Manifestações nas ruas. Um cansaço e uma nova forma de expressão

JONAS JORGE DA SILVA*

jonas

Gostaria de apresentar algumas reflexões a respeito dos últimos acontecimentos nas ruas das principais cidades do Brasil, mas já adianto que não pretendo cair na cilada dos que olham para essas grandes manifestações com os olhos da suspeição. Não que não consiga perceber a possibilidade de conspirações, disputas de interesses entre segmentos e grupos e instrumentalização de anseios populares, etc. É que cansa um pouco ler tantas e tantas interpretações que, em alguns momentos, deixam escapar o fato relevante: as pessoas nas ruas. Mesmo que não tenha sido da forma como muitos arautos de movimentos sociais e partidos políticos costumam apregoar, as pessoas tomaram conta das ruas. Colocaram o mês de junho de 2013 em evidência na história do país.

Particularmente, considero empobrecedor tentar, a partir de um modelo ideal, encaixar os diversos desdobramentos e bandeiras levantadas nestas manifestações em esquemas e concepções sobre o cidadão ou revolucionário ideal, para os mais radicais, apontando, assim, seus aspectos contraditórios. Tenho lido e ouvido algumas interpretações muito mesquinhas em relação à disposição e postura dessas pessoas que tomaram as ruas. Ora, apontar contradições num movimento massivo como este é a coisa mais fácil que existe. Se o movimento nas ruas, com suas mais diversas facetas, bandeiras e concepções sobre a política e o momento atual do país possui suas contradições, quem estaria em condições de atirar a primeira pedra? Não é exatamente a gritante contradição presente na representação política, com os velhos esquemas de coalizões e conchavos, entre os partidos políticos, um dos estopins dessa insatisfação popular? Por acaso, nossos movimentos populares organizados e grupos sindicais caminham tão bem assim, para que alguns se dêem o direito de deslegitimar a iniciativa dessas pessoas? Que elemento social está isento de contradição?

É verdade que não se trata de manifestações como as já conhecidas, que ultimamente amargam a presença mínima de um punhado de militantes à moda anos 1970. São pessoas novas, gerações novas, experiências novas, logo, um tipo de manifestação nova. Tenho a impressão que de agora para frente ficará mais difícil manter os discursos conservadores que ainda restam a respeito do potencial das redes sociais no país. De repente, pessoas que sempre foram acusadas de militância de “face” (Facebook) aparecem nas ruas, tornando suas reivindicações, “curtições” e “compartilhamentos” visíveis para os que ainda não aderiram por decisão pessoal ou ainda não puderam entrar no mundo das relações e comunicações virtuais. Além disso, manifestações de tamanha magnitude, majoritariamente convocadas pelas redes, só aumenta o drama dos meios tradicionais de comunicação, além de ser um triste incômodo para os que ainda pensam que mantém a hegemonia das pautas e interesses sociais dos diferentes coletivos.

O país assistiu manifestações horizontais, sem um comando único, descentralizadas, com pautas diversas, mesmo que inicialmente cadenciada pelo custo do transporte público. Se isso é bom ou ruim, aqui, não estou interessado. Apenas percebo que estas características inscrevem essas manifestações no rol de muitas outras, como Occupy Wall Street, nos Estados Unidos; Democracia Real Já, na Espanha; Yo Soy 132, no México; a Revolução dos Pinguins, no Chile, etc. Assim como estas, o junho brasileiro evidencia o protagonismo e as novas formas de manifestação pública neste início do século XXI.

Com o povo escancarando suas demandas nas ruas, volto a salientar que, aqui, não é o caso de analisar a profundidade ou pertinência das mesmas, em uma semana, o país que como uma princesa procurava aparecer em público com as roupas e a maquiagem de festa, teve que demonstrar como é o seu rosto no cotidiano, quando desperta em cada manhã. A chamada década includente, da qual o governo petista tanto se orgulha, não conseguiu diminuir os velhos e persistentes problemas estruturais na vida dos cidadãos, seja no transporte, saúde, educação, moradia, saneamento básico, etc., além de praticamente deixar intocável a gritante desigualdade entre ricos e pobres.

