Facebook de carne e osso…

viganonDAVENIR VIGANON*

 

Há poucos meses atrás, iniciaram os protestos de Porto Alegre. Obviamente, não é a primeira manifestação de insatisfação, mas as manifestações porto-alegrenses, desde janeiro de 2013, têm relação com os eventos que se espalharam pelo país. Antes disso, poderíamos também incluir os casos de ataques ao boneco inflável da Coca-cola para a Copa, o “Fuleco”, em várias cidades, sendo que o de Porto Alegre chegou a ser destruído. Inclui-se também a queima do relógio dos 500 anos em 1998. Caso você não seja de Porto Alegre, farei uma breve retrospectiva – mas quem desejar uma retrospectiva mais extensa e detalhada dos eventos de Porto Alegre, recomendo a leitura das postagens de “O fato e a História” (partes I e II). Baseio as minhas considerações no que vi e vivi dos protestos em Porto Alegre, nas minhas conversações com colegas e alguns integrantes do MPL gaúcho – que conheço por meio das aulas especiais, na FAPA, feitas com o Professor Ricardo Fitz – e na minha pequena experiência acadêmica e de blogueiro. Procurei abordar um ponto diferente do que foi feito até aqui para diversificar o debate no Blog da REA. Acredito que é um bom vestígio para se deixar para o futuro.

Lembrando de Porto Alegre

O Movimento do Passe Livre (MPL) denunciou a máfia dos transportes e canalizou a indignação no preço da tarifa. Foi uma luta bastante árdua, iniciada em janeiro de 2013, em que inicialmente compareciam no máximo 600 manifestantes e foi solenemente ignorada pela mídia e pelo governo municipal. Mas, em meados de março, depois de algumas vidraças do prédio da prefeitura serem quebradas e o Secretário Municipal da Segurança Publica Cezar Busatto ser atingido com tinta, a mídia local (encabeçada pela RBS) começou uma campanha de degradação dos protestos.

IMAGEM I ensaio Davenir

Inicialmente, todos eram tratados como vândalos e baderneiros – e a imagem de um indivíduo quebrando a vidraça era repetida diariamente no noticiário. No entanto, depois do protesto de 1º de abril de 2013, o discurso mudou. No dia seguinte, estamparam-se, no noticiário do principal jornal da capital, elogios rasgados à força do povo nas ruas, mas sem se esquecer das vidraças quebradas de fins de março. Lazier Martins, um jornalista e comentarista conservador com horário cativo no telejornal do meio-dia no Rio Grande de Sul, mudou abruptamente seu discurso, deixando de acusar os manifestantes de baderna para louvá-los como portadores da democracia, tendo sempre o cuidado de diferenciar “pacíficos” de “vândalos”.

O protesto daquele dia havia reunido 10 mil pessoas, sem confrontos sérios com a polícia e com adesão de populares, que chegavam a descer do ônibus para engrossar a marcha. Enquanto carregava meu cartaz, muitas cabeças faziam sinal de afirmativo ao olhar para os manifestantes. Foi um momento muito especial para mim. Não havia como estimar quantos tinham consciência política do que estava fazendo, mas o clima era de coexistência e tolerância entre os partidos políticos e anarquistas, mesmo com discussões e desentendimentos com participantes apartidários. Isso era o suficiente para aquele momento. Não desconfiava que a pauta se transformasse e nem com tamanha velocidade.

Dias depois, uma liminar feita por dois membros da câmara de vereadores do PSOL foi acatada e a tarifa manteve o preço, revogando-se temporariamente o aumento. Foi uma vitória parcial, mas importante para o movimento. Estávamos fazendo um trabalho duro e paciente, sem negociar nem barganhar com as autoridades, apenas exigindo e exigindo novamente, ato após ato, até que a vontade popular fosse acatada, e não apenas curtindo e vivendo o momento. Depois disso, as coisas esfriaram por um tempo, até que começaram as notícias vindas de São Paulo e Rio de Janeiro. Os manifestantes voltaram às ruas em solidariedade à pauta do transporte público que o MPL de lá estava reinvidicando. Li e ouvi relatos que em São Paulo se gritava “Isso aqui vai virar Porto Alegre!”. Pela internet também era possível saber das manifestações em diversas cidades, como Goiânia e Teresina. Até ali, as pautas do movimento estavam sendo ouvidas e dando resultado.

A luta pela efervescência do movimento

No entanto, São Paulo não virou Porto Alegre. Lá o MPL, apesar de mais antigo, recebeu um impulso pelo sucesso parcial dos manifestantes gaúchos, fizeram a sua luta com as palavras de ordem usadas aqui e esperando repetir o mesmo resultado. Inicialmente, o governo municipal fez o mesmo que o de Porto Alegre: calou-se e deixou a polícia falar primeiro e, quando esta o fez, foi extremamente repressiva, repercutindo o mundo todo. A mídia tomou a frente, tendo basicamente as mesmas atitudes que a RBS em abril. Houve uma guinada de opinião dos comentaristas conservadores.

