Jesus falava palavrão

por Eloésio Paulo*

Valei-me, Padre Vieira.


“Os publicanos e as prostitutas vos precederão no reino de Deus.” (Mt, 21, 31) Quem pode garantir que Jesus não disse putas em vez da palavra consagrada pelas traduções correntes, tipicamente afetadas pelo moralismo da ideologia em que acabou (aqui, no sentido que você quiser) o cristianismo?

Na Rede Vida passa uma “missa da cura” em que o tal frei Rinaldo nitidamente imita um locutor de rádio, e dos mais enjoados, tipo quase narrador de rodeio. É ajudado por outro frade que nitidamente puxa seu saco, enquanto ele se faz de humilde apontando para uma cruz, como que dizendo: “Não sou eu quem faz tudo isso, é Jesus”. A platéia está cheia de gente que bate palmas, canta e faz as caretas supostas como adequadas ao momento. Um cantor horrivelmente desafinado puxa canções da liturgia dos anos 1970 agora transformadas em roquinhos ou numa pasta sonora aparentada com o dito “axé”.

A triste constatação é que a Igreja Católica, responsável por boa parte do que chamamos cultura ocidental, rendeu-se ao inimigo. Descaradamente, agora, imita os evangélicos que lhe tomam cada dia mais fiéis. Ao contrário da época da Contra-Reforma, quando os papas ainda dispunham de grande força política e até militar, hoje a Santa Sé tem consciência de quão inerme está frente à marcha da História. Mas isso não a leva à conclusão que seria a mais lógica, ou seja, à idéia de que o catolicismo é inapelavelmente medieval e, como um peixe que não pode respirar fora de seu elemento, só conseguiria sobreviver se:

a) pudesse novamente levar à fogueira todos os hereges, caso em que o virtual churrasco que vos escreve não seria louco de redigir este artigo;

b) coerentemente se refugiasse num radicalismo que excluiria os fiéis (só sobrariam os verdadeiros) do mundo moderno – uma volta às catacumbas, enfim.

Ah, não podemos esquecer: na plateia de frei Rinaldo estão vários prefeitos e vereadores, aos quais ele agradece calorosamente a ajuda a sua obra missionária. Católicos antigos, talvez algo incomodados com a conspícua manipulação política de sua fé, mesmo assim não chegam a suspeitar que o dito frei talvez logo saia candidato a deputado, integrando um movimento encabeçado por Gabriel Chalita (leia-se, Opus Dei), o gênio da “pedagogia do amor”, fiel escudeiro de Geraldo Alckmin (leia-se, Opus Dei) no incansável trabalho dos Inimigos da Escola (leia-se, PSDB) para esculhambar ainda mais a educação paulista. Tudo isso num Estado que se pretende a vanguarda intelectual do Brasil.

Mas direis: tresloucado amigo, onde entra Jesus nessa história?

É que Jesus, como todo produto ideológico, presta-se a qualquer objetivo de quem estiver mais aparelhado para usar os meios de informação. Ou contra-informação. Ou mistificação. Da mensagem original do profeta galileu, não nos chegam mais que boatos, assim como da Bíblia inteira, um conjunto de livros baldeado ao longo de vários idiomas e vertido às línguas modernas conforme os interesses dos tradutores e de seus patrões. Assim é que as igrejas evangélicas preferem a versão de João Ferreira de Almeida, mais próxima da pobreza estética que são seus próprios cultos, com um vocabulário nivelado onde mulher é sempre “esposa” e doença é sempre “enfermidade”.

Por que essas igrejas (incluindo as neopentecostais, muitas das quais voltadas para o comércio puro e simples) tomam cada dia mais fiéis do catolicismo? Ora, porque souberam fazer sua opção mais cedo. Enquanto os católicos (por serem outrora mais profundos do ponto de vista filosófico) não se decidiam entre negar o mundo moderno e submeter-se a ele, faz tempo que o protestantismo em geral – as exceções são justamente as igrejas mais parecidas ao laxismo católico – resolveu de que lado está. Do lado de Jesus, claro. Mas de qual Jesus? O adocicado cordeirinho que aparece no evangelho de João ou o iracundo profeta retratado por Mateus? Os fatos históricos depõem a favor do segundo, pois o profeta galileu foi julgado como criminoso político, subversivo muito mais perigoso que Barrabás, este um simples meliante.

Os evangélicos e carismáticos em geral preferem o primeiro Jesus. O segundo se parece muito, por exemplo, com a antiga esquerda, e a bancada evangélica sempre foi uma das mais retrógradas e assiduamente venais do Congresso. De qualquer modo, em algumas igrejas desse naipe Jesus não passa de um nome na fachada, pois o filho de Maria não tem qualquer prestígio, sendo significativamente mais badalados Javé e a multidão de seus porta-vozes veterotestamentários, ou mesmo Paulo de Tarso, aquele espião do Império Romano que acabou sendo o primeiro publicitário.

Para não desviar o assunto: há igrejas que pastoreiam seus fiéis como se ainda estivéssemos na Idade Média. Fazem uma interpretação literal de sua tradução empobrecida do Antigo Testamento, o que as leva proibir as mulheres de depilar as pernas e todos os crentes de ver televisão (o que, aliás, nem é tão mau…) Outras obtiveram o aggiornamento, embora não aquele tentado pela igreja de Roma com João XXIII e Paulo VI: foram capazes de (ou descaradas o suficiente para) abraçar o espírito do tempo e assumir-se como supermercados espirituais onde se pode praticar uma religiosidade à la carte.

