O que o linchamento de Moïse diz sobre o Brasil?

JOSÉ DE SOUZA MARTINS* A degradação das relações de trabalho e a difusão do direito à violência privada no caso do linchamento de jovem congolês O linchamento de Moïse Mugenyi Kabagambe, na noite de 24 de janeiro, jovem congolês de família legalmente refugiada no Brasil, indica mudanças preocupantes nas características dessa prática de violência de … Continue lendo O que o linchamento de Moïse diz sobre o Brasil?

Descer aos infernos para subir aos céus

Pe. ALFREDO J. GONÇALVES* Ao longo dos séculos, a história vem cavando “infernos de sofrimento humano” que desafiam a imaginação de Dante Alighieri, em sua monumental Divina Comédia. Os exemplos são muitos e muito variados. Os campos de concentração do regime nazista, no decorrer da Segunda Guerra Mundial, com suas horripilantes câmeras de gás em … Continue lendo Descer aos infernos para subir aos céus

Transe sem fim: o teatro dos incendiários fanáticos da memória histórica

WELLINGTON FONTES MENEZES* 1. O passado que não pode ser esquecido Pouco depois da subida ao poder na Alemanha, entre maio e junho de 1933, em diversas cidades alemãs, os nazistas fizeram uma grande queima de "livros subversivos" para mostrar publicamente o novo horizonte cultural autoritário e nefasto que iria se estabelecer naquele país até … Continue lendo Transe sem fim: o teatro dos incendiários fanáticos da memória histórica

Sobre as escolhas que fizemos

ELISA ZWICK* A realidade que experienciamos hoje nos leva a concordar com a tese de que, individual ou coletivamente, escolhemos voluntariamente pelo sofrimento. Apresento meus argumentos no que segue, embasada em duas fontes centrais: Freud ([1929] 2010) e La Boétie ([1530] 2017). Embora tão distintos e anacrônicos, são autores que apresentam pensamentos convergentes, provando uma … Continue lendo Sobre as escolhas que fizemos

Anti-quarentena, antivacina, antidemocracia: reflexões sobre a ignorância política na Argentina e no Brasil

CAMILA GALETTI* JÉSSICA MELO** A cara descubierta, se indigna por la obligatoriedad del uso del barbijo[1]. “Es inconstitucional. No me pueden obligar a comerme mi propia mugre[2]”, afirma indignado[3]. Os movimentos antidemocráticos e ultraconservadores ascenderam nos últimos anos em diversos países na América Latina. Não apenas nesses locais, mas, sim, em nível global. Os resultados … Continue lendo Anti-quarentena, antivacina, antidemocracia: reflexões sobre a ignorância política na Argentina e no Brasil