A mudança de Datena se destaca por ser ao vivo e em virtude de uma enquete, na qual perdeu vergonhosamente. Arnaldo Jabor foi tão discrepante em seus comentários que teve de “admitir”: “Eu errei!”. Qualquer semelhança com nosso Lazier Martins não é mera coincidência, mas apenas a mesma tática de “clinch político” de que Slavoj Zizek falava em “O violento silêncio de um novo começo” (In: Occupy: Movimentos de protesto que tomaram as ruas. Boitempo: São Paulo, 2011). A tática de “clinch político” busca neutralizar a capacidade política do movimento. Desqualificou-se o OWS, exigindo-se caminhos e saídas claras, pois eles pautavam, acertadamente, o fim do sistema capitalista, enquanto aqui se exalta o fator antipartidário, pois, apesar de uma pauta bem clara (Serviço de Transporte Público), é encabeçada por organizações políticas anarquistas e partidos de esquerda. Valendo-se de uma crise de representação incontestável, emerge-se todo o poder da mídia.

Obviamente, esse clima antipartidário não foi inventado pela mídia, mas soube estimulá-lo a seu favor e não é de hoje. Esconder-se atrás de bandeiras verde-e-amarelas foi uma tática usada, por exemplo, pelos militares de 1964 e pelo marketing político que elegeu Collor. Infelizmente, os manifestantes não têm essa dimensão dos ocorridos. No mês de junho, vemos uma exaltação quase constante aos símbolos nacionais. Desde canais mais seletivos – como o GloboNews, em que foi possível ver uma dissecação do hino brasileiro – até no futebol, tão popular, não houve destaque nem ao cabelo ou aos gols de Neymar Jr., mas sim à torcida que canta a segunda estrofe do hino a capella. Nos protestos, houve uma profusão desses símbolos. Pontos para mídia. Realmente, São Paulo não virou Porto Alegre…

Os movimentos de São Paulo de 13 de junho e do Rio de Janeiro de 18 de junho foram tomados, em grande parte, por este elemento verde-e-amarelo. Não me atrevo a dizer que foram completamente tomados, mas foi o suficiente para turvar a pauta do transporte público. Isso se refletiu quando os acontecimentos em SP e RJ disseminaram-se no restante do país, inclusive Porto Alegre.

De volta a Porto Alegre

Não é novidade que as redes sociais, o Facebook mais precisamente, foram o meio de convocação dos protestos. Aqui, no entanto, os protestos passaram a ser convocados não apenas pelos representantes do MPL de POA, mas por outros indivíduos, com pautas abertas e difusas. Nos dias 17 e 20 de junho, Porto Alegre entrou no circuito de eventos de protestos pelo Facebook. A convocação feita pelo MPL rendia quase 10 mil confirmações de presença, enquanto na outra convocação rondava entre 30-40 mil. Apesar da chuva que caiu durante quase toda aquela semana, compareceram cerca de 15 mil manifestantes.

Eu estava entre eles e vi uma profusão de símbolos nacionais: camisetas de futebol, bandeiras enroladas, hinos cantados, sem contar, é claro, os símbolos do tradicionalismo gaúcho, como o hino riograndense, bombachas e toda aquela indumentária do campo usada por quem nunca teve de pisar na lama. Além de todas aquelas reivindicações que pautavam os protestos do dia 1º de abril, estavam todas aquelas outras que vemos no Facebook diariamente (Fim da corrupção, Derrubar a PEC 37, Fora Renan Calheiros, etc.). Estávamos em uma grande feira de reivindicações populares. Ao olhar para cada lado, um cartaz diferente. Não vou negar que me decepcionei com dizeres do tipo “Filho teu não foge a luta”, ou uma frase comumente reproduzida do hino sul-riograndense, “povo que não tem virtude / acaba por ser escravo”, o que vindo de uma época em que a escravidão não era a pauta dos Generais Farrapos é no mínimo irônico.

Facebook de carne e osso

Nas manifestações de junho, as pessoas saíram do Facebook e foram paras ruas, mas será que o Facebook saiu delas? A influência do Facebook é maior do que simplesmente ser a tecnologia que permitiu que se marcassem os protestos. A grande feira de reivindicações populares materializou muitos aspectos do Facebook das telas para as ruas, na mesma medida em que a própria rede social era um escape das indignações populares, criando a figura do “militante de Facebook”, que acredita que irá resolver os problemas do país com petições on-line.

