O professor que odeia o livro

por PAULO GHIRALDELLI JR.*

É considerado habilidoso aquele soldado que carrega rapidamente sua arma e em fração de segundos tem o inimigo sob mira certeira. Também é muito apto o trabalhador fabril que ajusta uma peça na velocidade correta, então deslocada na sua direção por uma esteira na linha de montagem. Velocidade e destreza, nesses casos, são essenciais. Essa velocidade e essa destreza, uma vez no campo da leitura, talvez sejam exigidas no e-mail e no twitter. Todavia, valem pouco para os intelectuais que, enfim, se alimentam antes de tudo do livro.

O livro é o campo do intelectual. Não é o campo do estudante que, enfim, é transformado pelos professores, quando muito, no soldado, no trabalhador fabril e no leitor de twitter. O estudante é tirado, pelo professor, da estrada que poderia transformá-lo em um intelectual ou, ao menos, em uma pessoa capaz de autonomia de julgamento. Vítima de pequenos textos em forma de cópia Xerox, o professor tornou-se alguém que perpetua a cultura da pressa e do acúmulo, tornando seu aluno igual a ele próprio, antes um meio leitor que um leitor.

Esse professor é um inapto. Mas o pior é que ele é um produtor de inaptos. Há muito ele caiu no conto de uma das vias da modernidade, a que confundiu rapidez com objetividade. No campo de batalha, o soldado que arma seu fuzil rapidamente e de modo mais veloz ainda tem o inimigo sob mira, recebe o nome de um “atirador objetivo”. De modo menos dramático é o caso do “jogador objetivo”, que finaliza bem e reduz o jogo todo a algo muito chato caso não exista o gol. Essa noção de objetividade desliza erradamente para a atividade do leitor e, então, qualifica o que é o “leitor objetivo”. Este, desse modo, é o que “vai direto ao ponto” no texto e não sucumbe às diversas possibilidades interpretativas. O que deveria ser uma virtude do bom leitor, que é justamente a capacidade de sucumbir às diversas possibilidades interpretativas, indo e vindo no texto, parando para repensar e fazer conexões próprias, agora é o comportamento condenado.

Nessa cultura que a filósofa Olgária Matos chama de o “vamos direto ao ponto”, as palavras subjetivo e objetivo perdem sua melhor significação. Subjetivo não é mais próximo de reflexivo e, sim, de confuso e lerdo. Objetivo continua a ser quase sinônimo de verdadeiro, mas não pela sua qualidade de independência e, sim, pela sua simplicidade e rapidez. Essa confusão de conceitos que criou o leitor de nossos tempos, o leitor não intelectual, é comemorada então pela universidade que abriga o professor inapto.

Esse professor começou sua carreira sem perceber que iria se tornar o que se tornou. Ele não se matriculou em um curso para ser imbecil, é claro. Mas ele não foi suficientemente esperto para escapar da tarefa que ganhou nos primeiros dias de aula, talvez bem antes da universidade, tarefa esta que ele, depois, passou a repetir com seus alunos candidatos a aleijões mentais. Foi lhe dado, logo no início de sua vida escolar, antes a tarefa de resumir textos e colocar “as idéias principais” que a tarefa de compreender o texto e expandi-lo por meio da imaginação, criação e busca de erudição. Assim, de resumo em resumo, no afã da atividade de tornar tudo menor, mais rápido e curto, ele acabou encurtando, verdadeiramente, sua inteligência. Ficou curto mentalmente. Nada lê para criar. Tudo lê para fichar. Até seu mestrado e doutorado foi feito assim, por meio de “fichamentos”. Ele até chegou a ler um manual de metodologia científica que aconselhava o fichamento! Ele se tornou, assim, uma pessoa limitada se sem a menor idéia do que é ser um leitor. Ganhou um “Dr” na frente do nome, que o legitimou nessa atividade que ele acredita que se encaixa na universidade perfeitamente. Exibe esse seu hábito de pegar atalhos, que o torna um símio, e é assim que se comporta: exibe seu método de “fichamento”, resumo, e leitura do crime do Xerox  como o macaco exibe o pênis quando vê a fêmea humana.

