Construindo o fosso brasileiro: a crise da atual realidade e a fabricação midiática de uma crise histérica com ares golpistas

WELLINGTON FONTES MENEZES*

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  1. A onda do momento o “protestismo golpista”

A nova moda alardeada pela Grande Mídia é o “protestismo” cujo mote é achincalhar o governo Dilma e o PT fazendo ventilar o engodo que o despejar de soluções mágicas reacionárias e golpistas resolveria qualquer crise a qualquer momento. A questão posta em pauta não é protestar (fato este legítimo dentro de qualquer estrutura social), mas é pertinente saber os motivos (com mínimo de senso de realidade) pelo qual se está se protestando sob o risco de ser mais um títere nas mãos de manipuladores de plantão! Todavia, o conhecimento mais pausando da realidade em tempos de muita conexão de (des)informação deslumbrada parece se tornar nula a construção sináptica reflexiva. Um velho filme acinzentado começa a se repetir, cujo enredo a história recente brasileira mostrou-se como termina de forma lastimável!

Imaginemos se, por hipótese, em pleno horário nobre, a Rede Globo mandasse todos seus telespectadores pularem da bela Ponte Rio-Niterói em nome da “pátria”? Seria a marcha para o grande rio de zumbis! Faltaria espaço para tantos suicidas voluntários diante daquela quilométrica estrutura fluminense. Em nome do Brasil, a pátria onde figuras que a classe média e boa parte deste pessoal neo-indignada adora achincalhar com a ideologia do colonizado, agora dizem que vão lutar pela nossa “pátria” (leia-se contra os pobres, contra Dilma e o PT e, também, contra tudo que é feio e bobo!).

O surto repentino de “brasileiros patrióticos” parece ser tão verdadeiro quanto uma nota de três reais. A onda do panelaço “gourmet” dos bairros nobres paulistanos diante do pronunciamento da presidenta Dilma em 08 de março foi um exemplo do quanto de reacionarismo patético ronda as alas mais reacionárias e burguesas da sociedade.  Temos assim, a sapiência escorrendo pelo nariz e pela extremidade do intestino grosso dos neo-indignados da Grande Mídia. Tal como a onda catártica de meados de 2013, o “protestismo” volta a se ensaiar mais uma vez como farsa diante de uma grande fogueira de desinformação e ilusões infantilizadas.

  1. A História como parâmetro

Em 1964, na fervura pré-golpe, tivemos manifestações em praça pública ditas “populares” com o rótulo “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, fato este que serviu de catapulta para a tomada do poder pela estupidez dos militares derrubando o governo do presidente João Goulart. O mote da “corrupção” e da suposta “ameaça comunista” eram frequentes na boca de seus participantes. Tais palavras de ordem desencadeadas por uma turba foi marcada por devaneios políticos alicerçados pelo poder da Grande Mídia da época. Ademais é falso dizer que tivemos um golpe “somente” militar no país, mas sim tivemos um golpe civil-militar no Brasil, cuja amálgama foi a adesão considerável de parcelas das classes médias e burguesia atrelada com a força opressiva e bélica dos militares.

A influência golpista dos Estados Unidos em fomentar diversos golpes não deve ser esquecida dentro na América Latina e, particularmente, no Brasil daquele período (casos emblemáticos aconteceram na Argentina e no Chile). Nunca nenhum grupo isolado em ondas golpistas conseguiu algum êxito sozinho. É preciso uma pré-estrutura para que, de fato, consiga ter “sucesso” a proposta de alteração radical da ordem vigente, ou seja, um golpe, propriamente dito o termo.

Recuando no tempo, dez anos antes, em 1954, onde a União Democrática Nacional, a UDN, e partidos da centro-direita forçaram um movimento golpista de tomada do poder fabricando uma onda de descontentamento midiática-popular contra o governo do presidente Getúlio Vargas. O resultado desta contenda contra a persistente fragilidade democrática nacional foi o suicido de Vargas e o país mergulhado em nova crise institucional. O coroamento das estruturas golpistas contra Vargas e a débil democracia brasileira ecoaram no golpe civil-militar de 1964.