Torna-se difícil decifrar totalmente esse desconforto e raiva que as ruas presenciaram, mas é de se esperar, talvez tenha sido agora, um momento em que as pessoas já não suportem tanta quinquilharia ao custo de dívidas e mais dívidas. É insuportável fingir que está tudo bem porque se tem um trabalho que mal dá para cumprir com as obrigações do mês, infelizmente, uma dura realidade para a grande maioria da população. E mesmo para os que já taxaram as manifestações como coisa de classe média, com o que não concordo totalmente, esta também já se cansou de ruas abarrotadas de carros, com pouquíssimos investimentos em mobilidade urbana.

Para o Partido dos Trabalhadores, porque está no governo federal, o momento deve ser de avaliação e de humildade. Avaliação de seu projeto para a nação, do foco principal de suas ações, dos principais beneficiados de suas políticas, da submissão aos interesses privatistas e antipopulares. Humildade em reconhecer que cometeu erros, que se acovardou para conseguir a manutenção do poder e a governabilidade. É o preço que se paga.

Contudo, também é preciso deixar um recado para os velhos militantes dos movimentos sociais que ainda restam no país. Não tenham medo do futuro, dialoguem com as novas correntes de pensamento, com aqueles que não cabem em suas caixinhas. Não se prendam ao passado, nem se considerem guardiões do caminho para a revolução, pois a história repete algumas coisas, mas sempre traz novos elementos, que precisam ser capturados com a liberdade daqueles que não tem compromisso a não ser com o desejo de dias melhores. Não percam a dimensão da utopia!


silva-jonas* JONAS JORGE DA SILVA é Mestre em ciências sociais pela UEM. Atualmente trabalha no CEPAT/CJ-Cias, em Curitiba-PR.

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9 comentários sobre “Manifestações nas ruas. Um cansaço e uma nova forma de expressão

  1. Mais um comentário a posteriori, a frio. Mas, a meu ver, o destaque vai para esta passagem do texto do Jonas Jorge da Silva:

    “O país assistiu manifestações horizontais, sem um comando único, descentralizadas, com pautas diversas, mesmo que inicialmente cadenciada pelo custo do transporte público. Se isso é bom ou ruim, aqui, não estou interessado. Apenas percebo que estas características inscrevem essas manifestações no rol de muitas outras, como Occupy Wall Street, nos Estados Unidos; Democracia Real Já, na Espanha; Yo Soy 132, no México; a Revolução dos Pinguins, no Chile, etc. Assim como estas, o junho brasileiro evidencia o protagonismo e as novas formas de manifestação pública neste início do século XXI.”

    “(…) manifestações horizontais, sem um comando único, descentralizadas, com pautas diversas, mesmo que inicialmente cadenciada (…) [por uma pauta]”

    Estas seriam características anarquistas nos dizem ativistas e analistas destas manifestações. Características que questionam os partidos e militantes de partidos. Características que podem ser associadas tanto a “tribos”, “conselhos/sovietes” e/ou “comunidades diversas” se manifestando ao mesmo tempo, quanto podem também ser associadas a “indivíduos”, “pequenos proprietários” e/ou “burgos diferentes” se manifestando ao mesmo tempo, finalmente, podem também ser associadas às redes sociais organizadoras das associações dos usuários da nova tecnologia da informação, a qual foi pensada para ser horizontal, sem comando único, descentralizada em oposição ao costumeiro e tradicional poder vertical, com comando único e centralizado atribuído ao Estado e à sua propriedade estatal versus o suposto poder horizontal, de diferentes comandos e descentralizado atribuído à Sociedade Civil capitalista e à anarquia concorrencial de sua propriedade privada.

    “Se isso é bom ou ruim, aqui, não estou interessado. Apenas percebo que (…) o junho brasileiro evidencia o protagonismo e as novas formas de manifestação pública neste início do século XXI.”

    Apenas o Enigma da Esfinge: Decifra-me ou te devoro! O problema é que, como mostra a tragédia grega, Édipo decifra o enigma e ele o devora e a seus descendentes.

