As Ruas: para onde vamos?

silva_sergioSERGIO LUIZ RIBEIRO*

 

Em junho de 2013, no auge das manifestações no Brasil, arrisquei traçar um panorama do fenômeno que chamava a atenção do mundo no blog Opinião Social. Como manifestante, olhando de dentro, com um olhar legitimista, dei ao fenômeno o panorama que consegui vislumbrar e o prognóstico que pude alcançar. Hoje, nas vésperas das eleições de 2014, arrisco vislumbrar perspectivas e comentar como entendo o atual dimensionamento de As Ruas e o seu impacto nas eleições 2014. Dividi minhas ponderações em quatro partes.

Políticos vs. Anônimos

Um dos grandes feitos de As Ruas – vou chamar assim o movimento – foi o apartidarismo. Não permitir em seu seio partidos políticos significava discordar deles, dizer “não!” a uma possível apropriação indevida do movimento, que se distinguia do papel dos partidos na política representativa atual. E é isto o que mais legitima As Ruas. Também a rejeição de entidades estudantis – a UNE sequer foi mencionada, neste que é um movimento com imensa participação de universitários – deixava claro o descrédito da forma como vem sendo conduzida a democracia representativa. O movimento se mostrou puramente ativista e de ação direta. A cara pintada evoluiu para a cara anônima. Além de ocultar o rosto para fugir da repressão policial e dar maior vasão à catarse sociocoletiva, podemos levar a simbologia da máscara para uma outra dimensão: o rosto oculto mostra que os ativistas não querem se promover, e também dá à multidão, esse ator coletivo que protesta, a justa igualdade de manifestação. O não interesse em autopromoção política foi uma das maiores preocupações do Estado com As Ruas, pois se os manifestantes não querem promoção política (nem anarquia vazia), tudo o que resta ao movimento é realmente o desejo de mudança. Logo, se não querem se promover, não há como cooptá-los para o poder. Se não há como cooptá-los, resta reprimi-los. E se não conseguirem reprimi-los, cedo ou tarde terão que ceder às mudanças.

A acusação mais rigorosa contra As Ruas é a de que há vândalos no movimento. Entretanto, o fato de atingir instituições bancárias e públicas com regularidade dentro do seu desejo de justiça social, dá ao movimento um caráter ainda não visto em terras brasileiras. Devemos concordar que, sem atingir as instituições de controle do poder, As Ruas teriam produzido menos impactos nos poderes constituídos. Nesse sentido, As Ruas são os novos ludistas que sabem que o Estado não está disposto a dialogar sobre mudanças profundas em sua estrutura central. O seu impacto foi tão forte que disparou um discurso da presidente da república, que deixou o legislativo nacional em saia justa e, neste ano, pouco antes do início da Copa do Mundo, veio a ecoar no decreto presidencial nº 8.243 de 23 de maio de 2014, que pretendeu dar as providências regulamentares necessárias para a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), que é uma forma de institucionalizar a democracia participativa e evitar brechas criminalizantes dos maus políticos contra os conselhos populares.

Segregação vs. Ocupação

A onda das jornadas de junho de 2013 sacudiu outros setores da sociedade, provocando reações conscientes e inconscientes. Entre vários acontecimentos, o fenômeno do “rolezinho” se destaca. Embora já existisse anteriormente, ele eclodiu com mais vigor após junho de 2013. Em sua “Etnografia do Rolezinho”, Rosana Pinheiro Machado diria: “O ato de ir ao shopping é um ato político porque esses jovens estão se apropriando de coisas e espaços que a sociedade lhes nega dia-a-dia”. E ainda completa: “Se há poesia na política do rolezinho é que ela é um ato fruto da violência estrutural (aquela que é fruto da negação dos direitos humanos e fundamentais): ela bate e volta. Toda essa violência cotidiana produzida… e (a) recusa do outro…voltará a assombrar quando menos se espera”.

Em certa medida, a sua fala ecoa no poema de Ramil Rancun: “Não basta apenas eu ser feliz / Se eu não me solidarizar com a miséria alheia / Um dia ela cresce e incendeia / Os nossos direitos civis”. De repente, os filhos da classe trabalhadora ouviram o grito de As Ruas e perceberam que teríamos uma Copa bilionária em um país socialmente pobre, com desigual divisão de riquezas, traduzida, entre outras coisas, na segregação efetiva e simbólica dos espaços de lazer para a juventude pobre das periferias das cidades. A ocupação pacífica e divertida de shoppings por jovens e adolescentes das classes mais baixas é um fenômeno da luta de classes na versão inconsciente e ingênua desta parcela social da juventude.