Independentemente das diferenças, a maioria delas fala a mesma língua quando se trata de desqualificar o catolicismo. Este, emparedado por sua própria incapacidade de optar – afinal, ainda tem interesses genuinamente espirituais –, ficou ao longo do papado de João Paulo II, o que nunca morria, convencendo-se de que precisava defenestrar sua inteligência e privilegiar os “simples”. Se a estes está reservado o reino de Deus, fica a vontade de perguntar: em tal reino caberiam os nada bobos Edir Macedo e Marcelo Rossi?

O reino de Deus, ao que parece, fica muito longe. Na vida concreta dos indivíduos, o que conta é o triste fato de sermos matéria fadada à decomposição. “Monstro de escuridão e rutilância”, como disse o poeta, podemos às vezes fazer de nossa precariedade algo de bom. E por isso existiram e existem pessoas que bem mereceriam ser chamadas de santos, gênios ou heróis. Em todas as épocas e em todos os países. Elas às vezes interferiram na vida coletiva e ajudaram a reduzir o sofrimento e a falta de sentido que caracterizam a existência dos degredados filhos de Eva.

O reino das mercadorias e dos interesses em jogo é que de fato importa. Do contrário, os religiosos passariam a maioria das horas de sua semana orando, e não comprando e vendendo suas posses (sendo o corpo a primeira delas, e quase sempre a única). Uma semana tem 168 horas, das quais dificilmente o fiel, por mais fanático que seja, passa mais do que umas vinte envolvido com práticas religiosas.

Nesse reino tão terrestre, é cada vez mais evidente o crescimento do número de fanáticos, agora também dentro do catolicismo. É preocupante a hipótese de que eles um dia se tornem a maioria dos consumidores e eleitores do Brasil e, apesar das  divergências entre a cornucópia de denominações, todas devidamente portadoras exclusivas da Verdade, o cristianismo evangélico-pentecostal acabe por impor-se como padrão ideológico dominante. Sendo mais claro, alguém já imaginou o país do futuro como uma teocracia? Melhor seria ter Sílvio Santos e Faustão de aiatolás.

Até poucos anos atrás, era bastante rara a frequência de alunos evangélicos em cursos superiores e até mesmo em colégios. A proporção dessas denominações religiosas era insignificante na população brasileira. Os católicos de medievalismo assumido, por sua vez, eram até mais raros: tendo como única obrigação assistir a uma missa de 40 minutos por semana, decididamente poucos levavam a sério sua fé a ponto de por ela expor-se ao ridículo.

Ultimamente, tem sido muito comum a presença tanto de evangélicos como de membros da Renovação Carismática em sala de aula. Muitos deles se comportam como estudantes normais, no máximo deixando – no caso das pentecostais – notar sua condição por meio da vestimenta. Mas há os que pensam ter o direito de impor suas convicções religiosas à coletividade, incorporando um profetismo descabido em relação à natureza laica da instituição escolar. Existe por aí professor que já foi acusado de maníaco sexual porque sua disciplina (História) torna inevitável falar de sexo e religião; e aquele que, lecionando literatura, foi alvo de reclamação por falar palavrões em classe quando apenas lia poemas de Gregório de Matos ou Bocage. Eu mesmo já tive que me explicar a um diretor de escola por “difamar Nossa Senhora”, seja lá o que isso for.

Há pessoas cujas convicções lhes tornam intolerável qualquer menção a assuntos incômodos. Não importa se tais assuntos são parte da natureza humana. É-lhes necessário proteger a própria fé, já que ela é muito frágil. Freud esclareceu há muito tempo, num livrinho intitulado O futuro de uma ilusão, como a recusa do real leva muitas pessoas a criar mitos para ajustar o mundo ao que querem que ele seja. Quanto aos que de fato creem, os “absurdos” lingüísticos e conceituais lhes entram por um ouvido e pelo outro saem. Sua fé não necessita de proteção.

Aquela mentalidade neo-inquisitorial ainda se acha, o mais das vezes, encriptada no que Oscar Wilde talvez chamasse “o cristianismo que tem vergonha de dizer o próprio nome”. Mas, à medida que o fanatismo ganha visibilidade, mais e mais adeptos criam coragem para arvorar-se em policiais da linguagem. O engraçado é que isso ocorre na escola, cuja capacidade formadora encolhe a cada dia de maneira acabrunhante, frente ao poder que a indústria cultural tem de formatar mentes. Nas emissoras de rádio e TV, nos jornais e revistas e na Internet se veicula um volume crescente de pornografia e idiotice. Ninguém mais pode segurar isso, e a razão é simples: dá muito lucro. Eis o preço que pagamos pela separação entre religião e Estado, que fez rolar tantas cabeças na Revolução Francesa. Todo esse sangue derramado é um patrimônio da espécie humana, ou deveria ser assim considerado pelas pessoas civilizadas. No Islã, a história continua se repetindo como farsa.

Corta para os arredores de Cafarnaum, há quase dois milênios. Jesus, ao que parece, tinha um xodó com essa cidadezinha. Não deviam existir lá uns inferninhos maneiros. Tampouco em Jerusalém, pois ainda no final do século XIX o protagonista da novela A relíquia, de Eça de Queirós, reclamava da escassa oferta de sexo na Palestina: “Caramba, eu vim aos lugares santos para me refocilar!”. Mas certamente lá em Cafarnaum havia meretrizes arrumadinhas, ainda que nem tanto como a Maria Madalena do filme A última tentação de Cristo, por sinal uma das obras mais profundamente cristãs que já foram produzidas – e cuja exibição no Brasil a Igreja tentou proibir.