  2. o povo ainda não se manifestou cobrando providências ao Presidente do Tribunal de Justiça do Estado; que haja mais celeridade, agilidade nas tramitações dos processos, cumprindo o art. 5 º, inciso LXXVIII da Constituição da República Federativa do Brasil, que trata da RAZOABILIDADE DA DURAÇÃO DO PROCESSO. É inadmissível, um processo durar anos sem sentença por mais complexo que seja, bem como, durar anos um processo simples de ser resolvido. O HORÁRIO PARA FUNCIONAMENTO DO FÓRUM DEVE SER de 09:00 HS às 18:00 hs. Não pode continuar como está. É brincar com o povo, ainda mais, os juízes e desembargadores ganhando entre R$ 21.000,00 (vinte e um mil reais) e R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais), pago pelo povo. Isso se aplica também aos Presidentes dos Tribunais Regionais Federais). Vamos fazer passeata começando enfrente ao Tribunal Regional Federal, cada um em sua cidade, às 15:00 hs e terminando enfrente ao Tribunal de Justiça do Estado, dentro da ordem, respeitando a lei, sem vandalismo, exercendo nossa cidadania pacificamente. Passeata dia 01 de agosto de 2013. Organizem-se. Divulgue essa convocação e enviem mensagem a todos. Vamos parar o Brasil por uma causa justa. SEM JUSTIÇA, NÃO HÁ DEMOCRACIA. VAMOS COBRAR DESSE PODER JUDICIÁRIO intocável, que vive em um casulo de ferro, e que estão resguardados na VITALICIEDADE e GARANTIAS nos termos do art. 95, inciso I da Constituição Federal, a pararem de serem morosos nos processos judiciais e tomarem vergonha. Vamos para as ruas; vamos cobrar resposta ao Poder Judiciário dessa lentidão, vamos cobrar a verdadeira JUSTIÇA SOCIAL e cobrar também, que o fórum abra das 09:00 hs às 18:00 hs. A OAB espera essa providência há anos e nunca foi ouvida e agora chega !!!! O gigante acordou, que somos nós o POVO que aprendemos a exercer nossa cidadania dentro do Estado Democrático de Direito.

  3. Embora haja manifestantes cantando seus hinos, não estão dando um uso necessariamente igual ao pretendido pela campanha midiática da Rede Globo. O uso do hino não significa necessariamente uma adesão à visão da Rede Globo ou a lavagem cerebral midiática dos manifestantes de extrema-direita. Em várias situações históricas de contestações sociais, como na África do Sul, por exemplo, hinos religiosos das escolas catequéticas de colonização foram acionados para se tirar dele uma energia social contestatória, uma força niveladora inesperada contra as elites em disputas pelos dispositivos do Estado. Christopher Hill já havia estudado isso para o caso da Inglaterra de meados do século XVII. Em nosso hino, versos como “verás que um filho teu não foge à luta” ou “e o sol da liberdade…desceu no céu da pátria neste instante…” ou “não teme, quem te adora, a própria morte…” podem ter preenchimentos semânticos contestatórios nos usos e apropriações criativas dos atores sociais, particularmente porque fazem um uso presentista, uma apropriação criativa que não necessariamente se filia com a visão histórica de passado ou expectativas de futuro de quem concebeu o hino. A presença do hino nas manifestações, obviamente, não corresponde às expectativas críticas das filosofias anarquistas, mas tampouco significa necessariamente adesão à extrema-direita ou ao tipo de uso que a Rede Globo faz destes recursos ideológicos para moralizar, domar e definir uma natureza ‘pacífica e apartidária’ para as manifestações. As manifestações ultrapassaram a agenda original do MPL. Então, nós mesmos, atores nas manifestações, deveríamos evitar moralizar ou definir uma natureza ‘global’ para os manifestantes que fazem uso contestatório do hino ou de petições on-line. Por tudo isso, considero o apelo que vc faz, ao final de seu ensaio, de extrema lucidez.