A “psolização”

Falei acima que a principal estrutura que legitima As Ruas é o seu apartidarismo. Muitas bandeiras políticas foram publicamente banidas ao tentarem participar das manifestações. Alguns partidos podem até estarem, agora durante as eleições, tentando se apropriar de As Ruas, mas o PSOL é que parece receber a simpatia da maioria esmagadora do movimento. Confesso que me surpreende a atual “psolização” das manifestações. Vejo o PSOL como uma grande sigla partidária, dotada de ideologia, inteligência, capacidade e com vocação para valorizar mais o ser humano em detrimento do capital. Mas se As Ruas são um movimento apartidário, alguns fatos precisam ser esclarecidos: Por que os candidatos do PSOL, desde sua excelente candidata à presidência da república, candidatos a governadores e deputados, têm se apropriado de As Ruas nas campanhas?

Poderíamos dizer que democraticamente tais candidatos, enquanto cidadãos, tinham e têm o direito de participar das manifestações. Mas isto perde o sentindo quando se ouve a própria Sininho – uma verdadeira heroína – dizendo que As Ruas receberam ajuda política, pois afinal “…eles deram dinheiro sim…”. Todavia, se o movimento se apresentou apartidário, não deveria ter aceitado ajuda política ou de políticos, pois isto não configura um apartidarismo. Talvez meus pares me contestem, mas estou apoiado em fatos. Hoje, o apartidarismo de As Ruas, diante da visão do cidadão de senso comum (absurda maioria), corre riscos devido a atual “psolização”. Repare: As Ruas não correm risco de legitimidade ideológica, e sim o risco da “psolização” pôr em xeque o apartidarismo do movimento.

O efeito político de As Ruas nas eleições 2014

Sou “arruaceiro”. Fui e vou em As Ruas como manifestante e pretenso pesquisador. Mas há fatos que precisam ser avaliados. Ao atacar toda forma de poder representativo, As Ruas também atacaram o governo federal (que se apresenta como de Esquerda), mas sem a certeza pragmática de uma estratégia pós-ataque que assegurasse manter uma Esquerda no poder, depois de enfraquecer a Esquerda atualmente empoderada. A questão é simples: As Ruas, ao atacarem o poder representativo central, não apresentaram nenhuma estratégia com grande possibilidade de vitórias que pudesse substituir o atual grupo no poder em Brasília. As Ruas não têm este plano, ou o plano que possuem só surtirá efeito em alguns anos, quem sabe décadas, já que o PSOL (praticamente o único partido que As Ruas aceitam), ao se apropriar das manifestações, se propõe a ser a substituição do poder central atual.

Acontece que o PSOL ainda não tem condições de ganhar uma eleição presidencial, e o partido sabe disso. E As Ruas também. Concordo que as mudanças que As Ruas desejam precisam ser intensificadas agora para surtirem efeito no futuro. A falha está na proposta de apenas enfraquecer, sem de fato poder substituir agora o poder central (que queiramos ou não se diz de Esquerda, e isto é melhor do qualquer Direita), e sem tomar cuidado para que a Direita ou o Centro na venham a assumir tal poder. Ao causar um enfraquecimento sem um plano imediato de ocupação representativa ou de enfraquecimento da Direita nacional também, As Ruas abriram maior possibilidade e risco de que o poder central seja assumido por outro grupo qualquer (atualmente Mariana Silva, que é claramente o mais novo investimento disfarçado da Direita, ou quem sabe o neoliberalismo do PSBD). Ora, qualquer esquerdista convicto, mesmo que indignado com o atual governo, mas ainda sã, prefere a sua continuação a ver o Brasil novamente nas mãos dos neoliberais. As Ruas brigaram com a Esquerda que ocupa o poder central, mas sem perceberem o risco de isso abrir uma porta para a Direita. Deveriam ter atacado a Direita em nível nacional também.

No que se refere às eleições proporcionais, também quem mais perde é a Esquerda. Embora o PSOL deva crescer nestas eleições, cultuado pela massa universitária, outras frentes da Esquerda deverão perder espaço, como o PT. O fato de Dilma ter sido ativista contra a Ditadura Militar, e alguns quadros do PT, como Lindbergh que foi líder de uma manifestação decisiva para derrubar um presidente, somados ao pouco interesse do eleitor de senso comum por informações mais precisas, fazem parecer para estes eleitores (esmagadora maioria) que o PT é o grande criador oculto ou o motivador de As Ruas, com o objetivo de, a partir do caos, instalar uma absurda proposta comunista, enfraquecendo as estruturas democráticas e o direito à livre concorrência e à propriedade.

