Que luta é essa, que partido é este, que desperta tanto ódio de classe da burguesia?

MILTON PINHEIRO * **

 

Para Neide Alves Santos, comunista morta pela ditadura

 

Só vos peço uma coisa: se sobreviverdes a esta época, não vos esqueçais!
Não vos esqueçais nem dos bons, nem dos maus.
Juntai com paciência as testemunhas daqueles que tombaram por eles e por vós.
Um belo dia, hoje será o passado, e falarão numa grande época
e nos heróis anônimos que criaram a história.
Gostaria que todo mundo soubesse que não há heróis anônimos.
Eles eram pessoas, e tinham nomes, tinham rostos, desejos e esperanças,
e a dor do último entre os últimos não era menor do que a dor do primeiro,
cujo nome há de ficar.
Queria que todos esses vos fossem tão próximos como pessoas que tivésseis
Conhecido como membros da sua família, como vós mesmos.
Julius Fuchik

No dia quatro de novembro, como faço desde 2009, acordei cedo para reunir-me àqueles que comparecem a Alameda Casa Branca, ao local onde foi assassinado o líder comunista Carlos Marighella, para prestar-lhe mais uma homenagem. É um ato coberto por um grande simbolismo, com a presença de históricos militantes da causa revolucionária em nosso país, mas também, com a presença daqueles que representam, nos dias atuais, a luta e o desejo da nossa classe em prosseguir fazendo história e perseverando na luta pela revolução socialista.

Marighella, heróico combatente contra a ditadura burgo-militar, tombou nesta data pela cilada covarde da repressão, em 1969. No entanto, não tombaram seus sonhos e idéias. Homens e mulheres, juventude aguerrida e trabalhadores, continuam em marcha para confeccionar no palmilhar do dia-a-dia, a esperança do mundo emancipado da exploração do homem pelo homem.

Mas, ao voltar-me neste dia para Carlos Marighella, nesta justa homenagem, desperto para a luta sem trégua dos seus camaradas do Partido Comunista Brasileiro (PCB), operador político no qual Marighella foi militante, parlamentar e dirigente durante 33 anos da sua vida, saindo dele, por divergência na forma de enfrentar a ditadura burgo-militar, dois anos antes de ser assassinado.

O ódio de classe exercitado pela burguesia durante todo o século XX contra o PCB foi levado às últimas consequências pela ditadura militar: eles prenderam, torturaram e mataram os militantes mais destacados de um operador político que teve seus erros no pré-1964, mas que resolveu articular uma ampla luta de massas contra a ditadura burgo-militar, e por isso pagou um gigantesco preço, que foi regado com sofrimento e sangue de seus militantes.

Logo no primeiro momento, quando se estabeleceu as trevas golpistas que cortaram as luzes da democracia em construção, no último dia de março de 1964, a burguesia e seu aparato militar/policial repressivo partiu para cima dos comunistas. Era a bota de chumbo pisando o sol da liberdade, começaram a ceifar as vidas da vanguarda comunista. E a primeira vítima foi o estivador e sindicalista, Antogildo Pascoal Viana (AM), assassinado no dia 08 de abril de 1964, seguiram-se a ele, ainda em 1964, os seguintes camaradas: o operário eletricista e sindicalista Carlos Schirmer (MG), no dia 1º de maio; Pedro Domiense de Oliveira (BA), sindicalista e líder dos posseiros urbanos, assassinado no dia 07 de maio; Manuel Alves de Oliveira (SE), militar assassinado no dia 08 de maio; o gráfico e sindicalista Newton Eduardo de Oliveira (PE) foi morto em 1º de setembro; o líder camponês João Alfredo Dias (PB), conhecido como “nego fubá”, sapateiro e ex-vereador, foi sacrificado pela repressão em 07 de setembro; ainda no dia da pátria, também foi assassinado o líder camponês e presidente das ligas camponesas de Sapé, Pedro Inácio de Araújo (PB); no dia 15 de novembro a ditadura matou o gráfico, Israel Tavares Roque (BA) e no final do ano de 1964 e/ou começo de 1965, o marítimo catarinense Divo Fernandes D’oliveira.

Ao todo, em 1964, a ditadura matou 29 militantes que lutavam contra o arbítrio, sendo nove do PCB. Esses dados podem não conter desaparecimentos e algumas mortes estranhas, não computadas diretamente à repressão. Mas, com certeza, em virtude da ação criminosa do estado ditatorial naquele momento.

Em 1965, a sanha assassina da ditadura matou o ex-militar, que havia participado das lutas dos tenentes com Luiz Carlos Prestes, Severino Elias de Melo (PB). E em 10 de outubro de 1969, matou João Roberto Borges de Souza (PB), que era líder estudantil e vice-presidente da UEE da Paraíba.

O recrudescimento da ditadura avançou após o AI-5 em 1968, uma parte importante da esquerda brasileira, rompida com o PCB, enfrentava as trevas de armas na mão, sofrendo o massacre da ditadura. O PCB, consciente da necessidade de colocar as massas no processo de resistência, desenvolvia seu trabalho.

No decorrer de 1971, o terror da ditadura matou muitos revolucionários. Novamente voltou a eliminar comunistas do PCB. Já no dia 02 de fevereiro era assassinado o sindicalista José Dalmo Guimarães Lins (AL); o ex-militar, ex-bancário e funcionário da Embratel Francisco da Chagas Pereira (PB) está desaparecido desde 05 de agosto; e o sapateiro comunista, organizador de trabalhadores do garimpo em Jacundá (PA), Epaminondas Gomes de Oliveira (MA) foi assassinado em 20 de agosto.

