

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