Juntemos a isso o fato do que o eleitor mais conservador (maioria no Brasil) receoso pela velha rotulação equivocada de um improvável Comunismo, pela demonização que a mídia coorporativa fez de As Ruas e pelo medo de mudanças mais profundas, se apoia no voto conservador para se sentir mais seguro. Por fim, devemos lembrar que muitos caciques endinheirados da política continuarão mantendo o velho e repudiante “curral eleitoral”, já que trabalham para manter o eleitor dependente deles e viciado a ganhar favores durante as eleições, diferentemente da Esquerda que não trabalha nas eleições com grandes financiamentos. Por tudo isso, arrisco projetar um crescimento da Direita e do Centro nestas eleições, tanto nos mandatos executivos, mas principalmente nos proporcionais. Repare que os candidatos de Esquerda e de Direita que já têm eleitores fiéis devem se reeleger em sua maioria, mas já no que se refere à renovação, poderemos ter um número maior de candidatos da Direita e do Centro ganhando um primeiro mandato. E isto pode significar uma sociedade menos livre, nas entrelinhas das leis e do conservadorismo, e governos mais aparelhados para a repressão. Se a Direita e o Centro crescerem além do normal nestas eleições, teremos uma herança amarga e inesperada de As Ruas.

 

Referências

AZEVEDO, Reinado http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/pesquisa-datafolha-evidencia-outra-vez-o-brasileiro-e-conservador-ou-eleitores-em-busca-de-um-partido/

Black Bloc – Manual de Ação Direta http://www.arteeanarquia.xpg.com.br/manual_acao_direta.htm

COSTA, Jairo. http://www.revistaforum.com.br/blog/2013/08/black-bloc-fazemos-o-que-os-outros-nao-tem-coragem-de-fazer/ A Tática Black Bloc. In na Revista Mortal, 2010.

Decreto Presidencial Nº 8.243 de 23 de maio de 2014 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Decreto/D8243.htm

HOBSBAWN, Eric – A Era das Revoluções. Rio de Janeiro, RJ. Paz e Terra, 2000.

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/02/13/sininho-confirma-black-bloc-e-financiado/

MARX, Karl. In O 18 Brumário de Luiz Bonaparte. São Paulo, SP. Editora Boitempo, 2011.

O Mistério do Rolezinho http://globotv.globo.com/rede-globo/profissao-reporter/v/profissao-reporter-desvenda-os-misterios-do-rolezinho-parte-1/3298619/

Opinião Social (http://sergioluizribeiro.blogspot.com.br/2013/06/as-manifestacoes-e-o-novo-formato-das.html)

PINHEIRO-MACHADO, R. Etnografia do Rolezinho – http://www.clavedefapp.com.br/etnografia-do-rolezinho/

RANCUN, Ramil. Cidadão globalizado. In Cardiometrópole. Rio de Janeiro, RJ. 2010.

SININHO, Elisa Quadros Pinto Sanzi. Direito de Resposta Sininho http://www.youtube.com/watch?v=pS6X0wE1JiQ

SKINNER, Quentin. Parte dois – A Renascença Italiana. In As Fundações do Pensamento Político Moderno. São Paulo, SP. Editora Companhia das Letras, 1996.

* SERGIO LUIZ RIBEIRO é graduando em Ciências Sociais da UFRRJ; Diretor de Pesquisas e Projetos Tecno-Sociais na Secretaria de Ciência e Tecnologia da Prefeitura de Itaboraí – RJ; Presidente do Partido do Meio Ambiente – RJ.

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4 comentários sobre “As Ruas: para onde vamos?

  1. Caro José Henrique Carvalho Organista, agradeço pelas felicitações. Penso que a “psolização” de As Ruas é evidente, não só pelo fato do PSOL se apresentar como parte integrante dela, mas principalmente pelo relatos de aceitação de ajuda de políticos daquela sigla, o que aliás, descaracteriza o apartidarismo do movimento. Concordo que a ausência de um partidarismo em um movimento tão importante como As Ruas, pode abrir espaços para o avanço da Direita, mas a nossa questão, como sintetizei, vai mais além. As Ruas se preocuparam muito mais em bater no poder constituído do que em ideologias e posicionamentos políticos. deveria ter atacado ambas as frentes. Quanto à vitoria no pleito de 2014, me referi basicamente à eleição presidencial. Apreciei muito o seu viés de análise ao mostrar que Marina Silva representa a ruptura PT/PSDB e que ela ocupa, então, o espaço desejado pelo eleitor para uma nova proposta (embora ela nao o seja). Entretanto peço licença para discordar de que ela é uma consequência de As Ruas. Jamais. Nem mesmo inconscientemente. Basta analisar os perfil das bandeiras de As Ruas e da bandeira de Marina. Entretanto concordo que ela possa ocupar o espaço aberto por As Ruas, como já mencionei, já que a preocupação do movimento foi de enfraquecerem o poder constituído sem uma estratégia de ocupação deste possível espaço que surgiria ou sem atacar claramente as ideologias fora do pode central (Direita e Centro). Os outros pontos das suas considerações são realmente relevantes. Saudações Fraternais.