IMAGEM II ensaio Davenir

Na “grande feira de reivindicações populares”, vi cartazes que parecem posts de Facebook, nos quais as pessoas ao redor comentam, acham bacana e podem chegar ao ponto de se agredir fisicamente. Vi um anarquista com sua bandeira preta ser vaiado quando subia numa parada de ônibus, enquanto um indivíduo tentou arrancar sua bandeira. Não deve ter sido muito diferente dos xingamentos que ele já deve ter recebido pelo Facebook. Estes espaços abertos em que se tornaram as manifestações compõem-se, em grande parte, de manifestações individuais, semelhantes ao Facebook. No entanto, o mais importante é salientar que, apesar desta influência das redes sociais, o que temos é uma redescoberta das ruas, mesmo que seja com a preocupação em aparecer ou da simples necessidade de estar presente.

Dentre dessas pessoas travestidas com seus “avatares” do Facebook, há aqueles que desejam um protesto pacífico, querem apenas expor a sua insatisfação com a mesma segurança que possuem atrás da tela de computador. Vi, no dia 20 de junho, durante o manifesto de Porto Alegre, muitos deles amargarem-se com o cheiro do gás lacrimogêneo e dizer que ficaram com muita raiva da polícia. Foi um choque de realidade para eles e eu pude ver esse aprendizado in loco.

Meu desejo é que estes manifestantes pacíficos, quando voltam para casa, reflitam que tomaram gás lacrimogêneo de uma polícia violenta que estava protegendo o prédio da RBS e que a mesma empresa incentivou, através de seu jornal, que os “pacíficos” deveriam abaixar-se para que a polícia pudesse visualizar os “vândalos”. Quantos têm ideia de que o perigo verdadeiro, que impede qualquer radicalização da democracia, está numa mídia plutocrática e numa polícia militarizada e não apenas no ente abstrato da corrupção dos políticos? Só afirmo, neste momento, que São Paulo não virou Porto Alegre, mas que Porto Alegre é que virou São Paulo.


* DAVENIR VIGANON é Graduando em História pela FAPA. É editor e escritor do site O Fato e a História.

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Um comentário sobre “Facebook de carne e osso…

