Ideologia, política e corrupção

SIMON SCHWARTZMAN*

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Com as revelações que se sucedem sobre os esquemas de corrupção nos governos do PT, chama a atenção o fato de que ainda existem tantos, sobretudo em alguns meios intelectuais, que continuam apoiando o governo com diferentes argumentos, que vão desde que tudo não passa de invenções (o argumento da negação), ou que são todos pequenos pecados de menor importância se comparados com tudo o que foi feito de bom nos últimos anos (o argumento ideológico) até que na verdade todos são assim, e então não tem problema (o argumento cínico).

O argumento da negação é um velho conhecido da psicologia social, com o nome de “dissonância cognitiva”. As pessoas se sentem mal quando têm que conviver com crenças, convicções e realidades contraditórias, e resolvem o problema buscando ignorar ou reinterpretar as ideias ou dados da realidade que mais incomodam. Todos fazemos isto de alguma forma, e o exemplo mais óbvio é o das pessoas religiosas que têm que conciliar a crença na bondade de Deus com a maldade do mundo. Existem várias maneiras de reduzir o incômodo, desde teorias complicadas até o argumento paranoico, que descarta todas as informações negativas como obras ou mentiras de uma conspiração (do diabo, das elites, do Banco Mundial, da imprensa burguesa, dos judeus, dos comunistas, ou de quem seja). No extremo, a negação pode levar a situações patológicas como a recusa em olhar para os dados do mundo real ou o recurso à violência contra os supostos inimigos.

O argumento ideológico pode ser entendido como uma das maneiras de lidar com a dissonância cognitiva, e um exemplo clássico é o dos comunistas históricos diante das revelações sobre os crimes do stalinismo em diversos momentos – os julgamentos de Moscou dos anos 30, o pacto com Hitler nos anos 40, o antissemitismo nos 50, e o Gulag em todo este tempo, culminando com o fim do “socialismo real”. Eram fatos inadmissíveis para tantos que passaram a vida criticando e lutando contra a exploração e os males do capitalismo e vendo na União Soviética o exemplo de uma sociedade mais justa e igualitária. A primeira reação era de negação – é tudo propaganda do inimigo, parte da luta de classes, ou da guerra fria. A segunda era colocar as informações incômodas em um canto isolado – é verdade, mas foram alguns erros, “mal feitos” e “desvios”, problemas do “culto à personalidade”, não foi tanto assim, foi a culpa de algumas ovelhas negras, mas nada que coloque em questão as conquistas e as convicções ideológicas de tantos anos. Outros reagiram de forma extrema, pulando para o outro lado – o capitalismo na verdade só fez o bem, o colonialismo foi a melhor coisa que poderia ter acontecido na África e Ásia, e o mal absoluto é o comunismo.

O argumento cínico é que ninguém é melhor do que ninguém, sempre foi assim, no Brasil e no resto do mundo. Todos roubam, mentem e se aproveitam das situações de poder, e o máximo que se pode fazer é acreditar que “nossos” ladrões também fazem outras coisas que consideramos boas – como reduzir a pobreza, ou desenvolver a economia, ou dar poder a determinados setores dos quais gostamos, ou participamos.

O argumento cínico é sem dúvida melhor do que os outros dois, porque não deixa de olhar a realidade, e substitui a ideologia pelo pragmatismo. Ele se torna ainda mais forte entre nós pelo fato de que o sistema político-eleitoral brasileiro sempre foi financiado seja por interesses privados, seja com recursos públicos manipulados pelos que estão no poder, e os limites entre o apoio desinteressado e legítimo e o apoio muito interessado são muito difíceis de ver. Quem for puro que atire a primeira pedra.

Mas é, também, um argumento falacioso, porque generaliza e é superficial. Embora exista corrupção em toda parte, e que ninguém seja santo, nem todos os países e nem todas as pessoas são igualmente corruptas, e é certamente melhor viver em uma sociedade com menos do que com mais corrupção, assim como é melhor viver em uma sociedade com menos do que com mais crime e violência. Mais ainda, a história mostra que os regimes aonde predomina o império da lei, e não a vontade dos que estão no governo, são em geral muito mais bem-sucedidos economicamente, e mais igualitários, do que os que toleram a corrupção em nome de ideologias, de supostas causas sociais, ou da tese cínica de que ninguém é culpado, porque “todo mundo faz”. Os crimes de uns, se houver, não podem jamais justificar os crimes dos outros.