Hoje temos muitas diferenças entre 1954 e 1964, e a onda dos “neo-indignados” se apresenta mais restrita, pulverizada e setorizada. Dilma não é nenhum Vargas ou Goulart (muito longe destas duas figuras centrais na política nacional), e também o PT não é uma estrutura tão frágil tal como foram seus partidos da época. Hoje os movimentos sindicais e os sindicatos, apesar dos pesares e com todas as contradições internas destas agremiações, se encontram mais fortes do que estava há mais de cinquenta anos atrás. A democracia brasileira se encontra mais consolidada, apesar de continuarmos a viver com enormes disparidades econômicas e sociais. Contra Dilma, os grupos do ódio apenas regurgitam a acusação, diga-se bem claro, sem provas, de que ela seja “corrupta, feia e boba”. Uma consistência tão firme tal como geleia de miolos moles! É na aposta da fraseologia infantil e da pouca aderência da memória histórica que a Grande Mídia e setores mais reacionários apostam suas fichas golpistas.

  1. A verdadeira crise sem retoques

A atual crise econômica é o resultado de um modelo que sofre duplo impacto: o desgaste em apostar na famigerada opção quase que estritamente neoliberal com algum viés social e a difícil conjuntura externa (ainda arregimentada pelo lastro da grande crise internacional de 2008). O Brasil conseguiu se “blindar” como pode da crise que grassou por todos os Estados Unidos e Europa, só que nenhum país da periferia capitalista consegue resistir por muito tempo, apesar dos avanços da economia brasileira dos últimos dez anos. A demanda reprimida deu fôlego ao consumismo do mercado interno com ajuda de diversos incentivos por parte do Governo Federal nas gestões dos dois mandatos de Lula e o primeiro mandato de Dilma. O resultado do esgarçamento da fórmula adotada de um modelo econômico abalado por crises internas e externas é a opção de Dilma foi apostar numa equipe do Ministério da Fazenda neoliberal e adoção de medidas impopulares, queixas generalizadas e de curto fôlego diante do quadro presente. Na falta de horizontes, optou-se pelo caminho requentado mais simples e o resultado é o que já se esperava: insatisfação popular e baixo crescimento econômico.

O golpista mote de Grande Mídia foi se apegar no caso da Petrobras. Os interesses por detrás de empresa estatal são tão enormes quanto profundamente obscuro. A pressão para que ela seja vendida não é de agora e muito já se tentou fazer a sua entrega para a tal “iniciativa privada”, principalmente nos dois governos do ex-presidente tucano, Fernando Henrique Cardoso. Sintomático que o mesmo partido, o PSDB, que mais queria entregar à estatal a preços de banana para a iniciativa privada se diz hoje tão preocupada com sua defesa da empresa. Curiosamente, a questão da novela mexicana em torno da corrupção envolvendo a Petrobras é apenas a cereja do bolo do mote de destruição política das estruturas de governo de Dilma atrelada a uma matilha eleita pelos próprios brasileiros dos piores congressistas dos últimos tempos. Dilma, na prática se encontra em dificuldades nas duas casas legislativas presididas por figuras do esgoto da política nacional.

Os recentes ataques especulativos através da alta crescente do dólar é um sintomático mecanismo de entender que o cafetão capitalismo financeiro do vampirismo rentista aposta da desestabilização do governo Dilma. A virtualidade do mundo financeiro contra a materialização do mundo dos que trabalham e sustentam este ciclo de operações de extorsões econômicas.