  1. Caro Davenir,
    Saudações cordiais!
    Obrigado por sua colaboração para o blog da REA. Parabéns pela análise! Creio que o seu parágrafo final deveria ser uma epígrafe. Cito: “Meu desejo é que estes manifestantes pacíficos [de Porto Alegre], quando voltam para casa, reflitam que tomaram gás lacrimogêneo de uma polícia violenta que estava protegendo o prédio da RBS e que esta mesma empresa incentivou, através de seu jornal, que os ‘pacíficos’ deveriam abaixar-se para que a polícia pudesse visualizar os ‘vândalos’. Quantos têm ideia de que o perigo verdadeiro, que impede qualquer radicalização da democracia, está numa mídia plutocrática e numa polícia militarizada, e não apenas no ente abstrato da corrupção dos políticos?”
    A “corrupção dos políticos” não é um ente abstrato, mas algo efetivo que afeta diretamente a educação política da população e o orçamento público para serviços do tipo que o próprio MPL lutou para conquistar. Numa “sociedade de indivíduos” que vive a crise de referências políticas, duas décadas de distopia cultural e consumista neoliberal excludente, de deseducação políticas e uma década de esvaziamento do papel representativo de movimentos sociais e partidos políticos, não me parecem vãs as tentativas de querer mover a máquina do direito por meio de petições on-line.
    A meu ver, não é o momento de suprimir dispositivos de ação, como as petições on-line, mas sim somá-los, pois evidenciam aquilo que os “canais abertos” não querem mostrar quando avassalam a programação de TV com motivos pátrios, tal como aconteceu em 1 de julho de 2013, o dia seguinte à contestação no Rio de Janeiro contra a Copa das Confederações, que terminou em confronto com a polícia porque esta impediu a mobilidade dos manifestantes até o estádio do Maracanã, criminalizando-os preventivamente em nome da segurança pública (da FIFA). Contra todos e contra a Constituição, a FIFA privatizou, por meio da PM (portanto, com a anuência dos governos Estadual e Federal), uma área de 1 km em torno do Maracanã, para nada atrapalhar a exposição positiva de mídia do grande negócio da FIFA, o que incluiu também impedir que pessoas que foram o estádio, porque compraram ingresso, de usar camisas com palavras críticas contra a FIFA e a forma como foi conduzido o grande negócio da Copa. Veja a diversidade: uma pessoa vai ao jogo, mas não concorda com a forma como o jogo foi viabilizado; pensa usar isso como forma de protesto, mas é impedida de usar a sua camisa (efeito do PL 728/2011).
    Em muitas situações, as petições on-line são apenas a construção de uma caixa de ressonância, que pode servir como ponto de partida para sensibilizar o interesse de partidos, legendas e comissões nas instâncias legislativas de governo. Então, não são vãs. O próprio PSOL encampou algumas de suas reivindicações, pois expressam, em número de assinantes, um estado de insatisfação e um desejo por representatividade efetiva de setores da população. Então, às expressões on-line somam-se aquelas das ruas. Destaco de sua análise uma importante percepção comportamental sobre a relação entre contestação on-line e contestação off-line:
    “Nas manifestações de junho, as pessoas saíram do Facebook e foram paras ruas, mas será que o Facebook saiu delas? A influência do Facebook é maior do que simplesmente ser a tecnologia que permitiu que se marcassem os protestos. A grande feira de reivindicações populares materializou muitos aspectos do Facebook das telas para as ruas, na mesma medida em que a própria rede social era um escape das indignações populares, criando a figura do “militante de Facebook”, que acredita que irá resolver os problemas do país com petições on-line. Na “grande feira de reivindicações populares”, vi cartazes que parecem posts de Facebook, nos quais as pessoas ao redor comentam, acham bacana e podem chegar ao ponto de se agredir fisicamente. Vi um anarquista com sua bandeira preta ser vaiado quando subia numa parada de ônibus, enquanto um indivíduo tentou arrancar sua bandeira. Não deve ter sido muito diferente dos xingamentos que ele já deve ter recebido pelo Facebook. Estes espaços abertos em que se tornaram as manifestações compõem-se, em grande parte, de manifestações individuais, semelhantes ao Facebook. No entanto, o mais importante é salientar que, apesar desta influência das redes sociais, o que temos é uma redescoberta das ruas, mesmo que seja com a preocupação em aparecer ou da simples necessidade de estar presente.”
    Militar dentro e militar fora do Facebook não são ações necessariamente antitéticas, mas, obviamente, sair da segurança da cadeira para ser tocado pelo gás lacrimogênio foi um choque de realidade para muitos. No entanto, creio que aqueles que saíram às ruas não chegaram lá de forma ingênua. Ao longo de suas expressões de descontentamento e, por vezes, em suas análises críticas de ações de governo e da mídia por meio de posts no Facebook, foi se formando uma massa crítica (em duplo sentido) nada negligenciável, caso contrário, não teria tomado a proporção que vc e eu testemunhamos em nossas específicas experiências focais urbanas. Por isso, eu não simplificaria ou reduziria a relevância deste fenômeno, mas sim tentaria entender a potencialidade contida em sua singularidade, em vez de normatizar o fenômeno como “incompleto” ou “falho” porque não cumpre uma expectativa ideológica específica. Isso continua sendo o erro das esquerdas: procuram tantas razões para viverem divididas que esquecem que o outro lado da arena política já está se articulando para tentar canalizar e domesticar a energia social coletiva de reivindicações das multidões. Então, eu abriria o horizonte de possibilidades, em vez de considerar, a priori, que muitos focos de ação são necessariamente vãos (on-line ou off-line).
    Veja o caso dos hinos. Embora haja manifestantes cantando seus hinos, não estão dando um uso necessariamente igual ao pretendido pela campanha midiática global ou RBS. O uso do hino não significa necessariamente uma adesão à visão da Rede Globo ou dos “pais fundadores riograndenses”, ou a lavagem cerebral midiática dos manifestantes da extrema-direita. Em várias situações históricas de contestações sociais, como na África do Sul, por exemplo, os hinos religiosos das escolas catequéticas da colonização foram acionados para se tirar deles uma energia social contestatória, uma força niveladora inesperada contra as elites. Christopher Hill já havia estudado isso para o caso da Inglaterra de meados do século XVII.
    Em nosso hino, versos como “verás que um filho teu não foge à luta” ou “e o sol da liberdade…desceu no céu da pátria neste instante…” ou “não teme, quem te adora, a própria morte…” podem ter preenchimentos semânticos contestatórios nos usos e apropriações criativas dos atores sociais, particularmente porque fazem um uso presentista, uma apropriação criativa que não necessariamente se filia com a visão histórica de passado ou expectativas de futuro de quem concebeu o hino. A presença do hino nas manifestações, obviamente, não corresponde às expectativas críticas das filosofias anarquistas, mas tampouco significa necessariamente adesão à extrema-direita ou ao tipo de uso que a Rede Globo e a RBS fazem destes recursos ideológicos para moralizar, domar e definir uma natureza ‘pacífica e apartidária’ para as manifestações. As manifestações, como vc mesmo constatou, ultrapassaram a agenda original do MPL. Então, nós mesmos, atores nas manifestações, deveríamos evitar moralizar ou definir uma natureza ‘global’ para os manifestantes que fazem uso contestatório do hino, do Facebook ou de petições on-line.
    Abraços e tudo de bom,
    Alexander Martins Vianna

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