Os evangelhos deixam claro que Jesus andava com certa frequência na companhia de ladrões e prostitutas. Em episódios bastante significativos, absolveu dos pecados um exemplar de cada categoria. Os evangelhos também deixam claro que Jesus não odiava nada mais do que a hipocrisia. Nem com Satanás ele foi tão severo como com os hipócritas.

Agora, imagine Jesus expulsando os mercadores do templo. Ele ficou puto da vida, não? Nenhuma expressão seria hoje, em português brasileiro, mais adequada para descrever o acesso de fúria do galileu. Por que deveríamos hipocritamente supor que ele mediria as palavras naquela ocasião? Ele era um homem do povo, certamente usava vocabulário popular. E a língua do povo sempre teve, em todos os tempos e lugares, palavras chulas que acabaram transitando para o vocabulário do dia-a-dia a ponto de perder sua conotação ofensiva.

Uma crônica de Luís Fernando Veríssimo lembra como o palavrão é insubstituível em alguns casos. Por exemplo, como explicar para uma pessoa simples o tamanho do universo, medido em bilhões de anos-luz? Será que mesmo a maioria de nossos estudantes universitários é capaz de conceber tais dimensões? Mas quando se diz que o universo é “grande pra caralho”, o que se perde em precisão se ganha em concretude.

Jesus não só freqüentava os marginais, mas também acusava os membros da classe alta de praticarem todos os matizes no arco-íris da hipocrisia. Sepulcros caiados, filhos de uma geração adúltera (filhos da puta?). Quem é cristão e tem consciência deve sentir-se mais ofendido ao ser chamado de sepulcro caiado do que de corno ou bicha. Ou, então, não compreendeu nada sobre aquele Jesus que os judeus penduraram no madeiro.

Se o filho de Maria andava com os marginais, é certo que falava a linguagem deles. Tente entrar numa favela falando classemediês. Todo mundo sabe que ninguém entra nesse tipo de comunidade usando língua de gente “normal”. Os marginais desconfiam, e com razão, de quem não se parece com eles. E qual é a classe social que mais fala palavrão? Fica difícil imaginar que Jesus discursasse tão cultamente como apresentam os evangelhos – de resto, vertidos do grego para o latim e transformados em obra-prima da literatura universal por São Jerônimo (que por sinal terá feito suas adequações ao texto original) e posteriormente do latim para as línguas vernáculas, graças à campanha de Lutero, mesmo tendo sido este, ao que tudo indica, um péssimo caráter.

Quando um autodenominado cristão se arvora em policial da linguagem, passa por cima de alguns problemas importantes. Primeiro, quem na verdade pode dizer-se cristão, se é impossível conhecer a doutrina de Cristo em sua origem? O que temos é uma versão da versão da versão, sendo a própria Bíblia um amontoado de livros dispares e contraditórios que resulta de complicadas negociações dentro da Igreja num determinado momento de sua história, e não da iluminação dos bispos pelo Espírito Santo. Se deixassem a decisão aos dois últimos papas, a Bíblia (no grego, plural de “biblion”: “livros”) talvez fosse expurgada de episódios pouquíssimo edificantes como a sedução de Ló por suas filhas e os comportamentos desprezíveis de Judite e do rei Davi.

(Cá entre nós, se me encarregassem da nova edição, eu tiraria dois itens: primeiro, o livro de Jó, pois nele Javé aparece como um papudo insuportável, altamente necessitado de auto-afirmação, e isso não fica bem para uma divindade; segundo, aquela tentativa de assassinato de Isac por Abraão, péssimo exemplo para os pais. Aquilo era um povinho bárbaro, ignorante e paranóico. Soa bastante irônico que hoje Israel seja o país com a maior proporção de ateus em sua população; confiam mais em seu poderio bélico financiado pelos Estados Unidos que no Deus dos Exércitos.)

Segundo, como podem garantir que passarão a vida toda prometendo o que não podem cumprir? Porque o programa moral do cristianismo, mostra-o todo o conhecimento que adquirimos da natureza humana nos últimos séculos, não se reduz a uma educação dos instintos, mas é uma negação completa do que de fato somos, quase-macacos cuja barbárie é apenas contida (e nem sempre) pelo verniz civilizatório.

Terceiro, sua visão de mundo será realmente cristã? Ou seria mais cristão preocupar-se com o sofrimento do próximo, com a injustiça social, com o açambarcamento do poder político, econômico e cultural pelos sacripantas mais abjetos, os quais sempre aparecem ao povo como exemplos de sucesso na vida? Não estava brincando o profeta galileu quando disse que primeiro vão entrar no Céu os cobradores de impostos (ladrões, corruptos) e as putas. De fato, eles costumam ser mais sinceros que os pregadores moralistas. Destes, tenhamos principalmente piedade, pois deve ser muito doloroso passar a vinda fingindo ser o que não se é.


* ELOÉSIO PAULO é professor da Universidade Federal de Alfenas (MG) e autor do livro Os 10 pecados de Paulo Coelho (Editora Horizonte).

