“A festa” e “Café pequeno” – Festas de aniversário sob o efeito da violência

REGINA M. A. MACHADO***

Clipboard01Estes dois romances brasileiros, escritos nas últimas décadas do século XX, têm por tema reuniões festivas interrompidas por «invasões bárbaras» que vêm perturbar o desenrolar harmonioso dessas reuniões familiares ou sociais. Essas festas de aniversário têm em comum o fato de se desenrolarem sob sucessivas ditaduras, e seus convidados, pertencerem a uma classe média geralmente abastada, mas sempre em busca de ascensão social e cultural.

O primeiro romance que nos interessa aqui é A Festa (ANGELO 1976), escrito em 1975 e situado em Belo Horizonte, capital que ocupava naquele momento um lugar de destaque na expressão cultural conservadora. Inicialmente recusado por grandes editoras do país, em razão de um tema que parecia arriscado, o romance obtém em 1976 o prestigioso prêmio Jabuti.[1]

O autor do livro, escritor e jornalista Ivan Angelo faz parte, segundo Fábio Lucas, da geração de escritores que, expressando-se entre as décadas de 1960 e 1980, produz uma literatura de protesto elaborada com grande refinamento estético (LUCAS, 1989:164). Esta Festa mineira dará ensejo a uma reflexão sobre a linguagem, em torno do confronto de dois mundos, provocado pelo desembarque em Belo Horizonte de um trem de retirantes fugindo da seca nordestina. Nesse mesmo dia, a boa sociedade local estava toda mobilizada em torno de uma festa de aniversário à qual são convidadas as personalidades mais ilustres da sociedade, autoridades, empresários, jornalistas, etc.

O encontro forçado entre a cidade do centro-sul do país, onde os retirantes da seca esperam poder se instalar, cria primeiro uma flutuação entre a recusa dos citadinos e o desejo dos recém-chegados; essas variações sendo restituídas através de discursos dispersados entre as várias localizações do conflito. Esta estratégia vai acarretar uma multiplicação das vozes narrativas, pois o relato, ao se desdobrar entre agentes e cenários diversos, dispensa a voz única de um narrador onisciente para ligar os diferentes episódios, tanto mais que o assim designado «Romance: contos», se divide em nove capítulos, dos quais os sete primeiros são contos independentes. O que mais se aproximaria do gênero romance seria a parte final, em que os dois últimos capítulos estruturam o relato no tempo com seus títulos «Antes da festa» e «Depois da festa», dando sumiço no episódio-título com uma elipse que vai se revelar significativa, tanto ao nível da linguagem quanto na tessitura da trama, criando o embate entre o vazio de uma festa projetada e a festa impossível na praça pública, consumida num fogaréu altamente simbólico.

Evoquemos rapidamente a organização e conteúdo dos capítulos: «Documentário» é o nome do primeiro episódio, composto de flashes de reportagens, de canções, etc., todos precisamente datados e ligados aos fatos que vinham determinando a vida da nação, como o dia do enfrentamento na praça da capital mineira: 31 de março de 1970, data aniversário da «revolução» militar. No segundo conto, «Bodas de pérola (amor dos anos 30)» uma outra data, desta vez em espaço privado, marca a vida dos moradores do apartamento do andar de cima ao da Festa. Um bolo envenenado metaforiza este outro enfrentamento.

No terceiro episódio, «Andréa (garota dos anos 50)», cuja beleza é «sua única verdade», será a presa acossada durante um «jogo da verdade» conduzido durante a festa pela voracidade de um meio social estreito e não menos vulgar do que ela, mas infinitamente mais sólido. O quarto episódio, «Corrupção (triângulo nos anos 40)», traz uma recapitulação psicanalítica, então indispensável, da infância de Roberto, o arquiteto que dá a festa de aniversário durante a qual vai anunciar seu noivado com Andréa, embora apaixonado por Lúcio, um marginal gay.

«O refúgio (insegurança, 1970)», quinto episódio, é um monólogo de um personagem bastante esquemático, visto unicamente através de seu narcisismo egoísta, que se prepara minuciosamente para a festa. Em seguida, «Luta de classes (vidinha, 1970)», passa-se num espaço público central no romance, pano de fundo dialogando com a festa privada, e se apresentando como lugar de uma festa improvável, segundo as possibilidades de leitura acionadas na narração.