Ao invés de taxar grandes fortunas, o atual modelo econômico defendido pelo ministro Joaquim Levy é de preferir fazer o autista modelo de sobrecarregar com impostos os trabalhadores, cortar gastos sociais e recuar trabalhistas e, depois, redistribuir com serviços incipientes (para isto, dão o nome de “austeridade fiscal”). Paradoxalmente, quem mais deveria estar indignado com as políticas neoliberais de Dilma seriam setores à esquerda do espectro político, e não como acontece hoje, à direita e seus extremos insanos que sempre apoiou medidas de austeridade econômica que prejudicam sempre os trabalhadores em detrimento do desenvolvimento nacional. Daí a certeza que o movimento não é contra a economia do país, mas contra a figura política do grupo que atualmente está ocupando o poder (mesmo que não consegue governar sozinho).

  1. A campanha midiática de excitação ao ódio

Sobre as tais passeatas e os ódios expurgados nas redes sociais pedindo “impeachment” da presidenta é a prova da demência política que vem ecoando em setores mais extremos, antidemocráticos e estúpidos da sociedade. O PT deixou de ser um partido de esquerda do início dos anos 1980 para ser o maior partido ideológico dos anos 2000 de todo o continente americano. A vitória nas urnas e a ocupação de ciclo de poder no Planalto o tornaram vulnerável às intempéries inatas do poder e o natural desgaste da imagem do partido, levando em consideração a incessante campanha de destruição da imagem partidária perante um avançado monopólio de informações da grande elite econômica que forma o que chamamos de Grande Mídia. Em nome da tal “liberdade de expressão”, a permissão para expelir mentiras, falsas acusações e produzir toda uma campanha de excitação histérica de apelo ao ódio primitivo.

A arte de “ser governo” empurrou o PT para o minado campo de alianças com setores mais atrasados e reacionários do país. A aliança com o PMDB, o maior partido do país deriva de um emaranhado de interesses da elite dominante, foi o maior exemplo do retro-desenvolvimentismo petista e a opção por um governo cada vez mais dócil, conservador e passivo com os interesses que não estavam em suas bases históricas.

Sim, o PT tem culpa da crise que se atolou e deve refletir a respeito dos seus erros crassos. Mas não é exclusivamente culpado por todos os fracassos, fato este seria de uma extrema falta de senso político! O messianismo político é uma patologia dentro do imaginário popular o qual apenas resulta em ressentimentos, ódios e niilismos inúteis.

Se formos apontar erros do PT enquanto governo, certamente a opção pela “revolução cosmética” sem mexer nas estruturas fundamentais da sociedade brasileira foi um dos maiores erros do partido ao acreditar que fazer alianças com setores da direita e de grandes especuladores vampirescos, por si somente, seria garantia de estabilidade, lealdade e governabilidade. O preço da ilusão da “governabilidade indolor” foi a da fragmentação da legenda e a erosão do patrimônio ético e político do partido. As consequências são notórias e o desânimo de sua militância se tornou visível na dispersão de legendas de elementos que saíram de suas fileiras.

É fundamental ainda lembrarmos que no Brasil vive sob a égide do “presidencialismo de coalizão”, ou seja, nenhum partido governa sozinho e não consegue impor sua vontade se não angariar forças políticas (leia-se, aderência ao clientelismo fisiológico imediatista). Daí a dificuldade concreta entre o sonho idílico do “Lula lá” e a realidade do mote conservador do “Lulinha, Paz e Amor” (em alusão à flexibilidade de Lula para compor alianças políticas).

Diante de mais um horizonte com ares golpista no Brasil, é claro, que somente com o apelo à um carnaval da demência histórica promovido pela Grande Mídia para reviver um clima de 1954 e 1964 visando quebrar a norma democrática e jorrar ódios histéricos contra Dilma e o PT. É importante ressaltar que nenhum erro de Dilma, a figura da presidenta, até agora, justifica qualquer pedido de “impeachment” de um governo recém-reeleito pela maioria dos brasileiros. O campo das elites dominantes que nunca se conformaram com o PT no poder (a intolerância pelo seu significado simbólico), mesmo que o partido tenha feito concessões ao limite do inimaginável e os ganhos desta flexibilidade petista. Sendo assim, é mais fácil canalizar o ódio para uma pessoa um dado segmento social bem específico, ou seja, no caso, a presidenta e seu partido.