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38 comentários sobre “Jesus falava palavrão

  1. Matéria ridícula, você classificou os evangélicos erroneamente em certos pontos e em outros generalizou… Dizer que nós (evangélicos) pregamos que Jesus andava frequentemente com ladrões e prostitutas é uma tamanha mentira… eu já fui em várias denominações diferentes que têm uma unicidade grande entre elas e discordam inteiramente de sua “análise”. O fato é que Jesus tinha misericórdia dos que queriam uma mudança de vida, seja com uma cura física, espiritual,… isso não significa que Jesus tinha alguma aliança íntima com essas pessoas. Eu não acredito nesse j3sus rebelde que você cita. A manifestação do templo não teve nenhuma relação DIRETA ao comércio exercido no lugar sagrado. E sim a venda de animais e produtos À UM PREÇO EXAGERADO, forçando os que vinham de longas viagens a pagarem caro pelas oferetas que realizavam no templo. Pois, os judeus que moravam distantes do templo compravam as ofertas no próprio templo, porque não tinham como trazer na viagem (animais com pouca resistência que eram usados). Por isso, que Jesus chamou eles de ladrões. Quanto à Jesus falar palavavrões, nem vou comentar uma heresia dessa.

  2. Reumindo… a bíblia conta sim a história de uma homem, no mínimo super interessante e cheio de idéias universais e clássicas (os seja, que nao saem da moda….) Mas, nao podemos esquecer que a bílblia é um livro…. livro= linguagem= poder… é obvio que Jesus poderia sim dizer palavroes….e daí??? o que ele falou era bom ou nao??? Isso é o que importa.

    A igreja fez sua parte (ou aquilo que queria …) com sua principal ferramenta de poder: a linguagem.

    otimo texto!!!

  3. Nada contra a tua opinião, professor, porém a mente daqueles que estão com a consciência mais serena, que têm mais profundidade de percepção das realidades (imediatas ou não) e de conexão consigo mesmos – e estão menos atordoados pelos inúmeros conceitos superficiais e banalizações feitas em geral sobre o ser humano e a vida – têm normalmente mais clareza sobre conceitos e palavras que usam ao referirem-se aos demais. Sua serenidade de espírito (leia-se mente) e sua paz interior – assim como sua profunda integridade de caráter – proporciona uma abordagem pacífica (ainda que enérgica) dos assuntos e questões relevantes da vida, assim como nutre-os de profundo respeito, bem-querer e consideração pelos demais. Por isso, acho que Jesus, apesar de enérgico em suas posturas e implacável quanto à sujeira e hipocrisia que enfrentava, não era superficial e nem vulgar quanto a tratar outros seres humanos, questões sociais ou morais. Do mesmo modo, Platão, Sócrates, Gandhi, Krishnamurti, Buda e outros parecem nunca terem sido superficiais, vulgares ou agressivos ao se dirigirem aos demais ou mesmo quando discutiam assuntos relevantes. Quanto a utilizar termos igualmente superficiais, banalizados e cheios de modismos e emotividade para designar eventos ou coisas – como “grande pra caralho!!” -, também não vejo no que eles contribuem para a compreensão das coisas. “Imenso”, “incomensurável”, “gigantesco”, “colossal” etc são termos que parecem descrever com mais exatidão a grandeza do universo, você não acha? Não vejo como você poderia, quando questionado, educar teus filhos ou outras crianças dizendo: “Puta, este planeta é grande pra cacete: tem uma porrada de gente!! O universo, então… É grande pra caralho!!” Sabe, Eloésio (se me permite a intimidade), eu dizia muitos palavrões e muitas gírias, mas um dia prestei atenção no que eu mesmo dizia e percebi que quanto mais palavrão e gíria eu falava, mais longe de compreender as coisas eu ficava: foi uma surpresa para mim. É muito interessante notar que cada termo e palavra que utilizamos têm um significado específico e até mesmo revelador. Grande abraço. Alberto G. Fiaschitello (só para esclarecer: não sou evangélico, cristão ou católico).

  4. Caro amigo Eloésio. Como sempre, seu artigo está excelente. Não vejo nenhuma contradição caso Jesus tenha dito algum palavrão. Se ele era humano, também tinha o direito de extravasar a sua ira. Como será que falou com os vendilhões do templo? Hoje, dentro das igrejas ditas cristãs, há muitos hipócritas. Mas, apesar dos excessos de algumas igrejas, defendo o direito delas agirem livremente. Se a pessoa sente-se bem dando 50% de sua renda para a Igreja, não somos nós que devemos proibir. O cristianismo é a doutrina mais justa e coerente que conheço, só que foi muito deturpada ao longo dos séculos. Ela serve tanto a um santo como Helder Câmara como a um racista defensor do “apartheid” ou da Klu Klux Klan. Esta deturpação também aconteceu com outras doutrinas. Veja o que Karl Marx escreveu e o que foi colocado em prática na União Soviética de Stalin, no Camboja de Pol Pot ou na monarquia comunista da Coréia do Norte. Os líderes que mais se aproximam dos ensinamentos de Cristo, geralmente não são Cristãos, veja os exemplos de Gandhi, Mandela e Ho Chi Minh. Vejo Deus como um grande pai amoroso, que não castiga seus filhos por seus pequenos equívocos. A parábola do filho pródigo é exemplar. Aquela história de ter que matar o filho para mostrar obediência a Deus não condiz com o amor pregado por Jesus e vai contra o mandamento “não matarás”. Eloésio, valeu a pena ler o seu texto. Escreva mais.

