Estado e crimes legais: culturas teológico-políticas no Antigo Regime

ALEXANDER MARTINS VIANNA* O pressuposto moral-político de que o indivíduo deve se adequar física e moralmente às necessidades públicas do cargo de governante é um aferidor histórico do surgimento de uma concepção estatal de poder soberano na cultura política de uma elite letrada, independentemente da natureza burocrática ou estamental-patrimonial das instituições sociais e políticas na … Continue lendo Estado e crimes legais: culturas teológico-políticas no Antigo Regime

Eleições no Brasil – Lula vence Bolsonaro, mas o futuro do país é incerto

Hermann Dierkes entrevistou o cientista social Prof. Antônio Andrioli* Foto: Deysi Hickmann 1. Lula venceu o segundo turno contra o presidente Jair Bolsonaro. Como você avalia o resultado? É uma vitória para a democracia. Após uma campanha eleitoral muito difícil, na qual Bolsonaro e sua equipe não apenas inundaram o país com suas famosas Fake … Continue lendo Eleições no Brasil – Lula vence Bolsonaro, mas o futuro do país é incerto

Cadete, ordem errada não se cumpre!

Por MANUEL DOMINGOS NETO* Apenas o povo avisado e mobilizado tomará legitimamente, para si, as rédeas do Estado Eu vivo apertado, mas pago com gosto tuas despesas escolares, cadete. Tua farda, teu alojamento, tua comida, teu soldo, tua assistência médica, teu lazer, pago tudo. Outros, em situação pior que a minha, sem o alimento assegurado, também … Continue lendo Cadete, ordem errada não se cumpre!

Que destino queremos: a barbárie ou a democracia?

LEONARDO BOFF* Que destino poderá conhecer o país nas próximas eleições Excetuando a classe dominante que se enriquece com regimes autoritários e de ultradireita, como o atual, vigora, na grande maioria, a consciência de que assim como o Brasil está não pode continuar. Deve haver uma mudança para melhor. Para isso penso que devem ser … Continue lendo Que destino queremos: a barbárie ou a democracia?

Liberdade e libertinagem nas eleições de 2022

Pe. ALFREDO J. GONÇALVES* O processo eleitoral de 2022 obriga a repensar determinados conceitos. A razão disso se bifurca: de um lado, na polarização exacerbada das práticas e das palavras, torna frequente a banalização de noções e valores histórica e cientificamente consolidados; de outro lado, constata-se não sem espanto certo derretimento de cláusulas civilizatórias pétreas, … Continue lendo Liberdade e libertinagem nas eleições de 2022