O episódio número sete, «Preocupações (angústias, 1968)», remete às rebeliões estudantis e outras que levariam a um endurecimento da repressão. Nesse capítulo, as Preocupações são «a) de uma senhora mãe de um rapaz» que lê demais, é engajado demais e, pior ainda, escreve poesia: «Poesia é bom para ler, mas escrever – já tem tanta.» (ANGELO, 1995: 98). Da mãe do estudante, passamos às angústias «b) de um delegado de polícia social» que, no mesmo capítulo, exprime suas próprias Preocupações sobre a loucura dos jovens, o misticismo das massas, a desordem que ameaça a sociedade e, como corolário, o dever de reprimir para manter a ordem.

Note-se que a violência neste romance é acarretada pelas deduções tiradas das inquietações causadas pelos retirantes ao delegado Humberto Levita, cujo nome de origem bíblica, como notou John Gledson, remete a uma racionalidade legal e punitiva que, imbricada na urdidura da trama do romance, leva-o a reprimir uma conspiração subversiva paradoxalmente forjada pela sua imaginação. (GLEDSON, 1995: 771-776)

Entre o prédio elegante, onde a festa se prepara, e a praça pública onde o advento do trem de retirantes vai inquietar a cidade, há um lugar intermediário, onde a narrativa se torna metalinguagem para elaborar seu próprio modo de contar. Num bar, jornalistas do «Suplemento» (literário?) falam do romance em curso enquanto, na praça, o cruzamento das linhas de ação do romance parece forjar-se na abordagem dos migrantes pelo repórter Samuel, cuja linguagem e ações precipitam-se na urgência de aliviar o sofrimento dos passageiros do trem. Ao buscar comida para uma criança que chora, ele cria uma dinâmica talvez festiva, que transforma os curiosos em participantes solidários: «as pessoas que olhavam imitam Samuel, alegremente, descobrindo para que estavam ali;» (ANGELO, 1995:131). Esse esboço de uma alegria ingênua é apagado na ironia subsequente, que remete à brutalidade do contexto dominante.

Segue-se uma «Anotação do escritor» na qual suas precedentes considerações sobre a forma literária começam a se orientar para o que parece ser uma certa imbricação entre as teorizações suas e da turma do Suplemento e o fugaz momento de alegria acendido pelo gesto de Samuel. Embora não desenvolvida, esta questão parece ser tão central e tão escamoteada no romance quanto a própria Festa do título. Esta, que permanece embrionária na praça pública, poderia eventualmente ser a mais próxima da que trata Silviano Santiago num artigo de título sugestivo, «Poder e alegria» (SANTIAGO, 1989), que chama a atenção para o valor da festa como contraponto à ditadura e sobre a reflexão desenvolvida pela literatura pós-64 que, recusando o otimismo e a utopia, põe-se a refletir sobre o modo de funcionamento do poder. Seriam assim certas celebrações da alegria que tornariam possível a contestação de um poder «que nega a diferença, visando à uniformidade: racial, sexual, comportamental, intelectual, etc.» (SANTIAGO, 1989:12)

O encontro ou o desencontro entre a palavra dos retirantes, a do jornalista/intérprete, do escritor que o re-interpreta, ou ainda dos policiais que deturpam as palavras de uns e outros, é um problema crucial do romance. O momento central do enredo vem à luz como resultado da reflexão sobre a linguagem, quando esta tem de encarar o desafio da violência, para finalmente reconhecê-la como sua matéria: «Um desperdício deixar passar este momento sem tentar captar o sentido dele». (ANGELO, 1995:132).

Os discursos dos dois jornalistas vão se encontrar constantemente em oposição: o repórter escreve na urgência, se envolve e se debate para passar ao jornal os acontecimentos da praça. Seu desejo de transmitir, de transcrever, de traduzir a realidade em palavras não resultará em nada, assim como sua ação engajada – a menos que se considere que a única festa possível, apenas sugerida, encontrava-se nos gestos e trocas que se esboçam entre Samuel e os retirantes. Sua linguagem é o oposto da do escritor, nas notas do qual ele vai se instalar, lá onde até então não havia senão conceitos literários e existenciais, reflexões sobre a escrita, projetos de textos. Para Beth Brait, «Expor a realidade significa, em A Festa, recuperar as linguagens que a constituem, que dela participam de diferentes maneiras, que a caracterizam e descaracterizam.»[2]