  5. moderador,
    se der tempo, por favor, conserte na ultima frase de meu comentário: “cada época parece engendrar a religião que MERECE… MERECE?”
    obrigado.
    ruben.

  6. O texto é mesmo muito bom e provocativo, ainda que incorra em alguns erros de exegese bíblica e histórica. Pena que a maioria dos comentários passa ao largo do tema central: a imposição da palavra (“palavrões” às avessas) como verdade absoluta por “praticantes” religiosos fanáticos de vários matizes “neo-cristãos”, arvorados em “policiais da linguagem” e, através desta, da vida alheia.

    Muito inteligentemente, o autor reafirma o essencial da humanidade, que deveria ser também do cristianismo e de todas as religiões: a liberdade e a solidariedade, o melhor (verdadeiro) louvor, e sem as quais nos tornamos nada além “do que de fato somos, quase-macacos cuja barbárie é apenas contida (e nem sempre) pelo verniz civilizatório”. É o que já são os “desmiolados” consumistas das religiões do mercado e dos mercados do neocapitalismo. Cada época parece engendrar as religiões que merecem… Merecem?

  7. Texto ,sintaticamente, muito bom. Conteúdo expressivo, conseguiu expor sua opinião muito bem.
    O maior erro do homem é não se submeter a soberania de Deus, único e verdadeiro.
    Já pararam pra pensar por que Jesus veio ao mundo?
    Muitas pessoas, evangélicos inclusive, não sabem responder esta questão, fato este, gerador de brigas e discussões filosóficas completamente sem sentido.
    Criticar Sua soberania a ponto de zombar Dele mostra que o escritor é um ateu destemido, aldaz.
    Converse com um cosmólogo, físico ou astrônomo e analise a possibilidade de tudo o que vemos ser obra do acaso.
    Como explicar que do nada possam surgir estruturas tão complexas quanto o cérebro humano ? Onde entra a segunda lei da termodinâmica nisso ?
    O homem, com sua extrema capacidade e sabedoria, não tem capacidade para reparar os danos causados quando um simples coágulo estoura no cérebro.
    Procurar receita de bolo na bíblia? A bíblia é um manual de sobrevivência aqui na terra, sobrevivência esta espiritual.
    Cristãos de uma maneira geral, quer sejam evangélicos ou católicos, devem seguir os preceitos e ensinos da bíblia, o resto é compêndio doutrinário/religioso.

  8. Não sei se entendi bem, mas pude perceber que o professor em nada negou a divindade do Cristo, que conhece muito bem. Penso que o professor fez relevante crítica às práticas cristãs de diferentes igrejas descomprometidas com o pobre e sossegadas no status quo do capital. Gostaria de me congratular com tão belíssima análise e clareza, bem como da forma poética e maviosa com que escreve. Gostaria também enfatizar que o povo, provavelmente alienado em práticas religiosas desumanas, possa refletir melhor sobre Jesus e utilize suas palavras (mesmo aquelas traduzidas por Jenônimo) para humanizar o mundo, pois o Reino está no nosso meio, mas só o percebemos no empobrecido que grita por socorro. Talvez valesse a pena pensar em revolução com Jesus…

  9. qual é o problema dos cristãos com o “palavrão”? o que chamam de palavrão é um acontecimento comum na linguagem, e que dá maior carga semântica para a expressão. se essas palavras tem origens em coisas que estão contra o pudor de determinada sociedade, deveriam existir também problemas com as palavras que remetem realmente a essas coisas. pra caralho ou muito… pouco importa. chega a ser ridículo acharem que dizer “palavrão” é cometer algum erro, ou pior: pecado.

  10. Parabéns pelo texto excepcional Eloésio Paulo! Vale pela destreza com que você escreve e também pelas idéias interessantes que você expõe. Para polemizar mais um pouco a discussão gostaria de citar uma frase de Albert Camus: ” Ou Deus é benevolente e estéril ou Ele é maléfico e onipotente.”

    Um abraço

  11. Gostaria que todos os “religiosos” tivessem um pequeno contato com os evangelhos apócrifos. Não ficassem presos aos tradicionais, escolhidos a “dedo” por São Gerônimo. São Gerônimo, um dos doutores da Igreja, acrescentou no Novo Testamento apenas os evangelhos que não duvidavam da Divindade de Cristo, deixando de fora os outros 90 evangelhos (hoje conhecido como apócrifos). Todos os evangelhos foram escritos pela segunda geração (não conheceram Jesus pessoalmente), anônima (São Paulo pertecem a segunda geração). Escreveram em copta.

    Resumo: antes de falarmos de religião, vamos ler e estudar (leiam Dominic Crossan, maior especialista em Jesus Cristo e Cristianimos Primitivo, da atualidade, ou os livros do Professor da UFRJ André Leonardo Chevitarese). Admiro Jesus pelo homem que foi e a coragem que teve, contra a maior potência da época (Império Romano).

    Parabéns ao professor Eloésio pela ousadia e o ótimo texto, atual e interessante.

  12. Muito bom o texto, cumpre com o propósito de polemizar. Agora, aos que dizem que a bíblia é um texto ‘divino’ e contém todas as respostas, eu pergunto: qual o menor número par maior que 2 e que não é a soma de dois números primos? Alguém pode me dizer em que parte da bíblia está a resposta?
    ps-indico a todos o seguinte livro do autor acima, ‘ os 10 pecados de Paulo Coelho’. Abraços a todos.