Paro por aqui, pois já ultrapassei o tanto de linhas que os alunos desse professor conseguem ler. Eu disse os alunos, ele mesmo, o dito professor, parou bem antes, no segundo parágrafo. Esse tipo de professor se tornou um ejaculador precoce. Ele não leva adiante nada que ultrapasse uma lauda, e mesmo assim, às vezes não termina nem mesmo uma lauda uma vez que, precisando de dicionário, não o apanha na estante e tem preguiça de consultar o da Internet, aberta na frente dele.


* PAULO GHIRALDELLI JR é filósofo, escritor e professor da UFRRJ. Site: http://ghiraldelli.pro.br/ Publicado com a autorização do autor.

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11 comentários sobre “O professor que odeia o livro

  1. Professor Paulo Ghirardelli Jr., eu sempre fico menos burro quando leio seus textos/livros. Há muito recomendo aos alunos seus livros e mesmo neste semestre estou utilizando, para o curso de educação física, exatamente o seu livro “O Corpo”. A sua narrativa filosófica parece inaugurar nova e inédita abordagem das percepções que temos da realidade (acadêmica, social, individual, etc.). Gostaria de dizer que admiro muito a sua integridade, inteligência e perspicácia filosófica… Obrigado por seus ensinamentos e parabéns pela sua honestidade intelectual.

  2. O texto é bastante interessante para a reflexão, porém urge primeiro analisar em que condições os professores se afirmam como profissionais reflexivos, pois segundo a ideia de performatividade os professores estão entregues e dependentes de informações técnicos-científicos que são determinados politicamente distante deles, e essa dependência ou condição para a sua reflexão limita com certeza a sua reflexividade, o que se converte no que o professor no seu artigo expôs sabiamente. Penso eu que se se libertear o professor, deixá-lo fazer de acordo com a sua idiocratissidade e crair o seu próprio tempo de trabalho ( em fim a sua planificação), este mudará a sua prática.
    Por outro lado acredito que o fichamento, os resumos bem orientados e planificados são um material didáctico que possa estimular a criatividade, se calhar em alguns Países com falta de bibliografia a criação de fichas seja uma forma de criatividade docente, no entanto pretendo dizer que há que analisar as condições em que essas fichas são dadas….
    Cordialmente

  3. Estou maravilhado com este artigo. Pessoalmente, acho que ha muito pouca qualidade nos professores que temos. O estudante nao ‘e orientado a saber pensar e criar novas ideias, mas a resumir textos. Muitas vezes, esses prof ate se esquecem de comentar sobre o conteudo dos textos que mandam resumir, limitando-se a exigir resumo atras de resumo. Este texto devia ser publicado e lido em todas as Universidades e outras instituicoes do ensino superior.

  4. Bom dia Prof. Paulo Guiraldelli Jr,
    Gostei imenso do seu artigo e realmente concordo com tudo o que nos oferece como subsídio para a nossa contínua aprendizagem. No entanto, há um ditado que diz: “Ninguém dá o que não tem”. E é bem verdade que muitos de nós professores damos, infelizmente, o que temos prejudicando repetidamente os estudantes que forem passando por nossas vidas e tirando-lhes a oportunidade de se tornarem autónomos na sua aprendizagem e no seu tornar-se intelectuais. Eu sou dum país que o livro ainda é luxo e, nesse caso, falando com sinceridade, será difícil pensar que vou deixar de dar aos meus estudantes extractos de texto para a sua aprendizagem. Acredito que é um exercício que devo fazer para, mesmo com essa excassez, possa dar a cada um dos estudante uma possibilidade de se tornar ele próprio “senhor” do seu saber.