Como explicar as diferenças, e como reduzir a corrupção? Não existem respostas simples, mas muitas indicações de caminhos a seguir. Embora existam exemplos de democracias corruptas e ditaduras relativamente honestas, o potencial de corrupção é muito maior nos regimes políticos fechados e intervencionistas, em que a distribuição de recursos e privilégios se dá de forma autocrática, quando o governo decide favorecer determinados grupos para receber financiamentos, subsídios e contratos para a realização de obras públicas por critérios pouco explícitos. Uma imprensa aberta a vigilante limita a possibilidade de conluios deste tipo, e favorece a adoção de práticas mais abertas e competitivas. A polêmica ideológica entre “estado mínimo” vs. “estado forte” não capta a verdadeira natureza dos problemas de corrupção associados ao setor público. É possível ter um estado enxuto e eficiente, capaz de implementar as políticas que interessam à sociedade, assim como estados inchados e infiltrados por todo tipo de interesses privados e conluios corruptos. A organização do sistema partidário e eleitoral pode fazer muita diferença: para reduzir a corrupção, é necessário aproximar ao máximo os mandatos políticos às preferências dos eleitores, e reduzir ao mínimo a possibilidade de captura dos líderes políticos por grupos de interesse ocultos. Mecanismos para isto incluem a exigência de fidelidade partidária, a transparência no financiamento de campanhas, proporcionalidade correta na representatividade no legislativo, e outras medidas no mesmo sentido.

A atual crise econômica e política brasileira, se nos servir de algo, deve nos ajudar a entender que o país precisa de reformas econômicas, políticas e institucionais muito mais profundas do que a simples substituição de um partido por outro, ou de uma ideologia por outra no governo.  O que precisamos é identificar e apoiar, entre as diferentes correntes e lideranças políticas, aquelas que sejam menos dependentes dos recursos da corrupção e se mostrem mais capazes de entender os problemas e liderar as transformações, e aquelas sobre as quais não há como ter mais esperança.

Para quem quiser se aprofundar, escrevi dez anos atrás um texto mais amplo sobre o tema,“Coesão Social, Democracia e Corrupção“, que pode ser baixado da Internet.

* schwartzmanSIMON SCHWARTZMAN é Doutor doutorado em ciências políticas pela University of California Berkeley; pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade no Rio de Janeiro. Originalmente publicado em http://www.schwartzman.org.br. Publicado aqui com a autorização do autor.

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9 comentários sobre “Ideologia, política e corrupção

  1. Não adiantou eu ter pedido que usar o ódio como motivo às críticas que faço ao PT não seria original, mas a mesma ladainha de sempre.

    Um dos aspectos mais divertidos e ao mesmo tempo ridículo desta esquerda ladra, facínora, é rotular seus oponentes.

    Sem qualquer pudor e mais uma vez utilizando frases feitas – as de sempre, pois a criatividade não existe em mentes bitoladas e robotizadas, salvo para roubar o País – enumerar os crimes petistas é ser leitor da Veja!

    Comentar sobre o comportamento deletério e desonesto do PT é “discurso moralista”, pois na ótica obtusa, cínica e hipócrita da esquerda, o momento é deles para dilapidar o Brasil, exaurir os cofres públicos e explorar o povo, uma espécie de compensação pelo que fez a “direita” quando no poder!

    Comparação ridícula, que demonstra o mau caráter desta gente, que se nivela por baixo – quem mais ou menos roubou o País – , no lugar de se constatar quem fez mais ou menos para que nos desenvolvêssemos, que saíssemos deste permanente estado de “emergente”.

    E se autointitulam de progressistas!

    Agora, me divirto com o palavreado rebuscado, de um falso intelectualismo, querendo dar a entender que ser de esquerda é inteligente, enquanto os demais são de poucas luzes, porém os fatos, a verdade, a realidade, não podem ser maquiada por palavras sem sentido, frases de efeito, mas inócuas, expressões sofisticadas, entretanto inconsequentes, quando se está diante de uma corrupção e desonestidade NUNCA ANTES registrada na história brasileira, e corroboradas pelo GOLPE classificado como o maior do planeta, que foram os roubos contra a Petrobrás!

    Então, a tergiversação, a elaboração de um quadro imaginário tentando dar sentido ao inexplicável e injustificável, os crimes do PT contra o povo e País, alegando de forma espalhafatosa e risível, que tais ilícitos mencionados advém de um falso patriotismo!

