Terrorismo de Estado:“Mr. Obama” ordenou o assassinato de Bin Laden

por UBIRACY DE SOUZA BRAGA*

Os EUA violaram claramente o direito internacional” (Helmut Schmidt).

Etnograficamente falando, ao lado de autores como Carl Schmitt, Julius Evola e Georges Sorel, assoma também a figura do militar, pensador e escritor alemão Ernst Jünger (1895-1998) como um dos elementos centrais tanto na superação definitiva de uma weltanschaaungque aparentemente já não faz mais qualquer sentido – isto é, a clássica dicotomia entre “esquerda” versus “direita”; quanto, sobretudo, na formatação filosófica e política de uma nova síntese dinâmica entre, por um lado, os valores da tradição (honra, senso de dever, disciplina, abnegação, coragem e ascetismo) e, por outro, a constelação de perspectivas ideológicas, à “esquerda” e à “direita”, cujo eixo de gravidade “se estabelece a partir da rejeição radical do liberalismo e do capitalismo” (cf. Bobbio, 1992; 2005).

Em assim sendo, o escritor alemão, pouco lido entre nós, advoga, pari passu, teses contemporâneas só aparentemente, repetimos, como “antitéticas”, tais como o primado de uma “aristocracia do Espírito”, que floresceria, em sua potência máxima de realização, encarnada nos arquétipos do “guerreiro, do pensador e do poeta”; e a premente necessidade, de maneira a proteger a nação de qualquer ameaça externa, de um estado de “mobilização total” (Die TotaleMobilmachung) da “sociedade industrial em prol de um esforço de guerra permanente”. A esse respeito, destaca-se, como emblemático exemplo inicial de sua capacidade de trabalhar a partir de diferentes linhas de fuga, na obra de E. Jünger o extraordinário In Stahlgewittern (1920), com edição definitiva em 1961. O supracitado volume constitui tanto uma etnografia de vigoroso e implacável realismo (e, ao mesmo tempo, pejado de êxtase delirante) sobre suas experiências como tenente do exército alemão na I Guerra Grande Guerra (1914-18), “quanto um dionisíaco ensaio sobre a guerra como veículo de sublimação ascética e realização espiritual”, lembrando-nosavontade de potêncianietzscheana.

Filosoficamente falando, ao lado de autores como Carl Schmitt, Julius Evola e Georges Sorel, assoma também a figura do militar, pensador e escritor alemão Ernst Jünger (1895 – 1998) como um dos elementos centrais tanto na superação definitiva de uma cosmovisão ideológica que aparentemente já não faz mais qualquer sentido – isto é, a clássica dicotomia entre “esquerda” versus “direita”; quanto, sobretudo, na formatação filosófica e política de uma nova síntese dinâmica entre, por um lado, os valores da tradição (honra, senso de dever, disciplina, abnegação, coragem e ascetismo) e, por outro, a constelação de perspectivas ideológicas, à “esquerda” e à “direita”, cujo eixo de gravidade “se estabelece a partir da rejeição radical do liberalismo e do capitalismo” (cf. Bobbio, 1992; 2005).

Foram os povos Árabes os primeiros a perceberem o “tendão de Aquiles” da democracia americana: o terrorismo de Estado.Segundo a mitologia grega, o herói Aquiles tinha um único ponto vulnerável em seu corpo. Esse conjunto de práticas e saberes sociais estão “juntos e misturados”. Nos dias de hoje, ou em análise comparada desde 1977, Leonard Peltier, índio da tribo Sioux, está preso no sistema carcerário nos Estados Unidos. Com 58 anos, cumpre dupla pena perpétua, acusado pelo assassinato de dois agentes do FBI. Há 25 anos, proclama sua inocência. Não existe prova alguma de sua culpa. Historicamente os EUA já exterminaram japoneses na 2ª Guerra Mundial, no Vietnã, no Iraque, no Irã,e tiveram consequências nas instalações de ditaduras militares, inclusive no Brasil(1964-84) e de resto nas Américas – nuestraAmérica andina.Assim, a expressão golpe de Estado foi criada para “designar a tomada de poder por vias excepcionais, à força, geralmente com apoio militar ou de forças de segurança”.

No caso peruano, com “El Chino Chê” (Alberto Fujimori) também lhe serviu para calcular que o coup d` État de 1992 não teria resistência política significativa e que poderia ser reeleito em 1995. Sem temor a erro, derrotou Javier Pérez de Cuellar, ex-secretário geral da ONUOrganização das Nações Unidas, levando como uma cegonha sua guerra contra o Equador, que lhe permitiu conquistar títulos e despertar atenção enquanto faz ou consegue secretamente “outra coisa” na esfera da política. Ou, como neste episódio que tem como referência o Sendero Luminoso, movimento anarco-comunista peruano. Seu fundador, Abimael Guzmán, professor de Filosofia da secular Universidad Nacional Mayor de San Marcos, ao ser preso pela polícia do então presidente Alberto Fujimori, afirmou: “Vocês estão me prendendo, mas não conseguem trancafiar a causa do nosso movimento”.