  5. Infelizmente, é bem verdadeiro! Te acompanho a um tempo Paulo e mais uma vez, concordo com suas palavras que sem bem degustadas, nos deixa ao fundo um gostinho de preocupação e nos faz ver uma imagem de hipocrisia em relevo. Eu, sempre adorei essa coisa toda de ler, mas de ler, sem ninguém me cobrando resumos e etc, sempre tive um verdadeiro horror a isso e acredite, me sinto uma verdadeira inutil na tarefa de resumir – tirar as idéias principais. Mas enfim, cheguei na universidade e me senti um tanto quanto aliviada e feliz, quando pregavam a importância do ser e de ser um ser reflexivo.Aparentemente encontrei alguém que pensava como eu, ou ao menos que me apoiava! E estava enganada. Bom aluno é aquele que LÊ mais em menos tempo. Não estamos falando de reflexão/criação ok? Aquele que lê, que ficha, que resume, que toma todo o discurso do autor como verdade e não tem tempo para se questionar… ele tem outros fichamentos pra fazer. Vivemos e apoiamos a cada dia mais a cultura da fotocópia; um crime. (Ok, vamos ver o preço dos livros no mercado, o salário mínimo e entenderemos um pouco mais sobre esse assunto. Não justifica, mas com toda certeza, faz sentido!). É prof. Paulo, é triste e real!

    Grata por compartilhar mais isso conosco.

  6. Adorei o artigo, e posso afirma com toda convicção, que a maioria de nossos professores univesitários são realmente uns inaptos e tb criadfores de inaptos pois como acadêmica tenho visto e sentido isso na pele.

  7. A sua resposta está no seu próprio texto. Quem são os intelectuais de hoje? Os professores universitários da nova geração, em sua maioria, são uma espécie de treinadores, de adestradores de pessoas para o mercado que exige, rapidez, competitividade e pouca reflexão. Pensar em como produzir mercadorias mais e melhor, creio não necessitar muito de livros, nem de literatura. Isso ainda têm o desplante de se chamar de sociedade em frança evolução. Muito bom o artigo. Abraços.Paz e bem.

  8. Uma reflexão muito interessante foi o que eu pensei sobre o seu texto. Embora, não sei bem se o perfil mencionado do professor que odeia o livro seja esse. Me parece que o perfil seja mais de uma pessoa que foi corrompida pelo sistema, e talvez, esse professor tenha medo de si mesmo, ou ainda, quem sabe, seja consequência da falta de querer buscar perguntas, aceitando simplesmente algumas respostas e “verdades” prontas, sem questioná-las e construí-las.

    Fizestes analogia de um soldado e sua velocidade, bem como o funcionário e sua destreza, sendo essenciais nestes casos. O professor usando essas habilidades no e-mail e twitter não quer dizer que desconsidere os livros… mas talvez, não os absorva (como intelectualmente você expõe e gostaria que fosse degustado), por preguiça de questionar.

    Questionar implica em buscar perguntas que levam o sujeito a pensar. O problema, em minha opinião, são que as pessoas têm preguiça de pensar. Você incentiva seus alunos a pensar? Como faz isso? Você aceita os questionamentos deles? Por mais simples que sejam? Considera opiniões das pessoas que não vê como sendo intelectuais? Por que é importante a velocidade e destreza somente pela via do livro? Achas que as pessoas que têm preguiça de ler são inaptas para serem professores? Você nunca teve preguiça de ler? E os professores que são “inaptos”, pior, produzem outros “inaptos”? É preciso então ser um verdadeiro intelectual para ser professor? Tem que dar exemplo (perfeito) para produzir outros como eu?

    Eu penso que precisamos incentivar as pessoas a valorizem as perguntas, ao questionamento, a si mesmos, usando quaisquer ferramentas. Eu creio que o livro seja a principal ferramenta e o maior aliado do professor, mas não é o único caminho possível para ser apto. O que é ser apto para ser professor? Posso ser um intelectual fajuto, mas sei o que é ser professor. Um professor de verdade (mesmo não sendo um intelectual como vc defende), não quer dizer que produz pessoas inaptas. Produz pessoas livres. A questão é: o professor que não gosta de ler tem menos oportunidades de abrir seus horizontes e os dos outros? É claro que sim.

