Palestra de José Cláudio Ribeiro, em novembro de 2010

Zé Cláudio Ribeiro vivia na região de Marabá, no Pará, produzindo castanhas de maneira sustentável e resistindo ao boom da construção na Amazônia, e à pressão de derrubar essas árvores impressionantes. Recebeu várias ameaças de morte.

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4 comentários sobre “Palestra de José Cláudio Ribeiro, em novembro de 2010

  1. Com Chico Mendes e os demais foi a mesma coisa e vem agora o delegado de polícia do Pará dizer que nada sabia sobre o perigo de vida que corria esta nobre família, que nada lhe foi notificado… Quanta omissão, conivência, com esta elite dominante que manda nos governos, que manda nos poderes constituidos, que mata o íntegro cidadão brasileiro que busca por justiça. PERGUNTO AOS SENHORES: AONDE ESTÁ O MINISTÉRIO PÚBLICO?

  2. Que coisa triste ouvir este homem, que diz coisas que para mim estao entre as mais importantes que tenho ouvido, que vive de uma maneira que a gente nem ousa sonhar que seja possivel, que conheceu uma regiao ainda preservada, inteira, plenamente viva… descobrir essas palavras e esse lutador quando ele ja nao existe mais, quando essa vida plena que ele viveu e defendeu, tudo ja tao esgarçado…
    Ainda hoje, antes de saber dele e da luta que ele levava de frente, eu estava vendo fotografias de paisagens, essas que constituem nosso horizonte habitual no sudeste, de um matinho ralo, nenhuma arvore grandiosa nem pra remédio, terra pelada, mato pisado, estava pensando qual é nossa maneira propria de existir, de estar no mundo? E o que me ocorreu como primeira caracteristica da nossa historia, desde que fomos “descobertos” para e pela modernidade capitalista, é uma continua e constante “Tradiçao predatoria”.
    A civilizaçao que construimos tem sido uma predadora voraz de valores, de homens, de arvores, de bichos… e para pôr o que no lugar? Mansoes fortificadas e casebres despencados – ou seja, uma e outra miseraveis formas de vida.
    Ozai, obrigada por dar a descobrir aqui nos meus longes essa figura que abre horizontes tao enormemente generosos. Mas de quantos martires ainda vamos precisar para instalar uma nova relaçao de forças nesse deserto programado que esta virando o Brasil?
    Grande abraço,
    Regina

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