Alberto Fujimori como político foi inescrupuloso. Manteve-se no poder sobre a base de uma exótica mescla de “vivacidade creole”, prolixidade asiática, mal comparando tal e qual a de um “letrado chinês”, estudado magistralmente pelo sociólogo Max Weber dos Ensaios de Sociologia, mas com a audácia e a astúcia de um jogador trapaceiro, como é encenado no filme “Golpe de Mestre” dirigido por George Roy Hill (The Sting, EUA, 1973), onde dois vigaristas planejam dar um golpe num gângster da Chicago da década de 1930. Politicamente falando Fujimori e outros, exitosos, corromperam o Poder Judiciário, as Forças Armadas e o novo Congresso, destituindo a 117 diplomatas com o exercício do terrorismo de Estado tão caro nesses tempos em que o fim dos golpes de Estado nas Américas deu lugar a democracias estáveis e competitivas. Alguns cientistas políticos peruanos, com razão, afirmam que sua passagem pela presidência do Peru pode ser comparada ao furacão Katrina. Tudo isto tendo como background a “crise da redelimitação marítima” os chilenos experimentaram suas habilidades “ao vivo e a cores” (em vivo y em directo).

Mutatis mutandis depois de oito meses de Bush iniciar o seu primeiro mandato como presidente dos EUA, os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 ocorreram. Em resposta, Bush anunciou a chamada “guerra global contra o terrorismo”, ordenou uma invasão ao Afeganistão no mesmo ano, e uma invasão ao Iraque em 2003. Bush concorreu, com êxito, à reeleição contra o democrata John Kerry em 2004, conquistando 50,7% dos votos populares contra 48,3% de seu oponente. Após sua reeleição, Bush recebeu críticas cada vez mais fervorosas de conservadores.Os Estados Unidos estão atualmente envolvidos em três guerras no Oriente Médio – no Afeganistão, no Iraque e agora na Líbia. Mantêm bases militares em todo o mundo, em mais de 150 países. Têm relações tensas com a Coréia do Norte e com o Irã, e nunca descartaram a possibilidade de ação militar.

Quando começou, em 2002, a guerra do Afeganistão tinha grande apoio da opinião pública estadunidense e em outros países. A guerra no Iraque tinha quase o mesmo apoio da opinião pública, mas muito menos defensores em outros países. Em 2005, a Administração de Bush sofreu as críticas generalizadas sobre movimentação do furacão Katrina.  Em dezembro de 2007, os Estados Unidosentraram na maiorrecessãopós-segunda Guerra Mundial (1940-45). Isto levou a administração de Bush a ter um controle mais direto da economia, adotando vários programas econômicos destinados a preservar a estrutura financeira do país. Após deixar o cargo, em 2009, na posse de seu sucessor, Barack Obama, Bush retornou ao Texas.

Em primeiro lugar este país agora é dirigido pelo primeiro mulato afro-americano no contexto estadunidense a ser eleito presidente dos Estados Unidos da América.Foi também o único senador afro-americano na legislatura anterior. Já dá sinais querepete os mesmo erros seculares depois do grande massacre à etnia Sioux. Dai a célebreafirmação: de Saddam: “é uma metrópole de força” (e não uma civilização), mantendo como político restriçõesao estado norte- americano: “Os americanos ainda não criaram uma civilização,no sentido profundo e completo que atribuímos à palavra civilização. O que eles criaram é uma metrópole de força”. Trata-se aqui do discurso pronunciado em 17 de janeiro de 2002, enfatizando o massacre[norte-americano] do 11º ano pós-guerra do Golfo Pérsico iniciado por George Bush. Agora é um negro negando sua origem étnica. Ipso facto como sobrevivência necessita do uso da força militar e a influência política no mundo ocidental.

A eleição de Barack Obama representou uma guinada importante da população americana na escolha de seu principal líder. Não por ele ser Democrata, do ponto de vista do bipartidarismo americano visto que também retiraram o poder dos Republicanos, mas sim, pela pessoa que Obama representa nestes dias para o Mundo. Um negro, de origem africana, que viveu no Havaí, e que chegou a Senador, e posteriormente à Presidente dos Estados Unidos da América. O presidente negro americano aparentemente quer tomar de empréstimo a tradição de um judeu que “é um membro do grupo étnico e religioso originado nas tribos de Israel ou hebreus do Antigo Oriente”. O grupo étnico e a religião judaica, a fé tradicional da nação judia, comparem-se então agora à “paranóia máxima americana”, segundo Slavoj Žižek, caso fossem fortemente inter-relacionados, e pessoas convertidas para o judaísmo posto que fossem incluídos no povo judeu e judeus convertidos para outras religiões foram excluídos do povo judeu durante milênios. Bin Laden, como é sabido, como “escolhido” obteve essa rejeição e virou mártir do povo americano. O profeta Obama, aqui no sentido weberiano do termo, dirigiu a execução: “ele era um mito do 11 de setembro”. Bem entendida é válida nossa analogia, mas até que ponto?

Em segundo lugar, paradoxalmente o limite dessa tese deu-se com o fato político de intolerância racialde Barack Obama, ou psicanaliticamente falando, o “individualismo fóbico”, ao autorizar a invasão do espaço aéreo do Paquistãoe o assassinato do antiterrorista Osama bin Laden, – a inversão é proposital – mancha com a cor negra literalmente a imagem do país como suposto “porta voz dos direitos humanos”. Uma de suas filhas assegurou que seu pai (bin Laden) “foi capturado vivo por soldados americanos antes de ser assassinado”, segundo o canal de televisão da capital saudita Al Arabiya, que cita uma fonte da segurança paquistanesa.Bin Laden foi assassinado com um tiro de um dos cerca de 20 militares da Marinha dos EUAque invadiram, numa operação de guerra com helicópteros, sobrevoando sua mansão de alta segurança em Abbottabad, cidade a apenas cerca de 50 km da capital e que ficava próxima a uma academia militar que treinava membros para as Forças Armadas do Paquistão. Temos agora o maior exemplo racídico de um negro americano.