    Interessante que não comentam sobre um Brasil bolivariano, apátrida, e permanecem calados sobre o Foro de São Paulo.

    Muito menos contestam os fatos que menciono, a depredação do patrimônio brasileiro, a falência da maior empresa que tivemos porque ROUBADA pelo PT, de modo a enriquecer o bando de bandidos travestido em partido político e sua alta cúpula, não, esses fatos não são discutidos porque evidentemente verdadeiros, razão pela qual aventam ser “discurso de buteco”(sic), mas esquecem que neste particular o “Brahma” é o especialista!

    A sopa de letrinhas tem como enunciado exatamente o ódio que sentem por aqueles que discordam desta política ignóbil, comprovada pela divisão que fazem questão de concretizar entre aqueles que querem um Brasil melhor para todos e não apenas para um partido e seus sectários, e que seja o bem comum o objetivo a ser conquistado, e não um plano de poder e à sua manutenção permanente, UM GOLPE contra o Estado.

    Lamentável este posicionamento, que deixa o Brasil e seu povo de lado para enaltecer a cleptocracia, proteger seus autores, e defender os crimes praticados por uma esquerda desonesta, corrupta, perniciosa, nociva e nefasta, representada pelo PT, Lula e Dilma, que contam com o apoio de gente sem personalidade, mentes robotizadas, atreladas ao passado, permanentemente sonhando com a luta de classes e torcendo como uma galera ensandecida que entre em campo o exército de Stédile, e tenhamos finalmente a revolução social tão esperada por brasileiros traidores, que querem ver compatriotas matando compatriotas, e instalarem nesta terra a ditadura que tanto querem, de colocar o povo como escravo de meia dúzia de charlatães, exatamente nos mesmos moldes dos genocidas Fidel, Mao, Stalin e Pol Pot, que mataram milhões de pessoas do seu próprio povo, em nome de suas utopias e ascensão ao poder permanente!

    E dizer que Menezes me chama de insensato mas, e ele, como petista, é o quê?!

  2. Já era esperado estes ataques histéricos como se tem observado no atual nível do frágil, estéril e farsesco clima do debate da “política nacional”. O que dizer senhor papagaio típico leitor da Revista Veja que único propósito é atacar com relincho e coices os comentários que discordam o autor do panfleto tucano em voga e ainda visa propagar o discurso do ódio do típico fascismo à brasileira se apegando no falso patriotismo oportunista? Apenas se recomenda fazer terapia para amenizar o ódio típico destas pessoas que confunde a complexa política de interesses com histeria neurótica. Aliás, é tipico do discurso da direita que perdeu a vergonha de expelir ódio após 2013, acentua-se o nível do fascismo brasileiro ao se agarrar na papagaiada pseudo-nacionalista, atacar com distorções o cabedal de besteiro viesado da grande mídia, além de balbuciar que a corrupção começou em 2002 e todos são feios e bobos pró-cubanos com o “discurso da moralidade” típica do reacionário Jânio Quadros. Discordar ou concorda com os rumos da política nacional é legítima, o que não se pode tolerar é a intolerância com total lambanças de apontamentos do senso comum típica do acalorado discurso do buteco. A redes sociais, entre outros fatores, permitiram a façanha de transformar bobagens senis dos comezinhos entre amigos irrigados com destilado em grandes verdades universais com a densidade de um pires furado. A intolerância, típica daqueles que se embriagam de ingnorância, se desnuda e se propagam bobagens com a mesma velocidade que se atrofiam os neurônios da sensatez.

  3. Menezes inicia o seu comentário escrevendo: “Como velho e bom tucano …”

    Pois, inicio o meu afirmando que, o novo e mau petista Menezes esquece que a tal “Grande Mídia” – que prazer em mentir! – está nas mãos do … PT!

    As fortunas incalculáveis gastas em publicidade, que demarcam os editoriais ou a favor da incompetente e vingativa Dilma ou omitindo informações, caso contrário as verbas do governo não serão alcançadas para aquele jornal ou TV, mais os blogs comprados com dinheiro público, inclusive o teu, Menezes, como o maléfico Paulo Amorim, Carta Capital … dão a exata dimensão que a mídia aborda os temas que o Planalto permite, e não como escreves para enganar incultos e incautos!

    Agora, o que não podes evitar são os escândalos e roubos do PT!

