Professor da UFRJ e presidente da Adufrj-SSind, Mauro Iasi analisa o grito das ruas

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2 comentários sobre “Professor da UFRJ e presidente da Adufrj-SSind, Mauro Iasi analisa o grito das ruas

  1. Típica análise “analógica” do Prof. Iasi. Ele não considera a lógica “digital” da manifestações. Não toca no caráter novo das manifestações: sem líderes, sem comícios, sem partidos políticos, sem intelectuais como eram conduzidas as manifestações tradicionais.

    Com olhar marxista convencional [linguagem batida: “sucateamento”, “desmonte”…] critica os governos Lula-Dilma, ainda delira estas serem manifestações do “proletariado” ou da classe trabalhadora. Não é. É uma “multidão” (no sentido empregado por Tony Negri), com peso da classe média nova (que ascendeu social-economicamente nos governos Lula-Dilma) e da classe média antiga RESSENTIDA. É oriunda dos estudantes fabricados nas universidades públicas, principalmente, alguns organizados nas agremiações, mas a grande maioria é avessa a política, nem acompanha com profundidade os acontecimentos. A maioria sente-se “contra” tudo. São estudantes que nasceram e cresceram numa familia liberal-permissiva.

    O prof. Iasi, faz um comentário, não análise. Ele insinua ser “reformista” o governo petista, quando fala de “pacto no capitalismo”, que fez “a classe trabalhadora receber muito pouco”. Ora, ele perguntou a classe trabalhadora se recebe muito pouco? O bolsa-família é pouco para ele, eu, nós, privilegiados das universidades públicas, mas é significativo para uma mãe largada do marido, que vive no nordeste ou numa favela.

    Falto ao professor perguntar: Falta emprego e daí as manifestações, tal como ocorre na Europa? Depois dos governos Lula-Dilma, é possível fazer duas a três refeições por dia? Dá pra comprar roupa, calçado? E a sonhada casa própria? E a classe média nova pode enfim comprou seu carro popular? Deu pra fazer sua primeira viagem de avião?

    Claro, que ela ainda sofre nos hospitais, tem uma educação medíocre, sofre nos transportes públicos durante a semana…Enfim, no meu face selecionei alguns ensaios melhores, ou menos panfleto de sindicado. Por falar em sindicato, cadê eles nas manifestações? Cadê a UNE? Ora, professor deve fazer “análise” e não “comentário” metido a sabido. Em vez de apenas “jogar pra sua galera”, devemos ousar penar para além do umbigo ideológico…E que esta análise aprenda a superar o estilo “analógico”, por outra “digital”…Lamento!!!

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