Do ponto de vista da filosofia política, sobre a progênie da questão do Estado, de Il Principe de Maquiavel ao Leviathan, or Matter, Form, and Power of a Commonwealth Ecclesiatica land Civil de Th. Hobbes, o terrorismo de Estado significa historicamente que os EUA – Estados Unidos da América, é o maior e mais cruel Estado terrorista do mundo, nestes últimos 100 anos com vistas, por um lado, a controlar a circulação do petróleo oriunda do Oriente Médio, por outro por impor o seu tipo de organização política nacional presidencialista a nações que pouco ou nada têm em comum com o dito “Império” na expressão de Hardt e Negri (2005), acabaram por atrair a atenção da reação esperada e possível de toda a comunidade muçulmana internacional que, tal qual fazia contra o também terrorista Estado de Israel, neste caso “por razões históricas e religiosas e de assentamento” (cf. Braga, 2006) ambos descumpridores de tratados das Nações Unidas, conseguem, como consequência imediata, atrair a ação de grupos terroristas outrora circunscritos àquela região do mundo.

Fora da ideia de nacionalismo, a partir da competição entre nações, foi o filósofo Georg Simmel (1971; 1988) quem chamou atenção para o fato de que, “a luta contra uma potência estrangeira dá ao grupo um vivo sentimento de sua unidade”, e, além disso, é “um fato que se verifica quase sem exceção. Não há, por assim dizer, grupo – doméstico, religioso, econômico ou político – que possa passar sem esse cimento”. Essa atividade intelectual, porque psíquica e de preparação psicológica, quase exclusivamente entre homens, pode representar com o homem diante da guerra um crime contra a humanidade, individual ou coletivamente com o intuito de destruir, total ou parcialmente, um grupo nacional, étnico, racial, militar, ou religioso. Vejamos atentamente alguns exemplos.

As chamadas “grandes potências” e a mídia mundial consideram terrorismo apenas atos praticados por indivíduos e grupos, mas não preveem “terrorismo de Estado”, como é o caso dessa conjuntura política, fora de moda das discussões e dos noticiários, mas em alta por parte de alguns países, encontrando seu ápice nos EUA – Estados Unidos da América especialmente nos oito longos anos que se estenderam de 2001 a 2009, sob a administração Bush. E o escândalo mundial que se tornaram as torturas e estupros na cadeia de Abu Ghraib no Iraque, cometidas por soldados norte-americanos contra presos locais (mais de 80% sem nenhuma ligação com atos terroristas, como ficaria provado) é a maior evidência deste fato contra os direitos civis cometidos pelos EUA.

Tais atrocidades, somadas às barbáries contra civis têm se configurado em graves crimes de guerra e contra a humanidade de acordo com a Convenção de Genebra, ratificada inclusive pelos Estados Unidos, que dá tiros nos próprios pés e também de acordo com o Tribunal Penal InternacionalTPI (artigos 7 e 8), o qual os Estados Unidos se negam a assinar. Por quais razões? Fora de duvida a invasão norte-americana ao Iraque perpetrada por Bush em 2003. Em oito anos de invasão ao Iraque, de março de 2003 a março de 2011, o saldo estatístico de civis mortos é de 110 mil, e mais de1 milhão de refugiados do país, outrossim, como ao Afeganistão em 2001, feriu a Constituição dos Estados Unidos a qual não autoriza “guerra preventiva”, isto é, “declaração de guerra sem que o país haja sido agredido antes pelo que será atacado, muito menos sem aprovação do Congresso como foi o caso”. No plano externo, Bush atropelou ou ignorou os Acordos Internacionais estipulados pelas Nações Unidas, a qual prevê guerra apenas como “ação em caso de ameaça à paz, ruptura de paz e agressão” em sua Carta, capítulo VII, ratificada por seus 192 países-membros, inclusive pelos próprios Estados Unidos.

De outra parte, a “corrupção” da consciência, fenomenologicamente falando, no sentido que emprega Merleau-Ponty (2006: 53 e ss) funciona como a “essência da consciência para o mal”, ou, “essência da percepção para o mal”, posto que: a consciência só começa a ser determinando um objeto, e mesmo os fantasmas de uma “experiência interna” só são possíveis por empréstimo a experiência externa. Portanto, não há vida privada da consciência, e a consciência só tem como obstáculo o caos, que não é nada. Mas em uma consciência que constitui tudo, ou, antes, que possui eternamente a estrutura inteligível de todos os seus objetos, assim como na consciência empirista que não constitui nada, a atenção permanece um poder abstrato, ineficaz, porque ali ela não tem nada para fazer. A consciência não está menos intimamente ligada aos objetos em relação aos quais ela se distrai do que aqueles aos quais ela se volta, e o excedente de clareza do ato de atenção não inaugura nenhuma relação nova. Ele volta a ser então uma luz que não se diversifica com os objetos que ilumina, e mais uma vez substituem “´os modos e as direções especificas da intenção` por atos vazios da atenção” (Merleau-Ponty, 2006: 55).

