“Os Sertões” de Euclides da Cunha: um dos maiores genocídios no Brasil do século XIX

CARLOS RUSSO JR.* Em 1895, um movimento no sertão baiano liderado por um beato de nome Antônio, conhecido como Conselheiro juntou mais de oito mil sertanejos miseráveis na fundação de um arraial, “O Império de Belo Monte”, que passaria para a História como Canudos. Ademais de condenarem a República, sobre a qual quase nada sabiam, … Continue lendo “Os Sertões” de Euclides da Cunha: um dos maiores genocídios no Brasil do século XIX

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Esaú e Jacó: Machado de Assis retrata esteticamente a transição da Monarquia para a República

CARLOS RUSSO JR.* Esaú e Jacó, escrito em 1904, é uma das últimas e mais importantes obras de Machado de Assis. Ele nunca deixou de tratar as questões de cunho político-social de forma profunda e ironicamente mordaz, é nessa narrativa, entretanto, que o Bruxo do Cosme Velho vai fundo na crítica à conformação política do … Continue lendo Esaú e Jacó: Machado de Assis retrata esteticamente a transição da Monarquia para a República

Reforma Trabalhista e Imposto Sindical: uma reflexão econômica e histórica

HENRIQUE WELLEN*   No início de 2013, a partir de conversas entre representantes de centrais sindicais e de funcionários do governo, foram criadas e legisladas novas regras para a constituição de novos sindicatos, assim como para a vigência dos já existentes. Conforme foi veiculado no Ministério do Trabalho, o objetivo central dessas novas regras voltou-se … Continue lendo Reforma Trabalhista e Imposto Sindical: uma reflexão econômica e histórica

Racismo e ciência no Brasil pós-abolição (1888-1930) – Miscigenação e racismo: o branqueamento (3)

AUGUSTO C. BUONICORE ***   O racismo brasileiro sempre foi eclético. Existiam duas grandes correntes que, muitas vezes, se intercruzavam. A primeira, racista-segregacionista, condenava toda e qualquer ideia de miscigenação racial. Essa, em geral, conduzia a uma visão pessimista sobre o futuro do Brasil. A segunda apostava suas fichas no processo de miscigenação, visando a … Continue lendo Racismo e ciência no Brasil pós-abolição (1888-1930) – Miscigenação e racismo: o branqueamento (3)

Racismo e ciência no Brasil pós-abolição (1888-1930) – Oliveira Vianna: o racismo decadente (2)

AUGUSTO C. BUONICORE *** Oliveira Vianna (1883-1951) foi professor da faculdade de direito do Rio de Janeiro e, em 1920, iniciou a publicação do seu primeiro e mais importante trabalho Populações Meridionais do Brasil. Logo em seguida elaborou o ensaio de apresentação do censo oficial de 1920, Evolução do Povo Brasileiro. Estas duas obras o … Continue lendo Racismo e ciência no Brasil pós-abolição (1888-1930) – Oliveira Vianna: o racismo decadente (2)

Racismo e ciência no Brasil pós-abolição (1888-1930) – Nina Rodrigues: o negro como marginal (1)

AUGUSTO C. BUONICORE *** As ideias pseudocientíficas predominantes na Europa na segunda metade do século XIX influenciaram fortemente a intelectualidade brasileira até a década de 1930. As ideologias racistas, transvestidas de ciência, serviram para justificar as restrições à cidadania da grande maioria do nosso povo, composta de pessoas não-brancas, e buscaram transformar aquilo que seria … Continue lendo Racismo e ciência no Brasil pós-abolição (1888-1930) – Nina Rodrigues: o negro como marginal (1)

Tradução, retradução, edição… Histórias de leitura

REGINA M. A. MACHADO*   Quem estuda a história do café não pode ignorar o clássico estudo de Stanley STEIN, Vassouras, Um município brasileiro do café, 1850-1900 (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1990) no qual a grandiosidade da “Velha província”, hoje esquecida, renasce inteira numa análise detalhada tanto das práticas agrícolas quanto da organização social … Continue lendo Tradução, retradução, edição… Histórias de leitura