Em 1972 foram mortos pela repressão, o militante secundarista Ismael Silva de Jesus (GO) no dia 09 de agosto (torturado até a morte) e Célio Augusto Guedes (BA), dentista de histórica família de comunistas baianos (irmão de Armênio Guedes), que trabalhou diretamente com Prestes e exerceu várias funções dentro do partido. Foi morto em 15 de agosto, sob tortura, após ser preso na fronteira do Brasil com o Uruguai.

O herói da segunda guerra José Mendes de Sá Roriz (CE), líder dos combatentes, e que salvou da morte no campo de Batalha o marechal Cordeiro de Farias, teve seu filho e neta seqüestrados pelo Exército, que exigiam, sob tortura do filho, a prisão dele para liberar os reféns. O comunista se entregou ao marechal Cosme de Farias. No entanto, foi assassinado na mais cruel tortura no dia 17 de fevereiro de 1973.

Mas o pior ainda estava por vir. A ditadura fascista iria caçar os comunistas brasileiros, aprofundava-se em 1974 uma longa perseguição, planejada para liquidar o PCB, cuja política de resistência democrática se consolidava na frente ampla contra o regime. No começo do ano, em 19 de março, foram assassinados Davi Capistrano da Costa (CE) e José Roman (SP). O primeiro era um importante dirigente comunista, militar, havia participado do levante de 1935, quando foi preso por sua participação. Fugiu de Ilha Grande e foi lutar, em 1936, na Espanha ao lado dos republicanos como brigadista internacionalista. Participou de forma heróica na batalha de Ebro, que ocorreu entre julho e outubro de 1938. Ainda em 1938, foi para a França onde lutou na resistência a ocupação do nazismo. Foi preso pelos nazistas e por ser estrangeiro, não foi executado no primeiro momento, mas foi levado para o campo de Gurs, na Alemanha hitlerista. Quando foi libertado pesava 35 quilos. Voltou ao Brasil, foi preso novamente em Ilha Grande, e com a democratização se elegeu deputado estadual por Pernambuco, em 1947. David Capistrano foi eleito para o CC no IV congresso em 1954. Com a instalação da ditadura saiu do Brasil e ao voltar, foi preso e assassinado.

O metalúrgico José Roman era um destacado militante operário, foi preso ao ir buscar David Capistrano em Uruguaiana.

O massacre continuava em 1974. O dia 03 de abril seria marcado por uma grande tragédia, foram mortos três heróis do povo brasileiro. O operário metalúrgico João Massena Melo (PE) foi preso em São Paulo e assassinado pela repressão. O dirigente metalúrgico foi vereador pelo Distrito Federal, em 1947, e deputado estadual pelo estado da Guanabara, em 1962. Era membro do CC do PCB e seu corpo continua desaparecido.

Nas mesmas condições também foi preso e morto Luiz Ignácio Maranhão Filho (RN). Jornalista, deputado estadual eleito em 1958 pelo Rio Grande do Norte, visitou Cuba a convite de Fidel Castro, era membro do CC do PCB. O jornalista e dirigente comunista esteve preso em vários momentos da história republicana. E o oficial do Exército Walter de Souza Ribeiro (MG), ativo militante das lutas pela paz, era membro do CC do PCB e atuava na estrutura interna do partido.

O professor de História, Afonso Henrique Martins Saldanha (PE), foi morto em 08 de dezembro em virtude das torturas que sofreu na cadeia. Foi presidente do sindicato dos professores da cidade do Rio de Janeiro por dois mandatos, sendo cassado no segundo mandato, antes mesmo de tomar posse. Era um militante destacado das bandeiras comunistas no movimento docente.

No ano de 1975, a repressão seria mais violenta ainda com o PCB. Logo no dia 15 de janeiro, dois lutadores da causa dos trabalhadores são eliminados em São Paulo. Elson Costa (MG), membro do CC do PCB e líder da greve dos caminhoneiros em Minas Gerais foi preso e assassinado, até hoje seu corpo continua desaparecido. E Hiran de Lima Pereira (RN), preso e assassinado nas mesmas circunstâncias. Membro do CC do PCB foi importante quadro da vida pública, sendo secretário de Administração de Miguel Arraes na prefeitura de Recife. Em seguida, no dia 04 de fevereiro, era preso e assassinado no Rio de Janeiro, o jornalista e advogado Jayme Amorim de Miranda (AL). Grande organizador das lutas operárias e de massas pelo Brasil, foi preso várias vezes e sofreu tentativa de homicídio. Esteve na URSS e exerceu intensa atividade na imprensa comunista, seu corpo até hoje não foi encontrado.

Em abril, foi preso e assassinado o líder camponês Nestor Veras (SP). Organizador das lutas camponesas que teve intensa presença entre os trabalhadores sem terra, foi fundador e responsável pelo jornal Terra Livre e dirigente da ULTAB. Era membro do CC do PCB e seu corpo está desaparecido até hoje. No mês de maio, no dia 25, era preso e assassinado o operário da construção civil, Itair José Veloso (MG). Líder operário foi primeiro sapateiro e depois passou a atuar na construção civil, sendo eleito dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Niterói e Nova Iguaçu, e foi eleito secretário-geral da Federação dos Trabalhadores da Construção Civil. Itair Veloso esteve através de delegações sindicais na URSS e China. Membro do CC do PCB, seu corpo continua desaparecido.