As informações obtidas pelos detidos nas prisões secretas da CIA [inteligência americana] mediante a polêmica técnica de “afogamento simulado” (waterboarding) ajudaram a traçar o plano que levou ao assassinato do líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, admitiu nesta terça-feira o diretor da agência, Leon Panetta. Em entrevista à rede de televisão NBC transmitida na terça-feira, mas que já teve trechos antecipados, o diretor ressaltou que as pistas que levaram os serviços de inteligência a encontrarem o esconderijo do líder da Al Qaeda vieram de “muitas fontes”, e não só dessa técnica de interrogatório. “Neste caso, as técnicas de interrogatório coercitivas foram usadas contra alguns desses prisioneiros. Quanto ao debate sobre se poderíamos ter obtido as mesmas informações por outros meios, acho que esta sempre será uma questão em aberto”, indicou Panetta.

Perguntado se nessas “técnicas de interrogatório coercitivas” se incluía o afogamento simulado, Panetta respondeu: “Correto”. Os críticos do “afogamento simulado” a classificam como tortura. O “afogamento simulado” consiste em amarrar um pedaço de pano ou plástico na boca do prisioneiro e, em seguida, derramar água sobre seu rosto. O detido começa a inalar água rapidamente, causando a sensação de afogamento. O diretor da CIA, que em breve irá substituir Robert Gates na chefia do Departamento de Defesa, esclareceu que as ordens do presidente Barack Obama na operação exigiam a morte de Bin Laden, e não apenas capturá-lo. “Isso estava claro. Mas também estava, como parte das regras da operação, que se ele de repente levantasse as mãos e se rendesse, então teríamos a oportunidade, obviamente, de capturá-lo. Mas essa oportunidade nunca foi apresentada”, explicou. Panetta ressaltou, além disso, que o governo paquistanês “nunca soube nada sobre esta missão”, pois os Estados Unidos a classificaram como “missão unilateral”. “O presidente Obama tinha deixado muito claro aos paquistaneses que, se tivéssemos provas sólidas de onde estava localizado Bin Laden, entraríamos (em território paquistanês) por ele. E é justamente isso o que ocorreu”, explicou o titular da CIA.

Enfim, após três dias de reflexão, o presidente Barack Obama decidiu não divulgar as fotos do corpo de Osama bin Laden por considerar que representariam um “risco para a segurança” dos Estados Unidos e poderiam ser usadas como “propaganda inflamatória” pelos radicais islâmicos. Alguns representantes exigiram no Congresso americano a divulgação das imagens, com o objetivo de dissipar dúvidas sobre a morte do líder durante a invasão de sua propriedade privada onde o líder guerrilheiro se encontrava no Paquistão. Obama utiliza o artifício político justificando sua decisão no programa 60 Minutes, da CBS, que “os riscos da divulgação superam os benefícios”… “As teorias de conspiração ao redor do mundo vão alegar que as fotos são montagens, de qualquer forma. Há um risco real de que a divulgação das fotos sirva apenas para inflamar a opinião pública do Oriente Médio”, completou o presidente, em trechos adiantados no site da emissora.

Segundo as informações publicadas pelo jornal The New York Times, os mais de 20 membros da Seals rapidamente fuzilaram os poucos homens presentes na casa, restando tempo suficiente para sequestrar grande quantidade de material no complexo. Os únicos tiros disparados do lado dos moradores foram no começo da operação, quando o mensageiro Abu Ahmed al-Kuwaiti abriu fogo por detrás da porta da casa de visitas, adjacente à casa onde Bin Laden estava. Depois que os militares fuzilaram Kuwaiti e uma mulher na casa, não receberam mais nenhum disparo. Quando o comando seguiu para a casa principal, viram o irmão do mensageiro, que acreditavam estar se preparando para atirar. Eles então se anteciparam e fuzilaram-no. Ao subir as escadas da casa de três andares, os militares fuzilaram o filho de Bin Laden, Khalid, enquanto ele se lançava contra a equipe Seal.Eles seguiram então para o último andar, entraram em um quarto e viram o líder da rede terrorista Al Qaeda. Eles atiraram e mataram Bin Laden e feriram a perna de uma mulher que estava com ele. Oterrorismo de Estadoantecipaa Lei, o Tribunal Penal InternacionalTPI (artigos 7 e 8) e extermina como ocorre com os chamados “grupos de extermínio”. Mas neste caso o Estado americano agiu com as técnicas de guerrilha. Existe alguma diferençade métodosparaa guerra de guerrilha marxista?

Bibliografia geral consultada:

