Ode aos nordestinos de meu Brasil! Com a palavra Euclides da Cunha e Machado de Assis

CARLOS RUSSO JR. * Neste momento histórico, quando o fascismo bolsonarista recebeu sua maior derrota eleitoral na eleição do presidente Lula, devemos render homenagem aos nossos irmãos nordestinos que, em sua pertinácia, ousadia e revolta, tornaram possível o reviver da esperança para todos os brasileiros! E poucas obras em nossa literatura expressam esses sentimentos quanto … Continue lendo Ode aos nordestinos de meu Brasil! Com a palavra Euclides da Cunha e Machado de Assis

Euclides da Cunha, racismo e a crítica ao massacre de Canudos

ALEXANDER MARTINS VIANNA* “O sertanejo é, antes de tudo, um forte”. Não, isso não é a positivação da mestiçagem sertaneja em “Os Sertões” (1901-1902)* de Euclides da Cunha (1866-1909). Depois desta frase, segue: “Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral”. Euclides da Cunha postula a relação entre mestiçagem e doença mental conforme … Continue lendo Euclides da Cunha, racismo e a crítica ao massacre de Canudos

Filhos de Cã, filhos do Cão: o trabalhador escravizado na historiografia brasileira

GREGORIO CARBONI MAESTRI* Desde que sou gente lembro de meu pai trabalhando. Ele não era como os outros pais. Ele era de esquerda, e, os outros, indiferentes à ditadura. Eu sonhava em ter um papai com gravata. Mas ele não usava gravata. Os pais dos meus amigos iam para o trabalho de gravata. O meu … Continue lendo Filhos de Cã, filhos do Cão: o trabalhador escravizado na historiografia brasileira

Transe sem fim: o teatro dos incendiários fanáticos da memória histórica

WELLINGTON FONTES MENEZES* 1. O passado que não pode ser esquecido Pouco depois da subida ao poder na Alemanha, entre maio e junho de 1933, em diversas cidades alemãs, os nazistas fizeram uma grande queima de "livros subversivos" para mostrar publicamente o novo horizonte cultural autoritário e nefasto que iria se estabelecer naquele país até … Continue lendo Transe sem fim: o teatro dos incendiários fanáticos da memória histórica

Sartre e o golpe de 64: o Brasil entre os interesses da burguesia

LUCAS RODRIGUES DA FONSECA LOPES* Após sua experiência enquanto prisioneiro dos nazistas, na França ocupada, Jean-Paul Sartre passa a refletir sobre seu próprio sistema filosófico assumindo novas posições políticas a respeito de sua condição intelectual (ALMEIDA, 2018). Assim, torna-se interesse do filósofo observar os contextos de guerras e conflitos vividos pelos países vítimas do imperialismo. … Continue lendo Sartre e o golpe de 64: o Brasil entre os interesses da burguesia