    Tais crimes contra a Nação e povo brasileiro exacerbam qualquer discrição que se tenha em não divulgá-los ou, por acaso, o que os petistas fizeram contra a Petrobrás é um “trabalho” elogioso, porém a levou à falência?!

    E a inflação, é plano da mídia?

    O desemprego, é mentira dos jornais e TV?

    Os juros estelionatários, é invenção de jornalistas opositores deste governo insano, pernicioso, nocivo e nefasto ao País e população?!

    A economia em recessão, é mero efeito psicológico?!

    Tenha dó!

    Respeita a inteligência alheia não escrevendo essas desculpas absurdas, que não conseguem sequer causar mais dúvidas sobre o caráter criminoso do PT e dos bandidos que o compõem como um grupelho travestido em partido político.

    E o BNDES?

    E as doações do nosso dinheiro a fundo perdido para Cuba?

    Alguns países da África?

    E os bens quem pertencem ao Brasil, que Lula levou consigo em vários caminhões quando deixou a presidência, incluindo caixas de vinhos finos e o crucifixo no Planalto?!

    Também são notícias falsas?

    E, a segunda dama, a tal de Rose, foi um cupido que veiculou a informação ou foram as suas dezenas de viagens para o exterior com o meu dinheiro, com o teu dinheiro, Menezes, com o nosso dinheiro, com o dinheiro do povo?!

    E o tríplex?

    O sítio, em Atibaia?

    E os dois milhões e meio que o Lulinha cobrou como “consultoria”, que foi uma cópia de artigo da Internet, um plágio deplorável e condenável, invenção da imprensa?

    Vocês, petistas, precisam ser verdadeiros e não enganadores, mentirosos, que iludem as demais pessoas com a velha – esta, sim, antiga – história de perseguições e, assim, se fazem de vítimas, enquanto roubam e se lambuzam – palavras de Jaques Wagner, PT/BA – com os roubos contra as estatais, erário público, e corroboram tais crimes explorando o povo de forma sádica e cruel!

    Bota a mão na consciência, Menezes, e analisa se é a mídia a culpada ou o comportamento deletério e transgressor do PT e de seus partidários com relação ao Brasil e população.

    Tenta ser um pouco menos sectário e mais cidadão brasileiro; menos partidário e mais patriota; menos em favor de uma ideologia arcaica e retrógrada e mais idealista, tanto contigo quanto para terra que ainda pode ser recuperada quando o PT, esta praga, deixar o poder!

    E, se me deres a honra de responder não começa que tenho ódio pelo PT, frase surrada e mentirosa, pois ódio tem os petistas do Brasil e do povo ou, então, NÃO ROUBARIAM TANTO ESTA NAÇÃO E EXPLORARIAM O POVO COMO O FAZEM DIARIAMENTE ATRAVÉS DE UMA CARGA TRIBUTÁRIA INSUPORTÁVEL E, A DILMA, AINDA QUER MAIS A CPMF!

    Ou também os clamores, as súplicas, os pedidos diários por mais este imposto é criação da mídia contra o PT?!

  4. Experiência é tudo; o texto resume bem o atual estado das coisas. O mais divertido são alguns comentários, que provam exatamente a tese do autor!!

  5. Pois é, Professor Doutor, ha algo que me desagrada na impecavel argumentaçao do seu texto que, de tao elevadamente racional, raia o angelismo.
    Eu, leitora mais ou menos desavisada, sinto falta de uma concatenaçao entre uma opiniao publica excitada por midias tradicionais e/ou tecnologicas, que se alevanta como uma falange celestial, sem passado historico, sem memoria, e sobretudo sem o menor respeito por instituiçoes democraticas raramente preservadas por governos anteriores, e descobre a corrupçao subitamente encarnada pela primeira vez na historia nesse partido que leva ao poder o nome de “trabalhadores” – e que certamente nao os representa mais desde o momento em que la chegou. Logicamente, teria de haver um tsunami social para que isso fosse possivel.
    Mas que ha uma manipulaçao da opiniao nesse pais, como alias sempre houve, so que anteriormente era a favor dos desmandos de governos militares ou simplesmente conservadores, la isso, pra mim, meio caipira em matéria de informaçao, la isso nao tem a menor duvida.
    Bom domingo!

  6. A questão é a correlação de forças. Não se pode analisar o Brasil ignorando o mundo. Os que fazem discursos éticos contra o governo não o fazem diante do assaltante que lhe toma o carro ou do traficante que lhe cobra pedágio. E o governo é tão refém dos esquemas de corrupção quanto o cidadão diante do bandido.