No segundo semestre, em 07 agosto morria Alberto Aleixo (MG) em virtude da tortura. Estava preso desde janeiro e não resistiu aos maus tratos, foi um militante gráfico, sendo responsável pela gráfica do partido e exerceu uma longa jornada de trabalho na imprensa comunista. Era irmão do vice-presidente de Costa e Silva, Pedro Aleixo. No dia seguinte, 08 de agosto, era assassinado sob tortura o tenente da PM de São Paulo, José Ferreira de Almeida (SP). Policial militar da reserva exercia uma intensa atividade na PM paulista e integrava o grupo interno de militares do PCB. No dia 18, ainda no mês de agosto, morria em virtude das torturas o coronel reformado da PM/SP, José Maximino de Andrade Netto (MG), que havia sido cassado em 1964. O militante comunista foi preso em 11 de agosto de 1975 e sofreu intensa tortura, até morrer em um hospital de Campinas. Também fazia parte do coletivo de militares do partido.

A repressão continuava caçando o PCB. No dia 17 de setembro, o dirigente do partido no estado do Ceará, Pedro Jerônimo de Souza (CE), comerciário que se encontrava preso desde 1975, foi morto sob tortura. Pouco tempo depois, no dia 29 de setembro era preso e assassinado o dirigente da juventude comunista, José Montenegro de Lima (CE). Ativo dirigente estudantil, foi diretor da UNETI, contribuiu para formular as posições do PCB na área juvenil. Teve grande participação na articulação de organismos da juventude internacional no Brasil (FMJD). Seu corpo não foi localizado até hoje.

Quando chegou o mês de outubro a ditadura fez outra vítima, agora, o destacado dirigente comunista Orlando da Silva Rosa Bomfim Júnior (ES). Foi preso e assassinado sob tortura no dia 08, seu corpo ainda não foi encontrado. Orlando Bomfim foi jornalista e advogado, tendo sido vereador do PCB por Belo Horizonte, em 1947. Era membro do CC e exerceu intensa atividade jornalística. Para fechar o ano de 1975, a repressão assassinou, sob tortura, Vladimir Herzog (Croácia), no dia 25 de outubro. Herzog era professor da USP e jornalista, militante da base cultural do PCB em São Paulo, foi assassinado após se apresentar no DOI-CODI para prestar depoimento.

A ditadura dava sinais de exaustão, as eleições municipais de 1976 corriam risco de ser canceladas e a política do PCB começava a ser vitoriosa na ampla frente democrática. Mas a repressão ainda ceifaria as vidas de comunistas naquele ano. No dia 07 de janeiro era morta a militante comunista Neide Alves Santos (RJ). Essa mulher de convicção profunda foi a única comunista, do PCB, morta pela ditadura. Era militante do setor de propaganda e atuava juntamente com Hiran de Lima Pereira. Ela havia sido presa em 06 de fevereiro de 1975 e encaminhada para DOI-CODI/SP e depois para o DOPS/RJ, foi encontrada morta em via pública com sevícias por todo o corpo. Dez dias depois da morte de Neide, era assassinado sob tortura, no dia 17, o operário metalúrgico Manoel Fiel Filho (AL), que era responsável pela distribuição da Voz Operária nas fábricas da Mooca. Foi preso no dia 16, levado para o DOI-CODI/SP e assassinado em seguida.

No dia 29 de setembro, ainda em 1976, era assassinado sob tortura o operário Feliciano Eugênio Neto (MG). Histórico militante comunista realizou tarefas com Maurício Grabois e Carlos Danielli, foi operário da CSN e vereador em Volta Redonda. Após ser cassado foi ser operário no ABC paulista. Era responsável pela distribuição da Voz Operária no estado de São Paulo, até ser preso em 02 de outubro de 1975.

Em 1977, o PCB teve seu último militante assassinado pela ditadura. No dia 30 de setembro era morto sob tortura, nas dependências da 1ª CIA da PE do Exército no Rio de Janeiro, o professor Lourenço Camelo de Mesquita (CE). Ativista muito conhecido, exercia sua militância no comitê do partido na Estação Ferroviária da Leopoldina.

O PCB foi massacrado de 1973 a 1976 por uma operação realizada pelo Exército, tratava-se da “Operação Radar”, que tinha como objetivo liquidar o histórico operador político dos comunistas brasileiros. Essa era uma das medidas impostas pela geopolítica arquitetada por Golbery do Couto e Silva, para flexibilizar a ordem política brasileira.

Foram 39 militantes assassinados, nas mais diversas modalidades, desde o primeiro momento do golpe até o começo da chamada “distensão” do regime militar. Para além dessas mortes, o PCB teve centenas de presos que passaram pela mais atroz tortura, sem falar nas dezenas de exilados que foram viver o desterro em várias partes do mundo.

Porque tanto ódio da burguesia a este partido? Talvez seja possível responder: o PCB luta ao lado da nossa classe, não tem nenhum acontecimento que diga respeito aos interesses dos trabalhadores na história do Brasil que não tenha tido a participação decidida dos comunistas. O sangue dos militantes do PCB tingiu de vermelho as bandeiras das lutas operárias de 1922 até 1977. A luta do PCB é pela revolução socialista no Brasil. Superados os equívocos da sua formulação, pois errou porque lutou, o PCB quer estar ao lado de todos aqueles que lutam pela emancipação humana na vanguarda da revolução brasileira. O ódio da burguesia é contra as ideias do socialismo e contra o partido que luta para operar essa tarefa histórica.