Vinte anos depois do lançamento de A Festa, Zulmira Ribeiro Tavares em Café Pequeno[3] vai trazer um artista plástico como condutor da narrativa. Enquanto que em Ivan Angelo o pintor fornecia o local, a moldura para a festa omitida, aqui o personagem vê desfilar em suas lembranças o desenrolar de uma festa de aniversário de sua infância, no mesmo dia de um estouro de boiada de zebus na capital paulista. Como no romance precedente, tudo é precisamente datado. Era um domingo de inverno, 14 de julho de 1935, dia do aniversário do engenheiro Alaor Pestana, em que os convidados da festa vão ficar bloqueados por uma forma assustadora, enorme, apoiada como um fardo gigantesco contra o portão do jardim da confortável mansão de Higienópolis,

Além do aniversário do engenheiro e da data nacional francesa, a cidade comemora também um campeonato de futebol, enquanto no ringue de patinação municipal a Aliança Libertadora, recentemente declarada ilegal pelo ditador Vargas, tinha previsto um comício.

Enquanto se festejava em família esse aniversário, e que num espaço público a esquerda tenta se reunir, a narrativa recapitula as etapas do transporte de uma tropa de zebus do Mato Grosso a São Paulo. Enquanto as notícias do estouro da boiada inquietam a festa de aniversário, o engenheiro, subindo ao quarto para se trocar, relaxa folheando seu livro fetiche sobre Maria Antonieta em Versalhes, e chega a um capítulo que parece fornecer uma ressonância aos incidentes paulistas. No relato traduzido do francês, a festa de nascimento do herdeiro real é perturbada por uma multidão « muito misturada », num quarto que parecia mais « uma praça pública ». No salão, os convidados do engenheiro estão preocupados com as últimas notícias, entre as quais uma greve de ferroviários, que tinha paralisado os trens sobre os trilhos. «Naturalmente por causa da morte daquele operário pelos integralistas no comício da Aliança no Parque Dom Pedro» (TAVARES, 1995:63), vista com desdém, como uma desordem a mais por motivos fúteis.

Os diálogos recriam um ambiente ao mesmo tempo familiar e bem-educado, onde se cruzam as opiniões de uma pequena burguesia industrial na São Paulo enriquecida pelo café. Madame Keunebert, uma massagista alemã, encarna as ideologias dos anos trinta de maneira concreta e sensual: «O corpo de Mme. Keunebert moveu-se levado por aquela vibração a que dificilmente um paulistano ficaria indiferente, certo rodopio de bailado dentro da contenção de uma farda.» (TAVARES, 1995:63). Esta apresentação precede uma enumeração das novas figuras do poder tanto no hemisfério norte como no sul: «Hitler, Mussolini et porque não Getúlio e porque não Roosevelt.»

Além das discussões sobre as greves, os jogos de futebol, etc., a sombra dos zebus volta constantemente a assombrar a circulação dos convidados entre a sala, a varanda e o jardim, ao fundo do qual chegam outros personagens tão sombrios quanto os zebus oriundos do mundo rural, o qual fornece um fundo contrastante ao quadro festivo e citadino.

Cabe aqui uma digressão sobre esta escolha de figurar um momento em que explodem várias revoltas populares através do estouro de uma boiada, escolha esta que lembra ou utiliza fatos denunciados por Monteiro Lobato em carta dos anos 40. Pouco antes de sua partida para Buenos Aires por um ano, ele se regala com a evocação do bife argentino e lamenta a qualidade da carne no Brasil, que ele declara não comer, por pena dos pobres animais. Aproveita para denunciar o martírio dos bichos transportados por trem, privados de água durante o trajeto de uma semana, para perder peso e dar mais lucro aos matadouros e às transportadoras. Concluindo a carta, Lobato embrulha no mesmo saco a brutalidade da exploração animal e seus próprios antagonistas, os Modernistas de 22: «Ora, isso dum lado e do outro a cainçalha modernista tornam o Brasil inabitável. Vou emigrar.» (LOBATO, 1959: 177)