Todavia, é sintomático o ridículo de todo o teatro da burguesia que quer empurrar ideologicamente para a adoção de um pensamento reacionário sectário uma classe média desnorteada e abalada psicologicamente. Muito sintomático é o fato explícito dos veículos da Grande Mídia poupar todos os demais partidos políticos de direita e políticos mais reacionários do poder (como é o caso do mineiro ex-presidenciável Aécio Neves e o “queridinho” da Grande Mídia paulista, o governador Geraldo Alckmin), em particular, é visível a canonização política do PSDB como sendo a nova UDN golpista do momento.

Ainda que incipientes, as significativas conquistas sociais e o acesso a uma parcela que saiu da pobreza extrema para o consumo é, por si mesma, motor de um tipo de ódio narcísico e perverso da Casa Grande. Ademais, é sintomático que em parcela de emergentes narcíseos, a memória histórica do ambiente o que o sujeito surgiu é apagada por uma sanha de “novos tempos de bonança”. Em tempos de crise econômica, o medo de voltar ao estágio inicial de sua escalada diante da pobreza repercute de forma histérica e reproduz tons de brutalidade e ódio. Portanto, diante da crise, todos os gatos uivam como lobos. As queixas são desnorteadas e escorrem para o ralo de um autismo político que não geram demanda política com consistência: ao sabor dos ventos da manipulação midiática, o sujeito grita o que não entende e balança a cabeça pelo que menos entende ainda. É um ciclo do analfabetismo político explícito e patológico.

  1. Um turvo horizonte e saídas para a crise

Relembrando o grande pensador alemão da Escola de Frankfurt, Theodor Adorno, e a educação para evitarmos a barbárie. A falência da educação é a construção exponencial de “homens de bens” (a farsa conservadora do bom-mocismo) em ejaculadores de ódios, anteparos de fobias e carniceiros de sua própria existência. Neste fosso do autismo político, toda uma Alemanha bem esclarecida caiu no desejo de reconstruir sua estrutura narcísica e a canalização por parte um exímio orador, como Adolf Hitler e o seu grupo desfraldando uma bandeira pintada com uma suástica nos anos 1920 até final de 1940 (e ainda continua vivíssimo no imaginário e ações políticas do Velho Continente)! A crise alemã que desencadeou após a Primeira Guerra (1914-1918) foi fundamental para a histeria nazista tomasse corações e mentes de um povo que era considerado um dos mais cultos de toda a Europa.

As lições da história estão aí para serem aprendidas e, principalmente, refletidas. O autismo político às replicam no ápice da histeria e da demência do fanatismo social sempre em nome de uma elite que quase nunca sai dos alicerces reais do poder. A aposta de uma sociedade consumista sem lastro de cidadania construiu uma horda de brasileiros com concepções niilistas, uma passividade acrítica e de fácil mimetização aos discursos perversos de golpismos sem maiores reflexões jorrados pelas elites através dos seus mecanismos de comunicação.

Um exemplo da falência da Educação e da ação crítica de um povo, entre outras várias opções do estilhaçamento da cultura poderá ser visto nas estéreis e estúpidas programações televisivas, a cultura do hiperconsumo descartável e a histeria sintomática de pessoas e grupos alienados e motivados por informações deturpadas nas redes sociais. Ao contrário do que imaginava os mais eufóricos, a internet e as redes sociais não são “a revolução da informação”, mas sim, a extensão das mentiras, limitações e debilidades coexistentes nas caducas programações televisivas midiáticas nas mãos dos grandes grupos de ideologia dominante.

A manipulação de desejos e ódios continua tão viva e catastrófica tal como foi arregimentada no passado. Do ponto de vista político, Sem um acordo que busque uma coalização dos grupos mais progressistas e uma guinada para atender os anseios dos mais precisam do Pode Público, a crise poderá se estender com resultados mais desastrosos. O chamado “pacto social” dentro de uma democracia como a brasileira ainda é um dos mecanismos a serem operados em momentos de crise. Todavia é necessário, mais uma vez, que o Governo Dilma busque um novo pacto social levando em consideração as reais demandas dos brasileiros e as necessidades vitais daqueles que mais precisam ser cuidados e amparados e, fundamentalmente, buscando setores à esquerda, sindicais, movimentos sociais e setores mais progressistas da sociedade.