Vida longa aos heróis da revolução brasileira que tingiram com seu sangue a bandeira da liberdade.


* Artigo elaborado a partir de pesquisas realizadas nos arquivos do IEVE, CEDEM/UNESP, AEL/UNICAMP, no Arquivo Público do Estado de São Paulo e nos dados da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos.

** MILTON PINHEIRO é Professor de Ciência Política da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), diretor do Instituto Caio Prado Jr. (ICP) e editor da revista Novos Temas.

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14 comentários sobre “Que luta é essa, que partido é este, que desperta tanto ódio de classe da burguesia?

  1. Por fim, contrastando com a proposta do C. C., que se apoiava na proposição de uma ampla frente política pelas liberdades democráticas, afirmava que o objetivo dos revolucionários deveria ser de maior alcance: “substituir tal governo ditatorial por um governo que assegure a independência do país. E isto não será possível pela via pacífica, mas sim pela via armada e com a unidade das forças populares”.

  2. Jussara,
    Erraste, e feio. Não somente deixaste de entender meus comentários anteriores e, agora, queres me rotular, uma prática de quem não tem argumentos para seguir em frente no debate.
    Discutir as atrocidades do regime militar, admito, na razão direta que também façam parte desta discussão os crimes, torturas , roubos, sequestros e atentados dos ditos “revolucionários” contra o povo brasileiro, sob pena de sermos simplesmente tendenciosos, o que não sou, mas tu me pareces te identificar e bem neste propósito.
    Por outro lado não soubeste discernir um tema do outro, e confundiste Planejamento Familiar com responsabilidade sobre os atos de cada um, inclusive no que diz respeito a movimentos ditos populares ou falsamente divulgados como progressistas, que envolvem as pessoas notadamente incultas e incautas que ficarão à disposição de mentes mais aguçadas em explorá-las quanto às suas necessidades básicas.
    Sobre o Estado não ter uma política voltada às famílias isso é mais do que verdade, trata-se de um axioma.
    E, a minha vida, do alto dos meus 63 anos, observação e participação em datas históricas do Brasil, municiam-me o suficiente para eu mesmo comentar a respeito de certos temas onde livros e pesquisas não trouxeram a verdade à tona, seja por interesse, conveniência ou, até mesmo, por questão política.
    Se não percebeste ainda, sou isento politicamente. Jamais pertenci a Partido qualquer, nem ao antigo PTB do líder gaúcho, Leonel de Moura Brizola, que o conheci pessoalmente (nada surpreendente em se tratando de um gaúcho com este personagem da nossa História).
    Desta forma, sinto-me à vontade em tecer opiniões e deixar meus pensamentos sobre devaneios populares, regimes ditos como ideais, religião e camponeses ( mais entendem de computadores que o período de se lavrar a terra para o cultivo da batata e do feijão, entretanto, são catedráticos em comunismo, reformas agrárias que confundem com invasões, revoluções, tomadas de terras alheias para negócios posteriores).
    Portanto, se queres ter uma “reflexão mais humana sobre os mortos pela ditadura”, deves fazer o mesmo também pelos que morreram pelas mãos desses que tombaram querendo que tivéssemos um regime ditatorial de esquerda, nos moldes de Cuba, repito, local onde muitos aprenderam sobre guerrilha e foram armados e municiados para tal finalidade.
    Homenageá-los, significa, a meu ver, uma afronta a quem se manteve ordeiro, trabalhando, estudando, realizando-se pessoal e profissionalmente, e que não pegaram em armas para matar em nome de um regime que sempre teve o homem como secundário, razão pela qual o sofrimento imposto aos povos que foram subjugados à força para segui-lo.
    Morreram, haja vista terem entrado em confronto com o Exército? Lamento, sinceramente, mas deveriam ter levado em consideração QUE ESTA FOI A ESCOLHA que desejaram, portanto, que suportassem as consequências.
    E, com esta declaração, não quero dizer que sou favorável à reação dos militares, pois milhares que eram adeptos do comunismo e que não participaram das guerrilhas e atentados estão vivos e, digo mais, uma das pessoas envolvidas diretamente com os subversivos hoje é nada mais nada menos que, a presidente do Brasil, e aliada políticamente aos seus inimigos de antes!
    Deixa de sonhos com o passado, trata de imaginares o futuro, que se mostra problemático, complexo, difícil, haja vista o ser humano ser o responsável pelas grandes idéias não terem dado certo, que chamamos de utopia, quando na verdade somos nós que falhamos.
    Assim, os teus homenageados também erraram, também cometeram seus crimes, assim diziam que a luta era para um fim quando na verdade era para um início!
    Ah, e se não quiseres voltar ao assunto, ótimo, deixaremos de monopolizar este espaço democrático…democracia…liberdade de expressão…direitos… certamente desconheces o significado dessas palavras, a não ser imposição e realizar a vontade de outros!