  4. Realmente Jonas estou aliviada! Você escreveu com objetividade o que vinha me incomodando como “um cachorro que me comia por dentro”. Até tentei debater com alguns tentando inspirar-lhes a razão… em vão! De qualquer forma que bom que algumas pessoas estão percebendo mais que disputa por poder nessas mobilizações. Um grande abraço!

  5. Obrigado pela leitura e comentários de todos (prof. Fábio, Vera, Alexander e Alexandre). Acredito que essa temática ainda renderá muitos debates e ainda há muita coisa para ser aprendida com tudo isso. Fico feliz por termos concordâncias em algumas sensibilidades e percepções sobre esse fenômeno. Um grande abraço a todos!

  6. UM LIVRO ESCRITO POR JOHN DOS PASSOS NO SéCULO PASSADO TEM POR NOME:”O BRASIL DESPERTA”.

  7. Muito boas as provocações do cientista social Jonas Jorge da Silva. Desta análise, destaco: As pessoas nas ruas. Eis o fato relevante. “…Mesmo que não tenha sido da forma como muitos arautos de movimentos sociais e partidos políticos costumam apregoar, as pessoas tomaram conta das ruas…”.
    O problema da oscilação entre descrever e explicar é dito de forma simples e eficaz: “…considero empobrecedor tentar, a partir de um modelo ideal, encaixar os diversos desdobramentos e bandeiras levantadas nestas manifestações em esquemas e concepções sobre o cidadão ou revolucionário ideal, para os mais radicais, apontando, assim, seus aspectos contraditórios. Tenho lido e ouvido algumas interpretações muito mesquinhas em relação à disposição e postura dessas pessoas que tomaram as ruas. Ora, apontar contradições num movimento massivo como este é a coisa mais fácil que existe…”.
    Em 27 de junho de 2013, estive em mais um no centro do Rio: o fato de haver gritos dos anarquistas de um lado e “sou brasileiro com muito orgulho”; ou o fato de haver “fora copa…, mais dinheiro para a educação”, mas manifestantes querendo saber o resultado da copa das confederações, tudo isso não deveria desmerecer as ações. Tendemos a normatizar o fenômeno, em vez de tentar entender como se dá, por que se dá forma desta forma e não de outra. Manifestação não é emblema moral para mídias ou movimentos sociais apenas, mas um fenômeno social mais amplo. Há explicações histórias e teorias políticas que servem como ponto de partida, mas devem ser pontos de partida, e não julgamentos normatizadores.
    Outro dia tive de ouvir um colega que, focando apenas nos neonazistas, temia que os gritos iniciais de “fora partido” (como se o apartidarismo reativo de algumas pessoas fosse somente resultado da manipulação das mídias e dos neonazistas) colocasse em risco a “democracia”. Já não vi isso ontem e, em todo caso, o “apartidarismo reativo” não provoca um risco necessário à “democracia” (Aliás, qual que nós queremos?). O cansaço com a representação política que não representa estava sendo recebida até então com apatia ou piadas no Facebook. Agora, tornaram-se consternações nas ruas. Tudo isso serve para provocar revisões, reformas e, no limite, revoluções. Sem essas manifestações, mesmo por demagogia pragmática, o congresso não desengavetaria assuntos de interesse público.
    A energia das manifestações é um ponto de partida para que movimentos sociais sérios recoloquem as suas agendas de novo para o Congresso. Há de se equilibrar a energia dessas manifestações com as diferentes ações de movimentos sociais e partidos políticos que sejam representativos e não autorreferidos e meros canais para votos da situação. É evidente que a população está cansada de ser apenas “voto”. Mais uma vez indo ao evento, digo: são necessárias análises focais. Generalizações prognósticas dizem menos do que o evento é ou pode ser. Eis a grande percepção de Jonas Jorge da Silva:
    “…Manifestações de tamanha magnitude, majoritariamente convocadas pelas redes, só aumenta o drama dos meios tradicionais de comunicação, além de ser um triste incômodo para os que ainda pensam que mantém a hegemonia das pautas e interesses sociais dos diferentes coletivos…Para o Partido dos Trabalhadores, porque está no governo federal, o momento deve ser de avaliação e de humildade. Avaliação de seu projeto para a nação, do foco principal de suas ações, dos principais beneficiados de suas políticas, da submissão aos interesses privatistas e antipopulares. Humildade em reconhecer que cometeu erros, que se acovardou para conseguir a manutenção do poder e a governabilidade. É o preço que se paga…É preciso deixar um recado para os velhos militantes dos movimentos sociais que ainda restam no país. Não tenham medo do futuro, dialoguem com as novas correntes de pensamento, com aqueles que não cabem em suas caixinhas. Não se prendam ao passado…”