  13. Prezado Professor Eloesio

    Li o vosso artigo e o que mais me impressionou, foi justamente esta questão de Jesus falar palavrão.
    Não cabe em minha pequena mente este fato ter ocorrido.
    Basta ler o novo testamento e verificaremos que Jesus representava aqui na terra, o Supremo Universal. Portanto ele como pessoa perfeita, jamais utilizaria palavras baixas, para se expressar. Ele é PERFEITO e também o era quando esteve entre nós. Comos seres humanos não conseguimos mensurar o que significa esta palavra, perfeiição. Jesus tinha extemo auto domínio e portanto não chegaria à esse nível. Deus nos deu o dom da linguagem, e devemos utilizá-la para nos expressar da melhor forma.
    Além do mais, a Bíblia não se contradiz, pois em Tiago 3:10,11,12 é mencionado que duma mesma fonte não pode sair água doce e salobra, ou seja Jesus não proferiria o maravilhoso sermão do monte, para que em outra ocasião falasse palavrões. É incabível. Jesus não era o tipo de pessoa que dizia: “faça o que falo, mas não faça o que faço”. Se a Bíblia sagrada, prega a perfeição, ela não pode se contradizer. Se contradizer é um livro falso e portanto não merece crédito nenhum.
    Jesus se aproximava de ladrões, prostitutas e cobradores de impostos, doentes, porque são os doentes que precisam de médicos e não os são.
    A fé cristã, se baseia na Bíblia, e não em filosofias humanas e nem nessas religiões picaretas que andam por ai, que emitem doutrinas editadas por homem e até proibe pessoas de se casarem. Portanto NÃO CONSTA EM NENHUM DOS EVANGELHOS QUE CRISTO, FOI GAY, TEVE RELAÇÕES SEXUAIS COM MULHERES, AGITADOR, POLÍTICO (aliás ele foi rejeitado pelos judeus, justamente porque não quis usar seus poderes contra os romanos e porque expunha a falsidade dos líderes religiosos). Ele simplesmente repudiou satanás que lhe ofereceu todos os reinos (governos) do mundo, se apenas se ajoelhasse em frente dele.
    Portanto Professor, utilize vosso dom da escrita, que lhe é peculiar, para escrever assuntos mais consistentes e que edifique nossa sociedade.
    Creio que sobre Jesus, o Sr. não tenha pleno conhecimento. Nunca misture religião, com o Cristianismo. Estão todas condenadas pois dizem mentiras e não espelham e nem ensinam por completo (só aos seus interesses) a mensagem do filho de Deus. Se envolvem em guerras e política,
    ensinos estes, que Cristo repudiava.
    Pesquise a Bíblia e medite e veja por si só, se os evangelhos, comungam com seu pensamento.
    Abraços

  14. Um texto vigoroso, contendo ilações passíveis de serem verdadeiras a partir de uma hermenêutica (lógica) contextualizada. Penso que se trata, em última análise da crise ética, que passa pela depuração da ignorância medieval enraizada nos “fundamentos” das religiões organizadas ou não. Um texto corajoso e importante de ser refletido com maior paciência. Soberbo.

  15. Questionar, criticar Vc pode fazer meu Brother. Mas critique e apresente a solução! E outra, cuidado com a blasfêmia seu de babel.

  16. Interessante o texto. Realmente há muitos contextos e situações na Bíblia que não sabemos com certeza como ocorreram.

    Tenho alguns apontamentos:

    1º O Divino ou Deus, é necessário para se explicar qualquer origem da vida ou da inteligência, só pesquisar Mário Ferreira dos Santos, Eric Voegelin, Santo Tomás de Aquino, etc.;
    2º Os ensinamentos de Cristo são matéria de fé, ou se tem ou não tem. Já sua existência é descrita nos Evangelhos que são os documentos mais antigos já encontrados na história da humanidade;
    3º Me mostre os livros que são contraditórios na Bíblia, quais são?

    Saudações!

  17. Achei muito interessante o texto, mas o que me chamou mais a atenção foi a polemização do assunto “jesus falava palavrão?”, olhando alguns comentários sábios me veio outras idéias a respeito do caráter de Jesus Cristo, veja bem: sendo ele detentor de toda sabedoria, verdade e poder, não sendo pecador, e nem tampouco querendo aparecer, por que irira proferir palavrões, acredito que quem profere palavrão, é alguem frustrado, mal educado e quer desabafar ou simplesmente aparecer, é oposto aos ensinamento de Jesus, creio que seja alguém que está fazendo a vontade de satanás, portanto, com todos os valores, sabedoria e vigilância que o Senhor Jesus tinha quando se fez homem e habitou entre nós ele jamais falou palavrão, pois falar palavrão é típico de pecador, Jesus nunca pecou…

  18. E eu que pense que vivia no Século XXI… Se calhar, o Século XXI é isto, o regresso às ”trevas” medievais… Só que no mundo global, liberal e na sociedade de consumo. Vou retirar-me na Polinésia…

  19. O que me surpreende e fico a me questionar é o por que as pessoas acham necessário o falar palavrões para se expressar opiniões. Temos um vocabulário tão vasto e tão imensamente cheio de palavras que se expresão de uma forma tão bonita que me questiono sempre por que as pessoas precisam de palavras tão chulas. No que acredito mesmo é que é a unica forma de se querer aparecer diante da sociedade como se fosse alguém cheio de rebeldias. Acredito que Jesus não teve a necessidade de falar palavrões até porque para se expressar acredito que não necessáriamente temos que falar palavões.
    Mas de qualquer maneira o texto foi bem escrito.