  9. Caro professor,

    Adorei seu texto, pertinenete bem verdade, entretanto duas coisas levam-me a ficar com aquele olhar parado pensando sobre o que estou lendo. A primeira refere-se ao professor inapto, mas antes de tudo seria bom analisarmos de que inaptidão estão falando. E claro, estamos falando de uma inaptidão sobre a formação de leitores seja ela de formadores/educadores ou de formandos/educandos. Mas, será que tudo isso não é mesmo intencional? E do intencional debruço-me ao grande jogo social, o qual sempre conduziu a educação.

    Pois bem, a relação, entre o professor que está formando e o aluno que está sendo formado, gera uma problemática que tem sua nascente no ensino superior, pois o sistema universitário não possui um projeto curricular para o ensinamento do aluno que está se formando em Letras ou Pedagogia (ou outros cursos que para mim deveriam ter uma cadeira específica para atender essa área) que visam uma metodologia diferenciada para o ensino da disciplina de literatura. Fato este que pode ser justificado por diversos pontos como: a falta de tempo do corpo docente em elaborar um projeto literário para formação de profissionais que irão trabalhar com a disciplina, ou mesmo a criação de um projeto específico que mude toda estrutura curricular do ensino da literatura nas escolas, ou ainda, a sobrecarga como acúmulo de trabalhos que se dá graças ao baixo índice salarial. Somado a tudo isso, ainda temos a falta de tempo às leituras, gerando uma leva de formadores em literatura que também não lêem.

    Essa máquina educacional acaba por produzir em série um corpo discente despreparado, do mesmo jeito que forma sem a preocupação de como esse grupo discente vai se tornar docente (ou não) e como usará as metodologias ensinadas. Na seqüência dos fatos essa mesma máquina institucional acaba por receber um novo grupo de alunos formado por aqueles que ela própria certificou sendo aptos a ministrarem. Sendo assim, o ciclo está fechado de forma viciosa e trazendo consigo a falta de leitores aptos para o mundo literário.

    A troca de informações, idéias e cultura, fazem da literatura uma grande expressão da arte, tendo capacidade integradora, em que retoma e atualiza a própria condição existencial de um ser situado, que não conhece o mundo como uma coleção de objetos diante de si, mas como horizonte originário do sentido que se materializa em cada experiência vivida. Logo, muitas questões cercam a intencionalidade da Educação e conseqüentemente da literatura, uma vez que esta é parte integrante da cultura escolar , bem como o conceito da disciplina de literatura, pois a mesma sempre esteve à mercê de seus períodos históricos e sociais que determinavam seu ensinamento.

    De outro ângulo, poderíamos dizer que, independente de qualquer período da literatura, a mesma deveria fazer parte da vida do aluno a tal ponto que ele não fosse observador da história, mas atuante nesse processo histórico de forma lúdica. É como se criássemos um personagem, dessa vez revestido na condição de aluno, para que ele fosse atuando e narrando a própria vivência com a literatura. Pois é pela compreensão do que fomos ontem que conseguimos nos projetar para o futuro, tendo o presente uma plataforma de entendimento nos dois tempos.

    Voltando à questão atual metodológica da literatura, quando refletimos sobre a aversão dos nossos alunos às obras literárias, ocorrem-nos sempre os problemas de ensinamentos dos textos literários. Obras fora do contexto atual e longe da realidade estudantil. Da mesma forma em que há diferenças substantivas e subjetivas na maneira na qual os professores encaram e exercem o ensino da literatura no âmbito da disciplina de Língua Portuguesa. Todavia, antes de analisarmos a parte comportamental de nossos alunos diante do conteúdo da disciplina de literatura, há de se fazer uma fundamental ressalva na problemática do ensino, neste caso para a formação de professores do Curso de Letras, que reside no tratamento generalizado para o ensino da literatura no âmbito da disciplina de Língua Portuguesa.