  2. Caro Raymundo Lima, suas críticas parecem conter mais rancor do que racionalidade, mas ainda assim é um direito seu. É preciso ter coragem para se expor e ensaiar. Sininho continua sendo uma heroína para mim, pelo que ela pensa e pelo que ela luta. O episodio da gasolina é improvável, por isso é importante pesquisar a fundo antes de se manifestar, ou manifestar apenas aquilo que pode ser provado. Lamento ver que você igualou As Ruas ao Boko Haran e ao Estado Islâmico, assim como lamento você não entender que ambos são bem diferentes em suas propostas e ações. Desejo que você se alivie do seu excesso de passionalidade. Saudações Fraternais.

  3. “Sininho – uma verdadeira heroína” comandando uma gang, com galões de gasolina para tocar fogo na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro? Os nazistas também fizeram isso, e abriu caminho para Hitler chegar ao poder, pelo voto. E Luciana Genro, excelente candidata cujo discurso é marcado por chavões e sem propostas de governo? Psolização das ruas??? Ou “psolização” das ruas? “Fasci-democracias”? Se o autor estivesse na Nigéria seira simpático ao grupo Boko Haran, e no norte do Iraque, ao suposto califado. Lamento perder tempo lendo este ensaio roto. Lamento.

  4. Prezado Sérgio Ribeiro e Leitores,
    Em seu artigo “As ruas: para onde vamos?” o colega coloca como certo a “psolização” do movimento, além disso, tece considerações importantes para tentar responder a vossa pergunta. Ademais, chama a atenção para um suposto efeito da outrora participação de Lindbergh e Dilma, respectivamente no “fora Collor” e na “ditadura militar”, no “medo do comunismo”. Prima face, gostaria de parabeniza-lo pela tentativa de sistematizar e tentar responder “para onde vamos”. Não há dúvidas, acredito, que o movimento das ruas de 2013, ainda recente, terá muito a nos dizer, logicamente, temos que fazer o exercício de perguntar, assim como o faz.
    Não obstante, peço escusa para discordar das vossas conclusões. Em primeiro lugar, não vejo a “psolização” do movimento, ao contrário, entendo que o PSOL tenta se apropriar da jornada de junho de 2013, como se este partido fosse o que sobrou da “verdadeira esquerda”, o único que não teve repúdio das ruas, o que não é verdade. É certo que a bandeira do PT foi menos tolerada do que a do PSOL ou do PSTU, por exemplo. Todavia, a grande maioria dos participantes deixou claro a insatisfação com o modelo de democracia eleitoral. O PSOL não se apresenta com possibilidade de ganhar o pleito eleitoral em nenhuma das capitais, assim como o PT, como sugerem as pesquisas, perde eleitores no Rio, São Paulo e Minas Gerais nas eleições presidenciais em comparação a última eleições. O que nos leva a conclusão de que, neste ponto concordamos, existe um processo de “direitalização” crescente. Fenômeno fortemente presente na Europa, segundo Boaventura.

    As pesquisas apontam a atual presidente e candidata com uma rejeição de 46%, contra 26% da Marina. Indica ainda que – aqui as ruas influenciaram – os gastos com a Copa do Mundo são responsáveis por esta rejeição da candidata do governo.

    Se o movimento das “ruas” foi apartidário e contra o sistema vigente, talvez isto explique o expressivo número alcançado pela candidata Marina que se apresenta como o “novo”. Logicamente, sabemos que não há nada de novo na candidata, talvez somente a sua regular mudança de opinião. Com a subida da Marina nas pesquisas os números de indecisos, brancos e nulos diminuíram, ou seja, há um repúdio a polarização entre PT e PSDB – por muitos considerados iguais, principalmente no que concerne a política econômica -. Neste sentido, Marina se aproxima, tipo-idealmente falando, da ojeriza aos partidos políticos e aos demais movimentos institucionalizados. Ela – Marina – rompe com a polarização das últimas eleições e se apresenta como o “novo”, a “nova política”, coincidentemente a “rede” que seria o seu partido, não foi fundado. Sendo assim, é a Marina consequência do movimento das “ruas” e, ao que tudo indica, será a Presidente do país, cuja causa é a manutenção por quase duas décadas do continuísmo PSDB-PT.
    Então, de forma bem imediatista, respondendo vossa arguição, vamos apostar, mais uma vez, numa velha que se traveste de “nova política”, que não rompe com a tradição de despolitização do espaço público, que nada mudará, até mesmo porque não há mudança – somente acomodação abstrata das desigualdades e diferenças – nos moldes da democracia burguesa onde até os parcos espaços de decisões coletivas são efetivamente regulados.

    Infelizmente a história nos mostra que movimentos apartidários podem abrir frestas para institucionalização de fasci-democracias, onde se troca a liberdade por segurança.

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