  20. Quando crescer quero escrever desse jeito… rs
    Mas fala sério, Josú, depois de ler sua resposta vi que preciso trocar de Biblia. Dia desses procurei bolo de chocolate na Biblia e fiquei sem respostas. Logo, a Bíblia não traz respostas para tudo ou a a minha edição está faltando alguma parte. Sobre o artigo nada a declarar, além de ele ser muito substancial…

  21. Bom artigo!
    Acredito que o autor atingiu seu objetivo, que é trazer à discussão assuntos ainda tratados como tabu até mesmo nas universidades.
    Pelos comentários acima, acredito que, tanto os que concordam como os que discordam, encaminharão artigos sobre a temática, uma vez que o autor conseguiu polemizar, e isso é o que faz ou pelo menos contribui para o saber científico.
    Parabéns autor, parabéns espaço acadêmico pela publicação.

  22. O que mais me impressiona é como alguém expõe “teorias”, sem nenhum fundamento real ou histórico e critica estudos que duram milênios. Como podemos concordar com alguém que mal conhece estudos sérios sobre a Bíblia se arvorar em exímio exegeta. E não sou ninguém para defender a Igreja(ela pode fazer isto). Mas, em nome da razão, nos poupe.

  23. Difícil mesmo é crer que Deus, desejoso pela experiência humana, fosse privá-la de qualquer experiência humana que fosse, culta ou vulgar; Como quisesse ser homem pra continuar sendo Deus.
    Pra muitos crentes, quanto mais humano idealizamos o Cristo, mais crível nos parece. Pra maioria, entretanto, quanto mais puro e mágico, melhor. São os tais “níveis de fé” que um Frei andou falando. Pra uns, o estudo basta, pra outros, só a histeria explica.
    A intolerância é que aniquila o melhor dos espíritos. Ninguém jamais questiona as escolhas humanas por essa ou aquela religião… acata-se a resposta, como tivesse perguntado “qual seu time?” Manifestar-se agnóstico, por outro lado… as reações são as mais policiais possíveis: “Como ousas!? Direto pra delegacia!”

  24. […] Jesus falava palavrão, de Eloésio Paulo Publicado 07/06/2010 r intervalo Deixar um Comentário Está aí um perfeito texto este do professor Eloésio Paulo. Vejo nele um apanhado de todos os posts que já publiquei por aqui cujo alvo estava o discurso religioso e suas imagens toscas. Notifico por este espaço porque, como Eloésio Paulo, creio que estamos – no atual desrumo – prestes a montar colônias de desmiolados. É que o poder da religião tem se metamorfoseado a ponto de atingir o reino da palavra – essa que pode tanto construir quanto destruir. É um poder superior ao da Inquisição porque é um poder sutil e cerceador. E esse poder está nas mãos não dos católicos, que se engalfinharam de vez no mercantilismo a ponto de não sabermos mais onde que termina a religião e onde que começa o capitalismo; esse poder está nas mãos de evangélicos, ou aquilo a que denominei de neo-cristãos. Esses são piores do que qualquer Inquisição. São cegos. Donos únicos da verdade. E acham que o mundo está dividido, incisivamente, entre Deus e o Diabo. Sendo que ao Diabo vão todos aqueles que discordem de uma vírgula da dita verdade na qual se agarram. Os católicos estão estudando com eles e já tem também seus avatares para esvaziamento de mentes. Vale a pena ler, aqui. […]

  25. Meu caro, perfeito seu texto! Como você creio que estamos – no atual desrumo – prestes a montar colônias de desmiolados. É que o poder da religião tem se metamorfoseado a ponto de atingir o reino da palavra – essa que pode tanto construir quanto destruir. É um poder superior ao da Inquisição porque é um poder sutil e cerceador. E esse poder está nas mãos não dos católicos, que se engalfinharam de vez no mercantilismo a ponto de não sabermos mais onde que termina a religião e onde que começa o capitalismo; esse poder está nas mãos de evangélicos, ou aquilo a que denominei de neo-cristãos. Esses são piores do que qualquer Inquisição. São cegos. Donos únicos da verdade. E acham que mundo está dividido, incisivamente, entre Deus e o Diabo. Sendo que ao Diabo vão todos aqueles que discordem de uma vírgula da dita verdade na qual se agarram.

  26. Bom artigo. Certo é que, hodiernamente, como tudo, Jesus virou apenas mais uma mercadoria. Deveras, a igreja Católica demorou a aceitar esta inexorável modernidade e seus fiéis procuram agora maneiras mais facéis de entrarem no Reino dos Céus, nem que para isso tenham de pagar e moralizar, defender e brigar já fazem parte dessa disputa. Este moralismo parvo só demonstra cada vez mais o fanatismo cristão. Sou ateísta, no entanto acredito que Jesus não foi qualquer indivíduo (um bom ele foi lider, talvez), pois são 2000 anos que seu nome vem se afirmando. Gostaria de lembrar que a igreja católica é a entidade mais rica do mundo, seu patrimônio nunca é divulgado e como qualquer outra empresa ela também trabalha com lucro (patrimônio arrendado, por exemplo). Refiro-me à demagógica campanha da fraternidade deste ano. Agora, ao catolicismo, só resta disputar seus fiéis. E para quem é cristão ou tem outra fé pergunto: será que você precisa realmente de religião para chegar até Deus?