  3. Senhor Francisco Bedi, ao que me parece o senhor é adepto da teoria do General Golbery do Couto e Silva, que estabeleceu uma verdadeira caçada á todos aqueles que reivindicassem seus direitos seja, trabalhista, por moradia, saúde e mesmo pelo direito de exercer funções politicas, como sendo o inimigo comum do Estado. Com base nos manuais da Escola Superior de Guerra (ESG), o General Golbery estabelece que a maior preocupação, no “terceiro mundo”, deve ser com a guerra revolucionária. Assim, o general coloca que qualquer manifestação social deve ser reprimida e eliminada. Isto é, ao Estado de segurança nacional cabia a repressão dos setores tidos como subversivos cuja intensão era dar força ao exercito estrangeiro. É obvio que essa teoria era apenas para justificar a repressão da população. Quero deixar claro que não estou discutindo a atuação do partido comunista no período da ditadura militar, mas as atrocidades cometidas pelo regime. A estratégia geopolítica do General Golbery era de “preenchimento dos espaços vazios”, com o intuito de fazer a segurança das fronteiras contra a invasão comunista. nesse sentido a Escola Superior de Guerra estabelece divisões sociais que devem ser investigadas, reprimidas e eliminadas em nome da ordem e da manutenção do Estado militar. Por tanto, não penso que sou romântica, quando chamo a atenção para uma reflexão mais humana sobre os mortos pela ditadura. Minhas reflexões têm como base em pesquisas de estudiosos do período, como: Dom Paulo Evaristo Arns, Brasil nunca mais; Zilda Marcia Grícoli Iokoi, Igreja e camponeses, entre outros.
    Quanto a sua reflexão sobre “de quem é a culpa”, penso que o senhor entrou em contradição. Diz que é muito fácil culpar as autoridades, em outro momento diz que o Estado não tem planejamento familiar. Então suponho que não irei mais discutir tal assunto, a não ser que o senhor embase suas refutações em pesquisas pertinentes ao assunto em questão.

  4. Concordo com Franscico Bendi.
    Agora não podemos esquecer que muitos destes guerrilheiros fizeram uma opção ideológica, e nessa opção tb cometeram crimes, não há causa sem consequência.
    Agora em função de uma opção politica e ideológica, para quem matou e morreu, a sociedade brasileira ter que indenizá-los, aí já acho um absurdo.
    Pois a lei da anistia foi para todos os lados do conflito.
    Não é o que, em minha opinião, estas comissões “dita de verdade” tem como objetivo. Esperaremos para ver.
    Vide o caso de Marighela, acho que para efeito de estudo, tudo bem, mais ele fez a opção de matar também em nome de sua causa, e os mortos nem sempre são do aparelho do Estado.

  5. Prezada Jussara Lúcia de Carvalho,
    Não aceito a aura romântica que queres dar à guerrilha que brasileiros montaram CONTRA brasileiros.
    A verdade é cruel, e ela nos mostra que a tal luta impetrada não era para melhorias para o trabalhador, mas à implantação do regime comunista.
    Ora, na razão direta que tu pranteias os mortos pela “causa”, eu os lamento também, assim como faço o mesmo pelos que tombaram vírtimas da insanidade de meia dúzia que mataram, torturaram, sequestraram e colocaram suas vidas à disposição de suas vontades: matar ou morrer.
    Decididamente isto não é “causa”, mas ímpetos de mentes cujas intenções não era o povo e, sim, o desejo de Poder, de anarquia, de um País sem lei.
    Jamais os que morreram em guerra contra os militares brasileiros podem servir como “símbolo de liberdade” porque se trata de uma versão distorcida da realidade, por favor, Jussara.
    O que este pessoal queria era justamente um regime nos moldes cubano, que mantém o assassino Fidel Castro à testa de seu país mediante uso da força, de mortes, delação, e ter condenado o SEU POVO à mendicância, de renunciarem a seus sonhos de crescimentos pessoal e profissional.
    Enaltecer guerrilheiros que mataram seus compatriotas como defender um regime ditatorial como tivemos, para mim não serve como exemplo a ser seguido.
    Em outras palavras:
    Na razão direta que abomino o comunismo e repudio os vários movimentos que foram criados no Brasil para – em tese ou consumo interno para incautos e incultos – matar brasileiros em nome de um suposto regime ideal – que ironia! – faço o mesmo com os militares que torturaram e desapareceram com cidadãos brasileiros!
    Que os rebeldes fossem presos, condenados, haja vista que o Brasil não queria este regime para si, a ponto que o brasileiro não apoiou esta pseuda luta contra a ditadura, mas que não fossem alvos de torturas e assassinatos.
    Portanto, a História registra um capítulo no Brasil de erros de ambos os lados, que tentaram à base do medo, de mortes, de violências, implantar um modo de vida que não queríamos ou a manutenção de uma forma de governo que havia deposto um presidente democraticamente eleito.
    Conclusão:
    O povo ficou à parte deste conflito, ausentou-se, tratou de seguir a sua vida trabalhando, estudando, fazendo o que tinha de fazer.
    Quanto à privação de matar a fome dos nossos filhos, respeitosamente, Jussara, exageras, e muito!
    Os filhos são responsabilidade DE SEUS PAIS!!!
    Na condição de pai de três filhos, todos formados, avô de cinco netos e casado há quarenta e três anos com a mesma mulher (!), eu não poderia tê-los com a minha mulher se não pudéssemos sustentá-los, condição sine qua non, vamos e venhamos.
    Ora bolas, esperar por ajuda alheia para que meus filhos não passem fome, eu e a mulher deveríamos perder a guarda deles e ir presos pelo crime que fizemos em trazer para este mundo seres que iriam sofrer por conta de um “prazer” momentâneo ao concebê-los!
    Detesto esta mania, esta fuga, de transferir para terceiros o que me compete por absoluto, que é o filho, o seu sustento, a sua criação, educação, enfim, que ele não tenha uma vida difícil, mas esperançosa.
    Fácil, eu culpar o capitalismo, o imperialismo, as elites, o sistema financeiro que oprime, se nenhum desses me obrigou a ter filhos, frutos exclusivamente da vontade que um homem e uma mulher tiveram e, vamos ser verdadeiros, inicialmente esta atração era para somente dar “umazinha”, cujo resultado foi a gravidez!
    Aliás, nesta área, reside a maior irresponsabilidade do ser humano e dos governos, que não educam o homem e a mulher quanto à fantástica e imensurável obrigação de como serem Pais, e não somente aqueles que conceberam esta vida.
    Portanto, Jussara, não posso aceitar a morte como oferenda a regimes ditos como ideais ou a morte como consequência de atitudes irresponsáveis e meramente aventureiras, romãnticas, apelos atendidos de mentes deturpadas que estão à disposição de devaneios e utopias.
    Finalizo ao enfatizar que não entendo e discordo que esta “luta” tenha sido de todos os brasileiros, ledo engano teu.
    Fosse assim, e teríamos um banho de sangue no Brasil. Neste particular, enalteço, então, a decisão de João Goulart, que preferiu deixar o País para evitar que os Exércitos que o apoiavam entrassem em luta contra seus irmãos de farda e demais brasileiros.
    Lamento este teu romantismo que não se encaixa nesta tragédia elaborada por inconsequentes, diante da verdade apodítica que a intenção era a implantação do comunismo em território brasileiro e, em guerras, mata-se ou se morre, não há mocinhos e nem bandidos, mas apenas sobreviventes, bom para estes!