JUNGER, Ernest, O Trabalhador – Domínio e Figura. Lisboa: Hugin, 2000; Idem, A Guerra como Experiência Interior. Lisboa: Ulisseia, 2004; BOBBIO, Norberto,A era dos direitos. Rio de Janeiro: Campus, 1992; Idem, Cinquant’anni e non bastano – Scrittidi Norberto Bobbio sullarivista “Il Ponte” – 1946-1997. Florença: Il Ponte Editore, 2005; HARDT, Michael; NEGRI, Antonio, Império. 7ª edição. Rio de Janeiro: Record, 2005; BRAGA, Ubiracy de Souza,“A Sociedade como Valor-de-Informação”. Comunicação escrita e faladano IX Ciclo de Estudos sobre o Imaginário do Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre o Imaginário. Programa de Mestrado/Doutorado em Antropologia da UFPe. Recife, 31 de outubro a 1º de novembro de 1996; Idem, “De las Carabellas a los Autobuses Espaciales: la Trayectoria de la Informaciónenel Capitalismo”. In: Info 97. Ponencias. Cuba: Universidad La Habana, 1997; Idem, “´Café sem açúcar, dança sem par`: ego fictício e nova guerra no Afeganistão”. Conferência escrita e falada. Fortaleza: Departamento de Ciências Sociais. Universidade Estadual do Ceará, 2000; Idem, “Pragmatismo e Comunicabilidade”. In: Jornal O Povo. Fortaleza, 31 de agosto de 2003. O artigo recebeu voto de Congratulação da Assembleia Legislativa/Ce; Idem, “Pragmatismo e política: O 11 de setembro revisitado”. In: Jornal O Povo. Caderno Mundo. Fortaleza, 16 de setembro de 2006a; Idem, “Filosofia Pragmática, Pragmática Sociológica e Direitos Humanos”. In: www.dhnet.org.br; Idem, “Prolegômenos sobre o “cuidado de si”, de Michel Foucault”. In: Jornal O Povo. Fortaleza, 23 de dezembro de 2006b; Idem, ibidem In: http://www.secundoneto.blogspot.com. Francisco Secundo da Silva Neto Editor, 16 de março de 2008; Idem,“Filosofia Pragmática, Pragmática Sociológica e Direitos Humanos”. Republicado In: Revista Anima nº 7. Fortaleza: FIC – Faculdade Integrada do Ceará, 2006c; Idem, “Filosofia Pragmática, Pragmática Sociológica e Direitos Humanos”. Republicado In: Entendendo Direito. Disponível: http://yuretennodireito.blogspot.com; Idem,“A Questão Israelense-Palestina: histórias míticas?”. In: Jornal O Povo. Fortaleza, Ce, 7 de outubro de 2006; SIMMEL, Georg, On Individuality and Social Forms. Chicago: University of Chicago Press, 1971; Idem, La Tragédie de la Culture. Paris: Petite Bibliothèque Rivages, 1988; FEARSTHERTONE, Mike (org.), Cultura Global. Nacionalismo, globalização e modernidade. Petrópolis (RJ): Editora Vozes, 1994; MERLEAU-PONTY, Maurice, Fenomenologia da Percepção. 3ª edição. São Paulo: Martins Fontes, 2006, entre outros.


* UBIRACY DE SOUZA BRAGA é Sociólogo (UFF), Cientista Político (UFRJ), Doutor em Ciências junto a Escola de Comunicações e Artes (ECA/USP). Professor da Coordenação do curso de Ciências Sociais da Universidade Estadual do Ceará (UECE).

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17 comentários sobre “Terrorismo de Estado:“Mr. Obama” ordenou o assassinato de Bin Laden

  1. Sobre comentário da REA – Revista Espaço Acadêmico, informo o seguinte:

    O Ensaio sobre neutralidade axiológica nas ciências sociológicas e econômicas teve uma primeira versão que Max Weber apresentou para discussão na Associação de Política Social, de Berlim, em 1913, refundido-a mais tarde e divulgando-a em 1917. Esse texto tornou-se uma referência fundamental no processo de formalização da sociologia e determinação de seu objeto. O termo axiologia (do grego axiologos, digno de ser dito) começou a ser empregado no começo do século para designar o estudo dos valores que então se estruturava, no ciclo inicial abrangendo apenas os valores morais e, subseqüentemente, os demais. Weber o emprega no sentido amplo como tenho feito em alguns de meus ensaios.

    Saudações Acadêmicas

    Ubiracy de souza Braga

  2. Francisco Bendll,

    Seguindo sugestão de V. Sa. redigi ensaio intitulado: “Terrorismo & Racismo: As formas do mesmo. Notas para um debate”, caso o Editor da REA tenha feeling, poderá ser postado nestas próximas horas.

    Os melhores cumprimentos

    Ubiracy de Souza Braga

    • Caro Prof. Ubiracy,

      meu sincero muito obrigado por sua contribuição ao BLOG da REVISTA ESPAÇO ACADÊMICO. Tenho certeza de que seus textos o enriqueceram e foram importantes para os leitores. Agradeço também por atender à sugestão do Sr. Francisco e enviar o ensaio “Terrorismo Político e Racismo”… Contudo, esclareço que o blog tem objetivos vinculados à revista e a um planejamento editorial que visa resgatar textos dos nossos colunistas e oferecer amplas possibilidades para a publicação das contribuições dos nossos colaboradores. Nem sempre é possível obedecer aos imperativos do “feeling”.

      Permanecemos abertos à sua contribuição.

      Muito obrigado.

      Abraços e tudo de bom,

  3. Sr. Lúcio Rocha, grato por se dignar a me dar respostas, apesar de discordar de algumas em certos aspectos. Não vem ao caso.
    O importante é esta troca de idéias e interpretações sobre os assuntos aqui debatidos, e esta consideração dos comentaristas em responder as questões formuladas por outros, conforme o respeito e a educação determinam.
    Muito obrigado. Sinto-me honrado em ter dividido espaço com o senhor neste democrático e importante blog do professor Ozaí.