  27. Lendo o texto no seu original o grego (Deutshe Bibelgesellschaft – Editio Graeca) a palavra para meretriz/prostituta é “porvai”.

  28. Como toda boa teoria, esse foi um post que gerou polemica. É obvio que existem falhas em certos pontos bíblicos e algumas de compreendimento do mesmo, mas se o autou ou qualquer um pesquisar e ler o último capítulo da bíblia, encontrará resposta para a questão levantada pelo autor. Mas fica aqui também os meus parabéns pelo texto, foi muito bem escrito e de certa forma disse muitas verdades também, verdades essas que poucos param para pensar e muito menos discutir. Um abraço ao autor e leiam a bíblia, ela possui resposta para TUDO!

  29. É um artigo polemico, sem dúvidas! Dígno de ser lido pois faz pensar. Sou cristã, apesar de não ter tido acesso a doutrina original de cristo( em minha ignorancia) afirmo que a versão da versão ainda que versão da bíblia é fonte de vida e libertação. Como o mundo estaria sem ela? Quanto aos palavrões fui casada 17 anos com um policial, apesar dele chamar não os aderi ao meu vocabulario nem meus filhos. Amigos, neste mundo conturbado e confuso generalizar hipoteses não seria mais uma infeliz forma de desamor ao próximo? A fé em um mundo mais humano tem na figura de Cristo o maior exemplo, para muitos que ainda lutam contra a injustiça de uma sociedade hipócrita?

  30. O texto é interessante porém… vale lembrar que a propria biblia é um labirinto que cumpre o propósito de Deus ( a letra mata e o Espírito vivifica ) ninguém chegará a Deus pelo conhecimento literário ou qualquer outro conhecimento terreno. Pra conhecer Deus é preciso que ele se revele por sua misericórdia ( Eu terei misericórdia de quem Eu tiver misericórdia_ disse o Senhor) Deixo aqui uma simples dica : se alguém quer conhecer Deus de verdade, HUMILHA! ( Não humilhe diante de homens que quanto mais sábios, mais loucos ) Humilhe diante de Deus! É bom lembrar que Deus não precisa de niguém… ao passo que o homem terreno é apenas matéria mas, nesse corpo terreno existe um alma (espírito) que deseja retornar a Deus! A propria biblia afirma que muitos serão chamados e poucos os escolhidos…veja bem, exite uma parte que nem será chamada ao conhecimento dos mistérios de DEUS…outra parte não terá a firmeza suficiênte para permanecer na santidade necessária. Se alguém deseja entender algo sobre Deus, busca pelo espírito e não pela carne! Não vou escrever os pontos equivocados desse artigo porque teria que escrever um outro, onde é necessário referências blíbicas das quais o autor parecer discordar… OBS. não sou pastor nem tenho qualquer cargo religioso.Sou professor de História que procurou ler a Bíblia acreditando em Deus e buscando espiritualmente a verdade.

  31. excelente, claro que a bíblia é fruto mais de um jogo de interesses e brigas políticas que da tal “inspiração divina”, quanto aos palavrões, concordo com a brilhante dissertação do autor, essa polida tradução que temos não nos permite ver as verdadeiras condições que os fatos ocorreram, e nos fatos do dia-a-dia tem tudo, menos a polidez da impressão literária.

  32. Mas é claro que Jesus dizia palavrões. Primeiro era homem; segundo qual ser humano que não sai da linha de vez em quando?? Lembremo-nos do episódio dos “vendilhões do templo”, será que Jesus só “caiu” de chibatada, sem dizer um palavrãozinho? Duvido!

  33. O teor da materia é impressionante. O autor percorreu caminhos nunca antes percorridose, mais, com maestria, próprio dos que dominam o idioma e usa recursos persuasivos.Lembro da obra de Saramago O evangelho segundo Jesus Cristo quando me deparava com algumas passagens que me deixavam chocada. Hoje entendo que o mundo é assim pela diversidade de olhares. Confesso que estive pensando sobre a origem dos palavrões, onde estaria sua origem, com o homem? não sei. mas o texto é , no mínimo , intrigante

  34. Como cristã (mesmo não sendo frequentadora de nenhuma seita ou religião), discordo de algumas coisas.Mas,como alguém que sabe que Jesus não era nenhum doutor (provas temos na própria Biblia,não recordo bem onde, mas Ele vai pregar na Sinagoga e em meio aos “doutores”;enfatizando bem aonde estava indicando ser o Mestre,que ainda tinha só 12 anos,ser impossível dominar as Letras.),poderia ou até mesmo usou palavras não eruditas para se comunicar com as pessoas ditas cultas,da época.O mesmo Cristo,como o artigo diz,andava com os pobres e demais pessoas do submundo(digamos assim),revelando inda mais que o FILHO DO HOMEM não era nenhum conhecedor das palavras bem elaboradas da época.Eu poderia discorrer mais com minhas palavras e com meu comentário,mas daria,quem sabe,outro artigo:com o que concordo e o que discordo.Mas,fica a homenagem por tão bom artigo que instiga ao ler mais e discutir sobre o Jesus dos tempos antigos,do presente e do que pregam.Olhando bem:quantos “JESUSIS” devem existir,heim?

  35. a força do artigo é impressionante e o humor avassalador. li depressa, tenho trabalho pela frente, nao sei se concordo com tudo. mas que é um texto fascinante, la isso é – fascinante porque faz pensar, porque o autor conhece a lingua que usa, porque sabe escrever e tem uma alta exigência moral.
    amém.

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