    E por fim ( já escrevi muito mais que qualquer um queira ler), o professor deve oferecer formas didácticas diferenciadas, que venham ao encontro do que os alunos gostem para que os mesmos sintam o desejo de ler. Na maioria dos casos, os alunos apresentam predisposição para não gostar da disciplina de literatura justamente porque a soma do conteúdo literário estudado em sala de aula, geralmente, como já citamos, com uma escrita requintada para as necessidades sociais de época, mas que para o contexto atual, faz-se completamente fora de sentido e desatualizada dentro da vida do aluno do século XXI e somada a metodologia aplicada fazem com que o aluno tenha uma predisposição a não se interessar pela disciplina.

    Daí, a necessidade de implementar uma metodologia que busque ensinar a literatura de uma forma direccionada, afim de resgatar/formar o leitor. Caso contrário, não teremos leitores, mas sim “leitores” para atingir as necessidades, somente curriculares. Entende-se, com isso, que há uma ligação muito próxima entre a literatura e a formação do indivíduo, ultrapassando todo e qualquer parâmetro, somente, curricular, e isso se dará à medida que tivermos autênticos leitores; uma forma de chegar à formação literária pelo o que o nosso aluno gosta de ler.

    Uma opção que nos parece plausível, aplica-se a partir da prioridade que devemos ter sobre todo esse entendimento de mudanças que as sociedades atravessaram e entendermos que diante de nós está um aluno do século XXI e não dos séculos passados, o qual se utiliza de uma linguagem totalmente diferenciada dos textos que precisam estudar. E para, além disso, são leitores de tempo algum, a não ser do que lhes interessa.

    E por fim (agora de verdade), afinal, restringir o ensino da literatura apenas a livros necessários para responder questões de ingresso à universidade não leva o aluno ao conhecimento. Antes de tudo, é correr o risco de tornar odioso o que deveria ser prazeroso, o ato de ler, como podemos acompanhar ao longo de nosso percurso enquanto professora de literatura que na percepção diária da frustração de nossos alunos, buscamos uma melhoria para eles.

    Gislaine Becker
    Professora das Literaturas brasileira e portuguesa
    Professora Doutoranda em Ciências da Educação
    Universidade Nova de Lisboa
    Lisboa – Portugal

    http://illustramus.blogspot.com

  10. Excelente artigo. Apesar de não ter parado no primeiro parágrafo, pois o li na íntegra, quero comentar a questão da “objetividade”. Mesmo que eu seja uma professora que lê, que tenta contaminar seus alunos com o vírus da leitura, as regras atuais exigem o bjetividade. Os alunoos universitários são preparados para o ENADE, cuja prova delimita o número de linhas para que o aluno argumente sobre determinado assunto. O que fazer, não é?
    Continuamos, como afirma a filósofa citada, indo direto ao ponto, pois se desviarmos um pouco para pensar, imaginar e só aí decidir, somos lerdos, infelizmente!
    Parabéns pelo texto. Gostaria de um dia poder dizer, seu argumento não procede mais, quem sabe um dia!

  11. Tamanha é a pertinência do texto do professor Paulo Ghiraldelli que me sinto aliviado. Aliviado da angústia que sinto quando me deparo com os livros que tenho que, praticamente, decorar para depois reproduzir nas provas. É angustiante a impressão que às vezes tenho de não ser capaz e de talvez estar errado por, justamente, escolher o melhor: desenvolver meu potencial intelectual e humano (e não simplesmente a memória).

    Esse texto me confirmou aquilo que sabia intuitivamente: sabedoria pende mais para a agricultura do que para a informática…

    Bom, ainda estou no segundo ano de Ciencias Políticas. Na faculdade onde estudo, ouço comentários de que seremos incentivados a ser criativos quando estivermos no mestrado…

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