A selvageria em jogar grupos frágeis na esteira da crise econômica é o pior dos caminhos e o que repercutirá inevitavelmente em sintomas sociais de extrema gravidade de violência e marginalidade. A este respeito, temos na América do Sul, oriundo dos sinais visíveis dos nossos vizinhos, que tanto a Venezuela quanto a Argentina começam a sofrer diante das suas respectivas crises dentro de suas limitações de poder, forte insatisfação das elites econômicas locais com ares golpistas e problemas da produção interna e circulação da riqueza na economia.

É preciso que haja a calma necessária e a ação política mais enfática do Governo Federal, que busque se aproximar das esquerdas e dos movimentos sociais mais democráticos e legítimos, para que a profundidade do fosso não se torne um túmulo. As medidas necessárias ainda passam também pela democratização da mídia e a quebra do monopólio destas verdadeiras cadeias de comunicações reacionárias que expelem ódios primitivos e desinformação para toda a sociedade.

* menezesWELLINGTON FONTES MENEZES é Doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Mestre em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), Bacharel e Licenciado em Física pela Universidade de São Paulo (USP), Professor universitário e de ensino médio.

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15 comentários sobre “Construindo o fosso brasileiro: a crise da atual realidade e a fabricação midiática de uma crise histérica com ares golpistas

  1. Existem coisas erradas na política que precisam sem vistas. Mas, a mídia aos olhos da “fabricação de espetacularidade” tem sido um desencanto….. O texto é uma excelente contribuição para refletirmos sobre o fosso brasileiro, ao mesmo tempo é uma janela para aprendermos a apreender o paradigma do vale tudo pelo poder. Parabens

