SAUDADES – B.B. King (1925-2015)

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Publicado originalmente em Página 13.
Com informações do site oficial de 
B.B. King

Inseparável de sua guitarra, carinhosamente batizada de Lucille, faleceu nesta quinta-feira (14) Riley B. King, o grande mestre do blues, conhecido como B.B. King.

Por mais de meio século, B.B King levou o blues ao público de todo o mundo. Desde que começou a gravar nos anos 1940, lançou mais de cinquenta álbuns, muitos deles clássicos.

Nascido em 16 de setembro de 1925, em uma fazenda de Itta Bena, Mississipi, em sua juventude Riley tocou nas ruas em troca de moedas, certas vezes em até quatro cidades em uma mesma noite.

Foi em 1947 que ele pegou carona em direção a Memphis, no Tenessee, para construir sua carreira musical. Naquela época, Memphis era o centro de gravidade que atraia os principais músicos do sul dos Estados Unidos e abarcava uma vasta e diversa comunidade musical. B.B. ficou na cidade com seu primo Bukka White, uma das principais referências do blues em sua época, que contribuiu decisivamente com a formação de B.B. na arte do blues.

Sua carreira de sucesso teve início em 1948, quando tocou na rádio de Sonny Boy Williamson, que o levou a tocar em outras rádios de Memphis. Pouco depois, obteve um “spot” periódico de dez minutos em uma das estações de rádio, chamado de “King’s Spot”, que ficou tão popular que se tornou um programa inteiro, chamado “Sepia Swing Club”. O jovem guitarrista logo precisou de um nome artístico mais sonoro para o rádio. O que começou como Beale Street Blues Boy [Menino do Blues da Rua Beale] foi abreviado para Blues Boy King [Menino Rei do Blues] e, então, para B.B. King.

b.b._king-222x300Já em meados dos anos 1950, quando estava se apresentando em um baile em Twist, Arkansas, dois homens começaram uma briga e esbarraram em um forno de querosene, dando início a um incêndio. Junto com os demais presentes, B.B. correu para fora do estabelecimento, quando lembrou que havia deixado lá dentro sua querida guitarra acústica. Voltou para buscá-la e por muito pouco escapou com vida. Quando descobriu depois que os homens brigavam por causa de uma mulher chamada Lucille, resolveu batizar sua guitarra com este nome para lembrar de nunca brigar por este motivo. Desde então, cada uma guitarras Gibson que teve foram chamadas de Lucille.

Pouco depois de seu primeiro grande sucesso, “Three O’Clock Blues”, B.B. começou a fazer turnês nacionais. Em 1956, ele e sua banda realizaram nada menos que 342 apresentações! Tronou-se, assim, o mais reconhecido músico do blues nos últimos 60 anos.

B.B. desenvolveu ao longo dos anos um dos estilos de guitarra mais peculiares e característicos, cuja técnica complexa e precisa continha elementos que se tornaram indispensáveis ao vocabulário de guitarristas de rock. Seu estilo tornou-se modelo para milhares de músicos, de Eric Clapton e George Harrison a Jeff Beck.

B.B. misturou o blues, o jazz e o swing tradicionais com elementos do pop e produziu uma sonoridade incomparável. “Quando eu canto, eu toco em minha mente; no instante em que eu paro de cantar oralmente, eu começo a cantar tocando a Lucille”.

Veja abaixo um de seus maiores sucessos, “The Thrill is Gone”

A seguir, o trailer do documentário “The life of Riley”, produzido pela BBC e lançado em 2012. Aguardamos ansiosamente pela versão completa com legendas em português. Confira:

Veja também o programa “Sounding Out” (inglês), que intercala imagens de B.B. King ensaiando e falando sobre sua música.

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4 comentários sobre “SAUDADES – B.B. King (1925-2015)

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