  6. Amigos leitores, vale a pena lembrar que tudo isso que aconteceu, somente porque os EUA precisava de “aliados”, contra o regime de Moscou, cada um tem o direito de manter sua visão sobre os fatos, tipo papagaio de pirata os EUA, na verdade jogaram os nossos militares contra o povo, porque os EUA sabiam que aqui seria um polo futuro de produção é o País mais rico do mundo em quase todos os setores, os anos de chumbo só serviram para desestabilizar o nosso progresso criando um atraso de mais de 40 anos em todos os setores e sentidos!!! Por mais de 15 anos venho doando projetos por esse País veja minha PG, e qual o valor do povo?!!

  7. Senhor Francisco Bendi, até concordo com o senhor em não enaltecimento aos mortos pela ditadura militar. Mas, é nosso dever lembrarmos esses cidadãos como símbolos de uma luta pela liberdade, por trabalho digno e direito civil. Direitos que foram eliminados pela politica econômica adotada pelo regime no período em questão. As novas politicas econômicas de arrocho salarial e concentração de capital foram implantadas no Brasil com a intensão de atrair investidores estrangeiros e rentabilidade para o grande capital. No entanto, para que essas novas mediadas vigorassem, foi necessário alterar a estrutura jurídica do país. Isto é, foi necessário montar um Estado forte, mas que fizesse acreditar normalidades democráticas. Suponho então que os operários mortos, os lideres de luta camponesa, os professores de historia, filosofia, sociologia, não eram assassinos psicóticos ou homens cruéis. Mas, brasileiros que foram incluídos numa logica capitalista apoiada pelos EUA, extremamente cruel que visava o lucro imediato de uma classe que detinha o poder politico e econômico. Essa escolha pessoal que o senhor se refere e afirma ser “problema de cada um” merece ser repensada. Uma vez que nos vemos privados de nossos direitos, de matar a fome de nossos filhos, de moradia e de trabalhar a terra essa luta deveria ser de todos os BRASILEIROS, pois não deveríamos aceitar como algo ”natural” entre os seres humanos, a posse da terra. Há muito que questionar a respeito da atuação do partido comunista durante o período, mas isso não nos da o direito de desmerecer a luta de muitos que morreram pela causa. Não podemos nos esquecer de que a repressão teve total apoio dos EUA, que tinha interesses econômicos não só no Brasil como na América latina. Quando um governo não era “colaborador” era inimigo do país, daí os embargos econômicos para qualquer um que desafiasse a nova ordem estadunidense.
    Por tanto, penso que essa luta foi de todos os BRASILEIROS, e temos o dever de lembrar aqueles que lutaram e morram por uma causa. Morreram por um ideal que diz respeito ao trabalho digno, pelo direito a terra e pelo direito de pensar…

  8. Compartilho do comentário de Francisco Bendi, o qual sintetiza a minha linha de pensamento. Queria acrescentar que o acúmulo de tiitulações não significa inteligência, basta verificarmos ao redor e notarmos vários “doutores” que nada fazem a não ser discutirem o vazio e receberem os seus vencimentos desse “Estado Capitalista”, o qual criticam mas não deixam das “benesses”.

  9. Caro Francisco Bendi,

    Você sintetizou a linha de pensamento da qual compartilho. O contrário é conversa de vadio que provavelmente quer se “encostar” no Estado para fingir que trabalha!!!