  4. Vamos falar de coisas que já sabemos…sabemos? (parte 2)

    Francisco Bendl:
    A respeito da sua pergunta:

    Se os USA cresceram com a II Guerra Mundial por que o Getúlio Vargas que era nosso ditador à época não ofereceu os campos brasileiros para o plantio de grãos?
    Podia responder tal pergunta de inúmeras maneiras, mas acho que “nosso ditador” estava muito ocupado fornecendo para nosso primo rico, meio que “obrigado,” minério de ferro que tão espetacularmente era transformado em armamento e munição e “maravilhosamente” vendido para a inglaterra e aliados, um grande negócio.
    Em relação a incompetência e imbecilidade dos nossos líderes, por não se aproveitarem da miséria humana que, entre outras, é a guerra ( e ao mesmo tempo o faz sem guerra), essa falta de autonomia política, científica, filosófica, etc. infelizmente faz parte da nossa história periférica e subalterna, quem sabe TAMBÉM tem a ver com nossa formação baseada numa “ética católica” de uma elite aristocrata com gênese local via capitanias hereditárias?
    A questão é que não “pagamos o pato da mesma maneira”, pois nossa história é diferente (ver Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo de Weber). Pagamos o pato de outras formas, pois não passamos pelas transformações políticas/econômicas e sociais que fizeram dos EUA, Inglaterra e outros o que são hoje, mas vivemos um modelo genérico/pirata, imitamos, copiamos e aceitamos as imposições externas, é como o senhor disse: manda quem pode e obedece quem precisa! mas a nossa incompetência não tira do nosso primo rico a responsabilidade pela miséria imposta a vários povos do planeta para bancar a “maneira norte-americana de viver”. É necessário lembrar, que a luta das colônias norte americanas, para sua liberdade e autonomia em relação aos ingleses na independência, não é mais a mesma que se seguiu e segue em frente há muito tempo.
    É importante relembrar e examinar o curriculo do Bin laden que, entre outras coisas, já foi agente dos EUA, meio que um “dispositivo” que depois de muitos “serviços” saiu do controle e dessa forma perdeu sua utilidade.
    O que está em jogo aqui não é a morte de um “terrorista” que matou muitas pessoas, mas sim como as coisas acontecem. Daí me vem a cabeça: quem matou Líncon, Kenedy, Martin Luther King e outros? Por que mesmo tiraram o título de Cassius Clay (Mohamed Ali)?
    Segundo o documentário FAHRENHEIT 9/11 – de Michael Moore a família Bush e a família Bin Laden eram sócios em negócios bilhonários. Também me vem a cabeça: como Bush com todo seu “despreparo” foi o “líder” da maior potência mundial? É claro que Reagan e outros também foram. E o atual presidente? Afro-descendente, intelectual, esperança para muitos, etc. será que ele é o líder dos EUA? Será que com tanta tecnologia, espionagem, inteligência, tal potência precisou levar 11 anos para encontrar e eliminar seu inimigo? E Sadan Hussen era aliado ou inimigo? afinal por que ele moreu mesmo? E o kadafi? Há quantos anos promove o terrorismo e ainda está vivo? E Fidel Castro também não era inimigo?
    Mas o imperialismo e suas práticas anti-humanistas não foi inventado pela “bola da vez” (EUA), na história tivemos babilônios, egípcios, gregos, romanos, francos, ingleses, ibéricos, chineses, russos (URSS) e outros, porém tais fatos não tiram dos EUA sua responsabilidade de império atual, ativo e 24 horas por dia em “estado de alerta” (de guerra contra o mundo). Diante disso, não posso vê-los um exemplo de trabalho e dedicação ou como o senhor coloca: um “povo americano que trabalhou para que o país fosse grandioso atualmente”, afinal o povo alemão diante da necessidade também trabalhou muito para crescer, mas apoiou o nazismo como exemplo.
    Mas é claro que tudo isso que foi escrito aqui já é sabido por todos, não é novidade!!!!

  5. Francisco Bendl,

    Eric Hobsbaum, nome original depois mudado para Hobsbawm historiador e amante do jazz, décadas depois sabido, é o maior historiador inglês de todos os tempos. De vasta erudição contida em seus livros e ensaios, com domínio de muitos idiomas como Friedrich Engels, o que mais gosto é “Bandits”, cito de memória, quando ele faz pesquisa etnográfica inclusive citando a importante, politicamente falando, questão do cangaço referida a um nordestino que estudou em Paris.

  6. Sr. Lúcio Rocha, os Estados Unidos são uma grande nação. E não é somente lá que ao quebrar o mercado, “o Estado, as instituições e principalmente as pessoas pagam o pato”.
    No nosso país também é exatamente igual! Lembra do Proer?
    Por que estamos pagando por uma gasolina tão cara?
    Por que a alimentação subiu tanto de preço?
    O Brasil também se aproveita do mercado externo para expandir as suas exportações e obter uma balança comercial superavitária, mantendo os preços em níveis internacionais.
    Agora mesmo estamos diante de problemas com a valorização do Real frente ao Dólar, ocasionando dificuldades em certas áreas do mercado que importa nossas mercadorias.
    Se os USA cresceram com a II Guerra Mundial por que o Getúlio Vargas que era nosso ditador à época não ofereceu os campos brasileiros para o plantio de grãos?
    Alimentaríamos a Europa após o fim da guerra e seríamos riquíssimos!
    Ou deixamos de lado esta possibilidade de desenvolver o país pois estávamos sob a égide de um governo de exceção?
    Por que não investimos na pesquisa como outros países fizeram? Suíça, França, Alemanha, Japão, e olha que muitos foram arrasados com a guerra e se transformaram em grandes potências!
    E também comandam o mercado exportador através de suas tecnologias. Por exemplo: a patente dos remédios, muito mais importante que exportar armas.
    Mais a mais os USA não são os únicos fabricantes de armas do mundo em larga escala. França, Rússia, Bélgica, Israel, penso até que superam os americanos neste particular.
    Antes de criticarmos os Estados Unidos pelo que fizeram e o povo americano que trabalhou para que o país fosse grandioso atualmente, precisaríamos consertar muita coisa em nossa própria casa (Brasil), a começar com esta complascência que temos com muitos políticos que também detonam o nosso país com seus comportamentos corruptos, deixando a população brasileira jogada à própria sorte!