Além da violência sofridas pelos convidados bem educados da festa de aniversário, a cidade será também palco de um sinistro jantar em que se afrontam uma matriarca paulista e o ditador no poder, enquanto que o espelho deformante desses confrontos urbanos será dado por um deslocamento ao interior do estado, que tem por finalidade fornecer ao romance uma hipótese sobre as longínquas origens da violência que estraga as festas da cidade. Pelo fundo do jardim, fora da vista dos convidados, chega um homem desfigurado pela picada venenosa de um mosquito expulso de seu habitat pela derrubada das florestas, tal como os índios que aí viviam antes da chegada do café. Encontramos aqui o mesmo grafismo das «Notas do escritor» de Ivan Angelo, também apresentadas entre parênteses: « (Existe na região da Noroeste a cidade de Birigui, o outro nome do mosquito-palha, como existe a cidade de Coroados, o outro nome dos caingangues; e existem mais nomes de cidades que são outras tantas marcas de como os ali chegados cruzaram a soleira do sertão.)» (TAVARES, 1995:51)

É evidente que o choque entre a cidade desenvolvida e moderna e o sertão atrasado/devastado remete pelo menos à marca deixada por Os Sertões, mas o recuo operado por Wilson Martins traz mais amplitude à questão. Ele faz retroceder as origens desse confronto e dá-lhes uma dimensão continental, aproximando a obra de José de Alencar e a de Sarmiento: « … entre passado e futuro, entre “civilização e barbárie” (Facundo) … o Brasil escolheu a síntese dialética que O Guarani, com a clarividência misteriosa das obras de arte, soube exprimir de forma lapidar.» (MARTINS, 1996:58)

Contemporâneo da Festa mineira, o volume de contos de Rubem Fonseca, «Feliz ano novo», também pode ser visto como um possível arquétipo contemporâneo desse embate entre civilização e barbárie através de mais uma festa interrompida. Todavia, diversamente dos romances vistos até aqui, a narração aqui parte da ótica dos transgressores da ordem, esclarecendo, ao invertê-la, a perspectiva narrativa e linguística das duas festas precedentes. Já na epígrafe, este propósito é anunciado no trecho do “Testamento” de Villon, em que um pobre ladrão condenado à morte é interpelado por Alexandre o Grande e se defende evocando sua indigência, pois, se estivesse “armado” como Alexandre, ele carrearia outro tipo de combate – e provocaria estragos bem maiores. É o que vai acontecer na progressão do conto, quando marginais cansados de roubar frangos de macumba, resolvem usar as armas roubadas por um personagem ausente e bem mais ambicioso. Armando-se, eles vão atingir brutalmente os participantes de uma festa numa mansão luxuosa, que eles vão esmigalhar com tranquila crueldade, para poder festejar por sua vez.

Em epígrafe à 1ª edição da Festa de Ivan Angelo, vão aparecer Maquiavel , W. H. Auden, Carlos Drummond de Andrade e Chico Buarque de Holanda.

O trecho de “O Príncipe” nessa epígrafe, que justifica a crueldade dos detentores do poder pela necessidade de firmeza, a fim de garantir a ordem e a tranquilidade dos cidadãos, vai ecoar nas reflexões do delegado Levita, quando este concebe o complô causador da violência, como notado acima. O delegado, que se pretende um intelectual, investe-se da missão de protetor do povo e parece citar Maquiavel: «Só o poder, só a autoridade pode nos salvar, apela meu povo. Ajuda-nos, príncipe.» (ANGELO, 1995:103)

Levando-se em conta a disposição da primeira edição, estas quatro epígrafes se opõem duas a duas: os primeiros, de Maquiavel e Auden, trazendo um olhar “estrangeiro”, emanam de poderes absolutos, mas contradizem um ao outro em suas constatações sobre os efeitos desse exercício de poder. Em seguida, os trechos de Drummond e de Chico Buarque anunciam outras duas linguagens e/ou atitudes que vão se opor no romance, a da reflexão poética instigada ou contestada pela urgência da revolta.