  2. Deploro a sua sugestão, professor, para que eu leia mais “obras críticas, mais visão histórica”, haja vista se elas determinarem que minhas conclusões sejam estas que o professor menciona, absolutamente fantasiosas e enganosas sobre minhas leituras, prefiro eu mesmo interpretar o momento que hoje se vive no Brasil que aceitar este tipo de recomendação, respeitosamente.
    Interessante o cinismo da esquerda, escancarado, pois à época de Collor e FHC, quando o PT berrava que ambos tinham que sair do poder, era “manifestação popular”.
    Hoje, para esta gente inescrupulosa, é golpe!
    Não há apelo ao patriotismo, mas, e se houvesse?!
    Prefiro resgatar a minha nacionalidade que vê-la substituída fraudulentamente pelo partidarismo, o endeusamento de líderes falsos, de gente mentirosa e enganadora, travestidas de democratas quando, na verdade, tais pessoas não passam de totalitárias, que adoram o poder pelo poder, e manipulam criminosamente o povo para esta finalidade.
    Quanto à insanidade da “intervenção militar”, são abundantes as reportagens e vídeos que os poucos cartazes que pediam esta providência não tiveram o apoio da maioria dos manifestantes, muito menos “xingamentos histéricos” contra a presidente, salvo na mente de sectários, pois as ofensas e agressões são exclusividade petista, indiscutivelmente, diante da prontidão que se encontrava o “exército de Stédile”.
    Sobre a história, decididamente a esquerda não tem condições de discuti-la, quanto mais tentar encontrar exemplos que enalteçam suas atuações.
    Os registros atestam violência, privação da liberdade, despotismo, e não se encontra nenhum país que tenha tido sucesso com este modelo retrógrado e autoritário de governar.
    Por outro lado, o modelo usado pelo mestre em me desqualificar, na condição que entendeu que represento, ser oponente, é vulgar, diante da inócua tentativa de menosprezar quem ousa não aceitar artigos ou ensaios como loas à democracia petista, muito conveniente e adequada com o PT no poder, claro, pois diante de tanta corrupção e desonestidade, o professor não escreveu uma palavra sequer!
    Tergiversou, evitou tecer qualquer raciocínio a respeito, imaginando de forma errada e confusa que, a democracia, é o povo tolerar e suportar desmandos e descalabros, uma espécie de obrigação e compreensão com os petistas porque outros partidos também roubaram o povo e a Nação quando na presidência da República!
    Em outras palavras:
    Salve a hipocrisia, a falácia, o desprezo à inteligência do povo.
    Enfim, incompreensível é constatar que professores possuem este tipo de comportamento tendencioso, com uma visão de democracia deturpada, particular, e não que atenda às exigências naturais desse processo em si, mas que contemple oportunidades para que o PT, no governo, possa fazer do País o que bem entende, principal e objetivamente, assaltar os cofres públicos e transformar o Brasil em feudo para criminosos, que obrigam o povo à escravidão, enquanto a corte se refestela em orgias com o dinheiro público!
    O professor se enganou ao final da sua resposta, mais uma vez, quando alegou que eu fugira das aulas de História.
    Ledo engano.
    Na verdade, não encontramos na História exemplos desse modo de governar um País, onde o povo não tenha reclamado e lutado à sua destituição, e não como desejam os falsos democratas, que imaginam ser a democracia um mero trampolim para o enriquecimento ilícito, tramóias, intrigas palacianas, aparelhamento do Estado, e aumentar a cada ano a brutal carga tributária, a prova indiscutível e plena da maneira como a esquerda é “aliada” do povo, culminando com as ofertas ao sistema financeiro, a elite mais perniciosa que tem o Brasil, com os maiores lucros já registrados desde a Proclamação da República, evidentemente proporcionada por Lula e Dilma.
    Ou o artigo do professor não está de acordo com o governo em questão ou, então, é mera retórica, ilusão, devaneio, diante do comportamento absolutamente contrário do PT quanto às suas explicações aos que contestam este governo incompetente, corrupto e desonesto!
    Saudações.

  3. Realmente, o Youtube é um teatro a parte, um novo adendo da televisão midiática convencional. Cada um ou grupo posta o que der na telha e claro, sem compromisso algum com qualquer margem a verdade. No caso do programa risonho em questão, somente faltou um bico emplumado para completar o show televisivo e o selo do Grupo Abril, Globo e suas demais irmãs compatriotas da “cristandade moralista”… Imaginemos se fizemos um programa desta natureza comentando o governo Obama com claque de fundo e todo o riso histérico para acompanhar as “verdades jocosas”? Será que teríamos alguma frota naval do “socialista” Obama beijando a costa brasileira? Estaríamos na lista dos “países inimigos” da democracia estadunidense? Claro, não existe corrupção no mundo, apenas no Brasil, nossa genuína invenção tropical. Mas como somos brasileiros, gozamos com riso histérico com as chacotas realizadas a respeito do nosso país e assim, reafirmamos, nosso potencial complexo de vira-lata. Afinal, como assim pretendem nos vender, nosso o país mais é “burro” do mundo. A ressalva fica que bom mesmo são os Outros. Num momento de olhares turvos, ser “patriota” no Brasil é encher a plenos pulmões e vociferar insultos a uma mulher, no caso, a presidência. Um gozo catártico introjetado insistentemente a todo vapor por toda uma construção midiática que o inconsciente solitário do sujeito acessou e adentrou nas ruas em meio de outros coros similares. Assim, para alguns grupos, a tentativa de expelir os seus “fantasmas”, quanto mais alto e inflado o insulto, mais a catarse é liberada e assim o sujeito se sente em paz com sua “consciência cívica”. Ser “pequeno”, no sentido de aceitar um lugar o qual posso me confortar dentro de um estado de desconforto, é aceitar a demanda de pequenez e se sujeitar ao escárnio alheio. Não se trata aqui de defender um ou outro governo ou acusá-lo, mas, sobretudo, de entender todo um processo sociopolítico que pouco é novo e, consequentemente, tampouco parecer surgir algum capítulo cuja essência possa parecer ser tão inédito.