  7. Muito obrigado, professor Ubiracy, pela sua cordialidade.

    O senhor tem este hábito elogiável de se dirigir a quem comenta os seus textos, além de fazê-lo com maestria e educação, o que não poderia ser diferente em se tratando de uma pessoa com seu nível intelectual.

    Sinto-me honrado com a sua resposta.

    E concordo que a “democracia é um valor universal”, mas ela não impede que os próprios países democratas violem os Direitos Humanos, talvez o verdadeiro sustentáculo desta forma de regime de governo.

    E continuo a bater na mesma tecla, professor:

    Antes de criticarmos veementemente o assassinato do Bin laden, as democracias fazem vistas grossas aos problemas internos que as nações possuem e que vivem sob a sua tutela. Em outras palavras: a miséria, a dignidade humana ferida pela falta de condições mínimas de subsistência, a saúde pública deteriorada, a educação pública vergonhosa, deveriam ser valores tão ou mais importantes que a “democracia” que dissimula haver um Estado de Direito.

    Quanto às relações internacionais, a história nos relata acontecimentos deploráveis do passado e contemporãneos de assassinatos em massa apenas por questões meramente econômicas, e por países DEMOCRATAS, quanto mais envolvidos no combate ao terrorismo mundial.

    Penso, meu caro mestre – e humildemente eu lhe sugiro esta matéria -, que o próximo assunto a ser debatido fosse o terrorismo, EM TODAS AS SUAS FORMAS, e, possivelmente, este assassinato do Bin laden irá se diluir diante dos crimes que se cometem em nome desta pretensa “democracia”, e que deveríamos estar berrando a plenos pulmões bem antes de botarmos a boca no trombone com o caso do líder da Al Qaeda morto pelos americanos.

  8. Vamos falar de coisas que já sabemos…sabemos?
    EUA: “grande nação” que se reconstituiu pós 29, exemplo de dedicação, determinação, de resultados, mas não é tão difícil compreender a mutação do liberalismo-neoliberalismo onde o Estado (EUA neste caso) vira sócio do mercado, afinal quando o mercado quebra o Estado, as instituições e principalmente as pessoas “pagam o pato”.
    Para uma existência dentro das novas exigências que o capitalismo cobra, o consumo, o giro das mercadorias (sejam elas quais forem) precisam de uma constância. Os EUA se ergueram pós 29, fundamentalmente com a produção e venda de armamentos e tecnologia para guerra, mas para que esse tipo de indústria siga em frente, “democraticamente” com a aprovação do povo etc. é preciso que haja consumo desse produto, ou seja, que a guerra, o inimigo, o perigo, a insegurança, o terrorismo justifiquem tais necessidades. Então, não se luta por ideologia política (engodo da Guerra Fria) e sim pelo mercado, e assim, as leis, os tratados, a ética, a própria humanidade são colocados em segundo plano, mas isso, é claro, todos já estão cansados de saber.

  9. Adaulto Gonçalves dos Santos,

    Você colocou em evidência uma questão importante na filosofia da angústia do filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard: o sorriso. Isto porque o fiósofo refere-se no âmbito do pensamento cristão à questão da ironia. O presidente negro após o assassinato ou vingança sorriu ou sentiu o “gozo da ironia”. Ou seja, sublimou com o sorriso o ódio. Esta é uma questão que deve ser pensada no âmbito da psicologia e da psicanálise que não tenho condições como sociólogo e cientista político para te responder. Todavia é uma grande questão.

  10. Luiz Fernando,

    Algumas palavras ainda se me permite. Basta passarmos os olhos no volume “Tortura Nunca Mais!” para entendermos os “anos de chumbo” que passamos em nosso país na década de 1960 e ss até as chamadas “Diretas Já”. Ou originalmente na película de Margarethe von Trota, “Die Bleierne Zeit” (106 min), onde na Alemanha, em 1968 Marianna e Juliane, filhas de um pastor, lutam por mudanças na sociedade, como a legalização do aborto. Juliane é repórter e Marianna, membro de uma organização terrorista. Marianna é presa e passa a ser ajudada pela irmã, que começa a questionar a maneira como ela é tratada.
    .

  11. Prezado Francisco Bendl
    Você tem razão em uma série de questões levantadas e que estão na ordem do dia de nosso mundo contemporâneo ocidental. Mas gostaria que você atentasse para a questão tópica do liberalismo. Quando o social democrata Helmut Schimidt chama a atenção para o fato de que “os EUA violaram claramente o direito internacional”, não e uma “boutde”, pois ele tem razão e para isso basta uma leitura apressada na obra de Alexis de Tocqueville, “A Democracia na América”. Ipso facto é fácil admitir que o terrorismo de Estado, viola princípios morais e políticos. Toda e qualquer democracia deve se sustentar em princípios ético-políticos. A democracia, meu prezado é um valor universal. E assim sendo devemos respeitar as culturas dos povos.