    Natura non facit saltus. estamos diante de um processo que vem de longe e cujo curso não será mudado com discursos éticos e considerações de dissonâncias e ideologias. O Sarney, o Michel Temer, o Renan Calheiros, o Eduardo Cunha, os milhões que a Rede Globo deve à receita, a fortuna que se paga pelos juros da dívida, são FATOS. Indubitáveis, inquestionáveis.

    O sistema de ensino no Brasil é um dos piores do mundo. O povo está imbecilizado pela TV. Povo, ademais, infantilizado. Universitários analfabetos funcionais.

    E tem os Estados Unidos, a China, a Arábia Saudita, a Rússia, o Mercosul, os BRICS, etc., etc., etc.

    Não dá para ver uma pequena folha da árvore. É preciso ver a floresta. História não se faz sem perspectiva no tempo e no espaço.

    Mas se querem alguns fazer discurso recheado de palavras bonitas, que façam. Não serve para nada, pois a questão fundamental permanece sem resposta: O QUE FAZER?

  7. Como velho e bom tucano, Prof. Schwartzman faz conhecidíssimo coro do cinismo da Grande Mídia (que se comporta como um verdadeiro partido político) que aqui, nada presta e tudo é ruim, afinal nosso país estará fadado a corrupção criada a partir do governo do PT. A saída, nesta retórica, é voltarmos a privatizar e vender tudo que é patrimônio público, afinal não existe “crise” oriunda do canônico setor privado. Notamos-se que as críticas conservadoras anti-corrupção são sempre de cunho moralista, viesada e personalista. Aliás, o levante atual do coro do puritanismo midiático é de um único viés: o anti-petismo que se transveste com uma aréola de santidade e que não escancara o que de fato tais grupos representam: o conservadorismo que até hoje não se conforma de não ter o poder formal nas mãos. Raramente se vê uma grande mídia tão propensa q ser um mero meio de folhetins de espalhar fofocas e boatarias. Logo, contaminando toda a visão que se tem do mundo real, este visão eleitoreira, nada parece possível de ser construído se não for culpa dos petistas. Pergunta-se: quem dos representantes das elites econômicas do país teria uma campanha política não-dependente de recursos econômicos se a própria finalidade é a manutenção destes grupos no regime capitalista? Antes de fazermos análise política com a simplicidade daqueles que assistem uma partida de futebol não entendendo como funciona as regras do esporte, é importante destacar a retomada do pensamento conservador de direita no país (por extensão, na América do Sul) no momento que há um refluxo das esquerdas e seus maiores manifestações por que deveria ao menos se mostrar mais ativo. Doravante, com um governo acuado e perdido nas suas ações e revém de grupos econômicos e partidos políticos de rapina, resta aos vampiros loucos para a derrocada do país a manutenção do coro puritano afim de sangrar o combalido PT até a última gota de sangue e assim, retomar o curso naturalizante da história das elites brasileiras no poder. Seria muito bom que apenas o país tivesse como única chaga a “corrupção” e depois fazer a promoção de uma cartilha puritana de “regras e condutas” ao estilo do folclórico Jânio Quadros. Todavia este é somente mais um dos vícios da nossa sociedade e não é o seu problema mais pungente. Não se pretende defender o governo petista e seus erros crassos neste espaço, mas não dá para aceitar passivamente o falso discurso moralizante daqueles que sempre estiveram no poder e se postulam como imaculados sacrossantos encantados da pureza política pós 2002.

  8. Brambilla escreveu tanta asneiras que dificulta uma pessoa dotada de um mínimo de inteligência usar um palavreado tão arcaico, obsoleto, mencionando burguesia, e ainda tendo a petulância ou a idiotice de acusar a polícia como parte desta “superestrutura burguesa”, incluindo a Justiça!

    O exemplo de alienação política e lavagem cerebral do comentarista preocupa sobremaneira o cidadão que patrocina esta orgia que os petistas fazem com o dinheiro público.

    Interessante que, no seu arrazoado imbecil e palavras de efeito sem qualquer valor prático, meras expressões da década de sessenta, comprovando o atraso desta esquerda ladra e desonesta, Brambilla omite propositadamente – então a sua má fé – os roubos do PT contra a Petrobrás, que a faliram!
    Também deixa de mencionar porque não é de seu interesse, a politica econômica adotada pelo seu partido, que atualmente gera desemprego, inflação, recessão na economia, juros absurdos pelo serviço da dívida interna, juros estelionatários que são cobrados do povo, que atingem o descalabro de 432% ao ano!