  4. Esse vídeo do YOUTUBE é de um bestialógico TOTAL. Apenas mostra que a campanha contra a PETROBRÁS tem agentes não apenas INTERNOS, mas, e talvez principalmente, EXTERNOS.

    Quem se baseia em vídeos como esse para tirar conclusões confunde “conhaque de alcatrão” com “catraca de canhão”.

  5. O professor, autor do artigo em tela, é um petista declarado!
    O seu texto é completamente tendencioso, pois tenta de todas as formas isentar a presidente Dilma e seu partido dos graves problemas que o povo hoje constata e que tantos prejuízos ocasionam ao cidadão e erário público.
    Tergiversa, alegando culpa da mídia; alega, inconsequentemente, golpe; não admite que, o povo, possa tomar as suas decisões sem o PT, que mantém seus seguidores em bretes e faz deles o que bem entende.
    O mestre não aceita que a corrupção e a desonestidade corroeram o seu partido, cujo interior se mostrou mal intencionado, e tendo como objetivo único enriquecer seus dirigentes e alguns partidários, enquanto que o Brasil se vê às voltas com a maior crise ética e moral da sua História!
    Curiosamente, elege o desejo das massas, que ontem foi amplamente manifestado pelo território nacional de exigir o fim desse governo apátrida, corrupto e desonesto, como golpe, mas não considera o mesmo praticado pelos petistas com o mensalão, aparelhamento do Estado, o caso Rosegate, o loteamento do Estado para contentar a “base aliada”, a transformação do STF em mero apêndice do Executivo, as obras superfaturadas e algumas ainda incompletas por ocasião da Copa do Mundo de Futebol, as comissões dos contratos aos partidos políticos aliados ao PT, culminando com o maior ato de corrupção do mundo com a nossa estatal, a Petrobrás!
    Então, o professor entra em delírio, acusando céus e terras como causadores da desvalorização da gigante nacional, mas não comenta sobre os verdadeiros causadores de suas perdas e desvalorização:
    O PT, e partidos que intimamente dividem o poder central.
    Dilma e Lula estiveram aonde durante tempo que a Petrobrás vem sendo lesada?
    Afinal das contas, Dilma presidiu o Canselho de Administração, e não percebeu os desvios de dinheiro?
    Os contratos firmados com percentuais a serem entregues a parlamentares e partidos políticos?
    Quanta negligência e irresponsabilidade, vamos e venhamos!
    Pois, agora, a presidente acena com um pacote anticorrupção!
    O cinismo e a hipocrisia desta senhora chega às raias do absurdo, do escárnio com a população brasileira, pois será que foi a maior manifestação popular desde As Diretas Já, acontecida ontem, que a presidente se deu conta que a corrupção e a desonestidade compõem o seu governo?!
    E antes?
    Por que não tomou as precauções devidas quando começaram a surgir os casos mais graves na sua administração?
    Precisou o povo ir para as ruas bradar pelo seu impedimento, para que percebesse o seu descaso com esta câncer que devora o Brasil?
    O professor, então, culpa a mídia?!
    Não aceita a democracia na imprensa, quer vê-la “regulamentada”, ou seja, impedida de publicar artigos que critiquem o governo, que aponta suas falhas, seus descasos, sua cumplicidade com atos ilícitos.
    Dilma tem sido a presidente que facilita a corrupção, que possibilita a desonestidade, que permite o seu partido usar o País como feudo petista, e obrigando a população a sustentar a corte, mediante impostos escorchantes e uma carga tributária insuportável, a maior do planeta!
    Nesses aspectos, os tributos, o professor os esqueceu de mencionar.
    A essência do seu artigo é o golpe, de impedir a Dilma seguir adiante com a sua péssima administração, menos julgar na mesma dimensão e gravidade que, o PT, pratica GOLPES contra a cidadania brasileira e para com esta grande Nação desde que ascendeu ao poder, desde que imaginou estar o Brasil à sua disposição e vontade.
    Causa-me espécie esse tipo de texto, ainda mais escrito por um mestre, um formador de opinião, que deveria estar atento aos fatos, à realidade, aos crimes cometidos pelo PT e impunes, exatamente como acontecido com o mensalão, onde os petistas estão soltos, porém, Valério e companhia continuam presos!
    Simplesmente a transferência de Tóffoli, íntimo do PT, transferido para a Segunda Turma do STF, que irá julgar os parlamentares envolvidos no petrolão, antecede o resultado das investigações e posterior julgamento:
    O mesmo destino do mensalão, uma farsa, uma pantomima!
    O professor não comentou esse deboche do ministro Tóffoli, tampouco a reunião que o amigo do PT manteve com a presidente Dilma, no Palácio do Planalto, dia seguinte à sua transferência!
    Lamento profundamente que a ideologia supere ideais, que este artigo é tão pródigo em demonstrar e, deploro, amargamente, que o partidarismo seja capaz de substituir o patriotismo, cuja mensagem está na essência do texto!