  12. Prezado Luiz Fernando,

    O calcanhar de Aquiles dos EUA é o chauvinismo, esse nacionalismo exagerado que se sustenta em jargões como o “American way of life” e outros, como “A América é dos americanos”, e claro, como afirma o filósofo e psicanalista esloveno Slavoj Zizek, autor de “The Paralaxe View” (2006), “a paranóia máxima americana” como pode ser visto em diversos seriados da TV a cabo deste país. Eles agora deveriam ouvir a máxima do rei Roberto Carlos: “Sou fera ferida no corpo e na alma e no coração”. Veillons!

  13. Excelente e oportuno texto, muito bem complementado pelo Luiz Fernando Medina, nada a acrescentar … só dilvulgar !!!

    Sds,

  14. Bom, deixa eu ver se entendi, pois o professor usou de tantas referências e citações que eu quase perdi o fio da meada.
    Em síntese: os Estados Unidos mataram o Bin Laden, é isso?
    Mas o mundo esperava o quê? Caso o prendessem julgamento imparcial? Que seus direitos seriam respeitados?
    A curta era Carter que excluiu o país de participar de uma Olimpíada na Rússia em protesto aos direitos humanos aviltados durou pouco porque não é esta a tradição dos americanos do norte.
    Existe a pax americana, que todos os outros países ocidentais devem segui-la, caso contrário sofrem embargos econômicos, invasões, boicotes, sobretaxa nos produtos que exportariam, enfim, os Estados Unidos fizeram do planeta o seu parque de diversões!
    A caçada ao terrorista – não podemos esquecer que o Bin Laden não era flor que se cheirasse – estava programada e, admira-me, agora, as críticas ferozes contra este comportamento agressivo, criminoso, sem dúvida.
    Mas isto estava anunciado, publicado e era do conhecimento de todos.
    A verdade é uma só: manda quem pode e obedece quem precisa!
    Cabe aos intelectuais, aos cientistas políticos, aos professores, aos formadores de opinião, aos historiadores, enfim, pesquisarem em que momento da história os Estados Unidos passaram a dominar o mundo ocidental, ainda mais que, recentemente, em 1929, esta nação havia falido de uma forma que nós, brasileiros, jamais vivemos algo parecido!
    Qual a diferença existente entre o reinício americano, em comparação aos outros países que não sofreram tanto com o “crack” da bolsa de Chicago, portanto, em melhores condições de se desenvolverem mais depressa e consistentemente, enquanto os Estados Unidos tinham pela frente simplesmente a reconstrução econômica e social de seu país?
    Não estou fugindo do assunto, não. Será que não reside neste orgulho do povo americano de ter resistido e de se reerguer frente à miséria e ter construído uma grande nação e muitos países se deixaram envolver por políticas e sistemas que mais exploravam o povo que efetivamente auxiliassem as suas populações, uma espécie de outorga para estabelecerem para si próprios uma espécie de autoridade internacional?
    Quem pode enfrentar as Forças Armadas americanas? Até a Rússia que era o equilíbrio entre oriente e ocidente foi vencida! Claro, não em guerra, mas no poderio econômico. Lembram da Guerra nas Estrelas, no governo Reagan, que antecipou a queda de Gorbachev?
    Ora, Bin Laden foi a diversão da década, só isso.
    E as bases militares espalhadas pelo mundo? E a participação americana no Conselho de Segurança da ONU?
    E as atrocidades no Afeganistão? E os inocentes mortos em ataques às cidades iraquianas?
    Não ouvi nenhuma voz que se levantasse em defesa dessa pobre gente morta pela máquina de guerra americana!
    E berram pelo assassinato do Bin Laden? Um TERRORISTA?
    Olha, gente, estamos perdendo o senso das medidas, por favor!

  15. É muito preocupante o comportamento do Presidente Obama e a politica americana. Pois ele se comporta como um psicopata. Dá ordens para militares cometer assassinato, tortura, e outras atrocidades. É impressionante o sorriso dele depois da morte de Bin Laden, mesmo sabendo que este foi covardemente assassinado, já que estava desarmado e não esboçou nenhuma reação. Em qualquer Estado minimante civilizado, a prioridade é prender, julgar e condenar. O terrorista e chefe do Estado terrorista americano, Obama, simplesmente manda assissinar.

  16. Porque Usamah Bin Muhammad bin ‘Awaed bin Ladin não foi julgado por um tribunal legitamente constituido, entre nós, ter-se-ia dado a morte de um inocente. Para que haja crime é preciso caracterização em tribunal correspondente, com acusado em pessoa ( ou a revelia), dentro da encenação jurídica. Não há culpado sem julgamento de acordo segundo Código Legal. No caso, creio, O Direito Internacional. Provas obtidas sob tortura, também, não devem ser consideradas. O corpo deve ser tratado pela família segundo as tradições culturais e religiosas e nada deve ser ocultado dos comuns dos mortais em cada canto do planeta. Não se pode viver fora da lei. A invasão a um território de outro pais é ilegal. Nenhuma alegação pode atenuar a ilegalidade. E matar um homem desarmado, um grupo escolhido entre os melhores de um país dito civilizado, os E.U., isto é covardia e é querer perpetuar a convivência criminosa entre os homens. O que dizem que o morto, agora visto como vítima, teria feito, isto é como ‘as armas de destruição em massa’ de Sadam hussein. A imprensa contenporânea é conivente com poderes absolutistas, aqueles que vivem pela ‘lei da força’. Obama, o Presidente, considerado homem de bem, formado em Harvard, com baixo índice de aprovação política no seu país,acreditou-se “um deus’ com direitos sobre outra vida humana, lavrando verbalmente sentença de morte. Isto é o que se sabe. Escandalosamente primitiva criminogênese.

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