    Muito menos comenta a respeito da corrupção, desonestidade, imoralidade e comportamento antiético dos petistas como absolutamente corriqueiros, naturais, comprovando o objetivo do PT quando ascendeu ao poder de roubar as estatais e o erário público, e explorar o povo de todas as formas possíveis e imagináveis.

    Também se cala diante dos aqui-inimigos do passado, que o PT era um crítico contundente de Maluf, Sarney e Collor, a ponto de não haver um militante que não ostentasse um cartaz com o impeachment do senador alagoano, e hoje são amigos íntimos dos petistas e conselheiros!

    Cinismo e hipocrisia por excelência, são as características desse pessoal traidor da Pátria, que só pensa em suas ideologias ultrapassadas e genocidas e no partidarismo, que os fazem adorar homens, e quanto mais criminosos melhor!

    Não existe área desse País que o PT não tenha roubado, corrompido, alterado, principalmente as doações ao partido que o enriqueceu, porém fruto dos roubos contra aquela que foi a nossa maior estatal e, hoje, abandonada à própria sorte, apenas esperando ser decretada a sua falência após as ações estrangeiras cobrando indenizações pelas administrações fraudulentas que a comandaram, de diretores escolhidos por Lula e Dilma com o propósito de arrancar da empresa verbas bilionárias para o seu projeto de poder, a cleptocracia petista, ladrões mandando no Estado!

    E Brambilla me surge com expressões do tempo que se amarrava cachorro com linguiça, por favor!

    Fosse pelo menos mais original, mais atual, e não tão retrógrado, antigo, de ter o seu tempo de validade vencido!

    Quer queira ou não, tergiverse, use de falácias, sofismas, o PT é um grupo de bandidos travestido em partido político, que nos conduz célere à bancarrota, a ponto de já convivermos com a maior recessão da história, pois os números não mentem, diferente quando vocês vociferam em defesa de gente deletéria, abjeta, sem escrúpulos, então falam em oprimidos e opressores, porém invertendo os papeis, na razão direta que os petistas oprimem o povo em benefício da “elite” que mais combateu, os banqueiros, mas atualmente divide o poder com estes que são exemplos de opressores, que empobrecem o cidadão, e exploram o trabalhador de forma sádica e cruel, PERMITIDO PELO PT, pois seu sócio majoritário e protetor do sistema financeiro que acaba com o Brasil e sua população!

    Brambilla é o exemplo que comprova um País dividido, entre petistas, apátridas, que substituíram o patriotismo pelo partidarismo, e os ideais pela ideologia, pouco se importando com a situação brasileira e do povo, mas apenas na luta de classes, no confronto entre compatriotas, na manutenção de um poder pernicioso, nocivo e nefasto à nação, menos em benefício do bem comum, que sequer sabem o significado dessas palavras, pois egoístas, criminosos, entreguistas, traidores do Brasil e da população, indivíduos da pior espécie!

  9. Com todo o respeito e apesar do Doutor, SIMON SCHWARTZMAN ser doutorado em ciências políticas pela University of California Berkeley; pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade no Rio de Janeiro, para mim que, sou um simples trabalhador, na minha opinião seu artigo é de uma pobreza política incomensurável! Deixou de associar a essa questão da corrupção o fato de que isso só veio à tona por uma articulação da superestrutura burguesa (Media, Polícia, Justiça) de não aceitar que, o PT utilizando a “regra do jogo” das eleições anteriores e após servir aos patrões, parecia querer se perpetuar no poder e assim setores mais conservadores e reacionários da burguesia agiram na ação de ódio do processo do Mensalão e o início antecipado da corrida eleitoral de 2014 quando dois anos antes lançou um ataque flagrante e não jornalístico da imprensa e media em geral e também patronal criando factoides contra os candidatos do PT e mesmo assim não empossaram o candidato de sua preferência. A maior dívida do PT é a política, pois se apóia nos oprimidos e serve aos opressores e o ataque que se deve fazer a ele não é entrando no jogo da burguesia reacionária e seus antigos corruptos seus jornais, Polícia e Justiça e sim denunciar seu burocratismo centrista e sua obediência à patronal.

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