  8. Olá, Mestre Jonas,

    Seu texto, a sua sábia e equilibrada reflexão, dá um prazer de ler. Nota-se que não é um falso e arrogante intelectual, mas alguém que convive com pessoas, com brasileiros e sabe entendê-los. Não há ranço reacionário, nem intermináveis citações de autores de séculos e séculos passados. É possível lê-lo e continuar respirando bem, sem o mofo de esquerda ou direita, sem falar em bandeiras, nem em partidos.Fez algo que muito mestre, doutor, professor…não sabe fazer, se comunicar bem, atingir a mente e a alma das pessoas, Isto é sabedoria, é sensibilidade.

    ‘Torna-se difícil decifrar totalmente esse desconforto e raiva que as ruas presenciaram, mas é de se esperar, talvez tenha sido agora, um momento em que as pessoas já não suportem tanta quinquilharia ao custo de dívidas e mais dívidas. É insuportável fingir que está tudo bem porque se tem um trabalho que mal dá para cumprir com as obrigações do mês, infelizmente, uma dura realidade para a grande maioria da população. E mesmo para os que já taxaram as manifestações como coisa de classe média, com o que não concordo totalmente, esta também já se cansou de ruas abarrotadas de carros, com pouquíssimos investimentos em mobilidade urbana.”

    Quem pensa, que é só a classe média que está nas ruas, não entende nada de vida e é imensamente egoísta. São muitas classes, todas as que pensam e não querem um país somente para si mesmas.. Assim como vi pessoas de 10 a 93 anos de idade.As pessoas estavam de branco, mas na verdade deviam estar com o verde da esperança e com o amarelo, não do ouro, que já nos roubaram todo, mas do nosso sol lindo,, tropical, quente e gostoso. O sol que ilumina as nossas lindas praias.

    Sobre o PT ( ou melhor, os seus chefões) fazerem uma autocrítica, uma avaliação e ter humildade….eis uma missão que nem o Tom Cruise realiza. Uma lástima, a bandeira vermelha gerou esperanças e tantas expectativas em todos nós, Mas, que incrível decepção. Para mim, mais com a Srª Dilma, porque sobre lula, nunca nutri nenhuma ilusão.Ele é como a moça muito pobrezinha de dinheiro e de espírito, que casou-se com um rapaz muito rico, sem amá-lo, então engana a própria consciência e faz filantropia, dá umas esmolas para uns parentes pobres e gasta a rodo com futilidades para si mesma. O dinheiro não lhe fez bem, apenas a transformou em uma idiota deslumbrada. lula podia ter feito muito mais por si mesmo e pelo Brasil, perdeu a ocasião de dar um belo exemplo ao mundo e se transformar em um estadista.

    Abraço de fé e esperança. Muito obrigada. Vera Linden.

  9. “É que cansa um pouco ler tantas e tantas interpretações que, em alguns momentos, deixam escapar o fato relevante: as pessoas nas ruas.”

    Caro Jonas,

    Você foi ao ponto. Após anos e anos esperando o surgimento de alguma mobilização popular, quando esta acontece o que vemos? Inúmeros setores – principalmente no meio acadêmico – como que ressentidos do fato de que a população foi às ruas sem pedir permissão a(os que se imaginavam) seus líderes. Realmente, haja paciência para ler tantas versões atualizadas do 18 de Brumário!!

    Grande abraço e parabéns pelo texto!

    Fábio.

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