  10. Gostei muito do artigo do Prof. Pinheiro, porque nos mostra pessoas de valor que morreram por seus ideais, por um país mais justo e melhor. Esta é a nossa verdadeira história. Fico triste em pensar que um dia, terei que contar aos meus netos sobre vergonhas e tristezas históricas como a ditadura e o mensalão.
    Peço desculpas, pois na opinião anterior cometi vários erros de digitação. Não são atenuantes, apenas explicações: a artrite e a deficiência visual do olho esquerdo, me pregam peças. Sou muito grata a este valioso espaço, que sempre me proporcionou valiosas leituras, principalmente na época de estudante. Muito obrigada.

  11. Muito bem lembrado por Suzane, o nome do Dr. João Carlos Haas Sobrinho, que também merece uma justa homenagem em sua cidade.
    Em 1989 conheci pessoas esclarecidas e cultas em uma universidade federal do sudeste. Um professor de literatura falou-nos do “golpe” que se armava contra o pais, dessa vez não seria militar, mas supostamente vindo de dentro do povo. Tudo ardilosamente arquitetado pelo demoníaco Golbery e seu grande patrocinador, seu patrão internacional. Quando nos deparamos com tanta roubalheira e corrupção, penso sempre nas palavras do sábio professor. Em 1989 e nos anos seguintes, perdemos a única chance de ser um país de verdade. Antes éramos o país do futuro. Hoje somos o país da enganação e das quadrilhas.Triste o que acontece em São Paulo, com a morte de tantos policiais. Parece que a morte de um trabalhador não comove mais ninguém. Parece que quem manda no nosso país são os traficantes e os corruptos. Lastimável realidade! Quando jovem, aos 17 anos, sonhava em ser do PCB.
    Recebi um choque de realidade aos 15 anos, quando tive que desistir do meu sonho
    de ser professora e começar a trabalhar mais de nove horas em uma fábrica de calçados e depois em uma metalúrgica.assei a ser arrimo da minha família. Fiz cursos técnicos para ganhar um salário melhor. Aos 63 anos, depois de muitos anos de trabalho, sou “castigada” e roubada em minha aposentadoria pelo maldito fator previdenciário. Não acredito em nenhum político desse nosso país. Só não perdi a fé em mim e nem na minha família. No ano passado, realizei o meu sonho e depois de muita economia fiz a minha faculdade. Atualmente, ajudo crianças, voluntariamente,com reforço escolar, do fundamental ao médio. Invisto no tesouro mais precioso desse país: nas pessoas. É a minha homenagem a todos os honestos e bravos heróis da resistência por um Brasil justo, um país de verdade. Os maquiavélicos ditadores e os corruptos serão esquecisos e apodrecidos pelo tempo. Os ideais desses homens jamais morrerão, as pessoas de bem de São Leopoldo- RS nunca esquecerão o Dr. Juca. Pensem não apenas em seus sonhos egopístas, mas em construir algo para a sua comunidade, para as gerações futuras. Da tortura física, passamos a tortura psicológica. Não podemos permitir o que está acontecendo em São Paulo, Santa Catarina e em tantos outros Estados. Não podemos nos entregar para os bandidos. Não está morto quem peleia.

  12. Parafraseando o preâmbulo: Se sobreviverdes ao governo comunista, disfarçado de trabalhista, onde morrem 60 mil pessoas por ano, não vos esquecei que, não é ódio ao comunismo, mas sim uma questão de sobrevivência.