Café Pequeno não traz epígrafes, mas faz uma espécie de preâmbulo para apresentar o personagem que se lembra, cujas rememorações vão mostrar o desenrolar da festa. De cara, a narração recusa a vinculação do romance a qualquer um daqueles referenciais europeus de prestígio, que tanto fascinam os participantes da festa. Frente a um jornalista um pouco surdo, que tenta induzir respostas utilizando uma erudição “acumulada com sacrificios”, o artista entrevistado fica mudo: «Então foi sensível a O boi abatido de Rembrandt? Chegou a visitar o Louvre quando criança?… Ou pelo menos teve acesso a alguma reprodução?” (TAVARES, 1995: 14)

O pintor não responde, pois o boi que invade sua memoria é aquele da festa relembrada, cujos obscuros incidentes revelam a violência escondida da sociedade paulista frente à da ditadura de 1935.

Fica patente que os recursos literários mobilizados por Ivan Angelo não são os mesmos de Zulmira Ribeiro Tavares, mesmo se, de uma festa para outra, há evidentes similitudes, talvez mesmo um pastiche. Mas os dois escritores mantêm certamente uma mesma relação tensa com o tempo que lhes cabe transformar em matéria literária, tecendo uma trama cuja complexidade excede o espaço deste artigo.[4] Entre os dois romances que mais nos interessaram aqui, uma possível clivagem pode ser a linha traçada por Silviano Santiago, em «Fechado para balanço» (SANTIAGO, 1989), evocando uma estética moderna ou modernista cujo traço dominante seria a elipse, o que pressupõe um leitor culto e que a festa “elíptica” de Ivan Angelo ilustra à perfeição. No oposto, ele lembra uma outra linhagem, encarnada por Lima Barreto que, por sua vez, teria produzido textos de igual densidade, menos ligados ao enigma e acessíveis tanto ao leitor culto quanto ao leitor banal, “usando com absoluta precisão a redundância”. É possivel que, ao menos neste romance, Zulmira Ribeiro Tavares se inscreva nesta última vertente, sem deixar de lado os intuitos e recursos precedentes.

Referências

ANGELO, Ivan. A Festa. São Paulo, 1ª ed., Vertente Editora Ltda., 1976; 8ª ed. São Paulo, Geração Editorial, 1995

GLEDSON, John. ‘A tortura na obra de Ivan Angelo’ Anais do 3° Congresso da ABRALIC. São Paulo: Edusp / Abralic, 1995; ‘Torture in the work of Ivan Ângelo’ Fiction in the Portuguese-speaking World; Essays in Memory of Alexandre Pinheiro Torres (ed. Charles Kelley) (Cardiff: University of Wales Press, 2000), pp. 238-45.

LOBATO, Monteiro. Cartas escolhidas. São Paulo, Editora Brasiliense, 1959, “Obra completa”, Tome 2

LUCAS, Fabio. Do Barroco ao Moderno, Vozes da literatura brasileira – Ensaios, São Paulo, Ed. Ática, 1989

MARTINS, Wilson. História da inteligência brasileira – Volume III (1855-1877). São Paulo, T. A. Queiroz Editor Ltda., 1996

SANTIAGO, Silviano. “Poder e alegria”, “Fechado para balanço”, Nas malhas da letra, São Paulo, Companhia das Letras, 1989.

TAVARES, Zulmira Ribeiro. Café pequeno. São Paulo, Companhia das Letras, 1995.

 

* Tradução e adaptação de artigo publicado no Cahier n° 18 do Centre de Recherche sur les Pays Lusophones – CREPAL. Paris, Presses Sorbonne Nouvelle, 2014.

** machadoREGINA M. A. MACHADO é Doutora em Estudos do Mundo lusófono por Paris3-Sorbonne Nouvelle, Pesquisadora associada ao CREPAL – Centre de Recherches sur les Pays Lusophones.

[1] Foram consultadas a 1ª edição, São Paulo, Vertente Editora, 1976 e a 8ª, São Paulo, Geração Editorial, 1995. As citaçoes provêm da primeira.

[2] BRAIT, Beth, «A narrativa como criação e resistência: a cumplicidade da escritura.», posfácio à la 8e. éd. de A Festa.

[3] TAVARES, Zulmira Ribeiro, Café pequeno. São Paulo, Companhia das Letras, 1995

[4] Um exemplo entre outros, a fortuna da família do protagonista de Café Pequeno, proveniente de uma pomada miraculosa, suas próprias aspirações aristocráticas, parecem remeter ao Brás Cubas de Machado de Assis.

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