    • Recomendo mais leituras críticas, mais visão histórica e menos (muito menos) discursos simplificados e recortes irresponsáveis do folhetim tucano semanal, a Revista Veja e sua trupe folhetinesca e, agora, golpista. Ademais, o apelo desesperado por um tal suposto “patriotismo” é uma das características básicas dos partidos e grupos fascistas em prol do poder através de golpes e destruição da democracia. Tome cuidado com o discurso fácil que poderá estar contido nele o destilar de ódios, rancores e questões mais profundas que deveria ser melhor trabalhadas numa terapia. Aliás, o que vimos no último domingo, na procissão do 1 milhão na Avenida Paulista (os números completamente inflados e surreais da Polícia Militar do governador tucano Geraldo Alckmin e interessado direto em turbulências políticas nacionais) foi o destilar de ódios “patrióticos” com xingamentos histéricos contra uma mulher, a presidenta. Justamente daqueles brasileiros “patrióticos” que “amam odiarem o país” e, insanamente, pedirei “intervenção militar”. Eis a máxima atual do paradoxo do brasileiro com o estigma de vira-lata, mimetizam um discurso midiático que pouco entendem e pouco atento às mais leituras críticas e que fugiram das aulas de História! Um abraço.

  6. O Autor traduziu o que realmente está acontecendo em nosso país. A impressão que se tem é de que a classe dominante, ou “os que se acham” como já se ouviu por aí alguém dizer “eu sou a elite branca que o PT odeia”. Esse ódio alimentado pela mídia e pelo “podre” PSDB, que incita os desinformados que se limitam a ler “tirinhas” espalhadas pela rede social e que vão à manifestações apenas para postar selfie no facebook dizendo “eu estive lá” como se realmente ele estivesse fazendo a diferença, sem saber o que realmente acontece por detrás dos panos. Essa mesma elite branca que se escandaliza e não aceita que os menos favorecidos possam fazer uma viagem de avião ou um cruzeiro de navio porque são “povão”. Precisamos de mais “Wellington Fontes Menezes” que não se acovarda e usa sua escrita para evitar a catástrofe que se avizinha. Parabéns Wellington Fontes Menezes.

    • Pois é prezado leitor, de Obama a Maduro, eu não negaria nenhum convite. Não pretendo fomentar guerras insanas e tampouco crises que não levam a nada (exceto mais sangue inocente alheio). Também pouco adianta se falar de um outro país se não desejarmos conhecemos a sua História e seus conflitos internos. O mesmo serve para aqueles brasileiros que desconhecem a sua própria história e acredita em tudo o que lê na Grande Mídia e em “posts” irresponsáveis das redes sociais. Em tempo: A Venezuela tem uma história muito delicada e povoada de violência e golpismos. É preciso conhecer mais antes de debochar dos nossos vizinhos.

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