  13. Eu poderia aceitar esses argumentos de enaltecimento aos comunistas se viessem de pessoas comuns;
    Eu poderia admitir os elogios ao regime que matou mais de CEM MILHÕES DE PESSOAS para ser implantado à força, ferro e fogo como desconhecimento da História;
    Eu até concordaria com esta atração por uma utopia, caso partisse de um jovem cujos sonhos povoam a mente inexperiente e insaciável para fazer parte de movimentos ideológicos, mas não entendo que um professor universitário, uma pessoa culta, informada, um intelectual, queira participar de homenagens a assassinos que JAMAIS LUTARAM PELA LIBERDADE como falsamente apregoam, mas arriscaram suas vidas e com elas pagaram quando pegaram em armas e quiseram transformar o Brasil numa republiqueta comunista à lá Cuba!
    Tenho lido ultimamente sobre esta falácia, esta mentira torpe que os comunistas divulgam sistematicamente nas redes socias sobre a luta que travaram contra a DITADURA, no entanto, não comentam propositadamente que a “revolução” era baseada nos moldes de Fidel Castro, matando brasileiros e que esperavam que a sociedade fosse apoiá-los, tendo a população se mantido à parte dessa rebelião que meia dúzia de criminosos e antipatriotas quiseram implantar em nosso País.
    A divulgação nesses tempos que o regime comunista reúne a liberdade e o sonho das pessoas só pode ser delírio, insanidade, irresponsabilidade, haja vista a falência deste modelo, o sofrimento que ocasionou à humanidade, a miséria instalada, o pesadelo como característica, a prisão como realidade, a liberdade tão imaginada abortada pela Nomenklatura e, a infelicidade, na condição de resignação àquelas pessoas subjugadas pelas armas e a violência de genocidas!
    Heróis não foram esses que pegaram em armas e pretenciosamente vociferam e se autointitulam como tal, pois estavam dispostos a matar e morrer, e nenhum regime que se presta pode considerar a vida menor que a causa que defendem! Heróis foram as pessoas que continuaram a trabalhar, estudar, cumprir com as suas obrigações de trabalhadores, chefes de família, estudantes, cidadãos brasileiros que queriam o melhor para o povo e Brasil.
    As armas que empunham não eram fuzís, nem pistolas, nem bombas caseiras, nem atentados, nem sequestros, nem torturas, nem a morte de inocentes da mesma maneira que hoje criticam a reação militar, mas traziam consigo o sentimento de liberdade, de soberania, de democracia, de realizações pesssoais e profissionais negadas pelo comunismo, esmagadas pelos saltos dos coturnos dos exércitos que mantém a ditadura através do medo, do pavor, das prisões, da delação, do padecimento, das polícias secretas, da fome, e do nivelamento de mentes que tiveram extraídos seus talentos e vocações para serem colocadas em seus lugares obrigações e reverências a falsos líderes, do endeusamento dos membros do partido e a condição de tê-lo como religião, claro, à força, evidentemente!
    O ódio não é de quem não é comunista, outra versão maquiavélica dos socialistas, hábeis em criá-las, em enganar, em lograr, mas de quem usa os textos de Marx e Engels como Bíblia, que justamente foram eles que escreveram sobre a Luta de Classes, sobre a necessidade de matar, de aniquilar, que se tornou o gozo do comunista pela sua inveja, frustração de não ter, culpado porque não buscou o seu espaço, incompetente e incapaz de se realizar pessoal e profissionalmente, além de não ter admitido que a sua miséria não era culpa das demais pessoas, mas de seu pai e mãe que não levaram em conta a falta de condições em ter um filho, a verdade é esta e ela dói porque não pode ser adulterada na sua concepção e âmago, exatamente como fazem os comunistas com relação à pseuda liberdade e igualdade que pregam criminosa e deploravelmente aos incultos e incautos cidadãos!
    O comunismo se baseou nas religiões para cooptar o pobre, o miserável e fazê-los imaginar um mundo melhor.
    Ledo engano.
    Covardes, bestas humanas, aproveitaram-se desta situação degradante de seres humanos para obter Poder, dominarem povos e países em nome de uma utopia socialista, infinitamente mais grave que as religiões quando ameaçam o pobre de espírito com o mítico inferno!
    Pois quais são atualmente as nações verdadeiramente comunistas?!
    Rússia e China se não abrissem seus mercados ao capitalismo não teriam como dar de comer às suas populações, razão pela qual a queda da União Soviética, o descerramento da Cortina de Ferro para que o mundo visse os estados de mendicância do Leste Europeu, da Alemanha Oriental, de dependência da Polônia, das estagnações da antiga Tchecoslováquia, Hungria, que ficaram sob o jugo soviético, a meca dos comunistas “relativos”, sim, aqueles que adoram o regime morando e se beneficiando de direitos assegurados pela democracia e bem estar às custas do capitalismo…bem longe dele!
    Há muito cinismo e hipocrisia em quem divulga o comunismo, afirmo sem pestanejar!
    Vivem para curtir a utopia que só deu certo na teoria, mas que a prática tratou de sepultar, lamentavelmente cobrando um preço imensurável em vidas humanas ceifadas cruelmente pelo regime ideal, que brasileiros de má índole e bandidos tentaram esconder suas intenções dizendo-se comunistas, quando queriam ser comandantes do partido e terem um povo nas mãos, obediente, resignado, vassalo das vontades de déspotas “comunistas”.
    Este grupelho apresentado como mártir da ditadura também matou, torturou, foi igualmente cruel, além de ter sido ESCOLHA pessoal seguir por este caminho de aventura e irresponsabilidade social, de roubos e assaltos, que JAMAIS vão justificar a pretensa luta de ontem que hoje arrotam em defesa da liberdade!
    Em defesa de suas intenções, de seus ímpetos juvenís, de suas mentes tresloucadas, mas não que uma única vez somente tivessem pensado no povo e no País, mas na baderna, na convulsão social, NO ÓDIO ÀS PESSOAS QUE OS COMUNISTAS ALIMENTAM, e não ao contrário como a propaganda que tanto repetem para se notabilizar perante à população inculta e incauta deste imenso território!
    Que os comunistas vivam seus sonhos bem longe, exatamente contidos dentro de suas mentes doentias, egoístas, mentirosas, criminosas, mas não me venham com palavras de heroísmo para celerados, bandidos da pior espécie, antipatriotas, covardes, que tentaram fazer desta nação um país de infelizes, de miseráveis, de dependentes, basta que olhemos para Cuba e o prejuízo que o genocida Fidel impôs ao povo e à nação caribenha e insular!
    As palavras do professor Miltom Pinheiro são bonitas e… mais nada, haja vista soarem falsas, sem conteúdo, despropositais.
    Por último:
    Algum país ainda utiliza o comunismo?
    O regime genocida deu certo aonde?
    O comunismo no papel, na teoria, inegavelmente é atraente, no entanto, DESCONSIDEROU o principal: o HOMEM, a sua circunstãncia, seus desejos, indisciplina, liberdade verdadeira de corpo e alma, sua reação, intempestividade, impulsividade, vaidade, traição, vontades, rebeldia e insatisfação.
    O comunismo apenas alimentou o ódio, a inveja, e conquistou frustrados e infelizes, que pagaram com suas vidas terem sido meros agentes de outras pessoas que somente queriam administrar este ódio e esta inveja.
    O ser humano era secundário e continua sendo nesta utopia socialista!

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